Agenda

Para quem fica, o Sul21 recomenda ar condicionado e filmes em dia

Milton Ribeiro

Fim de semana de Carnaval. Música, só a da grande festa. Teatro, só na avenida. Então, para quem fica, é a grande oportunidade de ler um bom livro e de botar o cinema em dia. Dentre os filmes em cartaz, indicamos alguns com especial insistência, casos de A Separação, Tomboy, Os Nomes do Amor e alguns que já passaram dos seis meses de exibição, como Um Conto Chinês e A Última Estação. Antes de entrar no cinema, pergunte pelo ar condicionado. Dizem que Porto Alegre vai arder. Bom final de semana.

Todas as sextas-feiras, o Sul21 traz indicações de filmes, peças de teatro e música para seus leitores. Não se trata de uma programação completa, mas apenas de recomendações dos melhores espetáculos que assistimos. O critério é a qualidade. Se você tiver sugestões sobre o formato e conteúdo de nosso guia, por favor, comente. Para acessar esta matéria durante a semana, bastará clicar em Agenda em nossa capa.

Cinema – Em Cartaz

Para Poucos (***)
(Aimez Qui Vous Voulez), de Antony Cordier, 2010, França, 103 minutos


Rachel (Marina Foïs) é funcionária de uma loja de joias. É casada com Franck (Roschdy Zem) e eles vivem com seus filhos uma vida confortável de classe média. Quando conhece Vincent (Nicolas Duvauchelle), Rachel acaba ficando encantada e organiza um jantar com ele e sua mulher Teri (Élodie Bouchez), onde acabam se envolvendo e se relacionando numa espécie de troca de casais. Decidem viver juntos. É possível viver novas experiências sexuais sem cometer adultério? O desejo consegue sobreviver à rotina? Pode-se mesmo ter tudo? E quando os limites do que se considera normal em famílias e relacionamentos forem quebrados? Tais questões são abordadas pelo diretor Antony Cordier no filme que, segundo ele, conta “uma história de amores adultos”. Divertido, nada demais. Com Marina Foïs, Élodie Bouchez, Roschdy Zem, Nicolas Duvauchelle.

No Instituto NT, às 14h e 21h10.

A Separação (*****)
(Jodaeiye Nader az Simin), de Asghar Farhadi, 2011, Irã, 110 minutos


Uma unanimidade, se você for ver apenas um filme neste verão, a escolha correta é este A Separação. Vencedor do Urso de Ouro em Berlim e do Globo de Ouro norte-americano, A Separação é um monumental filme sobre a situação feminina no Irã. Mas é mais, é um filme universal sobre as relação entre casais, familiares e sobre as camadas de realidade que vão se sobrepondo a cada decisão que tomamos. O filme parte da história da separação de Nader (Peyman Moaadi) e Simin (Leila Hatami). Eles expõem a um juiz cuja face não é mostrada os motivos que os levam a divergir fortemente. Ela quer sair do Irã, enquanto ele deseja permanecer no país para cuidar do pai doente de Alzheimer. Entre os dois, está Termeh (Sarina Farhadi), a filha de 11 anos que, segundo a mãe, terá condições de vida muito melhores fora do país e uma empregada que acusa Nader de ter causado a interrupção de sua gravidez. Todos defendem com veemência suas posições e o espectador se vê dividido entre eles, que apresentam motivos críveis e razoáveis. Não perca. Com Leila Hatami, Peyman Moadi e Sarina Farhadi.

No GNC Moinhos 3, às 16h45, 19h30 e 22h.
No Unibanco Arteplex 8, às 13h, 15h20 e 20h50.

Isto não é um filme (****)
(In Film Nist), de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb, 2010, Irã, 75 minutos


Isto não é um filme é uma tentativa de Jafar Panahi de contornar a condenação que o impede de dirigir filmes. Em dezembro de 2010, o diretor iraniano foi sentenciado a seis anos de prisão domiciliar e vinte sem escrever roteiros, dirigir filmes, e conceder entrevistas por “exercer atividades contra a segurança nacional e propaganda contra a república islâmica do Irã”. Aqui, ele documenta um dia de sua vida em prisão domiciliar. Panahi é diretor de filmes como O Balão Branco (1995), O Espelho (1997) e O Circulo (2000), entre outros.

