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Chile recua e permitirá que professores usem a palavra “ditadura”

Foto: daveeza/Flickr

Da Redação

Em função da repercussão negativa da medida que eliminava a expressão “ditadura militar” dos livros escolares do Chile, o governo de Sebastián Piñera voltou atrás nesta sexta-feira (6) e garantiu autonomia aos professores para usarem a expressão que julgarem mais “conveniente”.

Leia mais:
– Chile substitui ‘ditadura’ por ‘regime’ militar em textos escolares

Na última quarta-feira (04), o governo chileno anunciou que a partir do ano letivo de 2012, as crianças do primeiro ao sexto ano usariam a expressão “regime militar” para se referirem à época em que Augusto Pinochet esteve no comando do país de 1973 a 1990.

O ministro de Educação do país, Harald Beyer, afirmou que os professores não precisam “educar com este termo”. “Podem continuar usando a palavra ‘ditadura’ ou aquela que julgares conveniente”, completou.

Beyer ainda se justificou e afirmou que a medida pretende incitar o debate e a discussão “ampla e muito rica”. “Este é o objetivo, desenvolver o pensamento crítico. São bases curriculares. Isto não impõe nenhuma visão sobre os textos escolares”, acrescentou.

Com informações do Opera Mundi

Comentários (5)
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Comentário de: Daniel | 6 de janeiro de 2012 | 11:47

E no Brasil, onde chamam ditador de “presidente”?

Comentário de: Ian Pereira | 6 de janeiro de 2012 | 12:19

Boa pergunta!!!!

Comentário de: Guilherme | 6 de janeiro de 2012 | 13:40

No Brasil, essa luta vai longe!

Comentário de: Wraymundo | 7 de janeiro de 2012 | 3:20

A não ser quando se referem a dietas alimentares, os regimes são democráticos ou ditatoriais. O eufemismo de chamar estes de regimes militares deveria provocar alguma reação dos militares que respeitam a democracia (procurando bem deve haver alguns com estes sentimentos), pois, para eles, o termo militar não deveria estar associado tão diretamente às ditaduras. Na verdade, o erro está em referir-se ao sistema como “regime†militar, quando se trata é de definir as ditaduras militares em contraposição às ditaduras civis. No caso chileno, como de resto em quase toda a América Latina daqueles tempos de chumbo, o que havia eram ditaduras militares. Não há como disfarçar.

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