Cláudia Rodrigues

Ato médico aprovado, a vergonha para os médicos éticos

Aprovado na última quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça do Congresso do Senado Federal, o texto do relator Antônio Carlos Valadares estabelece uma hierarquia entre a medicina e as outras profissões da área da saúde, condicionando à autorização do médico o acesso aos serviços de saúde.

Biomédicos, farmacêuticos, enfermeiros, psicólogos, acupunturistas, nutricionistas, fisioterapeutas, odontólogos, fonoaudiólogos, optometristas, terapeutas ocupacionais, biólogos e outros profissionais da saúde não podem mais exercer cargos de chefia e direção em núcleos multidisciplinares de saúde, mas apenas de direção administrativa de serviços. A própria filosofia e prática multidisciplinar, que já vem engatinhando no SUS, em tentativas sempre derrubadas pelas políticas médicas corporativistas, entra num retrocesso sem parâmetros na história.

O Conselho Federal de Medicina, que articula desde 2002 a aprovação do Ato Médico, acredita que a necessidade de regulamentação da profissão é fundamental já que há dois mil anos, quando foi fundada, não existiam outros profissionais de saúde e, assim, todos os diagnósticos e prevenções estavam sob controle dos médicos. Os primeiros textos do Ato Médico reivindicavam que a aplicação de simples injeções fosse exclusividade dos médicos, por exemplo. A regulamentação da profissão é um direito dos médicos, mas as reivindicações estapafúrdias deixam claro que é apenas uma briga de mercado, uma tentativa de bloqueio corporativista contra o crescimento das outras profissões e não a favor da medicina.

O cerco aos profissionais de saúde não-médicos foi longe, e mesmo depois de tantos remendos, ainda apresenta problemas. No artigo 4º da PL aprovada, o diagnóstico nosológico se transforma em exclusividade dos médicos e atrapalha diretamente o exercício de outros profissionais de saúde, como os psicólogos, que agora não podem mais diagnosticar sinais e sintomas das doenças.

Fisioterapeutas que atendem pacientes com problemas respiratórios ficarão literalmente segurando o balcão na mão até a chegada do médico: a “definição da estratégia ventilatória inicial” passa a ser uma exclusividade médica.

As enfermeiras brasileiras continuam de bandeja na mão diante da aprovação do Ato Médico, que propõe um modelo falido de atendimento à saúde, centrado no atendimento clínico, medicamentoso, intervencionista e hospitalocêntrico, ou seja, tudo aquilo que enriquece médicos e corporações privadas de saúde. A prestação de serviços desse modus operandi aos cidadãos é o que temos visto diariamente estampando capas de jornais. Os médicos estão sobrecarregados, há sobra de clientes pobres, a briga é por clientes de alto padrão e os argumentos caem como luva para uma sociedade que foi aculturada à mitomania médica.

Aprovado o Ato Médico e posto em prática, vamos ter falta de médicos no SUS e excesso de médicos em clínicas privadas de fonoaudiologia, fisioterapia, casas de parto, brincando de chefes sabe-se lá com que ideias de poder. A desvalorização dos outros profissionais de saúde, que vieram crescendo na área privada mais rapidamente do que na pública, vai supervalorizar a figura do médico no atendimento público. Um grande golpe em que a classe médica será a única beneficiada.

A competência médica não está em cheque, nunca esteve, os médicos sempre tiveram e sempre terão o seu lugar na sociedade; o choque é entre a visão corporativista, fechada, que não dialoga com a saúde de maneira multidisciplinar e as novas formações, muitas delas nem tão novas, que não vêem a saúde apenas como ausência de doença, mas sob conceitos mais amplos. O que faz falta atualmente nos hospitais públicos é a presença maior de outros profissionais de saúde, eles serviriam para, no mínimo, desafogar as filas, mas obviamente não é invertendo a lógica que se encontrará a solução do caminho do meio.

Os psicólogos e nutricionistas, por exemplo, não estão reivindicando receitar medicamentos, mas defendendo o direito de muitos cidadãos de curarem seus transtornos emocionais sem entupir-se de medicamentos e aumentar as filas das cirurgias desnecessárias. As categorias atingidas não estão reivindicando poder sobre a saúde das pessoas e muito menos sobre suas doenças, seus pesares, mas é exatamente isso que o Ato Médico significa: um maior poder dos médicos, como se já não fosse grande o bastante, sobre nossa saúde e principalmente nossas doenças, quando nos tornamos extremamente vulneráveis.

Tenho conversado com vários amigos médicos e nenhum deles é a favor do Ato Médico, todos eles trabalham em conjunto com outros profissionais de saúde, encaminham pacientes para psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e nenhum deles acha graça da síndrome da sexta-feira à noite, quando os médicos plantonistas recebem nos hospitais pessoas que não têm doença alguma, apenas carência, dor de solidão.

Meus amigos médicos éticos pensam que é preciso melhorar o acesso a outras categorias, ampliar vagas nos hospitais e maternidades para outras categorias e não o contrário. Eles sabem que muitos de seus colegas se chateiam com as carências da sexta-feira à noite e são capazes de receitar remédios para dormir, irresponsavelmente, apenas para não encaminhar a um outro profissional melhor habilitado. De qualquer maneira não há nos hospitais plantonistas de outras áreas e, com a aprovação do Ato Médico, a tendência do quadro não é melhorar.

O momento não é bom para centralizar a saúde ainda mais nas mãos dos médicos. Como temos visto aqui nessa coluna, as parteiras e enfermeiras obstetras têm feito muita falta dentro dos hospitais para diminuir o vergonhoso número de cesarianas no país. O Ato Médico vai contra o desenvolvimento de uma medicina humanizada, que é necessariamente rica em multidisciplinaridade. Por vaidade da corporação e reserva de mercado as mulheres não podem contar com uma assistência digna no trabalho de parto, sendo rotineiramente encaminhadas, com as desculpas mais estapafúrdias e sem base científica, diretamente para a cirurgia de extração de bebês, mais rápida e mais rentável e também mais arriscada para a saúde da dupla mãe-bebê.

Por estudarem demais as tecnologias, os procedimentos, as químicas dos remédios e menos a fisiologia do corpo humano e sua estreita relação com hormônios e sintomas comportamentais, os pediatras são os maiores incentivadores de desmames precoces. A maior parte dos bebês nascidos no Brasil já sai do hospital com uma receita de leite artificial. Não é costume desse profissionais, médicos pediatras, encaminhar as parturientes para os bancos de leite, locais em que elas teriam acesso a informações de qualidade, técnicas de pega, atendimento ou encaminhamento à atenção física e psicológica adequada por outros profissionais de saúde.

O Ato médico é, sem dúvida e em primeiro lugar, uma ação corporativista e de reserva de mercado, mas é também uma dor narcísica, uma impossibilidade emocional da categoria de colocar em prática um relacionamento igualitário com outros pares da saúde e em prol do ser humano, em benefício da vida. O Ato Médico é uma traição ao juramento da profissão, por isso envergonham-se dele todos os médicos éticos.

Cláudia Rodrigues, jornalista, terapeuta reichiana, autora de Bebês de Mamães mais que Perfeitas, 2008. Centauro Editora. Blog: Buenaleche.

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Comentários (150)
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Comentário de: Flavio | 10 de fevereiro de 2012 | 13:30

Claudia, me desculpe, mas seu texto esta tomado pelo preconceito da primeira a última linha. Talvez você não enxerge isso, mas na minha humilde opinião isso é um fato. Os 350.000 medicos do Brasil não merecem tanta generalização. Uma pena…

Comentário de: igorbica | 10 de fevereiro de 2012 | 13:34

os pediatras São os maiores incentivadores do desmame precoce… escreve a Cláudia! uhuuul… quanta mágoa neste texto, quanto uso da palavra ética sem saber o que Joaquim Clotet sempre falou sobre o que é ética…

Comentário de: igorbica | 10 de fevereiro de 2012 | 13:40

não sabia que existia está especialidade na medicina : médico ético! conheço obstetra, otorrino, dermato, mas eticologista conheci hoje através de seu texto! quem sabe a faça um dia para poder ser seu amigo!

Comentário de: Cláudia Rodrigues | 10 de fevereiro de 2012 | 13:54

Oh prezado Igor Bica, a afirmativa sobre serem os pediatras os maiores incentivadores dos desmames precoces não é minha, mas do Professor Dr em pediatria na USP, Hugo Issler. Ele coordenou o estudo acima citado em que fica clara a presença da pediatria no desmame, seja por má conduta ou falta de encaminhamento. O professor Dr Issler afirmou em seminário sobre aleitamento que são os pediatras os maiores responsáveis pelo desmame precoce, ele mesmo, em pessoa.

Prezado Flavio, os 350.000 médicos brasileiros não têm nada a ver com esse Conselho Federal de Medicina de vocês, o Brasil inteiro sabe que esse conselho não representa a voz dos médicos brasileiros e muito menos da sociedade.

Não tenho mágoas pessoais com médicos, escolho médicos quando preciso de atendimento e tenho sido muitíssimo bem atendida ao longo da minha vida por profissionais extremamente competentes da medicina, assim como de outras áreas da saúde.

Comentário de: Laura | 10 de fevereiro de 2012 | 14:15

Ouvi da pediatra ao ligar apavorada com meus seios sangrando durante a amamentação : Melhor uma mamadeira com amor do que um peito com dor! Já sai da maternidade com receita de nan… lamentável a falta de apoio que o sistema público dispensa as mães. Somos objetos de estudo e estatisticas …

Comentário de: igor bica | 10 de fevereiro de 2012 | 14:30

como fica bonito a expressão professor doutor na frente de qualquer argumento ! se é professor dr pode falar que vc assina embaixo ?
Mas existe mágoa no seu texto , percebe-se que foi escrito sob forte emoção, as pressas e sem cuidar na defesa dos argumentos ,somente no ataque a classe ou ao “vilaõ CFM”, nunca concordei com politicas de ato médico ou qualquer politica de corporativismo, mas nem por isso preciso apelar na argumentação !

Comentário de: Cláudia Rodrigues | 10 de fevereiro de 2012 | 14:49

Prezado Igor Bica, você desqualificou minha afirmativa por eu ser apenas uma “Cláudia uhuuuu” uma profissional não médica e o fez sem ler o estudo que defende a minha afirmativa, casualmente em concordância com a afirmativa de um professor Dr, por isso o citei e porque ele é bastante respeitável, um dos pediatras que está tentando melhorar o atendimento da pediatria em relação à amamentação no Brasil, que é realmente lamentável, conforme vários estudos, inclusive estudos que responsabilizam a mãe, a nutriz desinformada que sai das maternidades ainda mais desinformada ou com informação deformada pelos médicos que deveriam ao menos encaminhá-la aos outros profissionais.

De resto, é um texto de opinião, não uma matéria, assim é direito seu não gostar, não concordar, enxergar mágoas. Até entendo, provavelmente você percebeu que mesmo sendo um tipo de pediatra bom o bastante, não atenderia às minhas exigências como profissional. Acontecem diferenças, não é preciso brigar com as mágoas e seus reflexos.

Comentário de: Vinicius | 10 de fevereiro de 2012 | 15:18

A verdade é que a política brasileira está cada vez mais conservadora. Todas as leis que se aprova no Congresso visam proteger interesses corporativistas. E nada de avanços sociais como nossos vizinhos. Exemplificadamente a Argentina, onde há casamento gay, lei de imprensa e investiga-se a ditadura.

Comentário de: Mariana | 10 de fevereiro de 2012 | 15:20

Eu passei por três pediatras com a minha filha. Dois deles diziam que era o melhor começar a dar suquinho com 4 meses e que se eu estivesse muito cansada de acordar a noite, que poderia dar NAN para a minha filha na mamadeira, assim o meu marido poderia me ajudar…

Faça-me o favor, pra ficar com um médico desses, prefiro não ser atendida mesmo.

Eu tive um parto com médica humanizada e foi maravilhoso. Minha irmã foi ter no hospital, com plantonista, um hospital bem “renomado” de SP… foi obrigada a ficar deitada tendo contrações, com acesso na veia e cardiotoco na barriga, levou uma episiotomia desnecessaria que inflamou e uma cruel manobra de kriestller na barriga. Tudo isso, pra fugir de um obstetra que a cada consulta, arrumava um motivo para que ela caísse em uma cesárea eletiva com 39 semanas. Na última consulta com ele, com 38 semanas, a desculpa foi pouco líquido e risco de sofrimento fetal (oi?). Se ela não estivesse informada, teria caído na conversa do médico que estudou anos e sabe tudo, inclusive como identificar sofrimento fetal só de olhar pra barriga dela.
E sendo bem generalista, realmente, está cheio de médicos assim por aí, que vão contra o que prega o código de ética da profissão. Afinal, todo mundo sabe que eles nao devem (ou pelo menos, nao deveriam) indicar procedimento cirurgico sem necessidade.

Comentário de: Flavio | 10 de fevereiro de 2012 | 15:44

Claudia,
Abaixo o link para a Sociedade Brasileira de Pediatria. Instituição que representa oficialmente os pediatras do Brasil. Observei que a edição da revista de dezembro de 2011 foi voltada especificamente para a questão da amamentação e aleitamento exclusivo até os seis meses. Não se trata de opinião pessoal, mas política institucional. Espero que nos seus próximos textos, evite generalizações, em prol da verdade e sem tom alarmista.

http://www.sbp.com.br/

Comentário de: igor bica | 10 de fevereiro de 2012 | 15:45

Pelo contrário , vc é a claudia que eu leio muitas vezes aqui no sul 21 , a claudia que já veio em minha cidade Blumenau e que já conheci pessoalmente, mas que ,novamente vou afirmar, demonstra uma mágoa , quando argumenta que todo médico “ético” é contra o ato médico, colocando todos os outros com “anti éticos” , desculpe se te ofendi não foi minha intenção, só quis expressar também a “minha opinião ” .

Comentário de: Flavio | 10 de fevereiro de 2012 | 15:58

Limo artigo que vc coloca no link para justificar que os pediatras são os maiores incentivadores do desmame precoce. Em nenhuma linha do artigo este argumento ou conclusão são citados. Espero que vc tenha a humildade de corrigir suas palavras, pois não condizem com a verdade.

Comentário de: Fabrício Nicolao Mattei | 10 de fevereiro de 2012 | 16:26

A autora claramente não leu o texto da lei, ou se leu, já o fez carregada de preconceitos. Mania de perseguição, complexo de inferioridade, paranóia, várias expressões me vem à mente. Por exemplo, quanto aos pediatras: eu, como estudante de medicina, vejo na prática como o incetivo à amamentação tem partido dos médicos e não de outros profissionais. Como a própria autora cita, os pontos mais absurdos da lei já não constam mais do texto final. Ela certamente não tem a mínima idéia do que é um diagnóstico nosológico, ou do que significa “definição de estratégia ventilatória inicial”. Muita gente falando sobre o que não sabe. Muita.

Comentário de: Roberto Moraes | 10 de fevereiro de 2012 | 16:48

O console que resta é que ao lado dos médicos, somente os advogados podem se auto denominar ‘Doutores’ .. daí já se tira algum parâmetro ..

Comentário de: Cláudia Rodrigues | 10 de fevereiro de 2012 | 17:30

Prezado Flavio
O artigo é um estudo sociocultural que avaliou vários fatores. Em seminário, o coordenador do artigo explicou que a responsabilidade é dos pediatras sim porque quando a mãe afirma que tem pouco leite ou que o leite é fraco, eles receitam o tal complemento ainda nos primeiros dias, não educam, não orientam sobre a pega correta, não ajudam a desfazer os mitos culturais, que datam coincidentemente com a introdução do leite em pó no Brasil.
O assunto é complexo, não é um ataque aos pediatras, é ótimo que a Sociedade Brasileira de Pediatria esteja fazendo campanha pro aleitamento materno, mas isso não basta, é preciso melhorar a relação entre pediatras e educadoras perinatais, humanizar o atendimento pediátrico ao recém-nascido e deixar de vê-lo como um saco de batatas que precisa mamar tantos ml, em tanto tempo tentas vezes ao dia. Os números são incontestáveis, o desmame precoce é uma realidade no Brasil e afirmar que a pediatria não teve responsabilidade nessa história ou que os pediatras podem resolver isso sozinhos com campanhas recentes na SBP é uma afronta ao trabalho das educadoras perinatais. Não dá para entender porque os pediatras se sentem ameaçados pela presença e pelo trabalho das educadoras perinatais.

Comentário de: Flavio | 10 de fevereiro de 2012 | 17:41

Claudia, o artigo cientifico não cita o fator profissional, especificamente o pediatra como incentivados do desmame, como voce preconceituosamente colocou. Nunca ouvi falar que os pediatras são contrários ou se sentem afrontados por educadores perinatais. Seus argumentos deveriam ser baseados em posições institucionais, e não em opinião de cunho estritamente pessoal e deturpada. Entendo que é muito difícil voce reconhecer isso, pois o,preconceito é algo muito complicado, que cega a razão. Mas tudo bem, assim é a vida….

Comentário de: Ana Paula Gaia | 10 de fevereiro de 2012 | 18:56

Cláudia,

Adorei o texto e você tem TODA razão! Não fosse a ajuda de enfermeiras que trabalham em Bancos de Leite Humanos e de outros profissionais da área da saúde meus filhos já estavam desmamados há muito tempo. Aliás, a pediatra deles queria que eu introduzisse alimentação complementar já desde os quatro meses de idade, o que mostra muito claramente que ela não entende patavinas de amamentação, fora todo o fato de querer entupir meus filhos de vitaminas, mesmo eles estando em amamentação exclusiva. Corri por muitos consultórios tentando achar um pediatra que prestasse, mas depois de rodar quase a cidade inteira, simplesmente desisti! Me voltei à informação (mais ainda) e tomei as rédeas totalmente da nutrição de meus filhos. Chega de NAN, chega de papinha múmia nestlê, chega de geléia de mocotó, chega de pão, chega de danoninho e de todas as outras porcarias que querem dar anos nossos filhos, inclusive antes mesmo deles terem 6 meses completos. Acabamos ficando com uma pediatra que atende próximo à nossa residência, já que todos são a mesma coisa. Já perdi a conta de quantas vezes nos foi passado antibiótico para VÍRUS!!!

