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Navios de guerra iranianos chegam à Síria em apoio a Assad

Da Redação

Principal aliado do regime do presidente sírio, Bashar Al Assad, o Irã enviou dois navios de guerra para “reforçar a marinha” síria, anunciou o canal de informação iraniano Irinn. É a segunda vez que navios de guerra iranianos entraram no Mediterrâneo desde a Revolução Islâmica de 1979. As embarcações chegaram ao Porto de Tartus através do Canal de Suez, controlado pelos egípcios.

Ontem (19), o Egito chamou de volta seu embaixador na Síria “até nova ordem”, uma decisão criticada por manifestantes sírios contrários ao regime de Assad. Eles que consideram que o Egito teria agido melhor ao bloquear os navios iranianos do que em fazer regressar o diplomata.

Hoje (20), o regime de Al Assad reforçou as forças na cidade rebelde de Homs, alvo de bombardeios incessantes há duas semanas. Na “capital da revolução”, bombardeada pelo décimo sexto dia consecutivo, os reforços de tropas oficiais provocam temor de um assalto final contra os bairros rebeldes, especialmente Baba Amr, um bairro onde a situação humanitária é crítica, disseram ativistas dos direitos humanos.

Representantes dos revolucionários sírios pedem a retirada das mulheres e das crianças de Baba Amr. Segundo eles, os habitantes vivem ao frio e, em condições insustentáveis, esperam a morte.

Nesta segunda-feira, cinco civis foram mortos em Baba Amr e um na região de Hama, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Em Damasco, os militares continuam em estado de alerta, com reforço da segurança em frente à Embaixada do Irã, onde há registro de concentrações de manifestantes.

No bairro de Mazzé, onde os militares dispararam no sábado (18) contra uma multidão estimada entre 15 mil e 20 mil manifestantes, está em curso uma campanha de perseguições. Cerca de 50 estudantes protestaram para reivindicar a derrubada do regime, apesar da presença de agentes dos serviços de informações. Para os ativistas, essas manifestações, por ocorrerem em áreas onde se situam vários edifícios governamentais, de segurança e embaixadas, mudam a situação.

Devido ao destacamento de forças de segurança em Damasco, cidade que já é considerada o local mais protegido do país, a mobilização diminuiu ontem, mas, hoje, jovens içaram a bandeira da independência na Ponte de Al-Jawzeh, na entrada sul da capital, segundo um vídeo divulgado no YouTube.

Também nesta segunda, duas figuras ligadas à contestação: Razan Ghazzaoui, autora de um blog, detida desde quinta-feira (16), e o cineasta Firas Fayyad, preso em novembro A ideia de uma intervenção militar destinada a por fim a 11 meses de repressão na Síria, período em que se contabiliza mais de 6 mil mortos, continua a ser rejeitada por vários integrantes da comunidade internacional.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Tunísia, Rafik Abdessalem, advertiu hoje para o risco de “um cenário iraquiano” e apelou à “preservação da integridade da Síria”. Em Roma, Abdessalem disse ainda que o Conselho Nacional Sírio, principal grupo da oposição, estará representado na conferência internacional sobre a crise síria, que se realiza na Tunísia, na próxima sexta-feira (24).

Com informações da Agência Brasil

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Comentários (2)
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Comentário de: hemenegildo | 21 de fevereiro de 2012 | 15:59

Olha, o circo vai pegar fogo, é claro.
Mas se os EUA e toda a Europa armada entrarem no conflito, di
ga-se, para defender Israel, ou vale dizer o Poder Judaico no Mundo que conhecemos, aí sim,o bicho vai pegar…
Não vai dar outro escore: 10 X 0 para os EUA e aliados.
Quem viver, verá!

Comentário de: Paulo José Ribeiro | 21 de fevereiro de 2012 | 21:41

“poder judaico” hahaha
Esse aí levou a sério o Protocolo

Se os EUA entram no conflito pra derrubar o Assad, vão dizer que estão defendendo Israel. Se os EUA não entram, e milhares de civis forem executados, vão dizer que o país cruzou os braços diante de uma tragédia anunciada, como ocorreu com o genocídio em Ruanda.
Boa é a posição da China, que armou o governo sudanês genocida e ninguém liga pra isso.

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