Política

Cpers anuncia paralisação e não descarta greve nas escolas estaduais

"Se não tivermos acordo, iremos parar pelo tempo que for precisoâ€, diz Rejane de Oliveira | Ramiro Furquim/Sul21

Rachel Duarte

“Tarso: pague o piso ou a educação para”. Com esse lema, o Cpers promove nesta sexta-feira (19) uma paralisação do magistério estadual para cobrar, do governador Tarso Genro, a implementação do piso nacional da categoria e dos planos de carreira no Rio Grande do Sul. Um ato no Gigantinho, em Porto Alegre, marcará o lançamento de um movimento em defesa da educação pública.

“Na campanha o governador falava que não precisava do STF para cumprir o piso. Agora ele diz que está esperando o acórdãoâ€, critica a presidente do Cpers, Rejane Oliveira. Ela afirma que o sindicato irá intensificar as movimentações pelo pagamento do piso da categoria e não descarta uma greve nas escolas estaduais.

“Vamos colocar os símbolos da nossa luta na rua e lançar um cronograma de caravanas pelo interior. Vamos conversar com as regiões e organizar a nossa greve. Se não tivermos acordo, iremos parar pelo tempo que for precisoâ€, afirma.

Mesmo com a aprovação da Lei do Piso e com o reconhecimento da sua legalidade pelo Supremo Tribuanal Federal (STF) em abril deste ano, professores de alguns municípios e Estados brasileiros ainda não recebem o valor estipulado pela legislação. Por isso, paralisações acontecem em diversos locais do país desde terça.

A Central Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lidera o movimento da categoria e esteve com o ministro da Educação Fernando Haddad na última terça. Eles pediram prioridade da gestão junto ao STF para publicação do acórdão sobre a Lei do Piso, que irá garantir o cumprimento da lei por parte dos Estados.

Em visita a Porto Alegre nesta quarta, Haddad afirmou que os governos estaduais foram pegos desprevenidos com a decisão do STF e, agora, estão tentando encontrar alternativas para o pagamento do piso. “O governador (Tarso) é um dos artífices da lei do piso. Nós queríamos, quando ele foi ministro, resgatar este pacto com os professores e efetuar o pagamento atrasado há 12 anos. Mas a aplicação é um processoâ€, defendeu.

A atividade do Cpers no Gigantinho acontece a partir das 17 horas. Após o lançamento do movimento, serão empossadas a nova direção central e as direções de núcleos do sindicato.

Comentários (3)
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Comentário de: Kfouri , Carlos alberto | 18 de agosto de 2011 | 17:00

Muito desconfortavel, de fato, a posicao do governador: eh o ministro artifice do piso nacional e como governador nao o paga. Por mais que sejam verdadeiras, e o sao, as dificuldades orcamentarias, o constrangimento do governador eh indisfarcavel.

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Comentário de: Bruna sá | 20 de novembro de 2011 | 20:20

E como a gente vaii saber se ele vai pagar ou não ?

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