No Instituto NT, às 11h30 e 17h50.

O Artista (***)
(The Artist), de Michel Hazanavicius, 2011, EUA, 100 minutos


O principal favorito ao Oscar de melhor filme chegou aos cinemas de Porto Alegre. O Artista, filme de Michel Hazanavicius, narra a decadência do ator de filmes mudos George Valentin (Jean Dujardin). Ambientada entre 1927 e o início da década de 1930 e filmada em estúdios que recriam a Hollywood da época, a história também acompanha a ascensão de Peppy Miller (Bérénice Bejo), nova estrela do cinema em sua fase sonora. Todo em preto e branco, sem diálogos e apresentado com aquelas cartelas dos filmes mudos, O Artista retrata a mudança pela qual o cinema passou com o advento do som — e suas implicações, sobretudo a queda irreversível de quem não admitiu se adequar aos “novos” tempos. (André Carvalho)

No Cinemark Ipiranga 6, às 18h10 e 20h40.
No GNC Moinhos 1, às 14h10, 16h15, 18h45 e 21h.
No Unibanco Arteplex 4, às 14h, 16h, 18h, 20h e 22h.

Os Descendentes (****)
(The Descendants), de Alexandre Payne, 2011, EUA, 117 minutos


Também vencedor do Globo de Ouro, Os Descendentes invade os cinemas do Brasil na qualidade de favorito ao Oscar. Um acidente de barco põe em coma e com poucas chances de sobrevivência a mulher de Matt (George Clooney). Ele, que vivia afastado dos filhos, vê-se às voltas com a tarefa de conhecê-las, criá-las e educá-las, ao mesmo tempo que descobre que a mulher o traía. É uma boa história, muito bem dirigida, pontuada de bons diálogos e personagens interessantes. Payne tira o máximo do elenco à sua disposição e apostamos em Clooney para o Oscar de melhor ator. Com George Clooney, Judy Greer, Shailene Woodley, Matthew Lillard e Beau Bridges.

http://youtu.be/fQbQoYVigUc

No Cineflix Total 5, às 17h15.
No Cinemark Barra Shopping 8, às 14h40 e 19h30.
No Cinemark Ipiranga 6, às 15h40 e 23h.
No GNC Moinhos 3, às 14h15.
No Guion Center 2, às 14h40, 18h10 e 20h20.
Na Sala Paulo Amorim, às 15h50 e 19h40.
No Unibanco Arteplex 5, às 13h e 18h30.

Millennium — Os homens que não amavam as mulheres (***)
(The girl with the dragon tattoo), de David Fincher, 2011, EUA / Suécia / Reino Unido / Alemanha, 152 minutos


Vá entender! Em 2009, os suecos filmaram esta história baseada no primeiro romance da trilogia de Stieg Larsson (1954-2004). Era um filme estupendo, com tudo na medida certa: ritmo, drama, suspense, atores (a grande Noomi Rapace era a atriz principal), etc. Como era bom, os norte-americanos resolveram fazer a refilmagem. Ah, não me perguntem o motivo. Li que era falado em sueco, com atores suecos, um problemão… O filme de Fincher é bom, mas não supera o original. Com Daniel Craig, Rooney Mara e Christopher Plummer.

No Cineflix João Pessoa 4, às 21h.
No Cineflix Total 5, às 21h35.
No Cinemark Barra Shopping 1, às 17h50 e 21h10.
No Cinemark Ipiranga 5, às 17h50, 21h e 0h10.
No Guion Center 3, às 17h45.
No Unibanco Arteplex 5, às 15h30 e 21h.

