Mundo

Após “blecaute”, senador retira projeto anti-pirataria nos EUA

Reprodução

"Ouvi as críticas e as levei seriamente em consideração", disse senador, ainda que ressalvando que continuará trabalhando contra o "roubo" de propriedade intelectual dos EUA | Foto: Reprodução

Da Redação

O congressista estadunidense Lamar Smith, principal responsável pelo Stop Online Piracy Act (SOPA), anunciou na sexta-feira (20) que vai retirar o projeto de lei de tramitação, até que se alcance “uma concordância mais ampla” sobre o assunto. A lei, que pretende criar barreiras à distribuição não autorizada de conteúdos protegidos por copyright, motivou um “blecaute” na quarta-feira (18), quando vários sites protestaram contra uma lei que consideram perigosa e nociva à liberdade e desenvolvimento da Internet.

Leia mais:
- Em protesto contra o SOPA, Uruguai dará um dia de internet grátis a usuários
- FBI fecha Megaupload e desencadeia guerra online: site do FBI desaba
- Políticos dos Estados Unidos começam a retirar seu apoio ao SOPA

“Ouvi as críticas e as levei seriamente em consideração”, afirmou Lamar Smith, em nota oficial. “Parece claro que teremos que rever a abordagem quanto ao melhor modo de atacar o problema de ladrões estrangeiros que roubam e vendem invenções e produtos norte-americanos”, acrescentou. No entanto, Smith também deixou claro que o recuo não é definitivo. “O problema da pirataria online é grande demais para ser ignorado”, diz o documento. “O roubo online de propriedade intelectual norte-americana não é diferente do roubo de produtos de uma loja. Continuaremos trabalhando junto a proprietários de copyright, companhias de Internet, instituições financeiras para desenvolver propostas que combatam a pirataria online e protejam nossa propriedade intelectual”.

O enfraquecimento da proposta do republicano era perceptível já no dia seguinte ao protesto, que unu sites como Wikipedia, Google, Reddit, Yahoo! e Facebook, entre outros. Pelo menos 18 legisladores retiraram o apoio ao SOPA nas horas seguintes ao “blecaute”.

O controverso projeto de lei tem o apoio da indústria do cinema e da música, com o argumento de que se busca uma proteção dos direitos autorais e de propriedade intelectual. Pelo projeto, Google e outros serviços de internet teriam que bloquear os sites onde são distribuídos filmes, músicas e outros bens pirateados.

As empresas da internet defendem que a legislação promove a censura, altera a operacionalidade da internet e prejudica sua capacidade para a inovação. Diante da polêmica, o governo do presidente Barack Obama expressou na semana passada sua oposição a qualquer legislação que signifique estabelecer censura à internet.

Com informações de Reuters, Huffington Post e Mashable

Comentários (2)
» Deixe seu comentário
Comentário de: Yuri RC | 22 de janeiro de 2012 | 13:39

Esse nacionalismo estadunidense é tão danoso e claramente reforça o imperialismo e o capitalismo corporativo. Por isso sou tão anti-nacionalista quanto sou socialista.

Comentário de: alan macarthy | 22 de janeiro de 2012 | 14:01

Ok se o roubo on-line é igual a qualquer outro, Os EUA estão nos devendo às pampas pelo roubo que fizeram em nossa Amazônia. Sobre isso eles não querem legislar né?

* Campos obrigatórios
O espaço de comentários do Sul21 pode ser moderado.
Não serão aceitas mensagens:
  1. que violem qualquer norma vigente no Brasil, seja municipal, estadual ou federal;
  2. que contenham conteúdo calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade, ou que desrespeite a privacidade alheia;
  3. que contenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas;
  4. que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica;
  5. de cunho comercial e/ou pertencentes a correntes ou pirâmides de qualquer espécie;
  6. que caracterizem prática de spam;
  7. anônimas ou assinadas com e-mail falso;
  8. fora do contexto da matéria;
  9. exclusivamente em caixa alta.