Opinião Pública
A crise militar do governo Dilma
Por Sérgio Abranches
A presidente Dilma Rousseff está enfrentando a sua primeira crise militar. Todos os presidentes tiveram a sua, desde a criação do ministério da Defesa. Nenhum deles conseguiu eliminar, pela raiz, a causa primária dessas crises.
O ministério da Defesa foi, desde sua criação, uma fonte recorrente de risco polÃtico-institucional. Os militares nunca aceitaram a autoridade do ministro civil. Todos os presidentes enfrentaram crises militares desde sua criação, na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Mas, por trás dessa resistência à autoridade civil do ministro da Defesa há causas com raÃzes mais profundas. A definitiva aceitação da liderança civil no ministério da Defesa tornou-se parte necessária da institucionalização final da democracia no Brasil.
Basta comparar o ministério da Defesa com o da Fazenda, para se ter uma boa ideia dessa crise permanente. Foram sete ministros da Defesa em três governos e três ministros da Fazenda, no mesmo perÃodo, apesar de todas as turbulências passadas pela economia brasileira e pelo sistema econômico global.
Criador do ministério da Defesa, que deveria marcar a etapa decisiva do processo de subordinação dos militares ao poder civil e democrático, Fernando Henrique não conseguiu nomear o ministro de sua escolha. Queria um diplomata e a rivalidade histórica entre o Itamaraty e as Forças Armadas (FFAA) provocou reações adversas dos ministros militares. O presidente deixou-se persuadir e cometeu erro fatal. Não apenas cedeu ao veto, como escolheu Élcio Ãlvares, um polÃtico fracassado, de história controvertida, para ser o primeiro ministro da Defesa. Os militares se sentiram desprestigiados, porque viram a nomeação como compensação pela derrota eleitoral. Ãlvares havia sido derrotado nas eleições para o governo do EspÃrito Santo. Foi empossado como Ministro-Extraordinário, antes mesmo da criação oficial do ministério da Defesa. Os comandantes das três armas, ainda ministros, retiraram-se da cerimônia de posse sem cumprimentar o novo ministro. Cenas parecidas vêm se repetindo a cada mandato presidencial.
A gestão de Ãlvares foi a pior possÃvel. Incompetente, contestado pelos militares todo o tempo, viveu permanente insubordinação dos comandantes, sob a liderança do brigadeiro Hugo Brauer, da Aeronáutica. Tentou de todas as formas agradar os militares, como já fizera na ditadura, mas em vão. Terminou caindo, por pretexto menor, que nem vale menção.
O presidente Fernando Henrique tentou afirmar as linhas de autoridade hierárquica, com o poder civil no topo. O brigadeiro Bauer que atacava o ministro nos bastidores e em público, não totalmente sem razão, foi demitido pelo presidente. Na posse do novo comandante, Bauer foi demoradamente aplaudido pelos oficiais presentes. A crise se aprofundou, sem que o presidente corrigisse o erro original de escolha do ministro. Como de praxe, a insubordinação se manifestou pelas organizações dos militares na reserva, que vocalizam, com mais liberdade, a insatisfação dos militares da ativa. O Clube da Aeronáutica fez cerimônia de desagravo a Bauer. Nela, o presidente do Clube, brigadeiro Ércio Braga, contestou a legitimidade do governo e disse que o compromisso dos militares era com a Nação, não com o governo. O brigadeiro Ivan Frota propôs o impeachment de Fernando Henrique. Era o cúmulo da insubordinação. Finalmente, sobreveio a queda inevitável do ministro.
Para substituÃ-lo, Fernando Henrique fez outra escolha controvertida. Nomeou seu Advogado Geral da União, Geraldo Quintão. Ele chegou com afagos aos militares, ao invés de tentar estabelecer a autoridade hierárquica em xeque. Prometeu fundos que não conseguiu liberar. No seu caso, o desafio à autoridade ministerial veio do comandante do Exército, general Gleuber Vieira, que o criticou duramente – e ao governo – por causa da escassez de verbas e a pobreza dos soldos. Foi demitido pelo presidente que, então, enfrentou o primeiro pronunciamento militar: mais de uma centena de oficiais generais se reuniu em BrasÃlia em apoio ao comandante. Cardoso recuou da demissão.
