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Africanos ainda tentam entender racismo da polícia em Porto Alegre

Sagesse (esquerda) e Tibulle conversaram com o Sul21 sobre a detenção a que foram submetidos | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Samir Oliveira

Quando vieram ao Brasil em busca de aperfeiçoamento profissional, Sagesse Ilunga Kalala, de 21 anos, e Tibulle Aymar Sedjro, de 22 anos, pensavam que estavam desembarcando no país do futebol e das belas praias. Mal sabiam os dois africanos que, além de encontrar pessoas e aprender um novo idioma, iriam conhecer um pouco do que há de mais negativo no ser humano. Palavras como racismo, discriminação e preconceito passariam a integrar o vocabulário e o cotidiano dos dois jovens.

Sagesse, da República Democrática do Congo, e Tibulle, do Benin, estão em Porto Alegre desde o início do ano passado para estudar português – etapa obrigatória de um convênio entre o governo brasileiro e países africanos, que em seguida deslocará os dois para a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), onde cursarão, respectivamente, Biologia e Oceanologia.

Com quase um ano de Brasil, o português flui com relativa facilidade, ainda que com um indisfarçável sotaque francês. Deixam até escapar um “tri” de vez em quando.

Mas definitivamente essa não é a melhor expressão para qualificar o que aconteceu com os dois em solo gaúcho. Talvez ignorância e despreparo sejam duas palavras que caibam bem à atitude da policial militar que, na manhã de 17 de janeiro, apontou uma arma para Sagesse e Tibulle dentro de um ônibus pelo simples fato de eles serem negros.

Eles estavam indo para o Centro encontar uma amiga e, em seguida, iriam para a Polícia Federal renovar seus vistos para permanecerem mais um ano no Brasil. Sentados no fundo de um Campus-Ipiranga, conversando em francês, perceberam que a policial que estava no coletivo não parava de encará-los.

"Não sei se foi por sermos negros ou por sermos africanos", questiona Tibulle | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

“Comecei a me sentir mal. Por que ela nos olhava assim?”, questiona Sagesse, ainda tentando entender o que aconteceu naquela manhã. Após pedir reforços pelo telefone, a policial ordenou que o ônibus parasse imediamente, sacou a arma, apontou para a dupla de africanos e berrou: “Saiam do ônibus com as mãos na cabeça!”.

Imediatamente, todos os passageiros abaixaram a cabeça. Sagesse e Tibulle quiseram fazer o mesmo, sem entender que, para a autoridade presente, o problema era justamente eles. “Foi então que percebi que estava falando com a gente. Eu disse que éramos estrangeiros e perguntei o que havíamos feito, mas ela só ficava me mandando calar a boca”, lembra o congolense.

Apavorados e sem saber o que levava uma policial a apontar uma arma para eles em pleno ônibus, os dois desceram, sempre com as mãos na cabeça e sob a mira do revolver, e foram recebidos por três viaturas e uma moto da Brigada Militar. No caminho para a descida, Tibulle ainda deixou cair seu celular e, quando se abaixou para pegar, foi impedido pela polícial, que engatilhou a arma e não permitiu que ele fizesse qualquer movimento.

Com as mãos encostadas no ônibus, sendo observados por todos que estavam dentro do coletivo, além da multidão de curiosos que se aglomerava, Tibulle e Sagesse foram revistados por outros policiais, enquanto a mulher permanecia com a arma apontada pra eles.

Ela perguntou porque os dois estavam conversando entre eles e olhando para ela. Mal sabia a policial que estavam justamente se questionando sobre as desconfiadas e contínuas olhadas dela. Fora do ônibus, ao ser questionado pela brigadiana, Sagesse não teve dúvidas ao responder. “Sim, estávamos conversando. Não temos mais o direito de conversar?”.

Como percebeu que a cada coisa que dizia, era repreendido com um irritadiço “cala a boca!”, Sagesse decidiu não falar mais nada. E orientou, em francês, que Tibulle também ficasse quieto, temendo a ira dos policiais. “Não fala mais, Tibule, eles podem nos levar para qualquer lugar”, comentou.

Tibulle, visivelmente irritado com a situação, balançava a cabeça de um lado para outro em sinal de inconformidade. Como recompensa pela insatisfação, recebeu uma gravata no pescoço antes de ser algemado com Sagesse e levado para o posto da Brigada Militar na Redenção.

“Pensei que talvez tivessem nos confundido com criminosos procurados. Achei que fossem nos soltar depois da revista, pois não haviam encontrado nada. Eu já não estava entendendo mais nada”, recorda Sagesse.

No posto policial, os dois comprovaram com documentos o que o preconceito impedia a polícia de ver: que eram estrangeiros e que estudavam português na Ufrgs. Foram liberados, mas se recusaram a sair.

