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Prefeitura de POA restringe atividades no Largo Glênio Peres
Samir Oliveira
Ainda repercute nos movimentos populares de Porto Alegre um projeto de lei da prefeitura que restringe a realização de atividades culturais, artísticas e econômicas no Largo Glênio Peres – tradicional espaço que costeia o Mercado Público e a avenida Borges de Medeiros, no centro da Capital. O texto foi aprovado pela Câmara Municipal na última quarta-feira (14) e permite que somente a Feira do Peixe aconteça no local.
O projeto original previa que seria possível realizar também a Feira Estadual de Economia Solidária, mas uma emenda de autoria do vereador Nelcir Tessaro (PSD), aprovada nesta segunda-feira (19), retirou o evento do rol de atividades permitidas no Glênio Peres. Além disso, a lei estipula que “shows artísticos, espetáculos e eventos culturais que façam uso de palco e sonorização ficarão limitados a dois eventos mensais, com duração de no máximo um dia cada um”.
A lei também determina que artistas de rua poderão utilizar o Largo Glênio Peres, “desde que devidamente autorizados pelo Executivo Municipal por intermédio de seus órgãos competentes, vedada a utilização de som amplificado”.
O texto de apresentação da proposta, assinado pelo prefeito José Fortunati (PDT), justifica que é preciso proteger o pavimento do largo e sustenta que “muitas destas feiras (realizadas no local), devido sua natureza, não atendem o pressuposto necessário à destinação de um espaço público de uso comum do povo”.
O texto original foi aprovado por 23 votos contra somente dois (de Aldacir Oliboni, do PT, e de Fernanda Melchionna, do PSOL). Outros dois parlamentares estavam ausentes da sessão e nove se abstiveram. A emenda que retira a Feira Estadual de Economia Solidária do local foi aprovada por 17 votos contra 12, com uma ausência e seis abstenções.
“É um escândalo”, diz vereadora
A vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) qualifica o projeto que restringe atividades no Largo Glênio Peres como “um escândalo”. “É uma tentativa de privatização e restrição da utilização de espaços públicos”, dispara a socialista.

Prefeitura privatiza espaços públicos, critica vereadora Fernanda Melchionna | Foto: Bolívar Abascal Oberto/CMPA
Ela acredita que, além dos prejuízos econômicos que algumas categorias terão, como a dos artesãos, a lei ataca o direito a manifestações no local. “A prática da prefeitura tem sido atacar determinadas manifestações populares”, critica, lembrando o caso do grupo teatral Levanta Favela, que foi detido durante uma intervenção artística na Esquina Democrática.
Fernanda ainda acusa os vereadores da base do governo de terem feito uma manobra para votarem às pressas o projeto. A previsão era de que a proposta fosse votada no dia 15, mesmo dia em que o presidente do Sindicato dos Artesãos do Rio Grande do Sul, Sérgio de Freitas Silva, iria se manifestar na tribuna contra a matéria.
O secretário municipal de Indústria, Comércio e Produção (Smic), Valter Nagelstein (PMDB), esteve na Câmara no dia 14 para articular a votação do projeto. “Que democracia é essa que vota um projeto sem ouvir o povo? Isso é um arremedo de democracia” recrimina Fernanda.
A antecipação da votação fez o presidente do Sindicato dos Artesãos mudar seu discurso, que estava orientado na tentativa de sensibilizar os parlamentares a não aprovarem o projeto. “O prejuízo será geral, estamos fadados a não conseguir fazer mais nada”, desabafa Sérgio de Freitas Silva.
Ele ressalta que a nova lei dificulta ainda mais as possibilidades de que a Semana do Artesão, realizada em 2010 no Largo Glênio Peres e impedida este ano, vire um acontecimento instituído por lei no calendário da cidade. “Pleiteávamos a ideia de consolidar esse evento em lei municipal. Nos puxaram o tapete”, critica.
Silva denuncia ainda que a Cooperativa dos Artesãos está sendo retirada pela Smic de uma loja que ocupa no segundo piso do Mercado Público. O espaço é cedido gratuitamente pela prefeitura. “São muito poucos os artesãos que têm loja própria, pois é muito caro para manter. Perdendo esses espaços, nos resta apenas a José Bonifácio, aos sábados e domingos, para expormos nossos produtos”, lamenta o dirigente sindical.