Não contentes em ter forçado o presidente a recuar, os oficiais submeteram Fernando Henrique a constrangimento público durante o almoço tradicional de final de ano. Seu discurso terminou em gritante silêncio e o do comandante do Exército, entusiasticamente aplaudido. Quintão ficou no ministério até o final do governo Fernando Henrique, mas ao custo de ser uma figura simbólica. E pior, sÃmbolo da inadmissão da autoridade civil do ministério da Defesa sobre as FFAA, o que corresponde à não aceitação da autoridade presidencial como Comandante em Chefe das Forças Armadas. Esse mesmo problema seria enfrentado por Lula, sem conseguir resolvê-lo e está agora sendo agora enfrentado pela presidente Dilma Rousseff.
Fernando Henrique acertou na criação do ministério da Defesa como parte importante do processo de estabelecimento da hegemonia civil no governo do estado democrático de direito. Mas errou na escolha dos ministros e ao admitir o esvaziamento da autoridade do ministro civil pelos militares. Ministros fracos e más escolhas originais contribuÃram para dar fôlego longo à insubordinação dos militares. Um pecado original que determinou a debilidade do enquadramento civil dos militares, uma questão que, em algum momento, o paÃs terá que resolver em definitivo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou José Viegas, um competente diplomata, para o ministério da Defesa. Mas foi uma nomeação consentida. Os comandantes militares foram consultados e aceitaram o nome de Viegas. O diplomata já assumiu, portanto, com sua autoridade condicionada àquela aceitação pelos chefes militares que lhe deviam ser hierarquicamente subordinados. Mas ele não aceitou ser um ministro figurativo. Bateu de frente com o comandante do Exército, general Francisco Roberto de Albuquerque, ao pedir mais empenho na busca dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia. Era um sinal de que o problema dos desaparecidos e torturados permaneceria como o fio da navalha, ou do sabre, no caso, sempre ameaçando a autoridade civil com o veto militar. Viegas se empenhou, também, na reestruturação administrativa do aparato militar, essencial para o processo de construção institucional do ministério da Defesa, como topo da estrutura militar do estado. Mas nem ele, nem o presidente Lula, reagiram em tempo aos seguidos atos de indisciplina e insubordinação de oficiais e comandantes militares, especialmente do comandante do Exército. No processo real, o poder civil se apequenava diante do poder militar.
Essa insubordinação culminou no episódio que levaria à queda de Viegas. A publicação na imprensa de fotos supostamente do jornalista Vladimir Herzog, morto pela ditadura militar, sendo submetido a torturas antes de seu assassinato. O Centro de Comunicação Social do Exército emitiu nota em que criticava o “revanchismo†e, de fato, justificava a tortura e outros atos hediondos ocorridos nos subterrâneos sangrentos da ditadura. A nota dizia que “as medidas tomadas pelas Forças Legais foram uma legÃtima resposta à violência dos que recusaram o diálogo, optaram pelo radicalismo e pela ilegalidade e tomaram a iniciativa de pegar em armas e desencadear ações criminosasâ€.
Viegas exigiu por escrito que o comandante do Exército revisse a nota e desautorizasse a versão divulgada. Rejeitou duas versões que lhe foram apresentadas para substituir a nota original. O presidente Lula teve que intervir, determinando que nova redação fosse encaminhada a Viegas. O comandante do exército, general Albuquerque, desconsiderou a orientação, e enviou a nota diretamente ao presidente Lula. Lula não a recebeu, reiterando sua ordem para que fosse entregue ao ministro Viegas.
A nota, assinada pelo comandante do Exército, general Albuquerque, e escrita na primeira pessoa do singular, dizia, entre outras coisas, o seguinte: “entendo que a forma pela qual esse assunto foi abordado não foi apropriada, e que somente a ausência de uma discussão interna mais profunda sobre o tema pôde fazer com que uma nota do Centro de Comunicação Social do Exército não condizente com o momento histórico atual fosse publicada.†O general dizia em sua nota, também, que o Exército lamentava a morte de Vladimir Herzog.