“Queríamos saber porque havíamos sido detidos. Como insistimos em perguntar, um policial negro nos disse, apontando para a sua pele: ‘Vocês não sabem que isso no Brasil sempre aconteceu e vai acontecer de novo?’”. Foi assim, ouvindo da própria Brigada Militar que haviam sido retirados do ônibus, algemados e levados a um posto policial apenas por serem negros, que os dois africanos deixaram o local e, imediatamente, entraram em contato com amigos para saber como agir diante do acontecido.

“No meu país, a polícia não suspeita de uma pessoa só por ela ser branca”

"Ela só queria nos humilhar", entende Sagesse | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

A primeira vez que Sagesse Ilunga Kalala sentiu que estava sendo discriminado por ser negro foi no Brasil. Foi, mais especificamente, num supermercado na cidade gaúcha de Igrejinha. “Os seguranças ficavam atrás de mim o tempo inteiro. Tinha muita gente lá dentro, mas só eu e meu amigo éramos seguidos pelos seguranças como se fôssemos criminosos. Eu não estava entendendo”, conta o congolense, que decidiu deixar o estabelecimento sem levar nada.

Tibulle Aymar Sedjro também sente o fardo que é ser negro num país onde, apesar de séculos de miscigenação, o racismo ainda é uma realidade cotidiana. “Quando um negro chega numa loja, é comum os seguranças ficarem olhando para ver se ele vai roubar algo. Não sei por que, se todo mundo é igual. Mas não observam os brancos da mesma forma”, lamenta o jovem do Benin.

Há quase um ano vivendo no Rio Grande do Sul, Tibulle já aprendeu uma triste lição de história nacional que não precisa de estudos para ser comprovada. “O racismo é mais forte no Sul do que no resto do Brasil”, explica.

Passadas quase três semanas após o traumático episódio da detenção num ònibus em Porto Alegre, os dois africanos falam com tranquilidade sobre o assunto e ainda tentam entender por que uma policial teria feito tudo aquilo apenas por eles serem negros. No histórico de vida deles, não há nenhuma referência cultural, social, política ou piscológica que justifique a atitude da Brigada Militar no dia 17 de janeiro deste ano.

Vindos de países africanos, eles não conseguem entender como alguém pode ser discriminado tão somente por ser negro. “No meu país a polícia não suspeita de uma pessoa só por ela ser branca. Nunca. Só estou vivendo racismo no Brasil”, compara.

Tibulle ainda junta as peças no tabuleiro étnico e comportamental para tentar encontrar uma resposta. “Ainda não sei se aconteceu aquilo tudo só por sermos negros ou por sermos africanos”, comenta.

Os dois jovens ainda não contaram a seus pais sobre o ocorrido. Sagesse não quer preocupar sua mãe, que sempre foi contra sua vinda ao Brasil. “Desde criança eu gostava do Brasil. Na África todos sabem que é um país maravilhoso. Minha mãe não quis me deixar vir, tinha medo do tráfico de drogas e das favelas, mas eu dizia a ela que só mostravam aquilo nos filmes. Eu tenho amigos que já moravam aqui e me diziam que havia racismo, mas eu não acreditava, achava que falavam isso para me assustar. Nunca pensei que seria verdade”, desabafa o congolense, que ainda pensa numa maneira de contar à sua mãe que foi algemado pela polícia apenas por ser negro.

Tibulle contou apenas ao seu irmão o que aconteceu e ainda tenta encontrar paralelo para algo parecido que possa ter ocorrido em sua terra natal. “Nunca vi a polícia apontar a arma para alguém sem nenhum motivo no Benin”, compara. E confessa que teve medo de ser injustamente incriminado pela Brigada Militar. “Tive medo, pensei que podiam colocar drogas na nossa mochila, aí mudaria tudo”, considera.

Sagesse conta: "ela falou algo sobre meu tênis, não entendi direito. Respondi: o que tem o meu tênis? Meu tênis nao fez nada!" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Atormentado com a arma engatilhada apontada em sua direção, Sagesse não teve tempo de fazer muitas conjecturas mentais. Quase três semanas após o episódio, ele confessa que também sentiu medo. Mas não de ser preso. “Tive medo de morrer, porque ela estava com uma arma engatilhada apontada para nós. Ela podia ter feito algo errado e alguém dentro do ônibus podia ter morrido. Foi um susto muito grande, pensei que minha vida fosse acabar naquele dia”, confessa.

Hoje, ele entende que a polícial queria humilhar os dois. Mas ainda não entende por que. “Ela queria só nos humilhar. Todos no ônibus estavam conversando, só nós dois que não tinhamos esse direito?”, pergunta.

A policial que iniciou a abordagem não teve seu nome divulgado pela Brigada Militar, que já instaurou um Inquérito Policial Militar para investigar o caso. Além disso, o comando da corporação se reuniur com os dois jovens e pediu desculpas pelo ocorrido.

