Cultura

Prefeitura de Porto Alegre oficializa liberação do carnaval na Cidade Baixa

zeca

Bloco carnavalesco Maria do Bairro esteve ameaçado de não sair devido a falta de autorização da EPTC | Foto: Tiago Coelho

Da Redação

Os apreciadores da cultura popular podem ficar tranquilos: o tradicional bloco carnavalesco Maria do Bairro desfilará na Rua Sofia Veloso, no Bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Após negociações entre a Prefeitura de Porto Alegre e os carnavalescos, a folia foi liberada para acontecer neste sábado, 4, a partir das 16 horas com apoio da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e da Secretaria Municipal da Cultura.

“Trata-se de uma manifestação popular legítima, recorrente em todo o país nesta época do ano, que é de baixa temporada. As atividades do Bloco Maria do Bairro não atravessam a madrugada, encerrando-se às 24h. A Prefeitura vai oferecer suporte no controle de trânsito e recolhimento de lixo. Desse modo é atendido o desejo da comunidade carnavalesca e respeitados os direitos dos moradores da região”, explicou o secretário da Cultura, Sergius Gonzaga.

O pedido de fechamento da rua para as comemorações foi enviado há cerca de 20 dias pelo bloco Maria do Bairro e foi indeferido, na última segunda-feira (30) em razão do contra-pedido encaminhado à EPTC pelo vereador Haroldo de Souza (PMDB).

Comentários (6)
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Comentário de: Jeferson Henrique | 3 de fevereiro de 2012 | 15:22

A velha política da panela de pressão; é assim que se faz feijão e política com partidos e gestões conservadoras!

Comentário de: matheus | 3 de fevereiro de 2012 | 15:46

ahahhahahahah esse haroldo é brincadeira

Comentário de: Rodrigo Sansel | 3 de fevereiro de 2012 | 15:49

Penso que democracia é isso mesmo, todos tem o direito de protestar, cobrar, discutir, etc…etc…

Uns gostam de carnaval, outros não, alguns dizem que é anseio popular, outros, comentam que é só festa. O certo é que o tema foi discutido e decidido. Agora, por favor, dupliquem o a quantidade de banheiros químicos, tanto para homens, como para mulheres.

E, por fim, a segunda dica a ser pensada. Não muito tempo atrás, o início da Lima e Silva era um lugar tranquilo de se morar, se não fosse a liberdade dos grandes DONOS DE BARES, os quais, por sua vez, ocupam as calçadas, como se não houvesse problema algum. Sr. cadeirante, consegues passar nas ótimas calçadas da Lima??? E os refletores, e palmeiras, etc…etc…. ajudam um pouco?

O certo é que é muito interessante, se eu tivesse grana faria o mesmo, montava meu negócio em um bairro, e, lógico, iria morar EM OUTRO, bemmmm longe, afinal, arrecadar é bommmmm demaissssss…..mas, sofrer…não, ainda mais com todo esse barulho.

Comentário de: Andreia | 3 de fevereiro de 2012 | 17:00

Ah, o imaginário coletivo, e a memória seletiva…
Passado sempre calmo, tranquilo, “bons dias que não voltam mais”, e sempre fruto do subconsciente.
A Cidade Baixa foi o primeiro bairro de origem negra em Porto Alegre. Sua história, ao longo dos anos, e da própria história da cidade, é marcada justamente pela boêmia. Boa parte dos morados escolheram ali morar exatamente por se tratar de um local de pulsante vida cultural e social (além de central).
A Cidade Baixa nunca foi caracterizada como um bairro calmo e silencioso. Pelo contrário, um bairro repleto de atividades! E o carnaval de rua de Porto Alegre está ligado com esta história, nada mais justo que esta tentativa de resgate cultural (que vem dado certo) continue ali.
Realmente não entendo esta busca pelo “sossego”… Retirar o público de pedestre à noite trará sossego? Eu prevejo ainda mais insegurança! Não há fundamento por essa busca do “silêncio” num bairro de característica ruidosa. Boêmios envelhecem e negam sua juventude? Pessoas que decidem ali residir sem conhecer a característica do bairro? Interesses econômicos? (na falta de argumento, recorrem à burocracia, e, até os alvarás e licenças saírem…).
Lima e Silva: sinceramente, o público arruaceiro da Lima e Silva permanece! Pois é aquele composto por pessoas que não entram em bares, mas compram caixinhas de vinho e destilados de garrafa plástica no supermercado Zaffari, e à frente deste estabelecimento se reúnem.
Lima e Silva calma não muito tempo atrás? Quando isso? Frequento a Cidade Baixa há quase 20 anos e não me lembro desta tão aclamada calmaria…
Bom, mas isso é percepção pessoal e minha memória seletiva…
Registros históricos são ligeiramente mais confiáveis…
Percebe-se a origem calma de tranquila do bairro pela sua alcunha remota: “Emboscadas”…
Negar a boêmia, o carnaval, as artes, a música e as manifestações populares na Cidade Baixa é negar a História da Cidade de Porto Alegre.

Comentário de: Jady | 3 de fevereiro de 2012 | 17:13

Adorei essa liberação, afinal se divertir um pouco não faz mal a ninguém..e outra ninguém pode reclamar sendo q nem vai entrar madrugada a dentro essa folia..

Comentário de: Carlos Anders | 4 de fevereiro de 2012 | 11:35

Pois é Andréia, memória seletiva mesmo!!!
Quando a Goethe era a o “centro” das baladas de Poa, talvez, tu ainda estivesses no 1º grau, ou 2º, daí, a justificativa da memória seletiva.

No que tange a boêmia, olha, não me recordo dela ser no bairro todo, e sim, em pontos tais como perto da antiga “ilhota”, e mais ainda, próximo à Vila Lupicínio Rodrigues.

Veja bem, as pessoas eram tão simples e humildes, não tinham dinheiro para gastar com “cevas”, e assim, se reuniam nas cercanias para celebrar a vida, organizadamente.

Sobre o carnaval, nada contra, até mesmo por ter sido realizado anossss, e anossss, na Cidade Baixa. Porém, agora os “novos moradores”, vão lá, abusam, gastam seu dindim tomando sua “ceva social”, olhando para quem morava ali hà muito mais tempo e dizendo: azar. (kkkkk)

Pois é, gostaria de ver essas pessoas educando seus filhos, morando em cuma de um bar, o qual, deixa a família dormir por volta das 03:00, e nem ali mesmo convivem para saber o “preço” do seu dinheiro. ÔOOOOO belezaaaaa, pimenta nos olhos dos outros é remédio! Isso aí!

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