Mas a nota tinha três caracterÃsticas que não a qualificavam como efetiva retratação corporativa. A primeira, é que não era uma nota institucional, mas escrita na primeira pessoa do singular, pelo comandante do Exército. Essa caracterÃstica tem significado claro na hierarquia. O general assumia o sacrifÃcio da retratação, mas liberava seus comandados de subscrevê-la. A segunda marca da nota, é que ela continha um recado claro, vocalizando o ‘público interno’, o oficialato: “para o bem da democracia e comprometido com as leis do nosso paÃs, o Exército não quer ficar reavivando fatos de um passado trágico que ocorreram no Brasilâ€. Era o veto à reabertura das investigações sobre as violências cometidas pela ditadura. A terceira marca era a clara intenção, em todo o episódio de redação da nota, de passar por cima da autoridade do ministro da Defesa.
Por causa desse episódio, Viegas pediu demissão. Em sua carta deixou de lado o treino diplomático das meias palavras. Disse com todas as letras que havia sido desautorizado e que permanecia o veto inaceitável dos militares à plena elucidação dos atentados aos direitos humanos durante a ditadura. Referindo-se ao manifesto, Viegas dizia em sua carta a Lula que “embora a nota [do Exército] não tenha sido objeto de consulta ao Ministério da Defesa, e até mesmo por isso, uma vez que o Exército Brasileiro não deve emitir qualquer nota com conteúdo polÃtico sem consultar o Ministério, assumo a responsabilidade que me cabe, como dirigente superior das Forças Armadas, e apresento a minha renúncia ao cargo de Ministro da Defesa, que tive a honra de exercer sob a liderança de Vossa Excelência.†Dizia, também, que havia sido “com surpresa e consternaçãoâ€, que vira “publicada no domingo, dia 17, a nota escrita em nome do Exército Brasileiro que, usando linguagem totalmente inadequada, buscava justificar os lamentáveis episódios do passado e dava a impressão de que o Exército, ou, mais apropriadamente, os que redigiram a nota e autorizaram a sua publicação, vivem ainda o clima dos anos setenta, que todos queremos superar. A nota divulgada no domingo 17 representa a persistência de um pensamento autoritário, ligado aos remanescentes da velha e anacrônica doutrina da segurança nacional, incompatÃvel com a vigência plena da democracia e com o desenvolvimento do Brasil no Século XXI.â€
E insistiu na crÃtica ao pensamento autoritário persistente entre os militares: “é incrÃvel que a nota original se refira, no Século XXI, a ‘movimento subversivo’ e a ‘movimento comunista internacional’. É inaceitável que a nota use incorretamente o nome do Ministério da Defesa em uma tentativa de negar ou justificar mortes como a de Vladimir Herzog. É também inaceitável, a meu ver, que se apresente o Exército como uma instituição que não precise efetuar ‘qualquer mudança de posicionamento e de convicções em relação ao que aconteceu naquele perÃodo histórico’.†Essas palavras de Viegas devem estar ressoando no Palácio do Planalto, neste momento em que a presidente Dilma enfrenta, exatamente, o mesmo dilema.
Viegas foi substituÃdo pelo Vice-presidente, José Alencar, que conseguiu aplacar os ânimos militares, à s custas de manter-lhes intocado o poder hegemônico sobre o que consideram áreas sob sua jurisdição. Quando Alencar pediu para sair, Lula escolheu para seu lugar Waldir Pires, que durou pouco no ministério. Ele jamais foi assimilado pelos militares por seu passado de combate à ditadura. Terminou, porém, sendo derrubado pela queda do Airbus A-320, da TAM. Assumiu, então, Nelson Jobim, que processou a crise aérea, criou a ANAC, e deu solução razoável para o problema da jurisdição da Aeronáutica sobre o controle do tráfego aéreo. Mas no que diz respeito à linha de autoridade, a questão institucional chave, preferiu contemporizar. Continuou ministro no inÃcio do governo Dilma e caiu por declarações polÃticas intempestivas que terminaram por irritar a presidente. Escolheu afrontar a presidente, embora tenha se furtado a confrontar os militares.