Apesar do episódio, Sagesse e Tibulle seguem convictos em permanecer no país. “Queremos continuar no Brasil. Mas estamos desconfiados da polícia. Como uma polícia que deveria proteger as pessoas nos ameaça? É complicado… Não quero que isso aconteça novamente”, lamenta.

Comentários (56)
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Comentário de: Nei | 3 de fevereiro de 2012 | 8:12

Infelizmente, a PM não protege a população, mas serve para proteger a iniciativa privada e as “autoridades”, Quando se trata de Trabalhadores reivendicando direitos e conquistas, Negros, Pobres, Desempregados etc são violentamente repremidos.

Comentário de: Beatriz | 3 de fevereiro de 2012 | 8:40

Infelizmente a polícia no Brasil é sinal de medo! Qual é o Brasileiro que fica tranquilo quando é abordado em um lugar remoto por policiais? Eles se aproveitam desse sabido medo, que é ainda mais forte entre os mais desfavorecidos, para humilhar e intimidar a população. Eles não temem qualquer consequência. A impunidade é quase absoluta.

Comentário de: Cézar Crispim (Ponta Grossa, PR) | 3 de fevereiro de 2012 | 8:58

E não vão processar a policial e a PM por racismo?

Comentário de: Magnus | 3 de fevereiro de 2012 | 9:37

Qual é a justificativa da BM pra não divulgar o nome dessa racista desgraçada?

Comentário de: Felipe X | 3 de fevereiro de 2012 | 10:01

Que lamentável, o nome da PM devia ser publicado no diário oficial (depois da exoneração).

Comentário de: Felipe X | 3 de fevereiro de 2012 | 10:04

Nei, já vamos para luta de classes de novo? :)

Comentário de: Jotaroberto | 3 de fevereiro de 2012 | 10:21

Até hoje não entendo porque mantemos esta instituição, Policia Militar, no Brasil.

Comentário de: Denis | 3 de fevereiro de 2012 | 10:31

Legal que foi “uma policial”….e não um policial…sim porque a mulher isso, a mulher aquilo…é mais sensível, é mais equilibrada, é mais isso….na brigada são promovidas em tempo recorde…..depois, pra fazer o serviço sujo chamam os marmanjos…

Comentário de: Magnus | 3 de fevereiro de 2012 | 10:44

Ô, Denis, a última coisa de que precisamos nesse debate é de uma guerra dos sexos…

Comentário de: Ricardo | 3 de fevereiro de 2012 | 10:58

Luta de classes sim, Felipe X. Pelo acontecido, já vimos que negro tem que ser pobre e estar com chinelo de dedo: se está usando tênis bonito e não baixa a cabeça para policial, vira suspeito. Não é apenas racismo; tem uma distinção social nesse caso também.

Comentário de: Daniel | 3 de fevereiro de 2012 | 11:01

A verdade é que há muito mais policiais despreparados na BM do que se imagina. Essa falha seria possível reparar, já o racismo vai exigir muito mais tempo e rigor da lei para ser extirpado.

Comentário de: Olavo | 3 de fevereiro de 2012 | 11:25

O trágico é que os policiais absorvem a ideologia da elite mas são tão pobres quanto os discriminados. As vezes tenho vergonha de ser gaúcho, o RS é sim um estado racista embora tenha gente que não reconheça e torça o nariz, minha total solidariedade as vítimas desse crime terrível que é o racismo.

Comentário de: Savio Henrique | 3 de fevereiro de 2012 | 12:33

Sempre haverá casos assim com a policia militar, essa instituição já está ultrapassada!Lamentável!

Comentário de: Fernando | 3 de fevereiro de 2012 | 12:34

Eu ainda vou conseguir votar num governador que irá dizer…
-Vou extinguir a BM
-Vou unificar as polícias
-Vou tornar o corpo de bombeiros independente
-Vou extinguir o TJM
-Vou exigir mais pré-requisitos nos concurosos para policiais
-Vou aumentar a carga-horária dos treinamentos
-Vou criar uma corregedoria de segurança pública FISCALIZADORA
-Vou pagar os servidores da segurança decentemente

Até lá voto com o dedo no nariz no menos pior…

Comentário de: Savio Henrique | 3 de fevereiro de 2012 | 12:34

Pois eh, quando o racismo é feito contra os negros brasileiros fica tudo enconberto mas com estrangeiros arranha mais ainda a imagem do país e do estado!