Tomboy (*****)
(Tomboy), de Céline Scimma, 2011, França, 84 minutos


Este filme tinha estreado na semana passada e não foi indicado pelo fato de não o termos visto. É excelente. A palavra “tomboy” pode significa menina sapeca mas também menina que se comporta como menino. Já Tomboy, o filme, é um delicado e contemporâneo relato de uma menina, Laure (Zoé Héran) é uma pré-adolescente que mente ser um garoto logo após a mudança de seus pais para outro bairro. Cabelos curtos, jeito de moleque, ela explora a nova vizinhança à procura de amigos. Apresenta-se como Mickaël e passa a brincar e jogar bola como um menino. Os pais não sabem de nada, a irmã de seis anos alia-se à farsa, porém esta exige cada vez mais desafios. Mickaël mostra criatividade e vai resolvendo as questões. A amiga Lisa, por seu lado, vai se apaixonando por ela. Não contarei o final. Evitando o tom dramático, o filme de Scimma transpira sinceridade e beleza. É dica quentíssima. Com Zoé Héran, Malonn Lévana, Jeanne Disson, Sophie Cattani.

Na Sala Eduardo Hirtz, às 14h20 e 18h.

O espião que sabia demais (****)
(Tinker, Tailor, Soldier, Spy), de Tomas Alfredson, 2011, Reino Unido / França / Alemanha, 127 minutos

Onde vai, este filme recebe dos críticos o lugar comum de suspense-constante-na-dose-certa. É verdade. Baseado no romance de John Le Carré, a história é centralizada em George Smiley (Gary Oldman) que, período final da Guerra Fria, é chamado para descobrir quem é o agente duplo que trabalhou durante anos tanto para o Ocidente como para os Soviéticos. Os suspeitos são múltiplos e você deve permanecer atento porque a trama vai ficando cada vez mais complexa. O grupo de suspeitos é formado por um grupo de atores de primeira linha: Colin Firth (oscarizado em O Discurso do Rei), Toby Jones, Ciarán Hinds e David Dencik fazem respectivamente o “Tinker Tailor Soldier Spy” do título original do filme e do romance de Le Carré, este igualmente traduzido para O Espião que sabia demais. O diretor sueco Tomas Alfredson demonstra que se pode fazer um bom filme de espionagem sem mulheres fatais, alta tecnologia ou pirotecnias.

No Guion Center 3, às 20h30.
Na Sala Eduardo Hirtz, às 19h30.

Os nomes do amor (****)
(Le nom des gens), de Michel Leclerc, 2010, França, 103 minutos

Excelente comédia política sobre uma jovem que é tão comprometida com seus ideais que não mede esforços para converter seus opositores. Bahia Benmahmoud (Sara Forestier, vencedora do César na categoria melhor atriz) é filha de uma ex-hippie com um imigrante argelino ativista de esquerda. Também ativista de esquerda, a jovem possui interessantes atributos físicos e, para convencer um homem de direita a mudar de lado, não pensa duas vezes em levá-lo para a cama. Em seus objetivos entra Arthur Martin (Jacques Gamblin), um quarentão que parece conservador, mas se revela socialista. Com grande atuação de Sara Forestier no papel principal, o filme — baseado em experiências pessoais do diretor ao lado de sua mulher — enfoca a pluralidade, a política da França e até o genocídio de judeus na Segunda Guerra Mundial. Com Jacques Gamblin, Sara Forestier, Zinedine Soualem e Carole Franck.

No Cinemark Ipiranga 6, às 13h10.
No Instituto NT, às 16h e 19h20.