Se minha lida para conseguir ter um parto normal foi difícil (para conseguir um obstetra), para conseguir um pediatra, após o nascimento, foi mais difícil ainda! Com muito bem disse minha obstetra: “Se vc tiver alguma dificuldade na amamentação e quiser continuar a amamentar, POR FAVOR, não ligue para a pediatra, vá num banco de leite! A pediatra não tem tempo de ir olhar seu seio, ela vai prescrever logo os 60ml de NAN!”.

Eu consegui enfim achar uma obstetra que me assistesse o parto, mas uma pediatra que cuidasse do meu filho sem querer entupi-lo de remédio, isso eu ainda não achei.

Parabéns pelo texto! Como sempre, maravilhoso!

Comentário de: Ana Paula Gaia | 10 de fevereiro de 2012 | 19:08

Cláudia,
Lendo os comentários acima me veio uma questão: sim, eles sabem que a amamentação deve ser exclusiva PELO MENOS até os 6 meses, mas porque NA PRÁTICA agem como se não soubessem?
Porque quando o bebê “não quer comer” no 1º dia após os 6 meses de idade, a culpa é do “vício de peito”, e a solução é desmamá-lo?
Porque quando o bebê está um pouco abaixo da curva de crescimento a culpa é da amamentação, e “tem que tirar o menino do peito pra começar a comer melhor e engordar”?
Porque não pode mamar de madrugada?
Mamar dá cárie?
Amamentar gestante é perigoso e tem que tirar o primeiro filho do peito?
O bebê tem alergia alimentar e a solução é desmamá-lo?
Tá magro então tem que tomar nan misturado com sustagem, neston e farinha láctea, tudo ao mesmo tempo?
Quando é bebê tem que ser gordo e quando é adulto tem que ser magro?
SOCORRO!!!

Comentário de: Geraldo Costa | 10 de fevereiro de 2012 | 19:13

Parabéns pelo texto reflexivo…Afinal estamos ou não no Sec.XXI?! Buscamos alternativas para melhor consolidar a saúde do cidadão na sociedade?!… Retrocesso se faz presente pelo conservadorismo pelo Ato Médico, através das ações do corporativismo existente do Conselho Federal de Medicina e seus seguidores contra o crescimento das outras profissões…Lamentável.

Comentário de: Rosário Bezerra | 10 de fevereiro de 2012 | 19:35

Infelizmente, o que mais vemos na pediatria são profissionais despreparados para manejar a amamentação. Ao sinal de primeira dificuldade, eles não hesitam em prescrever complemento. Na minha primeira filha, passei por 7 pediatras. Relatei a problemática da nossa amamentação e em nenhum momento avaliaram a minha mama, ou consideraram o ganho ponderal, ou sugeriram um acompanhamento mais de perto. A solução mágica estava concentrada nas fórmulas de leite artificial. O resultado disso foi o desencadeamento de uma baita alergia. Aos trancos e barrancos consegui, por mim mesma, mantê-la em aleitamento misto (leite materno e leite de soja) até 01 ano e 04 meses. Depois disso, o pediatra desta época me fez desmamar pq existia um elevado risco dela desenvolver outras alergias a partir do que eu ingeria. O resultado foi o pior possível. A única proteção que ela tinha contra infecções era o leite materno. E, hoje, trabalhando com outros profissionais da área de saúde em contato com tantas outras mães, é nítido o despreparo dos pediatras que fazem puericultura. O atalho para resolução dos problemas sempre é a mamadeira de leite. Nunca encaminham as mães pra um banco de leite ou pra um hospital amigo da criança ou a uma consultora de amamentação. Quando as mães chegam a estes caminhos, vem através do apoio de mães mais experientes ou de grupos de apoio virtuais.

Comentário de: Michele | 10 de fevereiro de 2012 | 19:52

Quando nasceu minha primeira filha, a pediatra que fez a sala de parto foi nos dar alta e recomendou: “compre uma chupeta, porque ela sugando desse jeito vai machucar teu peito e vc não vai conseguir amamentar” – essa frase ecoou dias e dias na minha cabeça. Não deu nenhuma orientação sobre amamentação, não orientou sobre pega, posição, não falou sobre a apojadura, nem sobre o que fazer em caso de empedramento, mastite, falou apenas vagamente “de 3 em 3h”.

Quando aos 3 meses ela passou por uma fase “agitada”, pedindo peito 24h por dia, a pediatra (que já era outra) me “tranquilizou” dizendo que era falta de leite mas que se eu desse o complemento do jeito certo ela não desmamaria. Não falou em nenhuma técnica para aumentar a produção de leite, sequer investigou mais a fundo se era de fato falta de leite (não era, óbvio, era apenas um pico de crescimento, e uma mãe cansada e solitária).

Fui aprender de fato sobre amamentação com as Amigas do Peito, com os grupos de mães, consultoras de amamentação, enfim, mulheres com diferentes formações e experiência profissional bem variada. E tudo isso porque EU QUIS MUITO AMAMENTAR, senão teria logo ficado com o complemento.

Comentário de: Michele | 10 de fevereiro de 2012 | 20:01

Esse negócio de “ato médico” as vezes me parece um tiro no pé, porque quanto mais os médicos quiserem estar acima dos outros profissionais, assumindo toda a responsabilidade sozinhos, mais processos vão levar, mais na defensiva vão trabalhar, e pior seremos atendidos.

Não entendo como em pleno século XXI se prefere concentrar o “poder da verdade” nas mãos de uma classe, ao invés de fortalecer as outras, investindo em melhor formação, equipes multidisciplinares trabalhando com base em evidências científicas.

Porque nesse caso na prática o pediatra nem precisa ser um especialista em amamentação, basta encaminhar as mulheres para os profissionais corretos ao invés de boicotar todo o processo decretando não ter leite suficiente e entrando com a fórmula.

Comentário de: Ric Jones | 10 de fevereiro de 2012 | 20:04

É tão difícil assim aceitar a responsabilidade dos pediatras no desmame precoce? Caríssimos pediatras… não se trata de demonizar a especialidade, apenas de reconhecer uma falha histórica lamentável!! Existem inúmeros pediatras da mais alta qualidade trabalhando a favor da amamentação. Posso citar Roberto Issler, Elza Giuliani, Marcus Renato de Carvalho, Jose Martins e tantos outros colegas no Brasil, baluartes do aleitamento como grande fator de combate às doenças da primeira infância. Entretanto, é evidente que a maioria dos pediatras brasileiros devotam pouco tempo a essa parte fundamental da puericultura. Todas as pessoas que conheço têm histórias relacionadas com o “descaso” dos pediatras com esse tema. Pode-se ler algumas acima (e provavelmente abaixo) desse comentário. Dizer que os puericultores médicos não são os principais responsáveis pelo abandono precoce do aleitamento materno é o mesmo que afirmar que os obstetras nada têm a ver com a epidemia de cesarianas. Ora, sejamos justos. Não há como tapar o sol com a peneira. Fazer uma “mea culpa” profissional apenas nos engrandece, e não o contrário. Aceitar as nossas falhas e culpas é o primeiro passo para mudar estruturas profissionais arcaicas e que pouco ajudam a melhorar a saúde dos brasileiros. Quanto ao ato médico, por concentrar poder nas mãos do profissional médico, igualmente não ajuda a saúde, e nem combate adequadamente as doenças. Só o que faz é manter inalterado um sistema de poderes que beneficia a categoria mais poderosa, em detrimento de uma democratização nos saberes que seria benéfica para a saúde de todos.

Comentário de: Regina Goularte | 10 de fevereiro de 2012 | 20:49

Cláudia, quero te parbenizar, mais uma vez, pelo excelente texto!!!
Ric Jones, também quero parabenizá-lo pela lucidez, coerência e sinceridade!!!
Obrigadas aos dois pela valorosa reflexão!!!

Comentário de: Fernanda | 10 de fevereiro de 2012 | 21:23

Claudia, excelente texto.
O mais engraçado que vejo profissionais que se doeram com o seu texto, mas não conhecem a prática do que é ser mãe nesse Brasil que impõe a ditadura médica a nós reles mortais, sem o Dr na frente do nome. A minha primeira filha o desmame aos 6 meses foi estimulado a ponto de tomar medicamento para secar o leite, já que jorrava, mas já não era mais necessário, segundo orientação da pediatra. Com isso, o meu segundo filho que veio com um ano e meio após ficou sem leite. Meu organismo completamente alterado pelo medicamento não produziu leite. Assim, avalio humildemente antes que um Dr que conhece mais que eu venha me apedrejar. A terceira filha, bati o pé e tive a ajuda de enfermeira obstetra e doula (é essa função que é tão criticada pelos obstetras, mas que salvou a minha amamentação) e pude amamentar até os dois anos. Sou leiga, mas o meu filho do meio é o mais cheio de alergias, rinites, etc… a mais nova nunca precisou dos famosos ATB’s (que graças a Deus agora precisa de receita controlada). Venho de família de médicos, respeito a profissão, mas esse ato médico e nos enfiar goela abaixo que apenas essa classe conhece o suficiente para dirigir e presidir o que quer que seja em detrimento aos outros profissionais mostra o quanto se sentem ameaçados e fracos mediante ao enorme grupo de profissionais de saúde que se interessam e fazem o trabalho”sujo”, que suas mãos limpinhas se recusam a fazer. Não posso e não quero generalizar, seria injusto, já que é uma classe tão grande em número.
Enquanto leiga sem o conhecimento técnico da classe, mas muito curiosa, leitora, pesquisadora, questionadora, só consegui apoio daqueles que são mais criticados por eles. Consegui amamentar até os dois anos a minha filha, tinha um pequeno desconforto porque quis amamentar logo depois que ela nasceu, mas com a cesárea e a anestesia ainda parcial não consegui me sentar direito e a pega ficou errada. Obrigada à enfermeira e à doula que pacientemente me orientaram, incentivaram, cuidaram das rachaduras permitindo que em menos de uma semana o peito estivesse cicatrizado… sendo o restante do período que amamentei uma maravilhosa e prazerosa experiência. Mais uma vez, parabéns Claudia pela reflexão e por trazer à tona um assunto tão polêmico que levanta a ira, mas trás também o debate para que possamos nos tornar democraticamente fortes, com espaço para todos, sem a necessidade desse hipócrita Ato Médico!!!

Comentário de: Isis | 10 de fevereiro de 2012 | 21:25

Minha filha nasceu de 37 semanas pq eu estava com a PA
muito alta, cesáreana…ñ tive opção! Na maternidade ficou
na UTI por cuidados naturais com um prematuro, porém lá
tinha hora pra tudo…mamar principalmente. Resultado
minha filha só perdeu peso o que acabou prolongando
nossos dias na maternidade. Por conta do baixo peso que
ela atingiu, ela tomava complemento após mamar LM.
Quando teve alta. saiu com prescrição de complemento,
que eu nunca dei!!! Em casa pratiquei LD incentivada pela
pediatra que acertei de primeira após a alta hospitalar.
já em casa minha filha ganhou peso e muitas dobrinhas só
com LM! Sou testemunha de que ñ precisamos de leite em pó
para termos crianças saudáveis e fortes. H j ela tem 6 meses
e meio está na escolinha e nunca teve uma dór na unha, gra
ças a imunização do LM que dou com mto prazer.
Vamos incentivar a vida!

Comentário de: igor bica | 10 de fevereiro de 2012 | 21:50

O que começou com um texto (opinião) ruim sobre ato médico virou uma caça as bruxas(pediatras) , me admiro vc ricardo caçar assim, porem:

- a culpa da segurança é da pm
- a culpa do judiciário é dos juizes
- os desabamentos são culpa dos “pessimos ” engenheiros civis
- o brasil ser como é culpa exclusivamente dos políticos e não do conjunto povo / politicos
- assistência ao doente ruim = enfermeiras ruins
- acidentes nas estradas = codigo de trânsito horrível

ASSIM fica fácil escrever opiniões – não trata-se de mea culpa nem de mudança nos “paradigmas” trata-se de escrever para pessoas que admiram vcs de uma maneira mais elegante…

E UMA QUESTÃO AINDA BASTANTE INTRIGANTE PARA MIM QUE A AUTORA E SEUS DEFENSORES (precisa defender?) AINDA NAÕ COMENTARAM:

AFINAL, O QUE SÃO MEDICOS ETICOLOGISTAS ????

Comentário de: Lianna Mendes | 10 de fevereiro de 2012 | 22:53

Cláudia Rodrigues acho que você está deturpando os fatos. Profissionais ruins existem em todas as áreas, não é exclusividade da área médica. É óbvio que o atendimento multidisciplinar é fundamental para uma série de assuntos, dentre eles a amamentação. Mas o ato médico não é contra outras profissões, só quer regulamentar a profissão de médico que até hoje não o é. Inclusive, um dos parágrafos diz o seguinte:”o disposto neste artigo será aplicado de forma que sejam resguardadas as comoetências próprias Das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico,fonoaudiologo, nutricionista, profissional da educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional, técnico e tecnólogo em radiologia. Isso é reserva de mercado? Agora dizer que o pediatra é o grande culpado pela baixa adesão, à amamentação é um pouco demais e, aí sim, é desrespeitoso. Leia o livro “Filhos” da Sociedade Brasileira de Pediatria e você verá que trabalho maravilhoso, que força à amamentação.

Comentário de: Luciana | 10 de fevereiro de 2012 | 23:26

Gostaria de saber se o Igor e Lianna são pediatras, se tem filhos, e quanto tempo esse filhos foram amamentados. Pode ser? Não é possível que tenham entendido tão mal o texto da Cláudia.

Como mãe e não profissional de saúde, só posso dizer que a esmagadora maioria dos pediatras que conheci e ouvi falar dizem que amamentar é ótimo mas na prática não orientam, assim como a maioria dos obstetras que tem por aí diz que parto normal é ótimo mas no último momento acaba operando a maioria das mulheres.

Comentário de: Ric Jones | 10 de fevereiro de 2012 | 23:47

Caríssimo Igor…

Acho que você está confundindo as coisas. O que se quis dizer é que o pediatra, o principal piericultor, deveria ter uma ação MUITO mais intensa na defesa da amamentação do que percebemos cotidianamente. Infelizmente não é o que se vê. Como a ação de puericultura no nosso país é centrada na figura do pediatra, é óbvio que a importância dele no desmame supera a importância de outros atores. Nossos índices de amamentação são extremamente baixos e é inegável a responsabilidade da pediatria, por ação ou omissão, neste estado de coisas. Livros publicados e artigos patrocinados pela sociedade de pediatria – aparte de serem iniciativas elogiosas – tem um impacto limitado sobre a prática pediátrica rotineira. Posso apostar com você como a Febrasgo estimula, de forma institucional, o parto normal. Entretanto, que efeito tem tal conduta sobre o proceder obstétrico no “país das cesarianas”? Nenhum !!! A Febrasco subscreve o livro “Parto, aborto e Puerpério – Assistência Humanizada à Mulher – MS”, de 2001, mas o que se encontra nesse livro é radicalmente diferente do que se vê nos hospitais. E porquê? Porque nossa ação é mitológica e relacionada com o desejo, e não com a luz da ciência. Escrever é muito pouco. Falta à Febrasgo uma campanha nacional e abrangente sobre as vantagens do parto normal, assim como uma política de proteção aos profissionais que atendem sob o paradigma humanista. Infelizmente não há nenhuma vontade nesse sentido. Você está tentando colocar em mim a afirmação de que “os pediatras são os culpados”, quando na verdade eu disse que eles são as principais figuras na puericultura, e portanto, os principais (mas não os únicos) responsáveis pelo desmame. Perceber essa responsabilidade e essa FALHA é fundamental, assim como entender que tal desacerto vem lá do aparelho formador, principalmente pelo exemplo que recebemos dos mestres, muito mais do que os textos que nos oferecem. Construir um modelo mais humanizado pressupões assumirmos as falhas coletivas, assim como assumimos os erros catastróficos da obstetrícia no descalabro das cesarianas desmedidas.
Um grande abraço
Ric Jones

Comentário de: Helena | 10 de fevereiro de 2012 | 23:48

Concordo plenamente… acho um retrocesso para todas as conquistas que os profissionais da saúde estão conseguindo! Médico é bom, mas o ato médico é um exagero!

Comentário de: Catia Reis | 11 de fevereiro de 2012 | 0:03

MEDICOS ETICOLOGISTAS eu não sei, mas posso dizer o que espero que um médico faça quando preciso de um: conversar, examinar, ouvir, avaliar, levar em consideração que o paciente possa conhecer bem a si mesmo e seu corpo, cogitar possibilidades e diagnósticos, explicar, oferecer opções baseadas em evidências científicas, informar sobre riscos e benefícios dos tratamentos/procedimentos/medicações, sugerir busca de 2ª opinião, colocar-se em posição de ser questionado, responder perguntas, apontar outras especialidades/profissões não médicas que possam ter outra visão sobre o assunto.

Tudo isso numa consulta de 10 minutos de plano de saúde? rsrsrs

Comentário de: zilda pavão | 11 de fevereiro de 2012 | 0:13

Sim, o ato médico é corporativista e voltado para a reserva de mercado. Sim, os pediatras são os principais incentivadores do desmame precoce. Digo isso como profissional e como mãe.
No lugar de buscar igualdade e troca de saberes, o ato médico só aumenta a distância entre os profissionais. É uma pena! Perdem todos, mas principalmente o cliente.
Como mãe já vivenciei diferentes situações em q o pediatra desvalorizou o aleitamento materno. Mas guerreira, amamentei 3 e ainda amamento uma bebê de 2 anos. Mas já ouvi a pediatra dizendo q eu estava tornando a minha filha obesa, com cáries e curando as minhas carências na amamentação.
Só não vê essa realidade quem não quer ou quem está no Canadá, como a tal menina que virou febre na internet.