“Estão feudalizando a cidade”, alerta integrante do Largo Vivo
Desde que o titular da Smic, Valter Nagelstein (PMDB), disse em seu perfil no twitter que a existência de um estacionamento no Largo Glênio Peres traria “um público mais qualificado” ao Mercado Público, um grupo de pessoas, em sua maioria ciclistas, vem realizando encontros semanais no local com o objetivo de ocupar o espaço por pessoas, não por automóveis – como ocorre diariamente após as 18h. O movimento, que ficou conhecido como Largo Vivo, pode vir a ter suas atividades limitadas com a aprovação da lei que restringe atos culturais e artísticas no largo.
Felipe Martini, um dos integrantes do coletivo, contesta o argumento da prefeitura, de que a limitação dos eventos no Glênio Peres tem como objetivo a preservação do pavimento no local. “A mesma prefeitura que diz isso é a prefeitura que transforma o largo em estacionamento a partir das 18h, o que causa danos ao pavimento”, argumenta.
Ele considera que, se as feiras causam algum dano, devem ser responsabilizadas, não proibidas em sua totalidade. “Seria como proibir a existência das árvores porque os galhos poderiam cair em alguém”, compara. Martini acusa a prefeitura de estar adotando uma “postura política para restringir o espaço, não preservá-lo”. “Vemos cada vez menos espaços para manifestações. Estão feudalizando a cidade”, critica.
O integrante do Largo Vivo diz que o grupo nunca precisou pedir autorização para utilizar o espaço público. “O que fazemos é simplesmente utilizar uma praça como aquilo que ela é: uma praça. Diferente do que faz a prefeitura, que a utiliza como estacionamento.”
“O pessoal não tem limite, quando se atende uma coisa, querem outra”, diz Valter Nagelstein
Articulador do projeto que estabelece regras para realização de atividades culturais, artísticas e econômicas no Largo Glênio Peres, o titular da Smic, Valter Nagelstein (PMDB), conversou por telefone com o Sul21 para responder às críticas em relação à lei.
O peemedebista esclarece que as medidas se inserem no contexto de revitalizar o centro histórico de Porto Alegre, junto com outras ações, como a revitalização da Praça Otávio Rocha. “Enfrentávamos, historicamente, um processo de depredação do largo, de ocupação abusiva e excessiva”, conta, acrescentando que estudos da prefeitura apontam que, a cada 30 dias, o local passa 15 dias ocupado por alguma atividade de caráter comercial ou religiosa. “Passam em torno de 400 mil pessoas por dia por ali, uma feira tem garantia de público e vende bem. Um pai de santo ou um pastor evangélico que se instale ali arrebanha muitos fieis”, exemplifica.
O secretário esclarece que “dos 12 meses do ano, em seis meses o largo permanecia ocupado com atividades que implicavam na montagem e desmontagem de grandes estruturas, o que contribui para o processo de degradação do piso”. Confrontado com o argumento de Felipe Martini, de que seria contraditório proibir eventos no largo para preservar o pavimento enquanto são permitidos veículos no local após às 18h, Nagelstein rebateu: “Tem algum laudo de alguém que é engenheiro nesse grupo?”, respondeu, em referência ao Largo Vivo.
O peemedebista considera que o coletivo é integrado por pessoas de extrema-esquerda. “O pessoal não tem limite, quando se atende uma coisa, querem outra. Esse movimento tem a mesma inspiração dos movimentos da extrema-esquerda. Eu respeito, eles têm legitimidade para postular suas causas. Mas também temos legitimidade para governar, existe todo um processo pelo qual passamos, por mais que anarquista não goste”, alfineta o secretário.
O peemedebista garante que não tem participação na redação da emenda do vereador Nelcir Tessaro (PSD), que proíbe a realização da Feira Estadual de Economia Solidária no Largo Glênio Peres. Mas Nagelstein confessa que o evento lhe causa “mal estar”. “Te confesso que essa feira me causava um mal estar”, admite.