Comentário de: Victor | 3 de fevereiro de 2012 | 12:57

Certa vez, lá pelo início dos anos 80, fui assistir a um desfile de carnaval, que na época ocorria naquela perimetral que atravessa a José do Patrocínio. Fiquei impressionado com a atitude afrontosa da Brigada com relação à população que estava assistindo ao desfile nas arquibancadas, a maioria absoluta formada por negros. No clima da festa havia um sujeito que dizia piadinhas normais e todos riam. Nada afrontoso. Foi o que bastou para um brigadiano branco, a serviço no local, avisar aos gritos que “a minha mulher e a minha irmã estão por aqui, se elas ficarem ofendidas eu te baixo daí a pau”. Um negócio de uma grossura fantástica! Um comportamento que na época percebi bem, que nem de longe eles teriam se por acaso estivessem em um meio de classe média (ou brancas, o que é sinônimo). Preconceito puro. Reparei em algo parecido a uma semana atrás quando tinha alguma festa popular na Av. Borges de Medeiros, no centro de Porto Alegre. Um ar atento, de quem está entre suspeitos, só esperando o momento “pra baixar o pau”.
Suspeito que há de fato na tropa da Brigada, transmitido não sei por que canais de comunicação, uma cultura racista. É evidente que há brigadianos da melhor qualidade. Mas isso que chamo de cultura racista deveria ser pensado pela Brigada e abolido, pois é inadimissível sob qualquer ponto de vista civilizado.

Comentário de: Victor | 3 de fevereiro de 2012 | 13:19

Ah, e uma outra coisa que me chama a atenção é que se vê pouca reação da comunidade negra contra esse tipo de ação. O pessoal parece que entende que isso é normal. A atenção de uma parte mais visível da comunidade parece que está sempre direcionada pra alguma festinha, e os mais combativos parece que se contentam com as rimas cadenciadas do hip hop. Essa última foi pra implicar mesmo. Paz e amor.

Comentário de: Jeferson | 3 de fevereiro de 2012 | 13:57

É incrível que num país assim ainda existam caras-de-pau como o Ali Kamel para alegar que não somos racistas. É pior do que cara-de-pau, é desfaçatez completa. Felipe X: tua retórica é parecida com a do Kamel. Pensa com cuidado. Pega a pirâmide social e veja quem está na base e quem está no topo. Há uma gradação de cor de pele, os negros em sua maioria embaixo, os brancos, em sua maioria, da metade para cima. E você vem argumentar que não tem nada a ver com luta de classes??

Comentário de: luiz patricio salgueiro | 3 de fevereiro de 2012 | 14:19

Todo (pré)conceito deve ser combatido. O racismo é humanamente injustificavel. A Brigada Miltar deve preparar melhor seus agentes(todos policiais). Nao é só a BM q devria pedir desculpas. o Governo deveria fazer o mesmo.A sociedade toda deveria pedir desculpas, não só a estes jovens, mas a todos que foram discrminados até hoje…

Comentário de: jonas /RS | 3 de fevereiro de 2012 | 14:41

Mas,é tão fácil de entender: Racismo é racismo. Tanto aqui quanto em qualquer lugar do mundo,o racismo não tem explicação lógica,embora se saiba que seja a não aceitação de quem lhes seja diferente. Só isso,com o negro se vê a diferença já de cara,na pele,mas,se fosse com branco,ela se manifestaria depois de percebida a diferença e a violência se manifestaria igualmenteta,ganharia outro nome. Mas,no fundo o motivo é o mesmo: Não aceitação do que lhes seja diferente.

Comentário de: Maria Cristina | 3 de fevereiro de 2012 | 14:51

Polícia Militar é uma vergonha para a democracia brasileira. Aliás, a sua desmilitarização poderia começar pelo RS uma vez que nosso estado,muitas vezes, conflitua com os princípios democráticos regidos pela constituição brasileira (vide o caso do TJ, uma descarada afronta gaúcha ao constitucuionalmente estabelecido pela federação. XÕ Brigada!!!!!

Comentário de: jonas /RS | 3 de fevereiro de 2012 | 14:58

Li os comentários e me desculpe o Jeferson,mas vou discordar dele em parte pelo menos: O racismo não é o motivo em si de desigualdade social,mas,a pobreza original da raça negra é que faz parecer. Digamos que um corredor comece uma corrida com quilômetros d vantagem em relação ao outro. Lógico que tem tudo pra vencer. Assim também,a raça negra,quando entrou nos seus direitos de cidadão,antes de deixar de ser escravo,ela tinha quilômetros atrás da branca em tudo: Educação,financeira… Isso criou o abismo que se vê,então as raízes não estando aqui,pode-se dizer que não é o racismo a diferença,mas,a condição social,já que ambos têm os mesmos direitos agora. Mas,por outro lado,pode-se dizer que há “origens disso no racismo”,não que haja racismo “hoje” por conta da diferença social. Sim de um lado,não de outro: O racismo deu margem a diferença social,mas,não é ele que a mantém hoje em dia. Racismo mesmo é isso que se viu: Agredir,desconfiar de pessoas só pela cor da pele. Qual a diferença? Simples,se não houver barreiras para o negro se desenvolver,não há racismo e hoje em dia há até incentivo ao desenvolvimento educacional dos negros. Coisa que eu acho que deveria ser abrangido aos pobres em geral,ou seja,sem tirar vagas de brancos pobres,por exemplo,se eles tiverem melhores notas em concursos,vestibulares,enem.. Se o cidadão pobre provar que economicamente ele é tão pobre quanto o negro que lhe tiraria a vaga,ficaria el e não o negro. O racismo que tem de ser combatido e “punido” é esse: De se agredir,ou ofender uma pessoa pela cor da pele. O resto tem mil maneiras de se entender e se melhorar esse sistema de cotas.