Comentário de: Leiliane Conde | 11 de fevereiro de 2012 | 1:12

É fato que os pediatras são os maiores incentivadores dos desmames precoces. Sou mãe de 4 crianças, as duas primeiras nascidas de ceséreas eletivas desnecessárias e as as outras duas de partos NATURAIS humanizados hopitalares. Apesar de ser mãe de quatro crianças, somente agora, no quarto filho é que mantenho uma amamentação totalmente exclusiva que já entra no quarto mês, com total sucesso, apesar de ter “pouco leite”, aquele que é a conta certa, aquele que não vaza e não sobra. Meu filho é muito saudável.
Nos primeiros 2 filhos já saí do hospital com a receita do NAN e no terceiro tive problemas que poderiam ser facilmente resolvidos se talvez tivesse sido encaminhada a um banco de leite, ao invés de ter tido a orientação expressa de que o complemento era a única solução. Conheço várias mães de bebês que tomam suco de laranja desde o primeiro mês – POR INDICAÇÃO DA PEDIATRA – e outras já dão painhas desde o terceiro mês. E várias outras que já saíram do hospital com receita de NAN, inclusive no ano de 2011, DEZ anos depois de eu ter tido a minha primeira filha.

Comentário de: Raquel Olmedo Rodrigues | 11 de fevereiro de 2012 | 7:41

Com licença, mas ao acessar o site da SBP procurando a tal publicação que incentiva a amamentação, a primeira coisa que se enxerga é o logotipo psicante da Nestlé com os passarinhos no ninho… é assim que se incentiva a amamentação? Patrocinado por empresas de desmame enlatado?

Comentário de: marcelo | 11 de fevereiro de 2012 | 10:03

Acho que seu maior sonho era ser médica…deve ter tomado bomba no vestibular várias vezes!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Comentário de: Catia Reis | 11 de fevereiro de 2012 | 10:13

O pior cego é aquele que não quer ver…

Comentário de: Lianna Mendes | 11 de fevereiro de 2012 | 10:28

Luciana, sou médica patologista, não sou pediatra, tenho duas filhas, a primeira com 2 anos que mama até hoje e a segunda com 2 meses que está e ficará até os seis meses em AME. Fico impressionada com a capacidade de vcs de generalizar. Será que vcs conhecem todos os pediatras da sua cidade, do seu Estado, do seu país para poder afirmar que a imensa maioria não orienta sobre amamentação? Li e entendi perfeitamente o que foi escrito pela Cláudia, só acho que vc e ela não leram o ato médico antes de escrever suas opiniões. Opinião cada um tem o direito de ter a sua, só não acho justo julgar uma classe toda por conta de uns ou muitos, nem muito menos acho justo não querer que uma profissão seja regulamentada por causa de preconceito.

Comentário de: Lianna Mendes | 11 de fevereiro de 2012 | 10:39

Concordo totalmente com a Raquel, a SBP naão deveria aceitar patrocínio da nestlé e isso sim deve ser discutido , isso sim é argumento. Agora meter o ato médico nesta discussão não tem sentido porque o ato médico não é contra a multidisciplinaridade, não faz reserva de mercado, só regulamenta o exercício de uma profissão.

Comentário de: Hemerson | 11 de fevereiro de 2012 | 10:49

Prezada Clauda,
Parabéns pelo texto… Ele é claro e evidente!
Não surpreende a reação daqueles que garantem ‘reserva de mercado’ sem liberdade e, pior, sem conhecimento teórico, e reconhecimento do aprimoramento científico. Não há no Brasil categoria mais corporativista que a dos médicos. Leia-se um corporativismo protecionista pois, quando se trata de coibir malfeitos dos seus pares, essa característica desaparece…!

Comentário de: Fabrícia Melo | 11 de fevereiro de 2012 | 10:57

Marcelo: Que horror, hein? Deboche deixa bem claro que você é um médico bem humano…

Alguns médicos ganham, sim, com a receita de remédios e muitas vezes já aconteceu isso comigo, procurei outro médico pra me atender, mais ético.

Na profissão de médico não cabem ironias, não cabe mal trato ao paciente e desrespeito e, muito menos, o livre comércio e o ganho de comissões. Queriam ser médicos ou vendedores? Foram atrás da profissão por quê? Dá status? Dinheiro? Todos na família são? Mamãe e papai quiseram? Ou será que têm mesmo a vocação de cuidar de vidas, o que, ao meu ver, é algo de extrema importância.

Acho que a banalização desta profissão gera tal tipo de coisa: politicagem, corporação, comércio, muitas vezes ilegal, patrocínio de marcas e pacientes vítimas destas pessoas, confiando no seu diploma e juramento.

Ah, tenha dó! Tem muita gente que não teve a oportunidade de ser médico, por falta de dinheiro, mas não por falta de vocação! Quem pensa como Marcelo já está fora da minha lista de bons médicos.

Quanto ao aleitamento materno, desde quando NAN é melhor que o leite da mãe, se, muitas vezes, o mesmo causa alergias, podendo levar a óbito; como foi o caso do meu irmão? (Quase morreu, é extremamente alérgico à proteína do leite e de qualquer espécie, menos à da mãe..bonito, não?)

A SBP deveria rever estes estudos que, na prática, deixam crianças desnutridas, doentes e fracas (ou obesas). Não acho que todo médico é ruim, acho apenas que, achar médico bom e humano, aquele que procurou a profissão por vocação, está cada vez mais raro.

Quero mais é que a natureza deixe meu leite fluir por muitos e muitos meses, quem sabe anos? Quero minha filha forte e bem nutrida! E com um vinculo materno lindo e indiscutível.

Comentário de: Lianna Mendes | 11 de fevereiro de 2012 | 11:15

Fui ler o texto que é citado nesta matéria como fonte a afirmação de serem os pediatras os responsáveis pelo desmame precoce e em NENHUM MOMENTO O TEXTO FALA ISSO. O que o texto levanta é a falta de vontade das mães que ficam procurando desculpas socialmente aceitas, como o famoso “leite fraco”, para justificar a sua falta de vontade de amamentar. O que a gente devia discutir, PARA O BEM DA AMAMENTAÇÃO, é a vontade que a mãe deve ter de amamentar e o apoio que a sociedade COMO UM TODO deve dar a essa mãe. Agora, Cláudia e Luciana, nem o melhor pediatra do mundo conseguirá convencer uma mãe a amamentar um filho se ela não quiser e se comprometer com isso. Mais uma vez, antes de expressar suas opiniões leiam, informem-se porque se isso não acontece é preconceito! Eu amamento as minhas filhas porque as amo e quero o melhor para elas. E ninguém conseguiria me convencer do contrário, nenhuma opinião seria capaz de impedir a minha vontade.

Comentário de: Franklin Cunha | 11 de fevereiro de 2012 | 11:17

Na famosa e saudosa expeirência do Prof.Galba Araujo no Ceará , décadas de 60/70, nas casas de parto do interioir onde só parteiras atuavam, a taxa de cesarainas ( de gestantes e fetos em risco que eram enviados a Fortaleza) situava-se em torno de de 2 a 5%. E a amamentação era geral e integral.
Anos depois, as casas de parto foram desativadas e substituidas por hospitais com high tech sofisticada onde as parteiras e os famiiares que nas casas de parto assistiam ao mesmo, foram afastados.
Resultado: as taxas de cesarianas foram a 50% e a amamentação em 50% das peuérperas foi substituida pelo alimento patenteado pela multinacional que tem seu quartel – general na cidade de Vevey na Suiça.
De quem é a culpa?

Comentário de: Fabrícia Melo | 11 de fevereiro de 2012 | 12:07

Tem muita gente com a cabeça fraca e que “se o médico disse, tá dito”. Por isso a importância e cuidado que o médico tem que ter com as palavras. Muitos são inescrupulosos e aproveitam de sua posição pra comercializar medicamentos. Receitar NAN a torto e a direito é comercializar, ou não? Indicar pra cesária sem indicação clínica aparente é pra ganhar dinheirinho, ou não? Já que o governo paga, senão me engano, 300 reais por cesárea. Tem um caso de um médico no RS que só faz cesárea, pois o incompetente perdeu uma parturiente num parto normal e, agora, se recusa a fazer o PN porque não quer ouvir gritos de mães parindo e, na condição de único obstetra da cidade, obriga todas as mães de um hospital público a fazer cesariana. Esse é um exemplo típico de médicos que abusam do poder de médico e da ingenuidade da população. Pois a educação brasileira mantém a maioria da população ignorante e sem opinião e, muitas das mães acreditam que o médico está certo e não é por falta de amor que não amamentam mais os seus filhos, muito pelo contrário… Foi porque acreditaram, na maior boa vontade, na autoridade do médico. Isso se aplica às outras áreas da medicina, também.

Por favor, tenham consciência.

Comentário de: Roberto Meirelles | 11 de fevereiro de 2012 | 12:47

Mais uma pessoa generalizando, misturando aleitamento com regulamentação da Medicina! Sou médico cardiologista e sempre me pautei pela ética, agora pergunto: Você leu o texto do Ato Médico recém aprovado? Creio que não, pois não haveria de publicar tamanhas inverdades. Senão vejamos: 1-Pacientes/clientes poderão procurar profissionais de saúde por livre demanda, o encaminhamento médico continua como é hoje, apenas uma ferramenta para auxiliar nesta procura, e em lugares cuja burocracia assim exige.Todos podem ir ao psicólogo, dentista, etc, isso é uma das maiores mentiras pregadas. 2-O cerne da profissão médica é o diagnóstico de patologias(nosológico) e sua respecttiva prescrição terapêutica (medicamentosa ou cirúrgica). Não precisa nem comentar, quando alguém vai ao médico busca um diagnóstico da patologia que o(a) aflige e o respectivo tratamento.3-Demais diagnósticos necessários para a conduta das demais profissões, psicológico, nutricional, de enfermagem(NANDA), em nada serão afetados, nada muda! 4-A legislação das demais profissões não pode e não será mudada por uma lei , que versa apenas sobre a profissão médica, além do que é a única lei que tem escrito em seu texto a manutenção das prerrogativas legais e privativas de todas as demais profissões de saúde.5- Pelo exposto deduz-se que a quase totalidade das covardes campanhas contrárias, pregam mentiras e seus mentores nem sequer leram o texto, ou se leram, preferem não entender e ser contra, por simples raiva ou interesses corporativos.A senadora Suplicy quer que psicólogos prescrevam psicotrópicos! Não é esse o papel da psicoterapia, não está previsto na lei da Psicologia e não há formação técnica sequer próxima da que o médico possui de fisiopatologia, etiopatogenia, farmacologia, efeitos colaterais, etc, é absurda tal proposta. Bem como vemos fisioterapeutas aplicando botox! Até como se fosse preenchimento! Optometria citada no texto, que nem lei regulamentadora tem, objetiva realizar exames de refração em óticas para vender óculos em seguida!! Venda casada(crime)! Bem como exercício ilegal da medicina(oftalmologia), que seria invadida descaradamente, privando a população atendida por estes irresponsáveis da consulta oftalmológica completa(fundo de olho, pressão ocular, retina, córnea).São estes absurdos apenas que o projeto irá suprimir e a sociedade agradecer por isso. Leiam o texto do PL antes de pregar inverdades!

Comentário de: Luiz carlos fernandez rivera | 11 de fevereiro de 2012 | 13:27

Como Psicólogo, nada tenho contra a regulamentação da profissão médica. Tenho 32 anos de pratica profissional e uma conduta ética ilibada. Na medida em que a má interpretação do ato médico vier a interferir na minha prática profissional, restringindo direitos profissionais assegurados por lei, buscarei as medidas judiciais apropriadas. Atenciosamente, Psicólogo Luiz carlos F. Rivera – CRP 07 \ 1665.

Comentário de: Getulio Bernardo Morato Filho | 11 de fevereiro de 2012 | 14:13

Sinceramente, ninguém que está comentando aqui deve ter ao menos lido o projeto da regulamentação da medicina. Matéria completamente mal informada, sem qualquer conteúdo de verdade. Pediatra que estimula o fim da amamentação ? Foi a sociedade brasileira de Pediatria que garantiu a licença materna de 6 meses para exatamente para que a mãe possa amamentar seu filho por esse período. Aliás, um dos maiores problemas de saúde pública é o binômio mãe/filho não ter acesso a consultas com pediatras, que não simplesmente faz o que o manual do SUS pede, mas tira as dúvidas dos familiares, ensina os pais como proceder em caso de urgências. Desvirtuam a medicina, oferecendo uma medicina de pobre para a população carente, que deixa de ter acesso a médicos, diminuindo a qualidade do atendimento. Quer fazer o que o médico faz, estude bastante, passe no vestibular, passe 6 anos de um curso de carga horária no mínimo 2 vezes maior que qualquer outro curso de graduação, faça 3 ou 4 anos de especialização, para poder oferecer à população um serviço de qualidade, com o mínimo de riscos. O ato médico não restringe nenhuma profissão da saúde, pois respeita todas as regulamentações já existentes. Os únicos profissionais de saúde atingidos são aqueles que querem ser médicos sem ter formação para tal. Aqueles profissionais que querem aplicar botox sem saber o que fazer num erro de aplicação, naquele profissional que quer prescrever medicamento sem saber fazer diagnóstico, quem quer fazer cirurgias que a própria regulamentação de sua profissão não permite. Equipe multidisciplinar não quer dizer bagunça. Não quer dizer que todo mundo pode fazer a função do outro. A equipe multidisciplinar que dizer que todos tem o seu papel bem estabelecido, trabalhando em conjunto, para oferecer o melhor ao paciente. Infelizmente, a única profissão que ainda não tem sua regulamentação é a medicina. A regulamentação da medicina não é boa para o médico. É boa para o paciente, que terá sua garantia que não será cobaia de nenhum profissional não habilitado na hora de ser atendido.

Comentário de: Getulio Bernardo Morato Filho | 11 de fevereiro de 2012 | 14:16

Esse projeto foi feito a 14 mãos, com todos os conselhos de profissionais de saúde participando da elaboração e este foi o consenso de todos os conselhos. E ficam criando mitos que não existem. Sobre os cargos de chefia, apenas diz que as chefias MÉDICAS não podem ser feitas por outros profissionais, assim como existe na enfermagem que as chefias de enfermagem devem ser executadas por enfermeiros e não por médicos. Gastem um tempo e leiam o projeto da regulamentação da medicina antes de falarem bobagens, sem qualquer sentido.

Comentário de: Carlos | 11 de fevereiro de 2012 | 14:18

Terapeuta Reichiana? Nem formada em psicologia você é. Isso tem nome: charlatanismo. Argumentos nada técnicos, baseados apenas no ódio generalizado. Procure alguém habilitado para fazer terapia, por favor.

Comentário de: Getulio Bernardo Morato Filho | 11 de fevereiro de 2012 | 14:20

O psicólogo bem formado continuará fazendo todo o trabalho que sempre fez e que já está regulamentado. Está escrito na legislação que será respeitada as competências de cada profissão, já estabelecidas nas regulamentações das respectivas profissões. O psicólogo continuará podendo fazer o diagnóstico psicológico, os testes que já fazem, a terapia que já fazem. Isso já está regulamentado. O que o psicólogo não pode fazer é prescrever medicamentos, já que não tem formação para isso. Pode até haver algum psicólogo que fez algum curso de farmacologia, mas não é essa sua função. Todos os profissionais de saúde tem fundamental importância no acompanhamento do paciente, respeitando as próprias regulamentações já estabelecidas em lei. Falta ao médico a regulamentação da sua profissão.

Comentário de: Gustavo | 11 de fevereiro de 2012 | 14:22

Meu Deus do Céu… Se fosse um blog com opinao pessoal sua, aceitaria esse monte de absurdo. Mas como jornalista você tem um compromisso de informar, não desinformar. O fato de voce ser contra não justifica essa irresponsabilidade. Faça a sua pesquisa decentemente antes de publicar algo. É minimo que você pode e deve fazer.

Comentário de: carlos | 11 de fevereiro de 2012 | 14:53

ACHO MUITO PERTINENTE REGULAMENTAÇÃO DE QUAISQUER AREAS PROFISSIONAIS QUE SEJAM. ESTAMOS NO SECULO 21 !!!!! NÃO ENTENDO PORQUE A PREOCUPAÇÃO DE OUTRAS ESPECIALIDADES, ISSO DÁ ATÉ MAIS SEGURANÇA A TODOS. QUE OS OUTROS TB LUTEM PELA SUA REGULAMENTAÇÃO, ORA, É SIMPLES. AH, E COMO SAIU EM MANCHETE DE JORNAL, MÉDICO ÉTICO, NÃO PRATICA AQUILO QUE ESTÁ FORA DOS SEUS ATOS. TENHO A MAIOR HUMILDADE DE RECONHECER QUE NÃO TENHO A HABILIDADE DO PSICOLOGO, OU NUTRICIONISTA, OU FISIOTERAPEUTA OU ENFERMEIRO E ADMIRO TODAS ESSAS PROFISSÕES. ACHARIA MUITO BOM SE OS ATOS DE CADA UMA FOSSE REGULAMENTADO, ISSO DARIA MAIS SEGURANÇA, MENOS CONFUSAO E MENOS EXPLORAÇÃO PELOS EMPREGADORES.

Comentário de: thais | 11 de fevereiro de 2012 | 14:58

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o
Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)
recomendam o aleitamento materno exclusivo até seis
meses e, a partir desta idade, a introdução de outros
alimentos complementares, mantendo-se a amamentação ao peito até pelo menos dois anos de vida
1
. isso na introdução do texto em q vc afirma que os pediatras incentivam o desmame. É um estudo dos MOTIVOS do desmame entre as mães, não um incentivo. Que absurdo! Que coisa parcial, que coisa feia!

Comentário de: Rafael | 11 de fevereiro de 2012 | 15:05

SIM AO ATO MÉDICO!!!!! – Quem é contra, é porque não lei toda a referente lei!

Comentário de: Marcelo C. | 11 de fevereiro de 2012 | 15:08

Cláudia, realmente é notório em seu texto um sentimento que fica entre rancor e preconceito para com os médicos.

Discordo da sua opinião, e vou usar um texto do Dr Edson A. a cerca desse assunto. um pouco extenso mais resume bem o sentimento da maioria da classe médica… apesar do CFM ir contra a algumas opiniões da classe, ela é sim, ainda uma representatividade da classe.