Ele explica que a feira acaba retirando clientes que poderiam comprar os mesmos produtos no Mercado Público. “Essa feira foi instalada em dezembro, mês em que as pessoas mais podem vender. Ela compete com quem trabalha lá o ano inteiro”, avalia, acrescentando que muitos dos expositores vêm do interior do Estado. “É com esses (os porto-alegrenses) que a municipalidade tem obrigação. Não é um pensamento xenófobo, minha tarefa como secretário é promover a economia e o desenvolvimento de Porto Alegre. Se a feira é estadual, há o largo da Epatur, o espaço da Secretaria Municipal da Agricultura, o próprio Cais do Porto e o Centro de Exposições de Esteio”, sugere.
Sobre a manifestação do Sindicato dos Artesãos, que alega que terá prejuízos com retirada de outros eventos do Glênio Peres e acusa a Smic de querer retirar uma sala da Cooperativa dos Artesãos no segundo andar do Mercado Público, Nagelstein alega que há o espaço do quadrante de feiras do Mercado para ser aproveitado pela categoria.
O secretário explica que a sala reivindicada pelo sindicato era utilizada pela cooperativa em parceria com o Sebrae, e o convênio já teria expirado. A intenção da Smic é utilizar o local para promover cursos de capacitação em gastronomia, numa parceria com o Senac, que investiria R$ 1,2 milhão no local. “Essa cooperativa tem 20 ou 30 pessoas. Do outro lado, tenho a possibilidade de qualificar o eixo gastronômico”, defende.
O peemedebista considera que os artesãos precisam se ajustar aos espaços disponíveis. “Mas querem tomar conta de tudo. Querem o largo, o quadrante e, se possível todas as lojas do segundo andar (do Mercado Público). Tem que ter limite, tchê! São que nem criança”, indigna-se o titular da Smic.
- Confira aqui o texto do projeto aprovado na Câmara Municipal.
- Confira aqui como os vereadores votaram o projeto, na sessão da última quarta-feira (14).
- Confira aqui como os vereadores votaram a emenda que retira do Largo Glênio Peres a Feira Estadual da Economia Solidária.
Comentários (48)
» Deixe seu comentárioE é estranho que, ao atacar os agentes da economia informal, o secretário diz defender os comerciantes do Mercado. No entanto, em conversas informais lá dentro, alguns destes comerciantes dizem a um ‘zé-povinho’ como eu que estão sendo punidos injustamente com multas de infrações arbitrárias. Algo parecido com casos surreais de multas a surdos falando ao celular enquanto dirigiam. Seria interessante a reportagem apurar as multas às bancas do Mercado na administração do secretário, eu acho.
Constituição Brasileira, em seu artigo 5º:
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao
público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra
reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido
prévio aviso à autoridade competente;
Eles podem fazer isso?
Há ciência, há saber na fala do secretário Valter Nagelstein.
Essa lei é INCONSTITUCIONAL, queira o Nagelstein ou não.
Constituição Brasileira, artigo 5º:
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao
público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra
reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido
prévio aviso à autoridade competente;
Parece que o Sr.Secretário Valter Naglestein desconhece a história da cultura popular gaúcha, entre elas, a história de luta e desbravamento do artesão gaudério, representativos sulistas e de todos os demais artesãos do país (que somente no estado do RS são mais de 70000 cadastrados), e que Porto Alegre fez a história representativa do artesanato gaúcho por pensar exatamente no todo (e não é desta forma que está sendo pensado) e agir pelo todo e COM o todo…. Política às avessas… e a consulta as bases… vereadores, vocês questionaram a categoria artesanal gaúcha??? Ah!!! que falta faz o Programa Nacional do Desenvolvimento do Artesanato… As atitudes que vêm sendo tomadas por esta secretaria, têm sido ativadas por articulações políticas visando unicamente a Copa do Mundo… Ah, não, o piso quebrou…putz, vamos trabalhar e reconstruir ora bolas…E carros não estragam… A pia da sua casa não quebra? E o que você faz… A estrutura de piso do Largo foi pensada para suportar as estruturas de feiras que promovem a economia gaúcha (30% do PIB Nacional vem do ARTESÃO!!!!!!)