Comentário de: Tiago | 3 de fevereiro de 2012 | 15:04

Que vergonha. Falam muito do “gauchismo”, mas somos iguais ou piores que qualquer estado desse país, em muitos sentidos.

Comentário de: igorbica | 3 de fevereiro de 2012 | 15:11

Me revolto com este tipo de noticia, mas não podemos generalizar , existem maus médicos, maus policiais , medicos racistas e policiais racistas, mas ofender com xingamentos toda uma corporação não tem fundamento ! quem é contra a profissionais que arriscam a vida todo dia devem ir morar no egito – lá sim a coisa dever ser bem boa!

Comentário de: Jeferson | 3 de fevereiro de 2012 | 15:22

Jonas, no Brasil, racismo e desigualdade social estão ligados, mas eu não fiz o argumento causal de a desigualdade se dá por causa do racismo ou vice-versa. A ligação é difícil de especificar e complexa, mas é real. A evidência da distribuição de cor de pele na pirâmide social brasileira é inegável. O tipo de argumento que você desenvolve precisa ser muito especificado. Simplesmente não funciona. Só um exemplo: racismo e desenvolvimento econômico não são excludentes (quanto mais desenvolvimento, menos racismo). Ao contrário, tudo indica que no Brasil são complementares. São Paulo e regiões de colonização italiana e alemã que o digam. Dinheiro não civiliza, nunca civilizou.

Comentário de: Denis | 3 de fevereiro de 2012 | 15:44

Ah Magnus, vá ver se estou na esquina apanhando de uma brigadiana. Faça uma consulta dentro da corporação e verá que a queixa é semelhante. O serviço sujo fica para os marmanjos…..as mulheres isso e aquilo…mas como sempre, deve haver alguma desculpa para o comportamento “da” policial. Se você não enxerga ou não quer enxergar as coisas como são, dispa-se de seu esquerdismo enfadonho e ultrapassado.

Comentário de: Denis | 3 de fevereiro de 2012 | 15:48

“”‘Ah, e uma outra coisa que me chama a atenção é que se vê pouca reação da comunidade negra contra esse tipo de ação. O pessoal parece que entende que isso é normal. A atenção de uma parte mais visível da comunidade parece que está sempre direcionada pra alguma festinha, e os mais combativos parece que se contentam com as rimas cadenciadas do hip hop. Essa última foi pra implicar mesmo. Paz e amor.”"”…gostei do seu comentário…parece que não se pode tocar em certos assuntos…as críticas sempre devem ser dirigidas ao homem branco, elites, direita e blábláblá…quando se ataca algum comportamento das minorias…OH meu Deus…só falta crucificarem o cara. Como disse Golda Meir: As mulheres não passam de homens de saias.

Comentário de: Camila | 3 de fevereiro de 2012 | 15:56

Denis, comentário lamentável. Trazer a discussão para o campo social (alguns utilizaram a categoria ‘classe’, eu prefiro outros) parece óbvio, afinal mesmo a análise histórica mais resumida sobre este tema terá que transitar pelo campo cultural, político, econômico e social. Mas levar o debate para questão de gênero, baseado na suposta superioridade sentimental da mulher… só não demonstro o tamanho do meu sentimentalismo porque minha educação não permite, tsc tsc tsc… (só falta dizer que educação é coisa de mulherzinha).

Comentário de: Denis | 3 de fevereiro de 2012 | 16:37

Ai como são dodóis….estão abordando um assunto atinente a racismo…ai porque em uma questão de gênero…. falei das santas mulheres….apenas elenquei um assunto que permeia as discussões da corporação…mas os esquerdóides são tão afetados, que isso não os incomoda…decerto porque não tem parentes dentro da corporação….porque não são tiro ao alvo de marginais….e dispenso sua ironia educada e feminista de boteco da cidade baixa assim como sua suposta superioridade sentimental (para ler simone de beauvoir )….um pouco de reflexão em cima do que falei não faria mal…e não vem enfeitar seu texto com palavras de efeito, querendo me dar tapa de luva…”parece óbvio, afinal mesmo a análise histórica mais resumida sobre este tema terá que transitar pelo campo cultural, político, econômico e social.”…porque no fim das contas não falou nada…apenas deu sintomas de que ficou incomodada com o que falei.