Ato médico: em defesa da saúde do povo brasileiro

Muitas bobagens têm sido propaladas acerca do projeto de lei que regulamenta os atos médicos. As mais recentes foram publicadas no jornal O Globo pelo médico Aloysio Campos da Paz Júnior, da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação. Antes de mais nada, é preciso esclarecer que todas as profissões da área da saúde têm sua regulamentação em lei, exceto a medicina. Isso, em tese, deve-se ao fato de todo mundo saber o que o médico faz, e os legisladores nunca se preocuparam com a matéria. No entanto, justamente devido à evolução do conhecimento científico e à complexidade cada vez maior da atenção à saúde, tal legislação hoje é necessária.
O projeto de lei diz, em cinco artigos, que só o médico, ressalvado o odontólogo, tem a competência profissional para diagnosticar as doenças e prescrever o tratamento para os doentes. Nada além do óbvio. A atenção à saúde é obrigatoriamente praticada por equipe multiprofissional, pois ninguém a realiza sozinho. Cada profissão tem sua atribuição definida em lei e nenhum outro profissional diagnostica doenças e indica o respectivo tratamento. O psicólogo faz a avaliação psicológica; o fisioterapeuta, a avaliação cinésio-funcional; o enfermeiro, a de enfermagem e todos tratam dos pacientes de acordo com suas capacidades e com absoluta autonomia dentro das prerrogativas estabelecidas em suas leis.
Dizer que todos os profissionais se subordinariam aos médicos após a aprovação da lei do ato médico é uma aleivosia. Só por desconhecimento ou má-fé pode-se disseminar a inverdade que, para ir ao dentista ou a um psicólogo, a pessoa precisaria antes do aval de um médico. Propagam tais inverdades aqueles interessados na não-regulamentação da medicina, que preferem manter uma área cinzenta de interface entre as profissões, abrindo caminho para o exercício ilegal da profissão e o charlatanismo.
Quando o projeto de lei prevê que só o médico pode chefiar serviços médicos, não preconiza a subordinação de outros profissionais ao mesmo. Significa que os serviços de cirurgia, ginecologia, cardiologia e tantos outros, onde se praticam atos médicos, têm que ter um responsável técnico médico, que responda por eles. Estes são os responsáveis perante os Conselhos de Medicina, e são interpelados quando ocorrem denúncias envolvendo médicos. Os serviços de enfermagem, de nutrição, de fonoaudiologia, entre outros, são e serão sempre dirigidos pelos respectivos profissionais, como rezam as leis de cada um. Os médicos não querem, e nem podem, chefiá-los. Da mesma forma, a direção geral de uma instituição de saúde, ou uma secretaria, ou um ministério, que não requerem formação médica específica, poderão ser dirigidos por qualquer profissional (os dois últimos Ministros da Saúde são economistas), desde que tenham médicos respondendo pelos atos médicos, como exige a legislação atual .
No calor dos debates que vêm acontecendo, ainda longe dos olhos e ouvidos da população brasileira, a principal interessada, o que a lei do ato médico vai coibir, de verdade, é a tentativa deliberada de promover uma assistência à saúde sem médicos habilitados, mais barata por certo, mas com riscos à vida dos pacientes e aos profissionais que se arriscam a substituí-los.
As chamadas Casas de Parto são exemplos destas ações. Criadas para acompanhar os partos ditos normais e “humanizar” a parição, estas sim retrocedem ao século passado na assistência à gestante. As complicações de um parto, quando acontecem, são de tal ordem dramáticas que se o médico não estiver presente e com recursos adequados, não há tempo para salvar as vidas da mãe e da criança. Mas não são as únicas aberrações. O Programa Saúde da Família também precisa ser revisto quanto à composição de equipes sem médicos para atendimento à população. E ainda são muitas as secretarias e postos de saúde sem diretor médico pelo Brasil afora. Uma instituição de saúde sem um responsável técnico médico funciona ao arrepio da lei.
Conceber uma medicina sem médicos não é um debate acadêmico. É a aplicação acrítica do receituário neoliberal do Banco Mundial.
Desvirtuar o conceito de equipe é essencial para aviar esta receita. Ao invés de reunir os saberes e práticas de cada profissional em benefício da população, misturam-se estes ingredientes em receitas práticas capazes de serem aplicadas por qualquer um de seus membros. Em breve teríamos profissionais de saúde “multifunção”, que sabem um pouco de enfermagem, de nutrição, de medicina, etc., o suficiente apenas para implementar uma assistência à saúde de segunda para gente de segunda. Fato eticamente inaceitável.
Some-se a tudo isso a crônica escassez de recursos para a saúde e teremos um retrato fiel do que vem ocorrendo. Disso, aliás, o médico Aloysio Campos da Paz não pode se queixar. Há muitos anos, e há vários governos, a Rede Sarah é beneficiada com um aporte de recursos diferenciado, à parte dos demais hospitais do Ministério da Saúde. Pelo site oficial do Ministério podemos ver que em 2003 a Rede Sarah recebeu, sozinha, 245 milhões de reais, contra 207 milhões para todos os hospitais próprios. Sem dúvida, este é um fator determinante para a excelência dos serviços prestados pela Rede – e que bom seria se todos os gestores da saúde no país tivessem o mesmo tratamento.
É preciso deter este iceberg, cuja parte submersa revela uma perspectiva cruel e sombria para a saúde pública brasileira. A regulamentação em lei dos atos médicos constitui apenas um primeiro passo, mas que ajuda ao explicitar as ações que só este profissional pode executar, devidamente habilitado, fiscalizado e capaz de assumir os riscos pelas decisões que venha a tomar. Temos consciência de que nenhum profissional atua sozinho na assistência à saúde, mas temos também a certeza de que não se faz saúde sem médicos.
Aprovar o PL nº 25/02 (Lei do Ato Médico) é, antes de tudo, um ato de cidadania. Um gesto de respeito às pessoas.

Aprovado na Plenária do CFM, em novembro de 2004

Edson de Oliveira Andrade
Presidente do Conselho Federal de Medicina

Comentário de: Renata | 11 de fevereiro de 2012 | 16:19

É triste pensar que a maioria das pessoas que ler esse texto vai aceitar sem sequer ler a lei. É triste porque muita coisa escrita aqui é interpretação equivocada do texto original… Diversos tipos de diagnósticos, o psicológico, o funcional, o nutricional, entre outros, não são restritos aos médicos, mas podem ser feitos pelos profissionais habilitados, isto é, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, e assim por diante. Médicos devem chefiar serviços “médicos”, não todos os serviços de saúde. Se queremos trabalhar em equipe, com certeza muitos médicos tem que deixar a arrogância e a prepotência de lado…mas também com certeza muitos profissionais de saúde não médicos tem que deixar o preconceito de lado. Parece que todas as outras profissões da saúde estão contra os médicos. Por quê? Medo de perder espaço? Eu não acredito que os médicos queiram fazer o trabalho das outras profissões, porque não são capacitados para tal na graduação, além do mais já tem suas próprias atribuições. Eu ainda sou acadêmica, e com certeza a ética está entre as características que, para mim, definem um bom médico. E sou a favor do ato médico. Pelo simples fato de que somos trabalhadores como todos os outros e temos direto a regulamentação. E se as pessoas são contra nossa reivindicação, que refutem com argumentos adequados. Afinal, ninguém quer confundir as pessoas que não se darão ao trabalho de ler a lei ou não conseguirão interpretá-la adequadamente, certo?

Comentário de: Anderson | 11 de fevereiro de 2012 | 16:22

Seu texto é um lixo, mostra a sua ignorância perante tal fato. Uma pena ler um texto de um pessoa, possivelmente com terceiro grau, com tamanha falta de informação, e mais, sem conhecimento nenhum em medicina.

Comentário de: Rodrigo | 11 de fevereiro de 2012 | 16:26

Com isso vc quer dizer que, caso sua esposa tenha um filho, é preferível que ela tenha por uma enfermeira especialista em obstetría ? Que o diagnóstico de uma doença de uma pessoa de sua família seja realizada por um fisioterapêuta, enfermeiro (a) ou psicólogo ? Pense nisso, SE INFORME sobre o ato médico e reescreva esse lixo de texto, cheio de preconceito e ignorância (2 palavras que se completam). LIXO DE TEXTO!!!!!!!!!!!!!!!!!

Comentário de: Fátima Souza | 11 de fevereiro de 2012 | 17:51

Precisei ir à perícia médica do INSS, e o médico que iria me atender, me chamou com um paciente na maca, e era uma pessoa que precisava de ajuda, e eu me recusei a ser atendida, até que o senhor que tentava levantar com a ajuda da esposa saísse. O médico passou por mim e chamou a outra pessoa. Não deixei, fechei a porta e ajudei o senhor e a senhora, pessoas bem humildes a sairem. As outras pessoas que esperavam me deram total apoio, e me disseram que esse era o modo dele atender. Não fui atendida por esse médico, registrei a minha queixa e fui encaminhada para outro profissional. Aí, fui atrás para saber quem era o tal médico, era um ginecologista, e o meu problema era ruptura de tendão. Ainda bem que não fui atendida por ele, pois ele encaminhava todas as pessoas para cirurgia, e nem olhava os exames que as pessoas levavam. Os médicos peritos não deveriam ser da especialidade? Na minha última consulta com o gastro, ele me encaminhou para o endocrino, para regular a minha tiroxina. Quando eu consultava com o Dr. Waldir Pedro de Castro, profissional que diagnosticou meu problema de tiróide, depois de eu ter percorrido endocrinologistas e nefrologistas, eu sempre saio com dúvidas de diagnósticos. E ainda mais que perdi o contato com o Dr. Waldir Pedro de castro, profissional que atendia as pessoas olhando no olho delas. Devem sim, existir outros profissionais bons, mas a maioria se acham deuses.

Comentário de: CArlos | 11 de fevereiro de 2012 | 18:57

Você realmente leu o ato médico. A direção médica tem que ser de médico, como o diretor de enfermagem é enfermeiro.. ponto. Nada mais e nada menos. Em nenhum ponto mostra necessidade obrigatória de encaminhamento para outros profissionais, existe inclusive um parágrafo que fala sobre a proteção a esses profissionais… de onde tirou que os pacientes não poderão ir aos outros profissionais???? Cara sua cidade tem os piores pediatras do Brasil, pois em nenhum outro lugar vi esse quadro que você falou. Quanto as outras áreas não quererem invadir a área do médico, já peguei criança com o braço quebrado que estava recebendo pomada e massagem prescrito por fisioterapeuta (muito ruim por sinal, afinal os meus amigos fisioterapeutas nunca fariam nada parecido), já vi fisioterapeutas conversando sobre até começarem a operar. Já tentaram autorizar farmacêuticos a receitarem no balcão, já peguei receituário de antibiótico carimbado por enfermeira e etc…. Agora acho engraçado que as profissões que mais reclamam são exatamente as que tem suas profissões regulamentadas.

Comentário de: CArlos | 11 de fevereiro de 2012 | 19:02

Claudia me manda o artigo do doutor que diz que o pediatra desmama o mundo.. quero saber inclusive toda a base bioestatística dele.

Comentário de: Lianna Mendes | 11 de fevereiro de 2012 | 20:27

Carlos, o pediatra que ela cita não fala isso no texto que ela dá como referência. Isso foi uma conclusão dela.

Comentário de: Cláudia Rodrigues | 11 de fevereiro de 2012 | 21:41

Aqui está o link, entrevista do pediatra Hugo Issler à jornalista Fernanda Ravagnani com a afirmação de que “os pediatras e não as mulheres são os maiores responsáveis pelo desmame” http://noticias.uol.com.br/inter/reuters/2003/10/11/ult27u38739.jhtm

Lamento muito que as relações históricas da pediatria com o desmame sejam negadas por alguns dos profissionais que aqui se manifestaram com insultos, zombarias e desqualificações.
Agradeço aos profissionais que, sem espírito corporativista, compreendem a responsabilidade enorme que os pediatras tiveram e ainda têm sobre os índices de desmame no país e no mundo, já que esse é um problema mundial que ocorreu no pós-guerra.

Agradeço às mulheres que trouxeram aqui seus depoimentos, suas histórias porque desde o pós guerra esse é um movimento de rua, de mulheres na rua, desde os tempos de Bibi Voguel, ainda na década de 1970, quando os índices de prescrição de leite ninho estavam crescendo em velocidade crítica. Foi-se o ninho, veio o nanón e depois o nan e cá estamos, humildemente, as mulheres que não se deixam levar tocadas como gado, sempre nessa luta.

Desejo fortemente que os índices de amamentação no Brasil subam e quero estar viva ainda para falar bem dos avanços da pediatria nessa virada histórica.

Poderiam começar revendo os patrocinadores da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Comentário de: Rafael | 11 de fevereiro de 2012 | 22:33

Bom, eu falo como um reles estudante de medicina!
Acredito que pra se receitar um remédio com total segurança deve se saber seu sitio e mecanismo de ação, via de metabolismo e etc… Não acredito que um fisioterapeuta estudou isso a fundo ao ponto de querer receitar. E olha que isso já é restrito a dentista, medico e veterinário há muito tempo. Até enfermeiro se mete a isso. Não acredito que um médico nutrólogo saiba mais sobre nutrição do que um nutricionista, agora um nutricionista querer saber se deve ou não receitar uma sibutramina com quem tem ou deve ter total domínio sobre os seus males já é demais… né?
E se o paciente do fisioterapeuta for renal crônico e o tal remedinho ter efeito nefrotoxico? ahha?
As carreiras da área de saúde têm suas intersecções, mas geralmente elas estão dentro do currículo da medicina. Pois é, trazendo isso pro âmbito do Ato Médico em si, se essa regulamentação não existisse, ficaria aquele joguinho de empurrar a sua cerca contra o quintal do vizinho para aumentar o seu território.
A enfermagem já teve o seu pedaço de cerca perdido, reformulado e chamado de fisioterapia. Sabia?

Comentário de: Izabel | 11 de fevereiro de 2012 | 23:37

Desculpa, Cláudia, mas você está confundindo algumas coisas: o fato de um obstetra encaminhar sempre uma gestante à cesárea não é questão de Ato Médico e, sim, de ética médica, que tem a ver com EDUCAÇÃO MÉDICA, competência do MEC. O fato de pediatras estimularem o consumo de NAN e etc é uma questão de ética médica, de novo! E como estudante de medicina, posso te assegurar que não aprendi nenhuma dessas atitudes antiéticas, ao contrário, a minha professora, PEDIATRA, sempre dizia às mães pra que elas pudessem amamentar seus filhos pelo menos até os 06 meses e chegada a época, a gnte orientava essas mães como deveria ser o desmame, lento e gradual. Para as mães que aqui postaram e não sabem, é recomendado, por exemplo, que os bebês, mesmo, não tendo completado 06 meses, tomem suplemento férrico, dentre outras vitaminas, assim como no pré-natal as mães tomam ácido fólico! Mas o nome já diz: suplementa (adiciona, contribui)! E desculpe mais uma vez, mas, nem o enfermeiro, nem o psicólogo, nem farmacêutico, tem na sua educação profissional a competência para receitar remédios, mesmo os pra dormir.

Comentário de: Izabel | 11 de fevereiro de 2012 | 23:46

‎”O momento não é bom para centralizar a saúde ainda mais nas mãos dos médicos.” (???) Algum momento é bom pra centralizar a saúde? E se fosse na mão de outra profissão era aceitável?!

Comentário de: Catia Reis | 12 de fevereiro de 2012 | 0:21

Eu leio e releio o texto e não consigo identificar o tom raivoso a que os médicos ofendidos acima se referem.

Lianna, não sei em que planeta você vive, desconfio que é uma afortunada que encontrou bons pediatras que apoiaram, incentivaram e orientaram a amamentação das suas crianças. Como mulher brasileira mãe no século XXI, frequentadora de foruns virtuais de amamentação desde 2007, devo ter visto uns 5% de pediatras bem informados e bons orientadores de mães com problemas para amamentar. Pela minha experiência e das minhas amigas, conhecidas e familiares, afirmo que a esmagadora maioria que amamentou o fez por teimosia ou pura sorte de não ter tido problemas. Infelizmente a história que mais escuto (até hoje) é o desmame por mil e um motivos contornáveis, indicado ou apoiado pelo pediatra.

Não tenho nada contra os médicos, tampouco a autora do texto, pelo que já li dela. Tenho muitos médicos na minha família. Mas devo admitir aqui que a maioria dos médicos que conheço pessoalmente tem uma visão bastante preconceituosa das outras profissões da saúde. Abundam piadas jocosas de enfermeiros, terapeutas ocupacionais, psicólogos (os que tiveram preguiça de fazer psiquiatria, rs). Eles mesmos não procuram outros profissionais quando têm problemas de saúde. Acompanhei de perto as transformações que passaram alguns primos que cresceram comigo e estudaram medicina, sofreram muito com o sistema dos cursos, com professores preconceituosos, extrema pressão na residência, mudaram muito meus primos. Perderam o humanismo que tinham quando entraram. Um virou obstetra e adorava partos naturais quando entrou, hoje só faz cesárea, amargurou. Poucos questionam o sistema, a maioria despreza a enfermagem.
Nunca vi enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo querendo prescrever medicamento, vejo o contrário, uma postura de “antes de vc partir pro remédio vamos tentar por aqui ou por ali”. Não prescrever, não operar, é justamente o trunfo dessas outras especialidades… Quero ter um parto com parteira justamente porque ela não tem um bisturi na mão, tem mil outros recursos pra lidar com o processo. Adoraria que ela tivesse um bom médico ao seu lado, que confiasse nela e me atendesse carinhosamente caso fosse chamado para intervir.
Infelizmente no Brasil não é assim, e sinto que estamos um passo mais longe.

Comentário de: Alexandre - Médico | 12 de fevereiro de 2012 | 0:44

Minha cara Claúdia Rodrigues, caso você não tenha lido op artigo cientifico que você própria linkou o estudo foi feito com 12 MULHERES! VOU REPETIR MAIS UMA VEZ 12 MULHERES! Se você por acaso considera esse valor amostral significativo isso demonstra sua completa falta de conhecimento na estruta de um artigo cientifico com níveis de evidência importantes. Com esse valor o artigo não chega nem a nível D de evidência. Ou seja é um estudo que não comprova absolutamente nada. E notícias de jornais também não são fontes confiáveis. Se quiser provar um ponto de vista recomendo que procure por estudos de nível de evidência IA que aí sim seriam inconstetáveis suas afirmações. Curioso como seu artigo também está carregado de “experiências pessoais”, “opiniões pessoais” e afirmações caluniosas sobre o ato médico e as pessoas que o apoiam. Esse não deveria ser o tipo de atitude de uma pessoa que escreve artigos para jornais. Recomendo que reveja sua postura como jornalista e busque fontes mais confiáveis antes de colocar várias informações falsas em artigos de internet.