Marcos Josife de Medeiros Blauth
Carteira de Artesão FGTAS/RS: 65535
“A propósito, destes vereadores, dois ou três podem frequentar as feiras de cara limpa, outros dois ou três se intitulam “fundadores” (desmerecendo os verdadeiros articuladores das ações e mudando a própria história valoroza de grandes líderes) (na verdade, apenas assinaram os papéis autorizando as feiras, mas não as criaram, quem criou, foram os artesãos, artistas e antiquários, eles apenas cumpriram com a obrigação política de seguir a “voz do povo”), e a grande maioria desconhece a vida dos artesãos, como é ser artesão, portanto, não representam os artesãos (infelizmente), nem mesmo vão as feiras de artesanato, nem mesmo para “prestigiar” uma das formas milenares de cultura e avanço social e alimentar pré-histórico (se não me engano, Neolítico, polir pedras) e cultura popular (que contam a história de um povo, pelo povo, com o povo)… Uauuuu, brados de Revolução Francesa e Industrial Capitalista (toda a Rev.Francesa, com lucros para direcionados a poucos) ganhar com o esforço do outro sem a devida valorização por imposição de ações e restrição de espaços), (puxa, Marx estava certo, é auto-destrutivo) e outros, não quiseram se envolver nesta questão pra não criar atritos políticos…(ano político!!!???)……… Ah, e não é uma questão de ser esquerda ou direita na questão política, é apenas seguir a ordem natural evolucionista Drawinista (somente os mais fortes, ou os que detêm o poder)…”
Nota pessoal
Marcos Josife de Medeiros Blauth
Carteira de Artesão FGTAS/RS: 65535 (com ORGULHO de ser ARTESÃO GAÚCHO)
A Melissa matou a charada ali acima. A lei é inconstitucional.
Vale, mais uma vez, o elogio à vereadora Fernanda, atenta colaboradora do espaço público e dos movimentos sociais.
PELAMORRRRRR!!!!! ALGÉIM EXPLICA AÌ O Q Q O VALTER TA FAZENDO COM PORTO ALEGRE???? G-SUIS DO CÉU
LEMBREM-SE DE DAR A RESPOSTA NAS URNAS PESSOAL!!!!#FICADICA
Nesta semana aprovamos a lei geral das MPE’s, que somou-se ao Alvara Eletronico (desburocratizaçao) implementado neste ano, à linha itinerante do onibus da pequena empresa que leva formalizaçao aos pequenos empreendedores dos bairros de Poa. Tudo somou-se tb ao programa municipal de microcredito, que instituí na SMIC e que opera no 3 andar do Camelodromo. Desburocrtizaçao, preferencia nas compras publicas, parcelamento de debitos tributarios, apoio na gestao e credito! Se isso nao é apoiar a economia informar e o pequeno, entao nao sei o que é!? Alias, nunca antes na historia de nossa cidade se trabalhoh assim, sob todos os angulos. Fui convidado pela agencia do credito de Pernanbuco a ir mostrar como funciona a linha da pequena empresa e o Sebrae nacional deseja levar a ideia a todo o País! Isso fala por si!
Revitalizamos o Brique da Redençao e criamos a feira de artesanato na Tristeza, aos sabados e uma outra no Humaitá que opera junto a Feira Modelo. Estamos trabalando para ampliar essa experiencia e agragar às feiras de abastecimento, feiras de arteanato.
Há 2 salas para a economia solidaria nos altos do Mercado Publico e alem disso a cada mes, uma quinzena é do artesanato no quadrante de feiras do proprio Mercado. Tambem no Mercado há a loja da agricultura familiar, ligada ao MST. Nada disso foi reconhecido na materia objeto da “reportagem”.
O Largo continua sendo do povo de Porto Alegre, e quem critica creio que nao leu o texto da lei. Manifestaçoes culturais, artisticas, shows, tudo é possivel, só não queremos mais é o processo de montagem de grandes estruturas que entregava a Largo por seis meses do ano a eventos privados, desta ou daquela organização.
Reafirmo: o local de exposiçao e venda de artesanato apropriado no Centro Historico é o quadrante de feiras do Mercado, e a agenda de utilização daquele espaço é a administração do Mercado Publico que faz, buscando contemplar os diversos grupos que existem na cidade. A cidade é de todos!
Ah, esqueci, perguntem aos artesãos da praça da alfandega tb o tipo de relaçao que tem com este secretario. Pesquisem o projeto que estamos fazendo junto ao Monumeta para aquele segmento ali da praça.