Dilma nomeou em seu lugar o ex-chanceler Celso Amorim, considerado pelos militares “a pior escolha possÃvelâ€, por suas posições ideológicas e seus “valoresâ€. Amorim não tem o mesmo perfil que Viegas, seu colega de Itamaraty. Na crise do manifesto publicado pelos três clubes militares que desrespeitou a autoridade da presidente e o próprio governo civil, ao investir contra as ministras Maria do Rosário e Eleonora Menicucci, negociou com os militares uma solução branda. Ela reduz irremediavelmente sua autoridade e põe em xeque a própria autoridade da presidente como Comandante em Chefe das Forças Armadas, diretamente criticada no manifesto.
O manifesto dos militares da reserva foi provocado pelo discurso de posse da ministra da Secretaria das Mulheres, que se referiu à s torturas e mortes da ditadura, aplaudida pela presidente e pela ministra dos Direitos Humanos. A ministra Maria do Rosário é também criticada por supostamente questionar a lei da Anistia, ao defender a apuração do destino dos desaparecidos na ditadura. O manifesto reflete o veto militar real à “Comissão da Verdadeâ€. Já na promulgação pela presidente Dilma da lei que criou a Comissão, os três chefes militares manifestaram eloquentemente a insatisfação corporativa, ao manter silêncio e imobilidade gritantes, quando todo o auditório aplaudia.
Os comandantes foram instados pelo ministro da Defesa, em nome da presidente, a determinar a retirada do manifesto da Internet e assim o fizeram. Os militares da reserva circularam, porém, nova nota em sites militares, que nega autoridade e legitimidade ao ministro e reitera o integral teor do manifesto e das crÃticas à presidente e suas ministras. A nota, subscrita por mais de 150 oficiais da reserva, continua recebendo adesão de mais oficiais. É mais um episódio de insubordinação. A punição regulamentar proporcional à gravidade desse duplo ato de indisciplina é a prisão dos lÃderes e a advertência aos demais. Em havendo reincidência, o regulamento prevê o afastamento dos responsáveis do quadro militar.
O governo está certo em considerar o afastamento punição excessiva no momento, mas erra em negociar uma advertência, punição branda demais do ponto de vista regulamentar para o tipo de falta cometida, em lugar da detenção dos responsáveis. No sistema militar, nada é anônimo, tudo tem hierarquia. Portanto, há responsáveis identificáveis.
Amorim abriu mão do cerne da autoridade ministerial. A autoridade da presidente Dilma como Comandante em Chefe está em xeque.
Não é uma crise simples como parece pela maneira pela qual a imprensa a vem tratando. Essa crise está em curso desde o episódio da queda de Viegas. Ele já foi parte do processo de insubordinação e defesa do pensamento autoritário ultrapassado, denunciado em sua carta de demissão, que o ministro Amorim e a presidente Dilma enfrentam agora. Os dois episódios estão associados ao veto militar à elucidação do que ocorreu com os desaparecidos nos porões sombrios da ditadura. A superação definitiva deste veto é condição indispensável à completa institucionalização do poder civil no paÃs e à inteireza da institucionalidade do estado democrático de direito. No Brasil, o passado teima em passar.
Sérgio Abranches é mestre em Sociologia pela UnB, PhD em Ciência PolÃtica pela Universidade de Cornell e Professor Visitante do Instituto Coppead de Administração, UFRJ.
Comentários (40)
» Deixe seu comentárioInfelismente e hoje não saberia dizar o que o povo realmente pensa. Eu e alguns amigos, pensamentos que hoje em dia as coisas não estão muito diferentes de antigamente.
Antigamente o militar mandava e pronto, quem não obedecia morria. Se falasse mal morria tambem era mais ou menos olho por olho dente por dente.
Atualmente estamos enforcados com leis e mais leis em que uma se contradiz a outra. Estamos na era onde leis e mais leis são questionadas de uma forma como diria simplicia.
É o caos Juridico que atravanca o pais.
Nimguem mais sabe o que fazer!
Somos legislados por pessoas que apenas visam interesses pessoais ao criar artimanhas juridicas para se fortalecerem e a legislar em causa propria e quando legislam soltam bandidos no calar do dia.
Não senti isso quando o pais era governado pelos militares. É certo que vivi pouco a sua era pois nascido em 56 apenas vivi uns momentos.