Comentário de: Denis | 3 de fevereiro de 2012 | 16:56

Uma mulher brigadiana foi racista…não seria um contrasenso..já que ela também é discriminada (assim como são todos os brigadianos, fazendo o serviço sujo das “elites”, sem nem se dar conta disso?) deveria ser mais “humana”…mas é claro…deve haver uma desculpa no “campo cultural, político, econômico e social” para a atitude dela. Repare que sempre existe um relato…”aí veio “um brigadiano branco” e desceu o pau nos caras”….aí essa escrota comete um desatino desses e para fazer o serviço sujo foi chamada uma tropa de escrotos…digo “homens brancos” e tudo certo…aí quando você fala que existe uma “discriminação positiva” dentro da brigada militar, de que o serviço sujo e pesado fica com os caras e as mulheres, porque deixam a farda mais limpinha ou sabem falar bonito são promovidas “bem antes”….bah, só falta me baterem….é muita síndrome de esquerdista perseguido mesmo…faça uma entrevista dentro da Bm ( que não seja coordenada por esquerdistas com déficit de testosterona) e verão que tenho razão.

Comentário de: jonas /RS | 3 de fevereiro de 2012 | 17:36

Jeferson,eu não quis dizer que dinheiro civiliza. Claro que não! O que eu quis dizer é justamente o contrário: Esse tipo de racismo é o mais execrável por ser,vamos dize Gratuitor(sem justificar o contrário dele). O que eu quis foi justamente separar o racismo que se debate que há no Brasil(que pra mim é luta de classe,nada mai,com o racismo gratuito. O debate de pobreza pode até passar por debate de desigualdade social relacionado com a racial,mas,não deve se sustentar nela. Senão,daqui há pouco vai se estar criando outro gueto de pobreza: A dos brancos e pobres de hoje,que vão sendo preteridos nas universidades mesmo tendo melhores notas que os SEUS IGUAIS SOCIAIS,OU SEJA; oS PRETOS POBRES. Os segundos irão conseguindo ascender pelo incentivo,os primeiros irão tendo seu percentual de pobres aumentados cada vez mais,no futuro. Isso porque não vai ser do “rico” ou da classe média que os negros irão tirarem as vagas,mas,dos pobres brancos.

Comentário de: Daniela | 3 de fevereiro de 2012 | 17:39

Diante de tudo o que foi falado na imprensa, inclusive nesta entrevista que acabo de ler, para mim fica claro que foi um ato de racismo. O racismo no Brasil é crime. A mim, pouco importa se a pessoa que cometeu esse ato é policial ou não. O que importa é que racismo é crime e essa pessoa deveria estar presa. O fato de ser uma policial não deveria “amenizar” o que ela fez; ao contrario, mais do que nunca a lei deveria ser cumprida.

Comentário de: Jeferson | 3 de fevereiro de 2012 | 18:49

Jonas: não. O movimento a que você se refere, de exclusão dos brancos pobres da universidade em razão das cotas, não é uma realidade social, é uma ilação tua. As cotas não são somente para negros, são também para estudantes de escolas públicas, o que faz teu argumento cair por terra. Acrescente a isso o aumento vertiginoso de vagas nas federais nos últimos anos e você verá que tanto ricos como pobres estão entrando mais do que nunca na universidade. Por outro lado, para os efeitos do problema encenado pela reportagem, do qual não deveríamos desviar, racismo empetrado por agente público é algo ainda mais sério e grave. Mais um dos inúmeros sintomas de que no Brasil os órgãos públicos – universidades inclusive – reproduzem e ampliam violência simbólica ao invés de a civilizar, criticar, desconstruir.

Comentário de: Magnus | 3 de fevereiro de 2012 | 21:42

Ao Denis: velho, teu discurso tão favorável à “corporação”, “meus amigos”, “meus conhecidos”, “meus parentes”, o ataque gratuito às mulheres, a referência à falta de testosterona dos esquerdistas, tudo isso junto me autoriza a seguinte conclusão: tu é um baita de um enrustido, que não conseguiu servir no exército ou na BM e, por isso, não teve desculpas para dar vazão aos teus mais secretos desejos. Se tu não estiver muito ocupado lustrando os cacetetes desses teus amigos, vai uma dica: procure tratamento! Mas antes, perceba que o próprio fato desmente teu discurso tosco e machista: foi uma mulher que fez o serviço sujo! Se ela chamou reforço foi por estar em menor número. Se é verdade que as promoções da BM são distribuídas sem respeito à isonomia entre homens e mulheres, acho um tema válido para uma reportagem. Agora, trazer isso para uma questão grave como racismo? Eu não quis te bater nem crucificar, só não concordei com misturar os assuntos. Por fim, qual dos discursos é mais enfadonho e ultrapassado? O meu, supostamente de esquerda? Ou o teu, claramente de direita?