O Garoto da Bicicleta (****)
(Le Gamin au Vélo), de Jean-Pierre e Luc Dardenne, 2011, França / Bélgica, 87 minutos

Os filmes de Luc e Jean-Pierre Dardenne sempre têm de ser vistos. Vencedores de duas Palmas de Ouro em Cannes — por Rosetta em 1999 e A Criança em 2005 — , os dois irmãos belgas costumam acertar. E voltam a fazê-lo neste excelente drama que traz a também belga (e bela) Cécile de France como atriz principal. Cécile, hoje uma grande estrela, encaixa-se compreensiva e inteligentemente no universo sem glamour dos cineastas. Sem apelar para as lágrimas, a narrativa gira em torno de um menino órfão (Cyril) que procura seu pai. Depois, ficamos sabendo que este deixou Cyril “provisoriamente” num orfanato. Uma cabeleireira (de France) aceita cuidar do menino e de sua dor nos finais de semana. Apesar do desfecho talvez moralista, O Garoto da Bicicleta é uma consistente reflexão sobre o abandono, a prisão, a liberdade, o isolamento, o pertencimento e a marginalização. Não, nada de drama fácil. Aqui todos têm suas justificativas — até mesmo o pai — , o que não torna suas ações menos danosas. Com Thomas Doret, Cécile De France e Jérémie Renier.

Na Sala Paulo Amorim, às 18h.

A pele que habito (***)
(La piel que habito), de Pedro Almodóvar, Espanha, 2011, 117 minutos

A pele que habito, de Pedro Almodóvar, conta a história do cirurgião plástico Robert Ledgard que, após a morte da sua mulher num acidente de carro por queimaduras, passa a pesquisar a criação de uma pele com a qual pudesse tê-la salvado. Doze anos depois, ele consegue chegar a resultados satisfatórios em laboratório, aproveitando os avanços da ciência. No caminho, ultrapassa os limites do bom senso, brincando de Deus não apenas por ambição, mas em razão da primazia da conquista e da superação de uma culpa insuportável. O filme, que foi apresentado em Cannes, é polêmico e marca uma virada na carreira de Almodóvar. “Irregular”, “decepcionante”, disseram alguns críticos. Mas há defensores intransigentes do filme que o chamam de “denso”, “forte”, “perturbador”. Almodóvar teria abandonado a crônica social ligeira para um mergulho profundo na alma torturada do ser humano. A conferir. Com Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Blanca Suárez e Jan Cornet.

Na Sala Noberto Lubisco, às 19h10.

O Palhaço (***)
de Selton Mello, 2011, Brasil, 90 minutos

Procurando um caminho que associe bom cinema e audiência, temos a estreia deste O Palhaço em 200 salas do país. Imitando a sua maneira o cinema argentino, Selton Mello faz um pequeno e delicado filme — muito bem atuado pelo excelentes ator-diretor e Paulo José. É uma história de pai e filho. Ambos trabalham num circo, com o filho duvidando da própria vocação, sempre se perguntando se é aquilo mesmo que quer e que faz melhor. Neste ínterim, o Circo Esperança vai sobrevivendo do pouco que arrecada nas bilheterias e da hospitalidade das cidades do interior. Enquanto isso, Benjamim Savala (Selton numa homenagem ao palhaço Carequinha) vê, cidade após cidade, crescer sua insatisfação com a vida errante do circo. Então, decide ir em outra direção. Porém, a vida com endereço, emprego e a rotina casa-trabalho-casa também não o satisfaz. Mello, apesar de alguns tropeços na metade final do filme, é um dos bons diretores brasileiros. Para o gosto deste humilde comentarista, que prefere obras mais autorais, Feliz Natal (2008) é superior, mas O Palhaço é uma boa aposta.

Na Sala Norberto Lubisco, às 15h.

Um Conto Chinês (****)
(Un Cuento Chino), de Sebastián Borensztein, Argentina / Espanha, 2011, 93 minutos