Acredito sim nesta pouca vivencia com os mesmos as coisas eram bem diferentes da que hoje são. Posso estar enganado, mas acho que era melhor.
Melhor não era para aqueles que queriam o poder e hoje no poder são absolutos nas suas armaduras. Apenas não matam, ou matam ? Temos muitos casos atualmente que sinalizam que sim!!!
A incompetencia e tanta que apenas sabem proibir.
Proibido fumar, proibido beber, proibido transitar, tudo proibido.
Para passer gasta-se mais com pedagio do que com combustivel.
Alardeiam o transito com 40.000 mil mortes num Universo de 200.000.000 milhões de habitantes porem o alardeio é arrecadativo. Voce não ve um Orgão de Transito sequer Trabalhando na Educação. Amoitam agentes atras de postes e muros pra ficar anotando (como soldados do exercito )placas a o final do dia fazem hora extra no escritorio para prencher talões. Alias nem hora extra querem pagar mais, as multas são de preenchimento eletronico e instalam equipamentos eletronicos para fazer um trabalho que deveria ser educativo.Tentam camuflar a penalidade em pontos na carteira porem a pratica é outra pois se fizermos um compartivo entre as multas aplicadas por carteira cassada existe um imenso abismo ou seja o importante é arrecadar se tirar motorista da rua a arrecadação diminue.
Isto não sera uma ditadura!
Porque então um general ou comandante e uma das forças não se candidatam?
Que tal testar a força civel e a militar.
Apenas um desabafo dos meus sentimentos pois antigamente isto não seria escrito uma porque não poderia e outra talvez por não haver necessidade.
E há mais um componente, esquecido no artigo: a remuneração dos militares é bem inferior à de outras corporações, principalmente as do Ministério Público e Judiciário, além das carreiras jurÃdicas.
Uma perguntinha, Ãlvaro: você votou em quem pra presidente, naquela época?
Parabéns ao autor do texto.
Reflete com exata fidelidade a realidade dos fatos, sem tendências nem distorções.
Os militares nunca se sujeitaram ao poder civil.
Resistem em defender a pretensiosa idéia de que são a última tábua da salvação da nação.
Os generais mais antigos ainda cultivam ideais absolutistas nos moldes dos quais receberam “sólida formação”.
Uma solução é a troca de toda a cúpula das três forças armadas por gerações de oficiais mais novos, com pensamentos atualizados e afinados com os princÃpios democráticos.
Coloquem esses dinossauros no pijama e deixem que eles esperneiem à vontade.
Se o governo, legÃtimo representante do povo brasileiro, com suas autoridades legalmente instituÃdas, não é respeitado por setores das forças armadas, quem o será?
No regime de democracia prepondera a lei ou a vontade dos generais?
Léo colocou bem. Dilma deveria ser mais dura e fazer valer sua força de Chefe Militar e esse choro dos “aposentados” é saudosismo de um passado que não voltará mais; e tentativa de justificar a frustração que deve ter sido a carreira deles, a serviço dos interesses norte-americanos, aqui.
Ainda bem que superamos.
“Eles quem venham, por aqui não passam”.
Mas que asneira………..
Se não fosse trágico seria cômico.
Vão passar com tudo por cima desses resquÃcios de autoritarismo.
64 NUNCA MAIS!
A Presidenta tem o poder, a legitimidade e o apoio total da maioria do povo brasileiro.
Vejamos as súmulas do STF no que se refere a punição de militares reservistas:
Súmula 55 do STF: Militar da RESERVA está sujeito à pena disciplinar.
Súmula 56 do STF: Militar REFORMADO não está sujeito à pena disciplinar.
RESERVA e REFORMA são situações muito distintas.
Precisa clareza maior que essa para enfiar o regulamento disciplinar na boca desses insurgentes?
Por que nao se faz um plebiscito sobre a conveniencia de uma “Comissao da Verdade” na apuracao dos crimes do periodo do governo militar? A voz do povo eh a voz de Deus. . .ou, a voz do PT eh a voz de Deus?
60 mil professores na paulista pedindo reajuste salarial, foi dado como bandido reivindicando, agora, pouco mais de 100 militares, entre eles, alguns de reserva, escrevem uma carta de descontentamento e vira crise?!Seguramente nenhum deles votou na Dilma.