Comentário de: Alexandre - Médico | 12 de fevereiro de 2012 | 1:01

Parece que para piorar a própria Cláudia Rodrigues não leu o aritigo que ela mesma linkou. Acabei de ler o artigo na integra e em NENHUM MOMENTO o autor relata que os pediatras são os principais responsaveis pelo desmame precoce. O autor reiteira que as principais causas são PSICOSSOCIAIS dentre as quais estão a (REFERIDA) hipogalactia. Concluindo: A própria autora deste artigo não leu suas fontes. É apenas um artigo tendencioso, por uma jornalista tendenciosa que provalvemente nem teve a curiosidade de ler o ato médico na íntegra. LEIA E ESTUDE MAIS antes de postar bobagens.

Comentário de: Flavio | 12 de fevereiro de 2012 | 1:29

Claudia, os comentários aqui estão longe de serem furiosos. São criticas a sua postura preconceituosa contra os médicos e generalizações descabidas. Pior, você não tem a capacidade de fazer uma reflexão, e relativizar algumas das generalizações. Isso tem que ser dito em alto e bom tom! seu texto, sim, é arrogante.

Comentário de: Paulo | 12 de fevereiro de 2012 | 1:38

Ridiculo… Cheio de mentiras e generalizacoes. Maus profissionais existem em todas as areas. No seu texto a maioria dos medicos(que se esforcam pela profissao) paga o pato daqueles que nao fazem seu trabalho direito.

Comentário de: Carol | 12 de fevereiro de 2012 | 2:03

Ato médico aprovado, sonho para médicos que desejam ter suas profissões regulamentadas. Não há hierarquia entre profissões, cada uma tem sua importância diante da necessidade individual. Preciso de um engenheiro para projetar minha casa, preciso de um arquiteto para decorá-la e preciso de um pedreiro para construí-la (que no meu exemplo é a peça mais importante, sem ele não terei casa). O médico não quer assumir o papel dos outros profissionais, seria a mesma coisa que falar que o engenheiro quer tomar o lugar do pedreiro. Os médicos do mundo antigo eram escravos que cuidavam de doentes, na época doentes com patologias infecto contagiosas, o mundo evoluiu e aqueles escravos diversificaram cuidados e ai surgiu o médico, o enfermeiro…
Lendo matérias sensacionalistas como essa entendo porque meus professores de português defendiam o “conhecimento de mundo” e as citações de autoridades, também entendi porque a professora de metodologia científica exige as bibliografias. Porém, com essa sua publicação também aprendi que não adianta apenas informação uma vez que as pessoas não sabem interpretar. Partindo do princípio que a senhora é uma jornalista, e jornalistas têm uma afinidade com a língua, facilidade para articular as palavras e normalmente adeptos a leitura, mas me assustei com a salada mista de informações que a senhora jogou neste texto.
Todos os médicos querem que tenham mais vagas em hospitais, na verdade todos os médicos querem mais hospitais e mais estrutura para poderem trabalhar e colocar em prática o que estudaram. Plantonistas estão la para emergências, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem são necessários.
A senhora ja viu como é o plantão na obstetrícia? Sabe como funciona? Tem noção das complicações que podem surgir? Não são necessárias desculpas estapafúrdias. As indicações cirúrgicas tem base científica, caso contrário não iriam para a cirurgia. (Releia seu texto). E a senhora está preocupada com o vergonhoso número de cesarianas? Ja viu quantas pessoas se candidatam a cirurgias de estética?
Nunca vi pediatra incentivando desmame, ja vi mães reclamando das suas mamas partidas, que não conseguem dormir, que o bebê não para de chorar, já vi bebês perderem peso por não estarem alimentados e ai sim vi pediatras orientando NAN, papinhas e vitaminas.
Os bancos de leite são escassos, não existem em todos os lugares, não seria melhor deixá-los para pessoas realmente carentes?

Comentário de: Carol | 12 de fevereiro de 2012 | 2:08

Ah, só mais uma pergunta. A senhora leu o PL nº 25/02 (Lei do Ato Médico)? Se leu, foi essa sua interpretação? Uma montagem de frases jogadas num texto incoerente e preconceituoso.

Comentário de: Rosinha | 12 de fevereiro de 2012 | 2:13

Com a ressalva que os insultos, zombarias e desqualificacoes ficaram quase que exclusivamente por conta de profissionais do sexo masculino…ironicamente aqueles que jamais puderam se entregar ao ato do aleitamento materno e provavelmente sofreram a privacao do mesmo.

Comentário de: Roberto Meirelles | 12 de fevereiro de 2012 | 10:49

Caras mães e mulheres que postam focando no aleitamento.Respeito suas opiniões, não sou pediatra, sou cardiologista. O fato de tanta indignação de nossa parte é misturar de forma tendenciosa assunto que nada tem a ver com a regulamentação tão necessária de nossa profissão(Ato Médico) em texto cheio de inverdades sobre o mesmo. Creio ser necessária a valorização do aleitamento e todo o médico que se forma tem que estar consciente disso. Agora misturar este assunto com o texto do ato Médico, que foi retratado de forma tão preconceituosa e distorcida não é papel de jornalistas sérios e ofende à todos nós e a própria sociedade, levada a ler argumentos de uma verdadeira guerrilha de interesses vários, de ódio e preconceito à médicos, recalque, interesses econômicos vários, praticada por pessoas e profissionais, estes sim , que se acham deuses e se manifestam da forma mais arrogante e hipócrita jamais vista!

Comentário de: Rafael | 12 de fevereiro de 2012 | 11:20

Bom, depois do sublime comentário acima, do fato de a autora se basear em textos de revistas de caráter extremamente científico como “Veja” e “super interessante” e pela revolta alheia devido a algo já consumado….
“Ahhh, seta lá Cláudia e vamos ver se Luiza ainda está no Canadá!”.

Comentário de: Nilton de Abreu | 12 de fevereiro de 2012 | 12:18

Repotagem precocnceituosa, jornalista má informada, pega dados tendenciosos sem saber se são corretos. Quanto absurdo lí na reportagem. Falar de saúde é coisa séria. Lembre-se que o jornalista leva inmformação ao público.

Comentário de: mariamariana | 12 de fevereiro de 2012 | 12:29

Questão de opinião. Conviver com a diversidade de opiniões respeitosamente deveria ser o comportamento esperado de todos os profissionais. Foi o que fez aqui a jornalista, que destratada, manteve a compostura. Prefiro pensar que os médicos, colegas que aqui se manifestaram, sejam trollers, fakes porque não argumentaram, preferiram desqualificar o texto da jornalista de opinião que não tem o dever de citar fontes e pesquisas para opinar.

HOMENAGEM DESTE BLOG à Rede Sarah e ao Doutor Aloysio

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/mariahelena/posts/2009/05/02/a-rede-sarah-ao-doutor-aloysio-182450.asp

Primeiro quero deixar bem claro que não conheço pessoalmente o doutor Aloysio Campos da Paz Junior. De nome, muito. De referências pessoais, também, pois temos dois amigos em comum que não se cansam de contar histórias sobre a dedicação, a seriedade, a correção, a capacidade e a inteligência desse médico que honra diuturnamente o juramento que fez ao se tornar médico. São amigos de mocidade, de colégio, que conhecem muito bem o ser humano e o médico. Não são elogios ocos.

Copio aqui o histórico do doutor Campos da Paz Junior que encontrei num site sobre Ciências, porque no site da Rede Sarah, criada e desenvolvida por ele, não se encontra uma só referência a ele, que dirá ao seu histórico:

“Em 1981, foi nomeado pelo presidente da República, Presidente da Fundação das Pioneiras Sociais que englobava várias unidades, entre elas o Instituto Nacional de Medicina do Aparelho Locomotor – SARAH. Criou o Centro de Tecnologia Hospital (EquipHos) para o desenvolvimento de equipamentos em ortopedia e reabilitação. Em 1986, por indicação do Ministro da Saúde e da Previdência e Assistência Social foi nomeado coordenador do Sistema Integrado de Reabilitação em Traumatologia e Ortopedia – SIRTO, que tinha por objetivo a elaboração de rotinas técnicas padronizadas para utilização nos hospitais públicos brasileiros. Membro do Conselho Nacional de Saúde, nomeado pelo Presidente da República, por reconhecida capacidade profissional, no período de novembro de 1991 a novembro de 1992. Conduziu o processo de transformação da Fundação das Pioneiras Sociais em Associação das Pioneiras Sociais, através da Lei 8246, aprovada pelo Congresso Nacional em 22 de outubro de 1991, criando assim o primeiro Serviço Público não estatal no Brasil contemporâneo. Sua presente posição, além de presidente da Associação das Pioneiras Sociais e cirurgião-chefe da Rede Sarah de Hospitais de Medicina do Aparelho Locomotor, é reitor da Universidade SARAH de Pós-graduação em Ciências da Reabilitação. Membro das seguintes sociedades médicas: American Orthopaedic Association, American Academy of Pediatrics, American Pediatric Orthopaedic Society, British Ortopaedic Association, Argentine Society of Orthopaedics, International Society of Orthopaedics and Traumatology-SICOT, International Society of Rehabilitation e International Brain Injury Association”

Como vocês podem ver, é texto antigo! O que não é antigo e o que é fantástico de ler, é o site da Rede Sarah. Lá você fica sabendo como deve ser um hospital público. De lá saímos perguntando: por que será que não são todos assim os hospitais públicos brasileiros? Aqui copiarei apenas a definição do que é a Rede Sarah, lembrando que é texto que ainda não inclui a nova unidade inaugurada anteontem no Rio:

Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação é constituída por nove unidades hospitalares localizadas em Brasília (DF), com um hospital e um Centro Internacional de Neurociências e Reabilitação, Salvador (BA), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ), Macapá (AP) e Belém (PA).
Cada hospital da Rede representa um espaço para reprodução e aperfeiçoamento dos princípios, conceitos e técnicas consolidados ao longo do tempo pelo SARAH-Brasília.Os conceitos agregados e aplicados, no cotidiano, pelos profissionais que atuam aqui, transformaram o SARAH em centro de referência nacional e internacional.

Os hospitais da Rede caracterizam-se por uma cuidadosa integração de sua concepção arquitetônica aos princípios de organização do trabalho e aos diferentes programas de reabilitação, definidos conforme os indicadores epidemiológicos da região em que cada unidade está inserida. Dessa integração resultam, por exemplo, os amplos espaços dos hospitais SARAH, com seus solários e jardins, buscando sempre a humanização do ambiente hospitalar e as enfermarias coletivas, com o sistema de “assistência progressiva” com aproveitamento ótimo dos recursos disponíveis. Este sistema, pela primeira vez implantado no Brasil, data das origens do Projeto, caracterizando-se pela possibilidade de manter o paciente em locais de maior ou menor concentração de recursos humanos e materiais. Surgiu desse conceito a criação do “Primeiro Estágio” onde permanecem os doentes que necessitam de cuidados intensivos e freqüentes, com a característica de permitir a presença de seus familiares.

Os ambientes foram cuidadosamente preparados para os pacientes das diversas especialidades médicas e terapêuticas, com piscinas, ginásios para fisioterapia, unidades de exames complementares ao diagnóstico, blocos de serviços operacionais, entre vários outros espaços.

Os hospitais da Rede SARAH estão interligados por tecnologias de telecomunicação desde 1997. Diagnósticos de patologias, casos e exames podem ser discutidos conjuntamente, em tempo real, por meio de vídeo-conferência, pelas equipes das diversas unidades, multiplicando o potencial e o conhecimento do staff. Também se pode consultar todos os prontuários, que são eletrônicos (informatizados), de qualquer outra unidade, promovendo o mesmo nível de qualidade de atendimento em toda a Rede e permitindo permanentes interconsultas e programas de atualização.

Clique em Rede Sarah para ver como funciona essa organização que nos enche de orgulho.

O artigo do Dr. Aloysio Campos da Paz, que é contra o ato médico e a favor das casas de parto.

http://www.crefito6.org.br/novo/index.php?option=com_content&task=view&id=371&Itemid=58

Comentário de: David | 12 de fevereiro de 2012 | 13:03

Todas as outras profissões da área da saúde são regulamentadas. A única que falta é a Medicina. Não é à toa que estudamos 9000 horas durante 6 anos.

A regulamentação da medicina não foi uma vitória só dos médicos. Foi uma vitória da saúde pública, do povo brasileiro, sobretudo o que depende do SUS.

Se não houver regulamentação da Medicina, os ricos seriam atendidos por seus médicos particulares e as pessoas usuárias do SUS, que precisam de atendimento médico, seriam atendidas por pessoas sem capacidade de exercer a Medicina, já que o governo não pensaria duas vezes antes de trocar os médicos por qualquer pessoa que pensa que para receitar um remédio basta saber escrever, sem precisar conhecer hipóteses diagnósticas, indicação de exames quando necessários, interações medicamentosas, contraindicações, efeitos colaterais, etc…

Em relação aos psicólogos, a grande bronca deles é com o fato de que eles não podem receitar remédios. Ué, mas não deveriam defender uma abordagem mais centrada na psicoterapia? O ato médico não muda em nada o direito do psicólogo fazer psicoterapia nem do nutricionista prescrever dietas.

E qualquer pessoa alfabetizada, ao ler o projeto de lei do ato médico, verá que ele não fere a autonomia dos outros profissionais. Quem diz o contrário é porque quer exercer a Medicina sem estudar medicina.

Quer ser médico? Faça Medicina!

Comentário de: Franklin Cunha | 12 de fevereiro de 2012 | 13:13

“As chamadas Casas de Parto são exemplos destas ações. Criadas para acompanhar os partos ditos normais e “humanizar” a parição, estas sim retrocedem ao século passado na assistência à gestante.” Dr. Marcelo C.
$$$$$$$$$

Taxas de cesarianas nas Casa de Parto do prof. Galba Araujo do Ceará; 2 a 5% de todos os partos.
Taxas de cesarianas nos hospitais onde sopram os mais amenos ventos e onde se internam as mais saudáveis e finas estampas da cidade: entre 80 a 90% de todos os partos.
Taxas de mortalidade materna em cesarianas , comprovadas em estudos nacionais ( Wagner,RBGO, 2001) e estrangeiros ( mesmo no Chicago Lying Hospital) são 3 vezes maiores do que em partos por via vaginal. Taxas de morbidade materna: dez vezes maiores nas cesarianas.
Fetos pré-termo em gestações finalizadas por cesarianas “com hora marcada ” e antes de 38 semans de gestação: mais de 100% mais chances do que em partos desencadeados espontaneamente. ( Barros,2002 – Martins Costa,2002).
Em sendo tudo isso uma realidade, o que é a “modernidade tecnológica” dos hospitais quando comparada com a “antiguidade das Casas de Parto?”.

Comentário de: mariamariana | 12 de fevereiro de 2012 | 14:47

Os outros profissionais não querem receitar, não estão reivindicando NADA, querem apenas o direito de continuar tratando e melhorando a vida das pessoas sem necessariamente dopá-las.
http://www.naoaoatomedico.org.br/audio/video_play2.cfm

Comentário de: Ronaldo de Oliveira Jr | 12 de fevereiro de 2012 | 15:27

Cláudia, gostaria de lhe sugerir que, antes de usar este canal de comunicação novamente, você aprenda a interpretar textos e fatos. Pelo que percebi, você não passa de uma analfabeta funcional, hiperparcial – ao que lhe convém – e com isso acaba por orientar (?) outras pessoas que, por preguiça ou incapacidade de entender os fatos, acabam por ecoar toda sua ladainha.

Leia o PL do Ato Médico, mas sem pedras nas mãos. Feito isso, poderemos conversar.

Abs

Comentário de: rodrigo aguiar | 12 de fevereiro de 2012 | 17:26

“Alexandre – Médico”. que nome, hein? e com hífen…

Comentário de: Roberto | 12 de fevereiro de 2012 | 17:57

Em relação a entrevista do Sr. Aloysio Campos da Paz uma retificação deve ser feita: A posição deste senhor em relação ao AM se dá principalmente devido a uma “birra” histórica que ele tem com a Sociedade Brasileira de Traumato-Ortopedia, da qual ele foi “convidado a se retirar” em um determinado momento Ficou completamente isolado, isso é uma fato histórico, que poucos conhecem e ele omite. Os verdadeiros motivos deste desligamento, poucos conhecem…
Tanto é verdade que a sua filiação SBTO e o fato dele ter sido o primeiro presidente estão omitidos no curriculo lattes, autenticado por ele mesmo.
http://lattes.cnpq.br/6459075995125186

Comentário de: Tania Rabello | 12 de fevereiro de 2012 | 18:58

Basta olhar e perguntar para as últimas 10 grávidas que todos aqui estão debatendo conheceram nos últimos tempos. Quantas fizeram cesáreas? Quantas tiveram parto normal? Não é possível que 80% das mulheres brasileiras não tenham a capacidade de ter parto normal. Não é possível que 80% das mulheres brasileiras tenham algum problema na hora do parto – como diz a MAIORIA, A MAIORIA, SIM!!! – dos obstetras para indicar uma cesárea. DESNECESSÁRIA!!!. Sinto muito, mas os médicos perderam a mão, sim. Pelo menos no nascimento das nossas crianças. As estatísticas estão aí para mostrar isso. Srs. médicos que participam deste debate: como vocês me explicam que 80% dos nascimentos no País sejam por cesárea? Será que tamanho porcentual das mulheres brasileiras têm algum problema na hora do parto? COMO VOCÊS ME EXPLICAM ESTA PORCENTAGEM?
Fora o desmame precoce. Na minha filha mais nova, se não fosse toda a experiência muito bem sucedida de amamentação exclusiva do meu filho até os 6 meses de idade e depois até os 2 anos e a confiança que eu tinha em mim mesma, eu teria desmamado minha filha aos 8 meses de idade POR INDICAÇAO DO PEDIATRA. Hoje, aos 5 anos, ela é linda, mamou até os 2 anos e três meses, come de tudo, tudo, tudo, e tem peso e estatura super normais.