Bem, prezados leitores do Sul21, a notícia a seguir é verídica, apesar das risadas que normalmente a acompanham. “Uma vaca caiu do céu e afundou nosso barco”, explicou, anos atrás, um grupo de pescadores japoneses aos tripulantes de uma lancha patrulheira russa, ao serem resgatados. Na dúvida, foram presos. Tal notícia foi publicada pelo diário Komsomolskaja Pravda e pela televisão russa para gáudio, pasmo e ceticismo de milhares de leitores e espectadores. Depois, descobriu-se que o conto dos pobres náufragos japoneses era mesmo real… (Mais detalhes, por exemplo, aqui). Pois a vaca que caiu do céu é o ponto de partida para o excelente filme argentino Um Conto Chinês, estrelado pelo grande Ricardo Darin. Buenos Aires. Roberto (Darín) é um sujeito mal humorado e cheio de manias, dono de uma pequena ferragem que administra sozinho. Suas horas vagas são passadas recluso em casa. Um dia, ele conhece o chinês Jun (Ignacio Huang), que acabara de ser assaltado e arremessado de um táxi. Roberto não entende chinês nem Jun sabe falar espanhol. Roberto fica entre a obrigação moral de ajudá-lo e a vontade de livrar-se do homem a fim de voltar a sua rotina. Eles acabam descobrindo que o verdadeiro motivo para terem se conhecido foi a vaca que caiu do céu. Com Ricardo Darin, Huang “Ignacio” Sheng Huang, Muriel Santa Ana, Javier Pinto e Julia Castelló Agulló.

No Sala Paulo Amorim, às 14h15.

A Última Estação (****)
(The Last Station), de Michael Hoffman, Alemanha / Rússia / Inglaterra, 2009


A Última Estação é uma narrativa centrada nos dias finais da vida do escritor Leon Tolstói, mostrando o dilema ético vivenciados por ele a respeito dos direitos autorais de sua obra literária. Em uma época que não se falava em propriedade intelectual e tampouco se imaginava que pudesse existir o Creative Commons, o fato de ceder os direitos autorais era considerado extremamente subversivo e inovador — um debate extremamente atual colocado num contexto antigo, portanto. Estimulado por seu companheiro de ideologia política, o qual argumentava sobre a importância da ampla difusão de sua obra, Tolstói se vê num campo de batalha contra sua esposa e companheira de uma vida inteira, a condessa Sofia, que não aceita uma ideia que poderia ter impactos drásticos na economia familiar. O filme dialoga com duas posições antagônicas, mostrando as contradições e imperfeições de cada uma delas. Com James McAvoy, Helen Mirren, Christopher Plummer e Paul Giamatti. (Vivian Virissimo)

Na Sala Paulo Amorim, às 15h50.

Exposições e Artes Plásticas

Dores da Colômbia, de Fernando Botero
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo ( Rua dos Andradas, 1223)
Até 8 de março

Está em cartaz no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1223), a exposição “Dores da Colômbia”, de Fernando Botero. Nessa individual do artista colombiano, estão reunidas 67 peças, sendo seis aquarelas, 36 desenhos e 25 pinturas. As obras retratam os abusos sofridos pelo povo colombiano como consequência da ação de grupos de guerrilheiros, traficantes, políticos e paramilitares. Botero é conhecido principalmente por suas pinturas de figuras robustas, com um toque cômico e kitsch, que aqui ganham uma dimensão política, dialogando com Picasso e Goya. Segundo a comissária do Museu Nacional da Colômbia, Nathalia Bonilla, as obras mostram, sobretudo, o que ocorreu no país nos anos 90, mas também são um registro universal da condição humana e da violência presente em todos os lugares. A mostra passou por Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, e, depois de Porto Alegre, seguirá para as cidades de Belo Horizonte, Fortaleza e Recife. O conjunto das peças foram doadas por Botero ao Museu Nacional da Colômbia entre 2004 e 2005, e também já percorreu cidades européias e latino-americanas. Com curadoria do próprio Museu Nacional da Colômbia, localizado em Bogotá, a individual marca as comemorações de dez anos de Centro Cultural CEEE. A visitação pode ser feita até 8 de março, de terças a sextas, das 10h às 19h, e sábados, das 11h às 18h. (Carolina Marostica)

De Chirico: O Sentimento da Arquitetura
Fundação Iberê Camargo (Av. Padre Cacique, 2000)
Até 4 de março

