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Chávez viaja para Cuba para se submeter a nova cirurgia

Hugo Chávez: "Preparo-me para enfrentar o pior dos cenários"| Foto: Imprensa Presidencial da Venezuela

Da Redação

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de 57 anos, viaja nesta sexta-feira (24) para Havana (Cuba), onde fará uma cirurgia para a retirada de novo tumor na região pélvica. A previsão é que a operação ocorra no começo da próxima semana. Em Caracas, capital venezuelana, Chávez prometeu que governará o país a distância, diretamente de Cuba. A descoberta do tumor ocorre a sete meses das eleições presidenciais na Venezuela e em plena campanha eleitoral.

Na véspera da viagem, Chávez fez campanha e disse que ainda não sabe se o tumor, de 2 centímetros, é maligno. Porém, confirmou que há essa possibilidade. Segundo ele, o objetivo da cirurgia é sua extração. “É preciso preparar-me para enfrentar o que for. Preparo-me para enfrentar o pior dos cenários. Isso não é uma despedida, eu vou ali e já volto”, acrescentou.

Antes de partir para Havana, o presidente venezuelano designou vários membros do governo para comandar a campanha presidencial e prometeu que “lutará sem trégua†para manter-se na política. “Deixo o país em boas mãos, no entanto continuarei governando de Cuba.”

Há oito meses, Chávez fez uma cirurgia em Havana também para a extração de um tumor na região pélvica – a mesma área que novamente é alvo de um tumor. Na ocasião, ele fez sessões de quimioterapia e radioterapia em Cuba e na Venezuela, no Hospital Militar de Caracas.

"Isso não é uma despedida, eu vou ali e já volto", disse Chávez | Foto: Imprensa Presidencial da Venezuela

A viagem do presidente a Havana foi autorizada pela Assembleia Nacional da Venezuela. “O presidente da República é, acima de tudo, um ser humano que merece exercer o direito de se tratar”, disse o vice-presidente do Parlamento, Aristóbulo Istúriz.

O deputado da oposição Alfonso Marquina acrescentou que os opositores desejam a Chávez sua pronta recuperação e defendeu que o vice-presidente Elías Jahúa exerça as funções presidenciais, e não o presidente, a distância. ”Não se pode governar de outro ponto que não seja o território nacional. À frente do país deve estar o vice-presidente executivo, não se pode emitir decretos nem assinar leis”, disse Marquina.

Com informações da Agência Brasil, AVN, Lusa e Prensa Latina

Comentário (1)
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Comentário de: César Bento | 24 de fevereiro de 2012 | 15:13

Não sou chavista, muito menos antichavista. Chavez cumpre um papel na resistência ao domínio do capital dos EUA sobre a América Latina. Todavia… esse mesisanismo personalista não costuma acabar bem. E não venham me dizer que faz parte da cultura do povo Venezuelano.
De qualquer modo, desejo a recuperação de Chavez. Se a oposição quiser chegar ao governo, deve fazê-lo em uma eleição.

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