Política

Defesa de Yeda analisa recorrer contra vereadora e presidente do Cpers

Protesto realizado no dia 16 de julho de 2009 em frente à casa da ex-governadora Yeda Crusius | Foto: SIMPE-RS/Flickr

Rachel Duarte

A ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) decide até quinta-feira (5) se irá recorrer da decisão do juiz Luis Felipe Paim Fernandes que absolveu a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira e a vereadora de Porto Alegre, Fernanda Melchionna (PSOL) de terem praticado crime de cárcere privado contra a ex-governadora e sua filha, Tarsila Crusius. Yeda está consultando os advogados para decidir se recorre ou aguarda nova decisão judicial sobre o caso. “Vou conversar com a ex-governadora hoje. O prazo para prescrição do processo é curto, temos que ficar atentos e escolher o que é melhor para a nossa tese”, disse o advogado de Yeda, Mário Rocha Lopes Filho.

A sentença do juiz Luis Felipe Paim Fernandes inocentou Melchionna e Rejane de Oliveira da acusação de cárcere privado, mas atribuiu às rés uma nova infração penal, por perturbação da tranquilidade. Como não se trata de absolvição total no processo, pode ser mais conveniente para a defesa da ex-governadora não recorrer e aguardar o novo julgamento.  O processo está agora ao cargo da magistratura do Juizado Especial Criminal do Foro Central de Porto Alegre e a punição pode chegar a dois meses de reclusão ou pagamento de multa.

A vereadora Fernanda Melchionna e a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, afirmam que não há nenhuma preocupação com o desdobramento do processo. “Eu estou tranquila. Fui apoiar um movimento organizado e civilizado. Nossa causa era a luta pela qualidade da educação, que ainda é uma luta necessária”, diz a vereadora.

Para a presidente do Cpers, o protesto realizado no dia 16 de julho de 2009 em frente à casa da ex-governadora ocorreu de forma legítima, uma vez que a governadora não residia no Palácio Piratini. “Quando fomos à frente da casa da Yeda fomos fazer um ato pacifico, como qualquer outro já feito em frente ao Palácio. Ela optou em morar lá e não no Palácio, então não teríamos como ir a outro local. Não teve cárcere privado. A decisão do juiz é justa neste sentido”, alega Rejane. “Estamos tranquilos e manifestações são normais quando estamos reivindicando algo, como era o caso da nossa crítica em relação às escolas de lata criadas na gestão da ex-governadora”, complementa.

Na avaliação de Fernanda Melchionna, a solicitação do processo contra ela e a presidente do Cpers foi uma atitude arbitrária contra os movimentos sociais e a liberdade de expressão. “É um processo vergonhoso. Tenta dar fim a uma luta pela educação criminalizando o movimento social, enquanto os verdadeiros criminosos ainda estão soltos e impunes no Brasil. A luta da educação daquela época nós já perdemos, mas eu ficarei feliz quando os ladrões da Operação Solidária e do Detran, que sequer foram para a Vara Criminal e caminham a passos lentos na Justiça, forem condenados”, falou, citando esquemas de suspeita de corrupção na gestão de Yeda Crusius.

Comentários (2)
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Comentário de: mary | 4 de janeiro de 2012 | 23:31

Sem falar no julgamento do Elton do MST que foi morto e foi no desgoverno desta $enhora se ela acha que ela ficou em cárcere privado o que dizer dele que a família com certeza não tem todo esse aparato para recorrer ,o mínimo que eles podem fazer é recorrer a justiça de “Deus” que tarda mas não falha,mais dia, menos dia ela chegará pode ter certeza.quanto a ela recorrer com certeza ela quer levar mais $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$…do contribuinte já não basta essa aposentadoria de desgovernadora,esse é o ônus que os gaúchos tem que pagar para todos os desgovernos.

Comentário de: joao | 5 de janeiro de 2012 | 9:05

Como está esse processo do ELTON? Concordo plenamente com a Sra.!

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