Sobre o Mercado Publico: nem sala de residuos tinha lá! Hj há a sala de solidos e a de organicos, banheiros novos (e outros em refoma), decks, lixeiras novas, placas de sinalizaça interna, bicicletarios, novas divisorias dos restaurantes do terreo, novos resturantes abrindo e outros por abrir ( Parrilla em breve), feira de antiguidades, feira do vinil, feiras de artesanato, eventos comerciais, fumo zero, limpeza em dia. Só não enxerga quem não quer ver.
mas que absurdo. enquanto todas as cidades do mundo buscam criar espaços públicos para aumentar o sentimento de pertencimento da população e sua cidade este secretário na sua santa ignorância quer impedir as manifestações culturais. O estranho é que quanto ao estacionamento de automóveis – ma mesma área – não se faz nenhuma restrição.
Não tente dourar a pílula, prezado secretário. O fato é que, sob a SUA administração, a SMIC tornou-se única e exclusivamente um órgão de repressão ao comércio alternativo da nossa cidade.
Quando o sr., que adora arrotar bravatas contra a “extrema-esquerda” e posar de “perseguido”, tiver CORAGEM para lidar com as máfias comerciais de nossa cidade, tiver PEITO para lidar com os grandes, que, aparentemente, estão livres de ser “importunados” por vossa secretaria, aí sim passarei a respeitar a sua gestão a frente dela. Antes disso, o sr. continuará sendo, na minha opinião e na opinião de vários de meus queridos conterrâneos, alguém com uma visão limitada, tosca e tecnocrática de cidade.
Como saber a cotação da propina para construção de estacionamento subterrâneo para público “mais qualificado”?
Talvez lá na Smic eles saibam…
Meus maiores respeitos aos únicos vereadores-cidadãos Aldacir Oliboni, do PT, e de Fernanda Melchionna, do PSOL.
Oops, parece q a D. Laura não leu nada do que escrevi! Não sei a qual cidade do mundo ela se refere. Todas q eu conheço regulam a utilizaçao de seus espaços publicos Sinto-me as vezes pregando no deserto. Tudo o que eu falo certas pessoas insistem em distorcer! Repito, há profusao de espaços para comerciar artesanato. Qto a carros, há restriçoes sim!
Os artesãos estão “arrancando cabelos” devido a “tal revitalização”. Já postei em outros comentários disponíveis que “net” que “revitalizar” não passa por “bancas bonitinhas”. Passa pelo modo de pensar, trazer de volta seis princípios que originam uma feira: FAMÍLIA, ARTE, CULTURA, LAZER, ENTRETENIMENTO e VALORIZAÇÃO. ESTE é o primeiro passo. O segundo, é dar crédito a quem efetivamente fez e faz (normalmente não são políticos, são cidadãos). O terceiro, é tentar, de alguma forma, a comunicação direta com os artesãos nas feiras, sem a interferência das associações e/ou comissões. Porque não se comunicar diretamente com a Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (que é quem credita a Carteira de Artesão) e utilizar do Programa Gaúcho do Artesanato para buscar e melhorar ações (o programa de profisisonalização do artesão e micro-crédito já está disponível há mais de 5 anos pelo Governo do Estado)??? Para este caso, a Prefeitura deverá estreitar as relações sócio-político-econômicas com o Governo do Estado (e este não é um problema meu)… Somente assim saber-se-á os anseios e dificuldades reais dos artesãos. Quanto ao “Brique da Redenção”, vide site do “Jornal Fala Bom Fim”, “Espaço do Leitor”, para entender que a revitalização foi às avessas e que hoje, a população está desgostosa com o que foi feito. Quero deixar claro, não sou contra mudanças. Sou contra fazê-las arbitrariamente, na calada da noite. Sou extremamente favorável ao diálogo de portas abertas. Não faço parte de nenhum partido, nem associação, muito menos sindicato, mas apenas sei o que precisa ser feito, não me pergunte como, apenas sei. As mudanças cooperativas que a secretaria têm realizada estão longe de questionamento e são merecedoras de crédito. Buscamos sempre uma melhor forma de colocar nossas opiniões, levar nosso material, abrir meios de comunicação com a população. Com relação à integração artesanatoxfeiras-modelos, é somente o cumprimento