A mÃdia está criando uma crise.
O Candido continua candidamente iludido quanto aos aspectos politicos da crise.
Concordo com o articulista em numero, genero e grau. Chega !
Os militares (inclusives os estaduais) não podem e não devem submeter-se ao tal “poder civil”; não da forma em se pretende, com humilhações e achincalhes, para não ficar pior do que está. Salários incompatÃveis com grau de formação e responsabilidade, edifições velhas e cheias de mofo, equipamentos sucateados, efetivo desmotivado, sem acesso a direitos consolidados no mundo civil. E agora, ainda querem cassar nosso direito de reclamar, em pleno estado democrático…..
Bem , acho um engano total isso, na democracia ninguem manda, mas todos obedecem as leis , os militares realmente estao insatisfeitos com seus salarios achatados pela inflaçao,e tem filhos esposas e maes que necessitam de tudo como toda pessoa civil,entao o que fazer”"”"
Que crise. Isto é invenção do PIGS que adora um militar.
Avançamos e muito nesse PaÃs, é natural que temos problemas.. Um deles é esse sobre os militares..sua história é marcada pela dificuldade de viver os novos tempos democráticos….A sociedade evolui tudo evolui até as insituições devem evoluir..
Sérgio Abranches é, há muito anos, disparado o melhor cientista polÃtico do Brasil.
Dilma, enquadre esses milicos. Trate aos pontapés essa gentalha. É assim que eles entendem as coisas.
Tu tens os nossos votos. Eles têm sangue nos coturnos.
Sim, Antônio Marcos. Os militares devem, sim, se submeter ao poder civil, legal e legÃtimo que emerge das urnas, da soberania popular.
Entenda isso, ou vá ler um livro, por favor. A sociedade brasileira, não é mais, graças a Deus, uma sociedade pretoriana.
Quanta ingenuidade!
“Passar por cima”; “enquadre os milicos e trate-os a ponta-pés”.
Como??? Esqueceram-se do Poder das Armas!
A Presidenta como comandante suprema das Forças armadas tem o poder de punir os oficiais que não a respeitam como comandante supremo,é so mandar para reserva os insubordinados e nomear novos generais que estão comprometidos com a Democracia e mandar prender os que estão na reserva que são insubordinados, não respeitando a Disciplina e nem a hierarquia.
Como disse caio flavio, Dilma, enquadre esses milicos. Trate aos pontapés essa gentalha. É assim que eles entendem as coisas.
Dilma precisa mostrar sua autoridade, de modo rápido e eficaz. Se amarelar meu amigo, não terá mais respeito até o fim do seu mandato.
Sou engenheiro do IME. Além de ofender com a tal comissão do PT, cortando verbas do Min. Defesa, deixando a 3 forças na pobreza. Esse governo e colunista esquecem da lei que o Sen.Aliado do PT, Sarney assinou em 1988. Liberando oficiais da reserva de censura. Quanto à insubordinação, Não é você que dita e sim o Min. Publico militar que não tomou nenhuma providência, pois não houve transgressão. Vocês esquecem que o Clube militar é entidade civil. Censurar por não gostar de 1 texto é censura. A sua Presidente queria acabar com a Lei da Anistia, agora pensa que manda em tudo. O Jango também pensou. Agora são +1590. Obrigada a Dilma pela ofensa!
“Eles” passaram a
vida toda enaltecendo a liberdade de expressão. Alguns, dizem, morreram por ela. Hoja abominan-na e tratam-na como afronta. Pusilânimes.
“Eles” passaram a
vida toda enaltecendo a liberdade de expressão. Alguns, dizem, morreram por ela. Hoje abominam-na e tratam-na como afronta. Pusilânimes.
Há o contraditório, os milicos tem os coturnos sujo de sangue! Os ditos “guerrilheiros” ou defensores da democracia, esta nos moldes de Cuba, China, Albânia , URSS etc., tem o sangue nas mãos. Ou todos eram e são anjos?
É preciso contextualizar a epóca, houve excessos de ambos os lados, todos inaceitáveis!