Comentário de: Maria Povão | 12 de fevereiro de 2012 | 19:03

Quem é rei nunca vai querer renunciar sua majestade!
Óbvio que os médicos estão condoídos. Porém, sou uma mera dona de casa e faço parte da POPULAÇÃO! O que já era difícil em um tratamento vai ficar pior. Ter que passar por um médico todo poderoso pra poder diagnosticar o meu problema sendo que outro profissional, totalmente habilitado para isso, tem o direito de fazer e eu, povão, vou ter que pagar “n” consultas… Nossa… Dinheiro é mato, também, né? Fora que, se o outro profissional da saúde tiver uma opinião diferente, onde uma terapia alternativa seria muito mais adequada do que o tradicional remedinho alopático, a briga vai ser insuportável! E eu, mera cidadã, à mercê da decisão de médicos superpoderosos, onde eu tenho a escolha de não ser atendida por eles, mas quero algo longe da medicina tradicional, me sinto lesada. Se estou atrás de um psicólogo e ele diz que eu posso me tratar com ele e não preciso tomar remédio algum, é uma escolha minha, ou não? Acho prepotência pra mais de metro!

Comentário de: Priscila | 12 de fevereiro de 2012 | 19:21

Garanto que que te julga preconceituosa tem um CRM em casa.
Quem não o tem, quem enxerga o outro lado não tem como não ser contra.
Definir que o médico é ser supremo na área da saúde é no mínimo ridículo, uma vez que para tal sua faculdad teria que ter bo mínimo mais um 10 anos.
Especialidades foram criadas para descentralizar e melhorar o atendimento. O atendimento mulitidisciplinar melhorou e muito a saúde no mundo.
Agora o que querem fazer é ridículo e não cabível.
E tenho dito.

Comentário de: Marcos Vinícius de Oliveira Queiroga | 12 de fevereiro de 2012 | 19:57

Meu Deus… que texto absurdo, preconceituoso e passional! Nunca vi esse blog na vida, fui linkado pra cá pelo facebook e, desconhecendo a autora, só peço a Deus que ela não seja jornalista, pois só faz eu perder mais ainda minha fé na imprensa, já tão martirizada por profissionais nem um pingo éticos.

Comentário de: Prof. Dr. Lucas teixeira | 12 de fevereiro de 2012 | 20:13

Sou fisioterapeuta doutor pela UNIFESP e Professor de Universidade Federal. Tenho publicações em grandes congressos internacionais como o do Colégio Americano de Reumatologia, e publicações em revistas como a NATURE, outros tantos fisioterapeutas já deram grandes contributários a ciência brasileira e mundial, portanto não precisamos que nenhuma outra profissão nos diga como devemos executar nosso trabalho, que já e regulamentado por lei a anos. O que precisamos e fazemos, e’ trabalhar em conjunto com demais profissionais profissionais da saúde buscando melhor atendimento aos nossos pacientes e o crescimento cientifico. Li sim todo o projeto e os médicos abrem mão apenas do que lhes daria muito trabalho para fazer. Por um lado sera bom pois veremos os médicos acordados em seus plantões ao lado dos pacientes, como enfermeiros e fisioterapeutas ficam e poderemos desativas as salas onde eles dormem durante a madrugada. Reserva de mercado e narcisismo esta e’ a verdade.

Comentário de: Luiz Nascimento | 12 de fevereiro de 2012 | 20:55

Oi seu texto é muito bom!

não achei ainda argumentos melhores para explicar o erro desse documento ser aprovado!
ainda bem que temos pessoas como você e como também é dito no texto, médicos éticos que acreditam que a saúde é multidisciplinar e que ninguém pode assumir nada sozinho!

sou biólogo e estudante de biomedicina…trabalho na área de analises clinicas e sei a realidade do nosso sistema de saúde… parabéns pelo texto… compartilhei ele no facebook!

Não ao Ato medico!

Comentário de: Flavio | 12 de fevereiro de 2012 | 20:57

Prezado Benedito, diretor executivo
btcesar@sul21.com.br

Li à pouco matéria assinada pela Jornalista Cláudia Rodrigues, na qual trata, ao meu ver, de forma preconceituosa grande parcela dos médicos brasileiros. Sei há direito de expressão, mas da forma como assunto foi abordado – totalmente parcial – e fazendo referencia a fontes imprecisas, me sinto indignado com a forma que o assunto foi abordado. 
Como leitor, sugiro que  o senhor entre em contato com representantes oficiais dos médicos, CFM ou AMB, para que seja dado direito de resposta neste meio de comunicação. 

Transcrevo abaixo um dos princípios deste jornal, publicado no site:
” Defendemos o direito à diversidade, ao contraditório. É do diálogo entre os diferentes que a democracia nasce e se fortalece. Não aceitamos qualquer tipo de preconceito. Ao contrário, garantimos e garantiremos o direito de todos darem a sua versão dos fatos. Asseguramos, também, o espaço para resposta àqueles que, por uma razão ou outra, sentirem-se excluídos ou ofendidos, apesar da nossa firme decisão de não privilegiar nenhuma corrente de pensamento”.

Aguardo manifestação, 

Comentário de: Flavio | 12 de fevereiro de 2012 | 20:59

Corrigindo,
Li há pouco, …

Comentário de: Cynthia Nara | 12 de fevereiro de 2012 | 21:47

Concordo com alguns pontos do texto. Dá até para acreditar, apesar de difícil, que os pediatras são os maiores influenciadores do desmame precoce. Agora o que é difícil engolir é que eles passam mais parte do seu tempo estudando a química dos remédios (que inclui uma gama de sintéticos muito além de medicamentos) do que fisiologia humana. O curso de medicina se contenta apenas com uma farmacologia, enquanto que farmacêuticos, por exemplo, são formados depois de 7 diferentes níveis do estudo farmacológico, e, por isso, é o profissional que mais desincentiva o uso de medicamentos e remédios de forma irracional, assim como o uso de substâncias sintéticas, por saber como essa química é danosa ao organismo. Um pediatra, ao sugerir um leite artificial, o faz por desconhecimento dessa química sintética e NUNCA por passar tempo demais a estudando.

Comentário de: Joana Castro | 12 de fevereiro de 2012 | 23:55

O tal estudo não cita a má influência dos pediatras sobre o desmame precoce porque só foi feito com 12 mulheres pobres, que provavelmente já saíram do hospital exaustas e não frequentaram consultórios depois. O que me intrigou no texto foi a completa ausência de referência ao trabalho da equipe de pediatria que atendeu essas mulheres e esses bebês. Elas não tiveram auxílio, estímulo, informação de qualidade, e sequer foram encaminhadas aos bancos de leite. Os pediatras estão ausentes do estudo porque estão ausentes da questão.

Comentário de: Paulo José Ribeiro | 13 de fevereiro de 2012 | 10:09

E o Estado mais uma vez favorecendo alguns grupos em detrimento de outros.

Comentário de: igorbica | 13 de fevereiro de 2012 | 15:12

Pois então,retorno hoje de um fim de semana muito bom de descanso e encontro essa avalanche de comentários sobre a opinião da Claudia.
Carissimos Claudia, Ricardo,Cátia reis,Priscila entre tantos outros, muita calma, o que eu médico pediatra pai de muitos filhos que nasceram de parto normal e mamaram muito mesmo e outras pessoas que aqui estiveram, escrevemos é tão somente que o texto misturou 2 assuntos. foi escrito as pressas cheio de rancor e mágoas, somente isso, foi dito ser um texto de opinião tudo bem, sem problema, todos fizemos mea culpa como disse um sábio obstetra, menos a autora do texto que ao invés de contra argumentar segue despejando suas mágoas.

Comentário de: Benedito Tadeu César | 13 de fevereiro de 2012 | 16:33

Prezado Flávio
Já temos pautada matéria sobre o Ato Médico, para a qual ouviremos representantes das categorias médicas e demais envolvidas na regulamentação proposta.
Com relação à coluna de Cláudia Rodrigues, trata-se de coluna assinada pela autora e que, como tal, não representa necessariamente a opinião do Sul21, mas deve ser acolhida e respeitada.

Comentário de: Bianca | 13 de fevereiro de 2012 | 18:11

Esse assunto é realmente muito complicado e muito polêmico pelo visto…Aviso de antemão que esse comentário não é baseado em nenhum artigo cientifico de nenhum Dr, e sim apenas no que percebi lendo os comentários acima..Primeiramente com relação à amamentação, fica claro que as mães não estão encontrando pediatras que estimulem isso suficientemente, percebam que isso NÃO significa que NENHUM pediatra estimule a amamentação, só nos mostra que a maioria age assim…logo se vcs não se encaixam nesse grupo não há porque se ofender!
Mas isso nada tem haver com o ato médico!Agora falando sobre isso eu como estudante de biomedicina, nao me acho realmente no direito de receitar qualquer medicamento, alias, não estou formando com esse intuito, mas vou citar duas partes do PL que me diz respeito:

“Parágrafo único – As atividades de prevenção de que trata este artigo, que envolvam procedimentos diagnósticos de enfermidades ou impliquem em indicação terapêutica, são atos privativos do profissional médico.”
Eu não estudo 9000hrs e nem 6 anos, mas meu curso e baseado 100% em diagnóstico e eu tenho muitos professores biomédicos perfeitamente capacitados e competentes para isso..Alias, eu fiz estágio em um hospital e posso afirmar que muitos médicos(não estou generalizando hein?!) ligavam para o laboratório pedindo a interpretação de exames que eles mesmo haviam pedido!Somos então dispensáveis?

“Art. 3º – As atividades de coordenação, direção, chefia, perícia, auditoria, supervisão e ensino dos procedimentos médicos e devem ser unicamente exercidos por médicos.”
E eis então na minha opinião a parte mais complicada de todas!Se acima tudo é qualificado como procedimento médico, logo os médicos seriam os unicos a poder chefiar TUDO?Isso seria justo com os meus 4 anos e meio de estudo??Será que eu nao serei capacitada para diagnósticar laboratorialmente nenhum paciente??Sendo assim entaõ é melhor acabar com todas as demais profissões e todos cursarmos medicina pq caso contrário todas as demais profissões serão subordinadas a médicos!

Eu acho sim que a medicina deve ser regulamentada mas não acho que esse seja o documento que melhor represente isso!Alias na faculdade aprendemos que devemos ser o braço direito do médico ajudando-o a diagnósticar as enfermidades, e não que devemos atender pacientes e receitar remédios à eles!Não quero invadir o espaço de ninguem, apenas garantir o meu!Todos somos humanos e nao Deuses!
O erro não está simplismente no enfermeiro que receita o remédio, está na farmácia que vende…se todos respeitassem as leis nada disso seria preciso!

Médicos não se ofendam, como disse essa é somente só a minha opinião sobre o que eu já vi e nao sobre vocês especificamente, até pq nao conheço vocês e ainda não sou mãe!Espero que entendam e respeitem!

Comentário de: Alexandre - Médico | 13 de fevereiro de 2012 | 19:24

Engraçado que eu vi aqui muitas pessoas defendendo a autora dizendo que os comentários das pessoas que não concordam com a jornalista estão recheados de “insultos” e “zombarias”. Recomendo que os mesmos leaim o texto novamente postado aqui atentamente e vejam se o texto da autora não está recheados de insultos contra a classe médica. Só para descrever alguns “O Ato médico é, sem dúvida e em primeiro lugar, uma ação corporativista e de reserva de mercado, mas é também uma dor narcísica, uma impossibilidade emocional da categoria de colocar em prática um relacionamento igualitário com outros pares da saúde e em prol do ser humano, em benefício da vida. O Ato Médico é uma traição ao juramento da profissão, por isso envergonham-se dele todos os médicos éticos.” Isso não é considerado um insulto e uma zombaria??? Alias a autora que é uma verdadeira narcisista, pois coloca sua opinião como uma verdade incontestável, e ainda generaliza a opinião dos médicos éticos só pelo fato de serem contra ou a favor do ato médico.

Comentário de: Alexandre - Médico | 13 de fevereiro de 2012 | 19:30

Leiam este link que explica de forma MUITO SIMPLES como irá funcionar a lei do ato médico que foi aprovada. http://www.estadao.com.br/especiais/entenda-a-lei-do-ato-medico,75489.htm

Comentário de: ana cláudia bessa | 13 de fevereiro de 2012 | 19:34

Amamentei meus dois filhos exclusivamente até 8 meses. Mas no quarto mês, a pediatra falou: hora de pensar no desmame. sem eu ter perguntado, sem eu ter falado nada. Falei com ela que minha intenção era continuar e ela respeitou minha decisão. mas e se eu não estivesse segura? Teria desmamado.

Comentário de: Vinicius | 13 de fevereiro de 2012 | 21:45

A respeito de um texto cheio de preconceito, só um comentário:
SENTA LÁ, CLÁUDIA!

Comentário de: Francisco Junior | 14 de fevereiro de 2012 | 0:57

A imprensa tem legítima e irrefutável liberdade de se expressar. Mas, ao fazê-lo, deve ter o cuidado de zelar pela verdade e impessoalidade para não se tornar tendenciosa, desacreditada ou desrespeitada (foi o que aconteceu com este artigo). A meu ver, a autora do texto não teve essa habilidade nobre e “ÉTICA” de sua profissão. Não preciso repetir o que meus colegas estudantes/médicos já disseram (e se o fizeram é porque tem propriedade – não generalista – pra falar sobre si, sua profissão e seus semelhantes). Falo aqui também como cidadão; com um olhar voltado à justiça social. Por último, pela liberdade de expressão que me é direito na Constituição Federal, deixo aqui meu repúdio e desprezo por tal reportagem!

Comentário de: Polly | 14 de fevereiro de 2012 | 12:16

Olha só o email que acabei de receber de uma amiga!

Os colegas desse ilustre profissional, me diga o que a gente faz com um cara desse? Denuncia onde?
=================
“Tudo bem? estou precisando de um help seu urgente!
Fui ao pediatra ontem levar meu filho (15 dias), e fiquei super triste por que ele falou que meu leite não está sendo suficiente, mandou inserir Nan e chazinho, fiquei arrazada!!! porque eu me preparei e me informei para amamentar por 6 meses, não queria dar outro alimento a não ser o peito…não tive nehuma infecção e não vejo porque dar Nan pra ele já que estou cheia de leite, ele mama muito, mas não chora, o médico falou que ele está com fome, que meu leite não é suficiente, que ele não ganhou peso.
Mas ele tá tão calminho, tranquilo…se estivesse com fome estaria esgoelando não é? eu tô errada? estou com medo de dar mamadeira e ele largar o peito, e é tão bom amamentar…chorei a noite toda por isso, hoje vou em outro médico pegar uma segunda opinião.”

Comentário de: Eve | 14 de fevereiro de 2012 | 15:04

Concordo com o comentário da Bianca. Do jeito que esta, melhor seria se existisse somente a graduação de medicina e que as demais graduações da área da saúde se tornassem especializações, né?! Já que a Medicina quer supremacia… Multidisciplinaridade e interdisciplinaridade em prol do usuário?! Mais uma das lindas utopias da área da saúde. Sim, me sinto desvalorizada profissionalmente e isso é uma opinião cheia de revolta, entretanto embasada em leituras à respeito do ato médico.

Comentário de: hiran carvalho | 14 de fevereiro de 2012 | 21:26

ATO MÉDICO:. Num país imenso, cheio de zonas rurais e urbanas onde não há médicos nem dinheiro para consulta, a falta de um antitérmico ou de um hidratante pode levar milhares de crianças e idosos com disenteria ou febre alta à morte. Alem disso, os tratamentos com produtos naturais, usados e admitidos em todo o mundo, poderão vir a ser prejudicados pelo monopólio e corporativismo desse projeto, com conseqüência catastrófica para a saúde da nossa extensa população carente.

Comentário de: Francisco Junior | 14 de fevereiro de 2012 | 22:10

Ah vá, Eve! Agora a culpa de sua desvalorização são os médicos e não de sua profissão onde deve haver a lei do cada um por si e ninguém pela profissão! Ninguém merece tanto desbunde!

Comentário de: claudia orthof | 15 de fevereiro de 2012 | 0:09

O ato médico é um desrespeito ao esforço de cooperação multi-disciplinar necessária ao exericio de todas as profissões da área de saúde.
Pesquisas e práticas vem demonstrando que hoje, com tanta informação e pesquisa, com tanta demanda, é impossível haver saúde sem solidariedade e cooperação. Aliás, estas são características de pessoas saudáveis.
O ato médico é uma tentativa desesperada corporativista e mais nada.
Devemos e podemos continuar nosso caminho em direção à cultura, à ciencia, ao afeto, à coragem. CORAGEM: agir com o coração (Leonardo Boff)

Comentário de: Rosinha | 15 de fevereiro de 2012 | 9:09

Polly, diz para sua amiga continuar a amamentar o bebe.
Ela nao precisa de conselho medico para isso. Melhor ainda ela deve procurar um comunidade de maes que amamentam, com bebes da mesma idade e se orientar por ai. Muitos pediatras nao entendem nada de amamentacao e muito menos da importancia dele.
Conselho de mae de 3 filhos, bem amamentados, saudaveis e felizes, que teve a coragem de questionar o medico pediatra.

Comentário de: Karina Lino | 15 de fevereiro de 2012 | 16:23

Boa tarde a todos!
Li o “Substitutivo da Câmara dos Deputados
ao Projeto de Lei nº 7.703-B de 2006
do Senado Federal (PLS nº 268/2002 na
Casa de origem), que dispõe sobre o
exercício da Medicina.” e o que constatei, apenas para dar um exemplo de uma clara contradição que percebi no texto:

Art. 4º São atividades privativas do médico:
III – indicação da execução e execução de procedimentos
invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos,
incluindo os acessos vasculares profundos, as biópsias e as
endoscopias;

(Minha dúvida: quais são os procedimentos invasivos? A resposta da Lei)

§ 4º Procedimentos invasivos, para os efeitos desta
Lei, são os caracterizados por quaisquer das seguintes situações:
I – invasão da epiderme e derme com o uso de produtos
químicos ou abrasivos;

(Não sei quantos de vocês sabem, mas a profissão de estética foi regulamentada oficialmente em 18/01/2012, de maneira que agora, quem não for esteticista e estiver atuando como um, estará em exercício ilegal da profissão)

§ 7º São resguardadas as competências específicas das
profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro,
farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista,
profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocu5
C Â M A R A D O S D E P U T A D O S
pacional e técnico e tecnólogo de radiologia e outras profissões
correlatas que vierem a ser regulamentadas.