Em cartaz na Fundação Iberê Camargo, De Chirico: O Sentimento da Arquitetura é a primeira exposição das obras de Giorgio De Chirico em Porto Alegre. Nela estão reunidas 45 pinturas e 11 esculturas do período chamado neometafísico, entre os anos 1960 e 1970, além de 66 litografias realizadas para os “Calligrammi di Guillaume Apollinaire” (1930), apresentadas aqui pela primeira vez juntas – todas cedidas exclusivamente pela Fondazione Giorgio e Isa De Chirico, na Itália. De Chirico (1888 -1978) promoveu, junto a Alberto Savinio, Carlo Carrà e Giorgio Morandi, a pintura metafísica, que influenciou o grupo dos surrealistas, do qual o artista chegou a fazer parte por um tempo. Com curadoria da italiana Maddalena d’Alfonso e com apoio da Fondazione Giorgio e Isa de Chirico, a mostra integra as comemorações do “Momento Itália/Brasil 2011-2012”, ficando em cartaz até dia 4 de março na Fundação Iberê Camargo, indo em seguida para a Casa Fiat de Cultura (20 de março a 17 de junho) e se encerrando no MASP (29 de junho a 20 de setembro). A Fundação Iberê Camargo fica aberta de terça a domingo, das 12h às 19h, quintas até as 21h. (Carolina Marostica)

O Museu Sensível: uma visão da produção de artistas mulheres na coleção do MARGS
No MARGS – Praça da Alfândega, s/n° – Centro
Até 18 de março

Está em cartaz no MARGS (Praça da Alfândega, s/n° – Centro) a exposição O Museu Sensível: uma visão da produção de artistas mulheres na coleção do MARGS. A exposição reúne obras de 131 artistas mulheres pertencentes exclusivamente à coleção do museu, sendo a grande maioria delas nunca antes exibidas pela instituição. A mostra se propõe a pensar o lugar ocupado pela produção artística feminina na coleção do Museu, reavaliando a posição deste como instituição. Assim, O Museu Sensível pode ser considerada a primeira exposição autocrítica que o museu realiza. Tendo curadoria do diretor do MARGS, Gaudêncio Fidelis, a exposição adota, assim como nas anteriores Do Atelier ao Cubo Branco e Labirintos da Iconografia, um modelo não cronológico de exposição de obras, visto que o que está em questão não é a prioridade histórica. Assim, o visitante se deparará com obras de grande distância temporal exibidas muito próximas no espaço expositivo. A exposição pode ser conferida até dia 18 de março, com visitação de terças a domingos, das 10h às 19h. (Carolina Marostica)

Sinopse – Gerhard Richter
No MARGS – Praça da Alfândega, s/n° – Centro
Até 26 de fevereiro

Um dos pintores contemporâneos mais destacados internacionalmente, o alemão Gerhard Richter, está pela primeira vez com uma exposição na capital gaúcha. A mostra, denominada Sinopse, é realizada em parceria do Instituto de Relações com o Exterior (ifa) da Alemanha com o Goethe-Institut e está acontecendo no segundo pavimento do MARGS (Praça da Alfândega, s/n° – Centro), reunindo 27 obras representativas do pintor, que ele mesmo escolheu e que perpassam todas as suas fases, desde a da fotografia-pintura dos anos 60 até as pinturas abstratas dos anos 80 e 90. O observador que desconhece a obra do artista, ao visitar a exposição e se deparar com pinturas tão diversas, pode pensar que se tratam de trabalhos de vários artistas. Porém, talvez o traço mais marcante do artista seja a sua versatilidade, que assume com extrema habilidade, sendo uma grande exceção na história da arte. Mas, por detrás de tantos motivos, Richter tem um grande tema: a pintura, linguagem que busca sempre questionar. Sinopse pode ser vista até dia 26 de fevereiro, de terças a domingos, das 10h às 19h. (Carolina Marostica)

Gerhard Richter - Abstract Paiting (1996)

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