A ANISTIA NA ÉPOCA FOI DISCUTIDA E APROVADA PELO STF E EU COMO MILITAR SOU A FAVOR DO PENSAMENTO DO EXERCITO. SE Hà CRISE É CULPA DOS DESCONTENTES QUE QUEREM SE APARECEREM NA MÃDIA. O DEFUNTO ENTERRADO É PARA A BICHARADA SE FARTAR, OS VIVOS DO PRESENTE, TEM QUE SE PREOCUPAR COM O FUTURO.
EU LAMENTO A FÚRIA DOS DESCONTENTES. UM MILITAR É MAIS DISCIPLINADO, UM CIVIL É MUITO APAISANADO PORQUE NÃO CONHECE A HIERARQUIA E A DISCIPLINA.
Um tal de marco em minúsculo mesmo) e outra meia dúzia de comentaristas desse espaço quando abrem a boca despejam fezes. Parece até estrangeiro dentro do paÃs. Todos nós somos brasileiros e devemos ser respeitados mutuamente. Gostaria que comentassem sobre o mar de corrupção de partidos, polÃticos e governos que impera no paÃs; De nomeações como a última, para a pesca, onde o ministro diz que sequer sabe colocar uma minhoca no anzol. Qual o destino desse ministério? E os demitidos por desvios de milhões que foram punidos somente com a demissão? E os cuecões, e os malões, e os correios, e os delúbios e outros que já retornaram ao poder, e os milhões que foram roubados no passado para a ficção de financiar movimentos, e os assassinatos que tantos deles cometeram e hoje são fichas limpas e podem normalmente ser eleitos. Deveriam sumariamente mudar o nome de brasil para brasis!
Armando, você lembra aquela historinha da velha carta de abc quando colocam dois jumentos amarrados pelo rabo e duas moitas de capim em suas frentes? cada qual puxando para a moita gerando forças contrárias e nunca chegando ao intuito. Somente quando resolvem comer uma moita de cada vez é que eles se resolveram. Militar e Civil no poder são forças inversas e só podem funcionar em pleno acordo com poderes reconhecidos por ambos. Acho quem ninguém encontrará a resposta.
Caro Antonio Carlos, como vc é Engenheiro do IME você á mais polido nas suas palavras. Aqui percebemos pessoas nos chamando de gentalha, que precisamos ser enquadrados, e que nos darão chutes no traseiro, entretanto, poucos nesse blog possuem a competência de ingressar numa Instituição como o IME e tantas outras de excelência do EB. Sou militar, esposa e filha de militar e nunca nos enquadraremos para esses polÃticos corruptos brasileiros. Li a frase: “vcs têm os nossos votos e eles o sangue nos coturnos” ter voto é sinal de que no Brasil? (Collor, Sarney, Dirceu, Palloci, e quantos mais tenho que citar? Nunca compactuaremos com isso, pois o EB é um lugar de homens e mulheres de caráter, já o congresso e o governo eu tenho certeza que não. “vocês que venham, por aqui não passarão”
Estar ao lado e comungando com corruptos é ser um deles, ou querendo!
Caro mestre phd qualquer cidadão pode dar sua opinião sobre assuntos polÃticos ou de qualquer natureza seja a respeito da presidente ou do corinthians e isso se estende as organizações de direito privado como é o caso do clube militar .Esclarecido isso visto que o senhor é governista não cabe qualquer punição pois os militares de reserva já não mais estam sob o julgo do regulamento militar sendo assim estas baboseiras que o senhor disse: “ É mais um episódio de insubordinação. A punição regulamentar proporcional à gravidade desse duplo ato de indisciplina é a prisão dos lÃderes e a advertência aos demais. Em havendo reincidência, o regulamento prevê o afastamento dos responsáveis do quadro militar”.Não passa de um mestre phd sociólogo falando de um assunto sem propriedade ,com pouco conhecimento de causa , agora houve abuso de poder quando mandaram retirar uma nota impedindo a liberdade de expressão .
Um paÃs que coloca na presidência uma terrorista, espera o que desse governo. E povo sem memoria, elege uma terrorista indicada por um bebado.
Sr. Simão Daniel de Paula, tome cuidado com seu comentário porque ele fere e agride os sentimentos de mães e irmãos daqueles que o sr. diz “estarem enterrados para a bicharada se fartar”!