(Aí, entra a contradição, como no exemplo que estou dando da Estética. Temos regulamentação e nela somos aptos a utilizar substâncias químicas e abrasivas na pele e esta lei do ato médico acaba de dizer que “são resguardadas as competências específicas” das profissões listadas e outras que forem regulamentadas (assim como a Estética agora faz parte da área da saúde), mas antes disso, ela pega uma competência específica e afirma que é um ato privativo do médico. Como assim senhores?

Não tenho conhecimento para questionar outras possíveis contradições em áreas de outros profissionais (se é que existem), mas o que acabo de ver é um dispositivo que apresenta incoerência e que afirmar respeitar outras áreas, porém, mostra desrespeito ao limitar atos privativos, desconhecendo outras regulamentações.

E agora, uma dúvida: a Medicina não é regulamentada? Como é possível sendo que existe Conselhos Regionais e Federais? A criação desses só é possível com a regulamentação não é verdade?

Por gentileza, ficarei muito grata a quem puder esclarecer minha dúvida e que fique claro: quero entender a realidade para me posicionar e dispenso insultos. Críticas construtivas, reconhecimento profissional e justiça pelos esforços e competências dos profissionais da saúde em beneficio da população, é nisso que acredito.

Respeitosamente, Karina ^^

Comentário de: Flavio | 15 de fevereiro de 2012 | 18:27

Gostei Karina. Sou medico e você é a primeira, em muitos anos que acompanho o assunto, que pelo menos teve a capacidade cognitiva e boa vontade de se basear na letra da lei para argumentar. Infelizmente a imensa maioria – ligada de alguma forma a partidos políticos e sindicatos, só sabem cornetar aos quatro cantos essa história de que ” o ato nos ata”… O cidadão não tem nem a critica de que quem fomenta tudo isso são setores que sao o que eu chamo de coorporativismo nefasto,que prega mentira, esta ligado umbilicalmente a partidos políticos e quer promover uma meia dúzia de lideres, que, obviamente tentarão algo nas próximas eleições. É só entrar no facebook e verificar a biografia de cada um dos lideres.

Comentário de: Flavio | 15 de fevereiro de 2012 | 18:28

Coorporativistas nefastos…

Comentário de: katia cristina lana | 16 de fevereiro de 2012 | 1:15

Lí o texto e entendí o que vc quis dizer; apóio totalmente teus pontos de vista. Ato médico é corporativismo sim!

Comentário de: hiran carvalho | 17 de fevereiro de 2012 | 9:45

ATO MÉDICO:. Num país imenso, cheio de zonas rurais e urbanas onde não há médicos nem dinheiro para consulta, a falta de um antitérmico ou de um hidratante pode levar milhares de crianças e idosos com disenteria ou febre alta à morte. Pelo monopólio e corporativismo desse projeto até tratamentos com produtos naturais, usados e admitidos em todo o mundo, poderão vir a ser prejudicados, além da extinção paulatina e catastrófica de 13 categorias de profissionais da saúde,

Comentário de: paulo | 18 de fevereiro de 2012 | 11:40

Claudia querida estude um pouco mais. Medicina nunca foi fundada e tem mais de 7000 anos
Parteira não é profissão regulamentada no Brasil
Todos os tribunais do Brasil apontam o médico como responsáveis pelos pacientes e não os demais profissionais
89% das pacientes de bom nivel socio economico solicitam cesariana
A rede pública em termos proporcionais faz menos da metade de cesarianas que as clínicas privadas
A mulher precisa ser respeitada. Tem direito ao aborto. Tem direito de querer cesariana. Tem direito a anestesia. Parto normal, natural, com sofrimento e dor não é parto humanizado é lixo e dos piores.
Médicos éticos não deveriam querer mais leitos hospitalares e sim melhoria da medicina primária, da medicina preventiva
Desmame precoce é em 92% dos casos opção das mães os 8% restantes devidos a múltiolas causas entre elas destacamos AIDS, Tuberculose, síndrome de sheehan e outras
e não diga melhor preparado diga “mais bem preparado” o portugues da esquina aguadece

Comentário de: Ana Paula | 20 de fevereiro de 2012 | 23:06

Caríssimos, sem entrar no debate do aleitamento, que não é o foco do texto, gostaria de comentar o que para mim é a principal questão a respeito do ato médico. Sou psicóloga, especialista em saúde mental, mestra em psicologia clínica e trabalhei durante anos no SUS. Durante esse período tive a oportunidade de trabalhar com pessoas maravilhosas, médicos e não-médicos, e tive o prazer e o privilégio de chefiar vários serviços de saúde mental, o que com a lei atual do ato médico, não posso mais fazer.
Durante meus anos de profissão também tive o privilégio de receber vários clientes por indicação de outros clientes que faziam terapia comigo, coisa que com o ato médico também não será mais possível.
Além disso, sou perita judicial e mais de uma vez já elaborei laudos para a justiça, outra atividade que não poderei mais realizar, ou ao menos não utilizando os critérios diagnósticos do CID X ou do DSM – IV.
Assim sendo, não serei impedida de trabalhar, mas algumas das funções que eu realizava agora são restritas dos médicos.
Resumidamente, alguns pontos da PL do ato médico são tão exagerados que um amigo meu farmacêutico tomado de incredulidade afirmou sarcasticamente: ” Quero ver se nós resolvermos aprovar a lei do Ato farmacêutico, afim de proibir que os médicos prescrevam medicamentos, utilizando o argumento de que eles podem entender de doenças mas quem entende de remédios somos nós.”
Para terminar, creio que de fato, existem profissionais incompetentes em todas as áreas, mas também existem, os competentes.

Comentário de: Moises de Sousa | 22 de fevereiro de 2012 | 18:49

concordo plenamente com várias opiniões. um texto raivoso, totalmente eivado pelo preconceito. quando se fala em crescimento das outras profissões” eu acho engraçado. Será que o crescimento dos vigilantes tem de tirar direitos dos policia. O crescimento das rezadeiras tem de tirar atribuições dos padres. O crescimento da classe dos palpiteiros dará direito a tirar poderes da classe dos juízes?. Srta ou Sra., procure se informar primeiramente. Esse texto foi mandado para camara e aprovado, em um texto costurado pela senadora Lúcia Vânia e acordado com quase todas as profissões de Saúde, depois de aprovado no plenário da Câmara, por que cargas d!agua eu não sei, veio o arrependimento. Alguem aí sabe porque surgiu o ato médico, foi porque indignado de algumas mortes em partos serem provocadas por enfermeiras despreparadas para tal no interior do Ceará na famosa falácia “da saúde em grupo” um senador de SC apresentou o ato médico. Nunca invadimos o que é dos outros, e nisto tem razão a articulista, nos dois mil anos apareceram muitas outras profissões que na busca irrefreada de lucros, invadiram várias aréas da medicina.É hora de se colocar justiça nas coisas

Comentário de: Ludmila | 24 de fevereiro de 2012 | 15:32

Eu não entendi uma coisa…
Disseram que o ato médico surgiu porque “uma enfermeira fez o parto errado” e bla bla bla.
Mas quando um médico “opera” o membro errado, esquece pinça e gaze “dentro do paciente”, prescreve 2 diurétucos 3x/dia para um paciente hipertenso, qual seria o “ato” mais correto para os outros profissionais colocarem na câmara para a aprovação?
médicos não são donos da verdade, nunca serão. dizer que certos procedimentos são apenas “deles” significa não acreditar na evolução científica de outras profissões.
tomara que os outros profissionais parem o SUS, assim vocês saberão de fato, o que é um ato médico na prática.

Comentário de: Adriano Louback | 26 de fevereiro de 2012 | 23:35

O Ato Médico, assim como a política brasileira, são uma vergonha!!!!!!!!

Comentário de: Tales de Oliveira | 28 de fevereiro de 2012 | 22:09

Texto claramente escrito por uma pessoa que tem um tremendo recalque com a Medicina e com a classe médica. O que é, não deu conta de passar no vestibular e agora está descontando sua raiva nos que foram mais competentes?

Tenho que apelar para essa provocação barata porque, para mim, o texto é uma provocação barata. Faltam argumentos convincentes. A autora apenas despeja litros de palavrinhas bonitinhas demais na teoria (“multidisciplinar”, “multiprofissional”, entre outros chavões aí) mas de mínima eficácia prática.

Querem extorquir a função do médico; querem entrar na Medicina pela porta dos fundos, sem as dificuldades que se tem para seguir a profissão – e que não acabam no vestibular. Dar diagnóstico? Prescrever tratamento? Se isso não for trabalho do médico, não sei mais o que é Medicina.

E o paciente, onde fica nessa história? Vocês não estão nem aí para ele, que deve ser a prioridade nisso tudo. Cadê o direito que ele tem de ser tratado por uma pessoa com o máximo de conhecimento sobre o corpo humano?

Nessa argumentação simplista, parece que uma pessoa que estudou bem menos Fisiologia, Bioquímica, Patologia, Farmacologia, SEMIOLOGIA entre outras, além de não ter prática clínica e cirúrgica no currículo, pode simplesmente vestir a bandeira de “sou um profissional de saúde, respeite o atendimento ‘multiprofissional’” e atender o paciente como se fosse médico.

Vocês têm as suas funções, coisa que já é uma concessão, visto que nem existiam tais profissões em uma escala razoável de tempo – antigamente, a arte de curar, ou, em latim, ars MEDICINA, era tarefa do médico. Respeitamos isso, mas exigimos respeito também.

Sei que muita gente vai vir doída aqui, mas desses só tenho dó, por se doerem com a verdade. Eu sinto dor é com a mentira, que foi inescrupulosamente usada no texto.

Texto aliás feito por plena desonestidade intelectual. É panfletagem barata, sem sequer apresentação decente de argumentos e, pior ainda, abordando um tema desses sem a menor consideração pelo que a outra parte (os favoráveis ao ato médico) tem a dizer; aliás, você só considera dignos os que concordam com seu ponto de vista, os que não pactuam com suas idéias você taxa de ANTI-ÉTICOS.

Desculpe-me, mas acho que não foram os médicos que foram anti-éticos não, mas sim a autora por fazer uma abordagem subjetiva e repleta de remorso se passar por uma “verdade”.

Comentário de: Felipe Henriques | 29 de fevereiro de 2012 | 22:57

Desculpe Claudia…
Mas sua visão está totalmente preconceituosa e até desrespeitosa com a Medicina… Muito exagerado. E como toda opinião exagerada e com falta de dados, acaba se tornando irreal, agressiva e caricata, exposta a toda sorte de comentários que sei que vc não merece… Você tem um blog, forma opinião e não acredito que tem uma visão destas, desta maneira do Ato Médico… Está tendo uma visão futurista irreal e preconceituosa… O Ato Médico é uma tentativa (isso, uma tentativa pq acho que não vai solucionar problema nenhum) de tornar a Saúde melhor… Repense sua opinião de forma mais moderada e siga a discussão… Abraços.

Comentário de: Carlos | 1 de março de 2012 | 0:21

Texto de opinião tendenciosa.
Na minha, se um profissional realizar algum procedimento, ele deve ser apto não só a realiza-lo, mas tambem a resolver alguma intercorrência caso aconteça. No caso de uma parteira, por exemplo, esta realizando o parto, de repente se depara com uma situacao em que nao conseguira levar o parto a diante, deverá chamar um medico para resolver o problema. Ou seja, nao é efetivo.
Um(a) enfermeiro(a), administra uma medicação e esta causa uma reacao alergica no paciente… ela vai resolver a reacao anafilatica, ou vai chamar o medico?
Diagnosticar a doença e tomar uma conduta quem estudou para isso foi o médico. É simples!

Comentário de: Mônica levy | 2 de março de 2012 | 17:07

Sou Psicóloga(UFF), Enfermeira (UERJ) ,Mestre em educação e saúde (UFRJ) e professora de enfermegem. Sou funcionária pública há 15 anos no cargo de enfermeira e exerço a função de psicóloga a 25 anos. Não tenho qualquer interesse em prescrever medicação , mas tenho que ter conhecimento a respeito de toda medicação iadministrada ao paciente. Nós enfermeiros temos a autonomia de nos recursarmos a administrar uma medicação que o médico prescreveu, porque temos conhecimento daquilo que estamos fazendo e também somos responsáveis por isso, porque é um conhecimento exigido da profissão. Existe ainda protocolos na rede pública de saude que dá autonomia ao enfermeiro de prescrever a medicação e administrá-la. Infelizmente o que mais o enfermeiro faz é resolver intercorrências porque tem conhecimento técnico e teórico para isso. É indiscutível que sabemos fazer diversos procedimentos considerados invasivos, por isso é que ameaçamos tanto!
Em relação ao Psicólogo estudamos 5 anos especificamente a respeito de saude mental inserida num contexto bio psico social e não apenas numa visão reducionista biologicista. E para finalizar digo que recebo muitos paciente encaminhados por dermatologistas, gastroenterologistas , urologistas, psiquiatras e conseguimos fazer bons trabalhos com muitas trocas de conhecimentos.

Comentário de: Ricardo | 2 de março de 2012 | 20:46

Cláudia
Acho estranho você cobrar ética de alguém.
No seu artigo você inseriu um link que deveria mostrar a responsabilidade dos pediatras no desmame precoce.
Depois, em resposta a um comentário, você disse: “a afirmativa sobre serem os pediatras os maiores incentivadores dos desmames precoces não é minha, mas do Professor Dr em pediatria na USP, Hugo Issler. Ele coordenou o estudo acima citado em que fica clara a presença da pediatria no desmame, seja por má conduta ou falta de encaminhamento.”
Quando outro comentário observou que o artigo não afirma isso, você recuou, afirmando que o coordenador do estudo teria dito, em um seminário, que os pediatras seriam os responsáveis.
Resumindo, você não falou a verdade. Isso é ético?
Aliás, se você escreve algo que obviamente não é verdade, porque devemos acreditar quando você fala que o Dr. Hugo Issler falou algo em um seminário? Será que ele disse isso mesmo? Será que você não distorceu as palavras dele?

Comentário de: Ricardo | 2 de março de 2012 | 21:05

Esse é um comentário sobre o post da Mariana, feito em 10 de fevereiro.
Mariana, não entendi bem algumas queixas quanto ao parto da sua irmã.
“foi obrigada a ficar deitada tendo contrações”
Contrações no trabalho de parto são inevitáveis. Você preferia que ela fosse encaminhada a uma cesárea desnecessária? Ou a queixa é quanto a ela ter de ficar deitada? Era para ficar tendo contrações em pé ou sentada?
“e cardiotoco na barriga”
E você acha isso ruim? A cardiotocografia é feita durante o trabalho da parto para detectar precocemente sinais de sofrimento do bebê, para que se possa tomar providências rapidamente se houver risco de óbito. Sua irmã foi privilegiada, já que no Brasil só uma minoria de parturientes tem acesso a esse exame durante o parto. Se você reclama disso, me desculpe, você quer é criticar de qualquer jeito. Ou talvez você não tenha conhecimento suficiente para avaliar o que é um bom atendimento médico.

Comentário de: Igor Freiberger | 5 de março de 2012 | 0:36

Não posso deixar de apontar o erro repetido por vários que aqui se manifestaram: a profissão de médico ESTÁ regulamentada. A regulamentação inicial é de 1957, com adições em 1958 e 1981. Aliás, os médicos possuem várias prerrogativas garantidas em lei, como jornada de trabalho reduzida e direito de sigilo profissional.

É direito dos médicos, caso queiram definir sua relação com outros profissionais da área, defenderem uma nova regulamentação. Mas essa defesa não pode ter por base um dado incorreto, como dizer que a profissão carece de regulamentação. Também penso que uma nova lei sobre o assunto não pode partir da presunção que somente o médico está capacitado para atividades que também podem ser realizadas por outros profissionais de saúde – e essa é a grande discussão em torno do projeto. Vejam que a própria existência de outras profissões na área prova que o curso de medicina não é a fonte exclusiva de conhecimentos sobre saúde humana.

No geral, não considero o projeto tão ruim, mas há alguns problemas relevantes no texto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara – que já é bem melhor do que o original. O art. 4º, que estabelece atividades PRIVATIVAS do médico, é nitidamente corporativista e procura estabelecer reserva de mercado em vários pontos.

Por exemplo: hoje, a Justiça do Trabalho admite como válido atestado de incapacidade emitido por um psicólogo quando a enfermidade é de natureza psicológica. Segundo os incisos XII e XIII do art. 4º, somente o médico passaria a emitir tal atestado. Não me parece correto porque, se por um lado é o psiquiatra quem tem conhecimento sobre bioquímica e neurologia, por outro o psicólogo estudou muito mais profundamente os aspectos de psicologia aplicada. Impedir que um psicólogo ateste que uma pessoa está com síndrome do pânico, por exemplo, é avançar de forma excessiva sobre o espaço de outra profissão da área. E um psicólogo está obviamente mais capacitado sobre o assunto do que um oftalmologista ou um ortopedista.

Outro exemplo da mesma regra: pelo projeto, um paramédico ou um enfermeiro não pode atestar que determinada pessoa apresentava convulsões e precisou ser removida. Novamente, é uma condição que pode ser identificada por outros profissionais da área, não apenas o médico. E notem que estou usando os termos do próprio projeto, que diferencia atestar de diagnosticar.

Também é muito restritivo o atendimento de urgência. O projeto permite que outros profissionais façam o atendimento quando a pessoa está sob risco de morte iminente. Ou seja, se alguém sofre um desmaio numa fila de banco, não pode ser atendida por um biomédico. Não é demasiadamente restritivo?

Outros pontos discutíveis são as indicações de órteses e próteses (tenho dúvida se fisioterapeutas não podem fazer essas indicações) e a direção de serviços médicos (nesse caso, o conceito de “serviço médico” não é claro: seria uma unidade ou o próprio hospital?