Comentário de: José J D Sales | 3 de fevereiro de 2012 | 22:33

Sera que é da al-qaeda, esta com uma bomba. A paranoia chegou no terceiro mundo.
Imagina na copa do mundo FIFA.

Comentário de: Aloísio Ilha | 4 de fevereiro de 2012 | 0:04

Nossa polícia não é profissional. A Lei não ampara o racismo e no entanto não é observada pelos “guardiães da ordem”. Quando os “brancos”(quem é branco no Brasil?) começarem a manifestar sua inconformidade com um ato racista, assim como um cidadão intervém quando vê um ato de covardia num ônibus, na rua, os racistas terão receio dar vazão aos seus vícios.
Quando um policial aborda um negro o branco levanta as mãos pro céu por não estar passando pelo mesmo constrangimento. Estas pessoas que estavam no ônibus, por exemplo, ao verem a notícia na imprensa poderiam se prontificarem em corroborar o relato das vítimas, isto cria um elo social não só contra o racismo mas contra tantas outras práticas abusivas de policiais.

Comentário de: Eduardo | 4 de fevereiro de 2012 | 1:20

Bah, velho, esses racistas me fazem vergonha do Rio Grande do Sul. Viva o Rio Grande! Viva o Brasil! Chega de racismo!

Comentário de: Marcelo Tskin | 4 de fevereiro de 2012 | 7:40

Lamentável! Que a policial seja punida conforme a lei.
Ao pessoal aí que fala que tem vergonha do RS, da nossa polícia e mimimi, já deram uma olhada nisso: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/01/quando-me-olho-no-espelho-doi-muito-diz-baiana-agredida-por-pm.html
.
“Quando um negro chega numa loja, é comum os seguranças ficarem olhando para ver se ele vai roubar algo. Não sei por que, se todo mundo é igual. Mas não observam os brancos da mesma forma”
No Brasil, negro é sinônimo de pobre. E como a grande maioria das pessoas que promovem furtos e roubos são pobres, é óbvio que negros e brancos não são observados da mesma forma pelos seguranças das lojas. É muito mais uma questão social do que racial.

Comentário de: Jeferson | 4 de fevereiro de 2012 | 12:41

Vamos lá: é também uma questão racial já que os africanos em questão são ricos, se vestem com roupas caras, são bonitões, estudam em boas universidades, projetam ser médicos e no entanto sofrem preconceitos bárbaros.
Como toda a história da escravidão no capitalismo da fase colonial se relacionou à escravização de negros, houve e há evidentemente um preconceito de cor, um prejuízo de cor, e não meramente um preconceito referente à classe social dos envolvidos. Isso não impede de ver, claro, que o preconceito de cor atualmente está ligado aos problemas postos pela desigualdade social que a gente continua reproduzindo e alguns, vide Tskin, Denis e outros que tais, apoiando cinicamente.

Comentário de: Lise | 4 de fevereiro de 2012 | 13:26

Esta é a famosa ‘hospitalidade’ gaúcha, todas as diferenças são suficientemente agressivas pelo simples fato de ‘não ser daqui’. Não se respeita religião, cor, classe, política, o diferente é tratado com agressão e exclusão.

Comentário de: Jurgen | 4 de fevereiro de 2012 | 14:07

A sociedade aqui não gosta nem de imaginar ser roubada por negros e pobres, mas por banqueiros e políticos, tudo bem. Vai entender…

Comentário de: Jorge Loeffler | 4 de fevereiro de 2012 | 16:54

Diz o blogueiro – pensando bem percebo a estupidez dessa servidora da Polícia Ostensiva. Pelo seu gesto deve ser daquelas criaturas que quando de folga assiste Big Bosta e coisas do gênero não lendo ou mesmo buscando informações na Internet. Os tais tênis de marca são fruto da falta de cultura que nosso povão tem, pois quanto mais pobre mais deseja referidos calçados. E digo ser ignorante quem assim se comporta vez que qualquer sujeito de mediana inteligência sabe que aqui nos é cobrado um valor absurdo, mas em Miami, por exemplo, o que aqui custa quinhentos reais lá é vendido por não mais que sessenta reais. É tão ignorante essa servidora que me lembra outro sujeito que não diz ignorante quando fala e sim “inguinorante”. Essa servidora deve ser como certos políticos daqui que foram à escola tão somente comer a merenda, pois ela nem conseguiu perceber que os dois “bandidos” dialogavam em francês. Isso me entristece e ofende não só esses dois estrangeiros que aqui estão devido a convênio do Governo Federal com os seus países de origem. Necessário demitir essa estúpida e divulgar de forma ampla a fim de servir de exemplo a outros tantos ignorantes no serviço público neste imenso país.