Muito cuidado, porque o sr. rebaixa com essa expressão, o nÃvel moral, de sentimentos religiosos, humano e de bravura (no sentido máximo da palavra – não confundir “bravura pra executar e ocultar nossos familiares, porque isso é covardia”).
Não pense em furia de descontentes, pense em tristeza e angustia de familiares (como qualquer familiar) que tem um filho desaparecido, até hoje, pelas mãos daqueles que deveriam, como Entidade, garantir a vida e promover a justiça.
Lamentavel ver um senhor com tantos titulos escrever tantas besteiras. Defende a puniçao de militares aposentados que tem o direito de expressao garantido pela Constituiçao. Um texto visivelmente esquerdista. Ja que querem tanto investigar os crimes dos militares porque nao investigar tambem os crimes cometidos pelos terroristas da epoca? Assaltos a bancos, sequestro de embaixador, carro bomba, roubo de armas de quarteis do exercito, e tantos outros crimes? A luta da Dilma naquela epoca nao era pela Democracia. A Democracia que temos hoje foi o que os militares defenderam naquela epoca. Ministro da Defesa tem que ser alguem que entenda de Defesa. Nenhum dos civis que ocuparam a pasta tinham competencia para tal posiçao, e evidentemente os militares sabem disso. Infelizmente pessoas como Sergio Abranches, que com este texto assina um atestado de ignorancia sobre historia e sobre Leis, presta um desserviço a Naçao, plantando ideias claramente partidarias. Lamentavel!
DESAFIO A QUALQUER CIDADÃO A CITAR QUAL O MILITAR QUE FICOU RICO DURANTE A DITADURA – QUEM FOI EXILADO PELOS MILITARES OU SEJA COLOCADO EM UM AVIÃO OU NAVIO, QUALQUER COISA E MANDADO EMBORA – QUAL DOS TERRORISTAS DA ÉPOCA QUE ESTA POBRE – QUAL FOI O CIDADÃO DE BEM QUE APANHOU DURANTE O REGIME MILITAR – O FATO QUE NÓS BRASILEIROS NÃO TEMOS UMA RAÇA PURA E QUE GOSTAMOS MESMO É DE ESCULHAMBAÇÃO – COMO FALOU O GENERAL DEGAULLE – ESSE NÃO PODE SER UM PAÃS SÉRIO
o governo militar supera o comunista pois os militares sao superiores em qualquer argumento
Inicialmente, faço minha as palavras do comentário de Leonardo – de 22 de março de 2012 – 11:36 . Idem, de BOBSANTOS de 30 de março de 2012… Ocorre que vivemos num paÃs governado a serviço do comunismo, que proibe a liberdade de expressão… Cidadão sem disciplina não é cidadão, é desordeiro…É preciso um novo 31 de MARÇO reciclado ao nosso tempo e espaço. Coitado do povo brasileiro cuja maioria – sem estudos – é uma presa fácil como incautos a esse bando de oportunistas comunistas com polpudos vencimentos e indenizações altamente suspeitas, pois , que o digam os familiares mortos pelos comunistas/terroristas/subversivos… Realmente, hierarquia e DISCIPLINA não faz mal a ninguém, a não ser a esse bando de desordeiros, muitos deles com fachada de “anginhos”. F O R A C O M U N I S T A S !!!
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Eu fui militar e, se fosse nomeado Ministro da Defesa, tiraria de letra essa incumbência.
Militar existe para receber ordens e cumprÃ-las: isso se aprende no primeiro dia de caserna e ponto final.
Ministro fraco e sem apoio integral vai se dar mal sempre.
O ministro que quizer ter sucesso nessa empreitada, se não for oriundo das forças armadas, deve assistir vários programas da série “O Encantador de Cães”, que passa na tv por assinatura.
AlÃ, a disciplina (ou a falta dela) norteiam toda a relação entre comandante e comandados: no caso do programa, proprietários e seus cães.
Mantidas as diferenças (entre pessoas e cães), o caso é o mesmo.
Ah, cabe salientar que o instrutor prova que não existem casos de indisciplina sem solução e ele não usa violência.