de uma lei de 2004, nada demais… cumprimento de lei… obrigação do governante… Micro-crédito, isto é planejamento federal, vocês estão somente implantando…Segundo a Presidenta Dilma, cabe às Prefeituras a implantação de pequenas partes do processo do todo… Agora, dizer que o “piso” está sendo pejudicado… tirem todos os transeuntes da cidade!!!! Pelo Amor de Deus, justificativa indevida. Se não me engano o prédio do Guaspary vai virar hotel… isto é economia… O Chalé da Praça XV foi lindamente revitalizado e o Mercado Público, explendidamente “reciclado”… isto é economia… mas quem os frequenta??? Que eu saiba, historicamente falando, é o povão (e isto não se vê hoje, aja visto que depois das 18:00h espaço do “piso” do Glênio Peres liberado para estacionamento (carros sujam o piso, respingam óleo, peso extra no carro = afundamento do piso, etc…), então tirem os carros de lá. Se não me engano, o Largo Glênio Peres é um “calçadão de acesso público” e não “privatizado” (estacionamento gratuito em calçadão = privatização espaço público – quem tem carro???). E a Praça da Alfândega… ahhhh, este é um processo histórico que inicia na Ladeira no final dos anos 70. Há anos está incorporado na cidade. Tentaram retirar os artesãos de lá, alguns saíram, e os remanescentes, ahhh, estes são fortes e lutadores, este é o espírito do artesão. A REINTEGRAÇÃO do artesão na Praça da Alfândega é uma questão histórica… então, deixe-os lá trabalhando honestamente, auxiliando a população, integrados à Praça. Nada demais… isto é bom…
Feira de Artesanato da Tristeza e Humaitá… há anos os artesãos estão lá… pedindo o espaço… a feira já estava criada antes da Secretaria chegar lá… só faltava a “assinatura”…
Largo da EPATUR… é um bom local, desde que amplamente divulgado… A Prefeitura de Porto Alegre fará a divulgação em massa de Feiras como a Feira do Dia do Artesão (dia 19 de março, data consolidada no Calendário Oficial Brasileiro), a Feira do Dia das Mães da Economia Solidária, a Feira de Natal da Economia Solidária, e a Feira Estadual do Artesanato, e da ARTESUL…??? Gostaríamos de manter a utilização do espaço Largo Glênio Peres, por não ser necessário o processo de divulgação (baixo custo ao artesão), mas nesta última, a Prefeitura não nos cedeu a iluminação (os artesãos tiveram que alugar um gerador). Não estamos falando em não pagar a iluminação, estamos falando no simples ato de “brecar” a utilização do espaço por restrição de iluminação… Novamente, política às avessas… É digno de glória termos tantos artesãos disputando espaço, isto é economia… e como diz Milton Nascimento, “o artista deve ir aonde o povo está”… Este é o nosso trabalho, estar com o povo, porque produzimos para o povo, junto com o povo…O trabalho artesanal é reconhecido mundialmente como processo de geração de renda e “levante informal”…Muitos artesãos saem da informalidade depois de alguns anos de trabalho, abrem empresa, geração de emprego e renda… cada artesão pode ter um ou dois auxiliares que “ganham” salário…Não questiono com relação à Constitucionalidade do ato em questão, este não é meu desejo… questiono até onde se quer ir??? O que se quer??? Melhorar o processo que já vem há anos, está funcionando, a população gosta, ou colocar o seu jeito???
o terreno ta sendo preparado pro “publico mais qualificado” tomar os melhores espaços da cidade, que são de todos, mas deusulivre eles terem q conviver com a nova classe C…..
Preservar o pavimento?? Sério?
Cara por que o Sr. Fortunati e o Sr. Nagelstein não encaminham, a gloriosa Câmara de Vereadores, um projeto de lei que proíba a circulação de veículos e de pessoas nas principais avenidas da capital? Tal projeto poderia também permitir que apenas helicópteros, jatos e propulsores individuais à jato (como aquele que utilizaram uma vez na Sapucaí, lembram?), circulassem nestas avenidas. O objetivo preservar o pavimento.
Que todos artesãos e todas artesãs, todo cidadão que se sente afetado por essas medidas repressivas da SMIC compareça ao Largo Vivo pela retomada dos espaços públicos!