Por outro lado, não acho ruim que apenas o médico possa fazer procedimentos invasivos. Hoje em dia as clínicas estéticas estão aplicando botox, fio russo e outras técnicas dermatológicas sem que haja profissional responsável ou capacitado para atender uma intercorrência.

Por fim, há uma tentativa de tornar a lei menos corporativista pelo inclusão da regra que diz “O disposto neste artigo será aplicado de forma que sejam resguardadas as competências próprias das profissões de” (e segue alista de outras profissões na área da saúde. Ou seja, isso preservaria o espaço das demais profissões.

Ocorre que esse tipo de ressalva genérica causa mais problema que solução. Quem diz como serão resguardadas as competências dos outros profissionais? Suas regulamentações? E se elas forem imprecisas, deixando muito espaço para discussão? E se o Conselho Federal de Enfermagem disser que os enfermeiros podem fazer punções? E se o Federal de Fisioterapia disser que o fisioterapueta pode indicar órteses? O que vejo aqui é espaço para uma grande confusão, que acabaria na Justiça.

Comentário de: Liah | 9 de março de 2012 | 2:03

parabéns otimo texto…. esse blablabla ja teria acabado se nao tivesse tantos absurdos no ato medico…. poderiam arrumar isso para ser aprovado de forma justa e acabar com essa falação chata…

Comentário de: valeria | 14 de março de 2012 | 11:58

Estou chocada com todos esses comentários!!! Críticas são bem vindas desde que pautadas em educação e respeito!!!
Quanto ao desrespeito a autora do texto reforça mais a minha opinião sobre os médicos de hoje em dia!!! Sou de um tempo que o médico tratava a família inteira, ia na formatura, nos casamentos, era como uma pessoa da família em que confiávamos nossos segredos, nossas dores e só de ver a pessoa dele no centro cirúrgico nos sentíamos mais calmos e confiantes.
Sou apenas uma dona de casa que vêm aqui exercer sua cidadania, sou contra o Ato Médico! Não sou contra médicos! Sou a favor da liberdade de escolha, e a favor de uma sociedade mais humana em que TODAS as profissões sejam respeitadas e tenham a importância que merecem!!!!
A propósito para um leitor que escreveu que a autora só tem o terceiro grau por ser terapeuta reichiana aqui vai quem foi Reichi, não confunda Wilhelm Reich com Reiki coisas bem diferentes!! (não desprezando de maneira nenhuma essa cura através das mãos).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_Reich

Ela precisa sim ter faculdade para ser terapeuta reichiana, e se ela é jornalista ela tem 2 faculdades!!!

Comentário de: Sindicato dos Psicólogos do Estado de Minas Gerais | 15 de março de 2012 | 15:47

ATO MÉDICO
“A MEDICINA É UM CONJUNTO DE SABERES QUE MERECE TODO NOSSO RESPEITO.

O ATO MÉDICO É UM CONJUNTO DE INTERESSES CORPORATIVISTAS QUE TEM COMO ÚNICO OBJETIVO GARANTIR RESERVA DE MERCADO.

O ATO MÉDICO, DE NATUREZA CORPORATIVISTA, COLOCA EM RISCO O PRINCÍPIO DE INTEGRALIDADE DO SUS. QUEM SAI PERDENDO É O USUÁRIO DO SUS.
NÃO MAIS PODE SER PENSADO O CONCEITO DE SAÚDE, FORA DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL.

TODO CONHECIMENTO DO CAMPO DA BIOLOGIA DEVE SER COMPARTILHADO COM TODOS OS AFAZERES DA SAÚDE.
NENHUMA PRÁTICA DE SAÚDE DEVE DITAR O QUE OUTRA DEVE OU NÃO DEVE FAZER.

ESTE ATO MÉDICO É DISCRIMINATÓRIO, PREPOTENTE E DESAGREGADOR.

É DESLEAL, QUANDO NÃO RECONHECE QUE TODOS OS AVANÇOS DA MEDICINA SÃO CONQUISTAS DA BIOLOGIA, ATRAVÉS DAS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS, PRODUZIDAS PELA ENGENHARIA.”

Lista de Senadores e Deputados para envio de Repudio
Pontos Polêmicos do Ato Medico no Senado
Pedido de Petição Pública à Presidente Dilma para Vetar o Ato Médico
Vote não ao Ato Médico
Noticia da aprovação no Senado

Atenciosamente
A Diretoria

Comentário de: norma aviz | 16 de março de 2012 | 15:00

Todas as profissões deveriam ser regulamentadas, é o correto. Tenho um filho que é estudante de medicina e eu sempre peço a ele que entenda que a saúde é multiprofissional e que ele exerça a profissão de maneira ética e humanizante.Estou chocada com alguns comentários feitos aqui, até por profissionais médicos que deveriam tão somente explicar o que a maioria não consegue entender( inclusive eu): Com tantas atribuições os médicos darão conta de tudo ? No meu entendimento todos os cargos políticos da administração pública deveriam ser ocupados por administradores (não sou administradora nem parente de tal), inclusive a Presidência do Brasil. Porque não estabelecimentos de saúde e secretarias de saúde? Por favor, médicos e estudantes de medicina, mostrem suas opiniões sem arrogância e grosseria. Vocês podem ser melhores que isso! Quanto a autora do artigo, expressou suas idéias e opiniões que suscitaram esse tremendo debate, no qual até eu me vejo envolvida e esperando respostas.Que venha o Ato pela saúde!

Comentário de: Cristiane | 19 de março de 2012 | 15:24

Simples, estou no 1° período de biomedicina, nem sonhando vou terminar o curso, próximo período ou vou pra medicina ou ADEUS área da saúde.

Comentário de: LUCI | 31 de março de 2012 | 22:56

PARABENS, voce esta correto em tudo, POSSIVELMENTE QUEM ESTA TIRANDO SUA RAZAO É MEDICO OU PARENTE DELES, costumo dizer tudo que da dinheiro vira ato medico, logico conheço uns que sabe que precisa de outros profissionais trabalhando junto mais sao poucos a admitir, o enfermeiro sabe muito be aplicar injeçao e porque o Botox nao pode, ele pode fazer um curso como os medicos, PRA QUE CURSA FACULDADE NA AREA DA SAUDE, FISIOTERAPEUTAS ,ENFERMEIROS,PSICOLOGOS VAO VIRAR APENAS BABA. ISSO E BRASIL

Comentário de: Olauro | 2 de abril de 2012 | 12:37

A saude brasileira, que vai mal, pode piorar e muito com os super-poderes e voracidade dos médicos. Não é a saude que vale. Não é o bem estar das pessoas. É a reserva de mercado para essa massa corporativa.
Isso é uma vergonha! É desrespeito às demais profissões.

Comentário de: Renato | 4 de abril de 2012 | 18:20

O ato medico é uma vergonha nacional, infelizmente pleno seculo XXI temos que passar por essa situação, medico nem olha na sua cara e recomenda medicamento, acupuntura não é isso metodos totalmente diferente!!! ACUPUNTURA COM ACUPUNTURISTA!!!!

Comentário de: rock | 6 de abril de 2012 | 17:04

Vai ser um barato ver esses vagabundos trabalhando. Ja pensou a zona que vai virar…

Comentário de: rock | 6 de abril de 2012 | 17:06

e tem medico que acha que triglicerideo e colesterol aumentado nao mata. Da um livro pra ele

Comentário de: DR ACUPUNTURA | 10 de abril de 2012 | 4:43

DR ACUPUNTURA:

ACUPUNTURA COM ACUPUNTURISTA!!!!

Agora só para médicos, vc vocês sabem ler seus analfabetos!

Terapia Reichiana funciona? É picaretagem?

Comentário de: Diego | 12 de abril de 2012 | 1:54

Ainda bem que concernente a diagnóstico em seu campo de atuação, o cirurgião dentista não estará sujeito ao egocentrismo dos médicos. Afinal médico não sabe nada de patologias bucais, são leigos no assunto! Certa feita um médico, erroneamente mandou uma paciente que sofreu uma queda e teve um dos dentes luxado ir para o dentista para que esse realizasse a exodontia do dente. Porém como o tempo do acidente era curto, o tratamento adequado (e assim foi feito) da lesão era a reimplantação da unidade dentária no alvéolo e imobilização semi rígida da mesma. Podemos observar alguns comportamentos dos estudantes de medicina que denotam à vaidade exacerbada desses, por exemplo: passear vestidos com jaleco e esteto no pescoço nas ruas menosprezando assim os princípios de biossegurança.

Comentário de: Diego | 12 de abril de 2012 | 2:15

Parece que o título de médico confere poderes mágicos a um indivíduo e dessa forma ele se torna um deus inquestionável! Isentos de erros! Se com a saúde em uma visão multidisciplinar, médico erra tanto, prescreve sem uma anamnese satisfatória, supervaloriza exames complementares em detrimento do exame clínico que é soberano, imagine depois que o ato médico se consolidar? A soberba desses indivíduos tem cegado os mesmos, pois não podem mensurar o que eles estão semeando para o futuro.

Comentário de: maria tereza carvalho | 15 de abril de 2012 | 11:33

O Ato Médico é mesmo uma vergonha. A medicina brasileira parece estar empreendendo uma segunda caça às bruxas.

Comentário de: antonio mauricio | 25 de abril de 2012 | 21:48

o ato medico e um verdadeiro crime contra o povo brasileiro se na atual modelo nao funciona, o que faz pensa que com a aprovaçao do ato medico melhoraria algo. esto e uma vergonha.

Comentário de: alcebiades dos santos | 26 de abril de 2012 | 20:19

Ele entra na faculdade e é tratado como Deus. Ao se graduar, possui a certeza de que já é.
Um costume recorrente no Brasil é o de eleger estes profissionais a cargos políticos. É tão fácil notar… É só verificar como andam as pesquisas eleitorais e quem está na “disputa”. É também quase maioria nas cidades deste país o médico pleitear cargos de poder e na área política.
Talvez pelo marketing “médico”, esses profissionais transmitem à população mais inocente a idéia de que são portadores de mente prodigiosa, sendo que a mídia reforça essa auto-imagem, promovendo os médicos em novelas, seriados, programas de entrevistas, etc. E agregados no espírito de corpo, ingressam na vida política.
Empossados, formam poderoso lobby, que passa por cima de tudo e todos os que estão à sua frente! Haja vista o que estamos na eminência de engolir… uma lei que, se aprovada, será uma verdadeira bomba-relógio: para o cidadão comum tratar sua saúde e para os profissionais da área de saúde, não-médicos, como enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e fonoaudiólogos, entre outros.
Eu, como parte prejudicada e como cidadão, coloquei-me contra este ato aprovado pelos senhores “todo-poderosos” médicos. Argumentei por escrito, levando um documento até um gabinete do Senado Federal na esperança de ver o livre exercício da minha profissão, e a de meus colegas não-médicos também. A alegação é de que nós tratamos pacientes sem diagnóstico clínico – uma inverdade deslavada, pois desde a opção que fizemos para estudar, já sabemos e muito sobre ética na saúde, até porque nossos conselhos de classe são igualmente incisivos nas questões da ética profissional, portanto, sabemos do nosso lugar, função e responsabilidade para com o paciente e a sociedade.
Afinal, para que serve graduar-se numa universidade? Para se habilitar e se qualificar como profissional. Para trabalhar sem a constante e quase sempre equivocadas orientações dos médicos em seus encaminhamentos. O que chega às nossas mãos são verdadeiras “receitas de bolo”!
Já no âmbito da área médica, os profissionais não atravessam as diferentes especialidades de seus colegas. Então, eis que surge um médico e ex-senador da República do PFL de Santa Catarina e propõe simplesmente “COMER O BOLO SOZINHO”, já que, atrelado ao projeto de lei para regulamentar a profissão do médico, este determinaria, além do diagnóstico clínico de seus pacientes (o que é natural), também o que nós, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, dentre outros, devemos fazer (o que é absurdo). Os médicos também querem para si todos os cargos de chefia, supervisão, administração e os cargos de confiança – o que é pura e escancarada reserva de mercado.
Agora, sim já temos este PL aprovado diante o lobby já citado (senadores, deputados médicos) Se esta tal PL fosse tão bom para a população, não demoraria dez anos para ser desentranhados das gavetas. Aos homens públicos, bom proveito! À população, meus sentimentos! Quem sabe nas próximas eleições não nos preocupemos mais quem iremos colocar lá. Aos meus colegas “não médicos” – Vamos devolver as inúmeras receitas de bolo que eles nos enviam falando dos erros que estas contém para os inocentes pacientes.

Comentário de: Gustavo | 28 de abril de 2012 | 14:41

Quanta amargura nesses corações…

Comentário de: fabiana paiva | 7 de maio de 2012 | 18:02

Caros,

isso vale para todos que trabalham na área de saúde.
Penso que quem é bom vai sempre ter espaço. O Ato médico é uma briga de vaidades.
Sabe quando a vaidade humana acaba? Quando todo mundo vai para o mesmo buraco.
Sabe qual o maior e melhor dos médicos? Nosso Deus.

p.s não tenho religião

Comentário de: fabiana paiva | 7 de maio de 2012 | 18:11

Nenhum médico tem culpa do Ato médico. Sabe quem deixou nossa saúde corporativista e mercadológica?
Não foram médicos e nenhum outro profissional da área. Foram os palhaços do congresso.
TIRIRICA!
Eles é que decidem nossas vidas. Determinam nossos salários, nosso padrão de vida, nossa cultura. Eles decidem nossas vidas tomando um gorozinho, num clube de striper, etc.
O Brasil só irá respeitar os outros demais profissionais ligados à saúde (os não-médicos) daqui há mais menos uns 100 anos.

Comentário de: fabiana paiva | 7 de maio de 2012 | 18:13

ATO MÉDICO –> A CULPA É SOMENTE DOS POLÍTICOS

Não sou médica! Graças à Deus…

Comentário de: Patricia | 12 de maio de 2012 | 14:28

Se houver erro na estrategia ventilatoria como um pneumotorax por exemplo e o paciente morrer: quem é processado? Se for o fisioterapeuta que indicou a estrategia errada , aí tudo bem … O problema é ter os beneficios e não ter a responsabilidade final.

Comentário de: Maiana | 16 de maio de 2012 | 12:37

Prezada Cláudia,
Sou dentista e não me sinto nem um pouco ameaçada com o Ato Médico. Sou mãe e nenhum pediatra me orientou a utilizar leite artificial, fui a muitos pediatras e todos me orientaram amamentar exclusivamente a minha filha até os 6 meses. Não entendo o porquê de tanto medo dos profissionais de saúde em relação ao Ato Médico! Cada profissional tem que fazer o que lhe compete! Li aqui muitos comentários absurdos, a exemplo de fisioterapeuta aplicar toxina botulínica. Todo mundo quer fazer tudo? LIMITES, é isso o que o Ato Médico quer! É como se eu diagnosticasse um câncer de boca e quisesse tratá-lo com quimioterapia e /ou radioterapia. De jeito nenhum! Faço o diagnóstico e encaminho para tratamento com o MÉDICO ONCOLOGISTA, porque é COMPETÊNCIA dele! Em nenhum momento me sinto inferior por isso! Porque faço no meu consultório o que compete a minha profissão e por isso tenho capacidade de responder legalmente por qualquer intercorrência! Já vi colegas dentistas fazer rinoplastia e acho absurdo! Como mãe e profissional de saúde, nunca, jamais teria coragem de fazer meu parto com uma parteira. Se eu tivesse uma hemorragia, se minha filha nascesse com algum problema, se minha filha tivesse uma hipóxia e ficasse com uma paralisia cerebral? Uma parteira vai responder por isso? Vamos parar com esse complexo de inferioridade! Cada um FAÇA O QUE COMPETE A SUA PROFISSÃO! Quer ganhar dinheiro fazendo trabalho, ATO, médico?Simples: Vá estudar e fazer uma faculdade de medicina.

Comentário de: LAUSEMAR. | 16 de maio de 2012 | 22:09

sou do tempo que amamentação era ate os dois anos de idade. meu filho mama ainda com três anos. saúde em primeiro lugar. enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, optometristas, fisioterapeutas etc são profissionais preparados para atender, consultar e diagnosticar, de modo que a politica nacional esta cega para a solução da saúde publica nesse pais. um medico de gaba dos anos na faculdade,mas um optometrista hoje estuda no minimo seis anos antes de se formar, e ainda existem milhares de especializações. não vejo um medico devidamente capacitado para lidar com questões psicológicas em toda sua complexidade, nem disponível as atividades insaciáveis dos gloriosos enfermeiros. louvo a classe medica,mas louvo mais ainda a saúde publica e tudo oque cooperar de forma devida e constitucionalizada para o seu bom desempenho.

Comentário de: Marcos Antonio Oliveira Góes | 20 de maio de 2012 | 22:01

Estou em total solidariedade com os pensamentos de seu texto. Em momento algum senti e/ou percebi sentimento de mágoa ou rancor para com a classe médica. Apenas vislumbrei a mais pura e inconteste verdade: a classe médica brasileira visa à reserva de mercado e sucesso financeiro, o que repercute diretamente na realidade ao tomarmos conhecimento de médicos que rejeitam salários fabulosos em cidades do interior; rejeitam esse salário fabuloso (não raras vezes acima de quinze mil Reais) pois sabem que vão ganhar mais dinheiro ocupando vários empregos ao mesmo tempo na capital ou sua cidade preferencial. Não raras vezes vão a um psf apenas uma vez por semana quando deveriam ir todos os dias, o projeto médico da família só funciona se for para inglês ver. Acumulam vários empregos em detrimento da saúde pública. Isso entre muitas e muitas arbitrariedades que existe nesse Brasil de meu Deus. E, como se não bastasse, ainda querem ser os detentores das vendas de lentes de contato e óculos. O Optometrista no Brasil é tratado como bandido, pois a classe médica faz todos acreditarem que apenas o médico detém o poder de prescrever um óculos. Em países como os Estados Unidos, Inglaterra, Japão, china, Colômbia e outros 130 países do mundo esse ato é único do Optometrista. ABAIXO A LEI DO ATO MÉDICO E VIVA A SAÚDE COMO REZA A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE.

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