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Rússia e China rejeitam resolução que condena repressão na Síria

| Foto: AslanMedia/flickr

Da Redação

A Rússia e a China vetaram neste sábado (4) no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução que condena a repressão na Síria. O plano tinha o apoio dos demais países do principal organismo de decisão das Nações Unidas. O veto ocorre no mesmo dia da pior ação registrada em 11 meses de levante contra o regime do ditador Bashar Al Assad que deixou ao menos 260 mortos.

Treze países votaram a favor do projeto elaborado pelos países árabes e europeus, que apoiam um plano da Liga Ãrabe para garantir a transição à democracia na Síria e tentar cessar a violenta repressão a oposicionistas, que matou mais de 5.400 pessoas na Síria desde março de 2011.

Mas Rússia e China (que ocupam duas das cinco vagas permanentes com direito a veto no conselho) voltaram a votar contra o texto, como haviam feito em 5 de outubro. Principal aliado da Síria no órgão da ONU, a Russia já afirmou repetidas vezes que vai vetar qualquer resolução que exija a renúncia do ditador Bashar Al Assad.

O novo projeto de resolução, que substitui outro mais duro e que foi descartado de imediato pela Rússia, não pedia explicitamente que o Assad deixasse o poder. No entanto, as concessões incluídas continuaram sendo insuficientes para a Rússia, conforme informações do chanceler russo, Serguei Lavrov.

Ataques deixaram ao menos 260 pessoas mortas

Conforme organizações opositoras, o regime de Assad bombardeou na madrugada deste sábado (4) a cidade de Homs, um dos principais focos das revoltas contra o ditador e deixaram ao menos 260 pessoas mortas.

Manifestantes sírios saquearam a embaixada de seu país no Cairo e invadiram neste sábado (4) missões diplomáticas em Londres e no Kuwait em resposta aos ataques. Grupos de protesto também foram vistos em frente das embaixadas sírias na Alemanha, Estados Unidos e Grécia.

O CNS (Conselho Nacional Sírio), grupo que agrega a oposição ao regime de Assad, confirmou que mais de 260 pessoas morreram no que considerou ser “o massacre mais horrível cometido pelo regime desde o começo do levante na Síria”.

O regime negou as acusações, afirmando que tais grupos estavam envolvidos com uma campanha conspiratória para desestabilizar a Síria.

“Algumas emissoras de TV colocaram no ar imagens de um grupo de cadáveres com as mãos acorrentadas, alegando que eles foram mortos por bombardeios do Exército, enquanto são de fato cadáveres de cidadãos inocentes sequestrados, torturados e abatidos por grupos armados terroristas”, afirmou o regime em nota.

Para Obama, ataque é “inqualificável”

Pouco antes de o Conselho de Segurança votar a resolução, o presidente dos EUA, Barack Obama, condenou o “ataque inqualificável” em Homs, exigiu que Assad deixasse o poder imediatamente e pediu uma ação da ONU contra a “brutalidade implacável” do presidente sírio.

“Ontem, o governo sírio matou centenas de cidadãos sírios, incluindo mulheres e crianças, em Homs, por meio de bombardeios e violência indiscriminada, e as forças sírias continuam a impedir que centenas de civis feridos procurem ajuda médica”, disse Obama em um comunicado. “Qualquer governo que brutaliza e massacra seu povo não merece governar.”

Com informações da France Presse

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