Com uma mão eles cedem o espaço à Coca-cola (que quase nada fez pelo Largo) e aos carros que soltam as pedras do calçamento que não foi projetado para suportá-los, enquanto com a outra mão restringem o uso público e legítimo!
E se as feiras forem com estruturas de bancas modestas??? Isto foi pensado??? A Prefeitura auxiliaria com iluminação e segurança??? Por isto a estrutura… iluminação, segurança, ao público e ao artesão (que pode deixar o material durante o período das feiras, à noite, após um dia inteiro, por vezes, mais de 12h à disposição da população, que não precisará desmontar, guardar material, para montar novamente no outro dia)… Pode-se dizer… comodidade, ou praticidade??? Agora, acredito que se o espaço for concedido, sem estrutura, não há problema, nós, artesãos, utilizaremos da melhor maneira possível e faremos Feiras de Artesanato lindíssimas, como Porto Alegre gosta, com atendimento à população, presteza, cuidados na produção, responsabilidade e carinho e ainda, com geração de trabalho e renda (não é isto que Porto Alegre quer???)….
Deveria ser motivo de orgulho temos tantos artesãos em Porto Alegre e do Estado que gostariam e gostam de vir prestigiar a população e de ser prestigiados por sua arte… Pelo que estou entendendo, a questão não é a estrutura, são as feiras… os artesãos… que é isso??? Lutando contra a economia mundial, contra a arte e cultura popular histórica de todos os povos??? A retórica é a mesma, Marx estava certo, o Capitalismo é auto-destrutivo, contra as bases… Meu Deus, que coisa!!!!!!! E não é esquerda ou direita… é a favor do povo… a favor das bases… que efetivamente criam, geram, constroem o País…
A propósito, os Senhores já prestigiaram a 26ª Feira de Natal do Bom Fim, que voltou a Calendário Oficial de Eventos de Porto Alegre, graças ao trabalho explêndido de um outro grupo de ARTESÃOS… na Av.José Bonifácio, das 17:00 às 22:00h, de 19 à 23 de dezembro…
Conversem com os artesãos, questionem o que é ser artesão, qual é a vida do artesão, suas lutas, seus anseios, suas dificuldades e, observem o brilho nos olhos de quem cria, a exclusividade, o primor e o carinho ao produzir uma peça artesanal única e exclusiva… Somente para pessoas especiais…..
Uma correção à reportagem: como bom oligarca que é, o secretário não disse que “a existência de um estacionamento subterrâneo no Largo Glênio Peres traria ‘um público mais qualificado’ ao Mercado Público”. Ele se referia ao estacionamento no próprio largo.
Secretário: O prejuízo ao piso do largo é um problema, como alegou a prefeitura? Ou mentiu? O estacionamento de carros prejudica o piso? Ou vai mentir que não? Qual mentira o senhor vai escolher para justificar intenções escusas e visão de mundo curta? O senhor prega no deserto, sim, porque escolheu não falar às pessoas, muito menos escutá-las. Sinceramente, distorcer suas palavras seria uma perda de tempo. Valter Nagesltein é a oligarquia mimada no poder (e que mimos!).
[...] A reportagem pode ser lida clicando aqui. [...]
O Prefeito Fortunati e a Câmara Municipal estão de parabéns em restringrir ao máximo a ocupação do Largo Glênio Peres que até então era privatizado e usado para atividades q fugiam do objetivo para o qual foi criado: eventos culturais, artísticos, manifestações populares. Espaço para pedestres, capaz de permitir a vizualização das suas belas edificações como ocorre nos países onde a cultura tem grande destaque. Venho defendendo que essa área seja totalmente revitalizada e tombada. É o coração de nossa querida Porto Alegre.
Pois é, concordo com o secretário Nagelstein. Depois de todo o esforço arrumando o Largo, reformando o Chalé da Praça XV… Dá pena de desarrumar tudo. Sei bem como é. Ontem mesmo, arrumei a cama do meu quarto tão bem, com tanto cuidado, que fiquei com pena de deitar nela e dormi no chão.
Esse Valter é o secretário mesmo ou alguém está postando em nome dele para sacaneá-lo?
