Economia
Agricultores gregos distribuem 12 mil toneladas de batatas em protesto
Da Redação
Em protesto neste sábado (4) contra os baixos preços que recebem pelas batatas que produzem, agricultores gregos entregaram 12 mil toneladas de graça para uma multidão faminta em uma cidade da Grécia.
Eles contaram que estavam protestando contra a atuação de intermediários que os forçam a vender seus produtos a preços muito baixos. “Produzir um quilo custa 20 centavos de euro e (os intermediadores) nos oferecem entre 10 a 11 centavos por ele”, disse Nikos Stephanidis, um representante da associação dos agricultores.
“É melhor entregar as batatas às pessoas do que para os comerciantes. As pessoas passam fome ultimamente”, afirmou ele, referindo-se ao aprofundamento da crise financeira e econômica na Grécia. Os 2.000 sacos de 6 quilos de batatas foram distribuídos em menos de uma hora.
Grécia pressiona por acordo com credores em reformas polêmicas
O governo da Grécia fez nova pressão neste sábado (4) para moldar um acordo com credores estrangeiros sobre um pacote de resgate de 130 bilhões de euros antes de iniciar a difícil tarefa de convencer líderes políticos a apoiarem as reformas que visam reduzir os direitos da população.
À beira da falência, Atenas deve encerrar as negociações com credores estrangeiros sobre o resgate e obter a aprovação política para garantir fundos para o país pagar os 14,5 bilhões de euros em títulos com vencimentos em meados de março.
Por conta de reformas trabalhistas, as negociações estão sendo difíceis em função da redução de custos que implicam na remoção de bônus de férias e diminuição de salário mínimo — propostas que são fortemente opostas por líderes de partidos políticos gregos.
Depois da esperança inicial de que um acordo com credores da UE (União Europeia), BCE (Banco Central Europeu) e o FMI (Fundo Monetário Internacional) pudesse sair na sexta-feira, a maratona de negociações terminou no começo deste sábado com questões importantes ainda não resolvidas.
O ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, deve retomar as negociações com os credores neste sábado em uma tentativa de chegar a um acordo antes que o primeiro-ministro tecnocrata, Lucas Papademos, peça a bênção dos socialistas, conservadores e líderes da extrema-direita de sua coalizão.
Com informações da Associated Press e Reuters