Comentário de: Thiago C | 5 de fevereiro de 2012 | 10:13

Uma pessoa que humilha outra já possui sintomas de frustração, sadismo e tirania. Se faz isso por racismo, ela passa a ser completamente estúpida e sem inteligência. Podemos ficar com pena dessa policial por sua posição ignorante e acéfala sobre outro ser humano, mas a partir do momento em que portando uma arma faz uso do objeto, ela é um perigo para a sociedade como um todo. Seus colegas também.

Comentário de: Verô | 5 de fevereiro de 2012 | 12:15

Gostaria apenas de saber se esse fato foi devidamente divulgado e analisado pelos outros jornais.

Comentário de: José J D Sales | 5 de fevereiro de 2012 | 19:49

Vai ver é porque o Brasil ainda não esta acostumado com negros ricos e ficamos em xoque com essas situações.
O negro rico, só pode ser traficante ou terrorista.

Comentário de: Marcos Bernardi | 6 de fevereiro de 2012 | 2:42

Eu não esperava uma Brigada Militar tão truculenta no Governo Tarso. Saudades do Olívio e do Bisol.

Comentário de: jose | 6 de fevereiro de 2012 | 11:41

sem comentario e um absurdo

Pingback de: Racismo na Brigada Militar: “sempre aconteceu e vai acontecer de novo”? | | 6 de fevereiro de 2012 | 11:51

[...] Leia Mais:  – Africanos ainda tentam entender racismo da polícia de Porto Alegre [...]

Comentário de: Alexandre Franca | 6 de fevereiro de 2012 | 12:50

Pela visao unilateral desse artigo, me parece ridiculo oque esses africanos passaram no Rio Grande. No entanto, o artigo coloca a situacao como se fosse tao absurda, que gostaria de conhecer esses policiais que, viram dois negros em onibus, sacaram uma arma e apontaram para eles sem nenhuma atividade suspeita e chamaram 3 viaturas de reforco (porque 3? eles se eles estavam imobilzados com uma arma apontada?) … me parece um pouco demasiado!

Se foi isso mesmo que aconteceu, entao alem de serem acusados de racismo, devem ser acusados de disperdicio de dinheiro e recursos publicos!

Eu quase nao consigo acreditar nesse artigo…desculpe-me!

Comentário de: Rogério Tomaz Jr. | 6 de fevereiro de 2012 | 16:04

Matéria muito boa de uma prática inaceitável, embora profundamente fincada na “cultura” policial (e na cultura geral da sociedade) brasileira. Vou reproduzir em meu blog.

Pingback de: João Batista Pereira: A violência da PM do Paraná | Viomundo - O que você não vê na mídia | 7 de fevereiro de 2012 | 0:52

[...] A Gazeta do Povo, da Rede Paranaense de Comunicação, relata que “por volta das 21 horas, quando o bloco já havia encerrado a apresentação, milhares de pessoas ainda permaneciam no Largo da Ordem. Após um suposto ato de vandalismo contra uma viatura, próximo a Rua do Rosário, policiais da Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais (Rone), começaram a dispersar a multidão. Eles desceram pelo Largo da Ordem, disparando balas de borracha e bombas de gás nos foliões” (disponível aqui). [...]

Pingback de: João-PR: A violência da PM em Curitiba | Viomundo - O que você não vê na mídia | 7 de fevereiro de 2012 | 1:09

[...] Só para recordar: dois estudantes africanos foram retirados de um ônibus em Porto Alegre, sem motivo nenhum. A reportagem completa está no portal sul21 (“Africanos ainda tentam entender o racismo da polícia de Porto Alegre, disponível aqui). [...]

Pingback de: Mais um assassinato na conta de Ali Kamel « Conexão Brasília Maranhão | 17 de fevereiro de 2012 | 2:17

[...] Mesmo os crimes racistas praticados pela polícia – inclusive por policiais negros – não saem nos veículos comandados por Ali Kamel. Como o que ocorreu recentemente em Porto Alegre, do qual foram vítimas dois estudantes africanos, noticiado pelo portal Sul 21. [...]

Comentário de: Daniel | 17 de fevereiro de 2012 | 9:22

Não me surpreendo! Conheço muito o Brasil, e não conheço lugar tão preconceituoso como aqui (Rio Grande do Sul).

Sou louro, olhos verdes, ascendentes italianos. Mesmo assim sou discriminado por ser ‘lá de cima’ ou ‘lá do norte’… Já cansei de bater boca com ignorantes que enchem o peito para falar que são europeus, sangue italiano/alemão, mas não falam uma palavra do idioma… Totais ignorantes que mal conhecem a geografia do Brasil, quiçá saberão entender a miscigenação daqui…

Finalmente, se isso acontece com brasileiros-não-gaúchos aqui.. Imagine com estrangeiros!! Que venha a Copa, para reforçar essa vergonha ao mundo..!

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