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Chile recua e permitirá que professores usem a palavra “ditadura”
Da Redação
Em função da repercussão negativa da medida que eliminava a expressão “ditadura militar” dos livros escolares do Chile, o governo de Sebastián Piñera voltou atrás nesta sexta-feira (6) e garantiu autonomia aos professores para usarem a expressão que julgarem mais “conveniente”.
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Na última quarta-feira (04), o governo chileno anunciou que a partir do ano letivo de 2012, as crianças do primeiro ao sexto ano usariam a expressão “regime militar” para se referirem à época em que Augusto Pinochet esteve no comando do paÃs de 1973 a 1990.
O ministro de Educação do paÃs, Harald Beyer, afirmou que os professores não precisam “educar com este termo”. “Podem continuar usando a palavra ‘ditadura’ ou aquela que julgares conveniente”, completou.
Beyer ainda se justificou e afirmou que a medida pretende incitar o debate e a discussão “ampla e muito rica”. “Este é o objetivo, desenvolver o pensamento crÃtico. São bases curriculares. Isto não impõe nenhuma visão sobre os textos escolares”, acrescentou.
Com informações do Opera Mundi
Comentários (5)
» Deixe seu comentárioA não ser quando se referem a dietas alimentares, os regimes são democráticos ou ditatoriais. O eufemismo de chamar estes de regimes militares deveria provocar alguma reação dos militares que respeitam a democracia (procurando bem deve haver alguns com estes sentimentos), pois, para eles, o termo militar não deveria estar associado tão diretamente à s ditaduras. Na verdade, o erro está em referir-se ao sistema como “regime†militar, quando se trata é de definir as ditaduras militares em contraposição à s ditaduras civis. No caso chileno, como de resto em quase toda a América Latina daqueles tempos de chumbo, o que havia eram ditaduras militares. Não há como disfarçar.

E no Brasil, onde chamam ditador de “presidente”?