Caso seja o secretário, bah, Porto Alegre está correndo sérios riscos.
Ego + trollagem + desconsideração de demandas + damos tudo pra essa gentalha e eles não nos reconhecem = nulidade administrativa + autoritarismo.
Sério. É o secretário. Quando um político é uma paródia de si mesmo, o que sobra? “Pregando no deserto”. Eu mereço. Ok. Eu desisto.
É pior que ditadura… O zé povinho que se manifeste em casa…
Caro, Samir, muito boa sua reportagem. O único detalhe que, ao meu ver, ficou faltando foi perguntar ao secretário Nagelstein quem foi o engenheiro que falou pra ele que evitar as feiras, os eventos públicos e manter os carros é a opção menos danosa…
Se o problema é a realização de eventos privados e grandes estruturas no Largo, é disso que a lei deveria tratar. O problema é que a lei funciona de trás para frente, e ao invés de vedar a realização dos eventos problemáticos, ela proibe a realização de todo e qualquer tipo de evento, liberando apenas aqueles especificamente citados.
Se o Nagelstein acredita que isso reflete a intenção expressa no seu comentário, então ele é quem não leu o texto da lei. E se ele leu e não vê problema numa lei que limita o uso de uma praça pública redigida de forma tão vaga, então temos um problema maior ainda.
“Parabéns aos Cidadãos e Cidadãs Porto alegrenses, povo culto e atento a tudo o que acontece em nossa cidade, que não deixa nada passar em branco.
De inicio agradeço em nome dos Artesãos do RS a todos e a todas as manifestações de apoio a essa nobre causa. “A ATIVIDADE ARTESANAL”
Os Artesãos do RS sempre foram protagonistas na forma de organização social, tanto quanto nas ações políticas e das construções de projetos que serviram de modelo a outros estados do Brasil e Países da America latina;
Estamos preparados, qualificados e reconhecidos pela opinião publica! Caso contrario estaríamos vivendo de outra forma e/ou de outra atividade. Estamos organizados através de associações, cooperativas, Sindicato e somos cadastrados junto ao Governo do Estado.
Somos mais de 74.000 no RS e mais de 9.000.000 no Brasil, sendo 80% mulheres.
Não perceber a importância deste movimento é no mínimo um equivoco.
O Rio Grande do Sul é o único Estado do Brasil que tem uma Lei estadual Nº. 13.516 de reconhecimento de nossa atividade profissional e que também conceitua os trabalhadores artesãos e artesãs de forma digna.
Todos os eventos que participamos são previamente projetados e discutidos nos devidos setores públicos, não temos o costume de ocupar o que não é de direito.
O artesão tem apenas um dia por semana para comercializar seus produtos, quer seja no sábado ou no domingo na Av. José Bonifácio, conhecido como BRIQUE da REDENÇÃO.
Hora vejam! Quem consegue sobreviver desta maneira que optamos, trabalhando uma semana inteira em nossas oficinas e ter apenas um dia para comercializar…Isso quando não chove nos períodos de inverno…. dois fins de semana seguidos! Alguém tem idéia da situação que passa esses profissionais neste período?
Os Artesãos criaram uma nova maneira de viver, um desafio de provar que é do modo de pensar e produzir bens de uso ou de consumo, agregando a iconografia regional, valores estéticos e culturais aos produtos artesanais. Acreditamos ser desta forma que iremos resolver as questões relacionadas aos postos de trabalho, hoje tão escassas.
Desempenhamos inclusive o papel de inserção social das comunidades menos assistidas no repasse de nossos saberes e das técnicas tradicionais, dando chance a outras pessoas de poder levar uma vida mais digna. Imagine Senhores e Senhoras que oportunidade tem as pessoas das comunidades de cursar uma escola técnica ou pagar algum curso profissionalizante!
Através de nossas organizações elaboramos projetos e buscamos recursos capazes de pagar os profissionais artesãos para darem cursos sem custos nas comunidades e ainda absorvemos os em nossos espaços de trabalho.
Enquanto isso, alguém tem a convicção de estar colaborando com a cidade fazendo a limpeza dos espaços públicos, num ato de impedir a realização do trabalho qualificado, da geração de renda, do fomento ao turismo e das manifestações culturais!
ONDE VAMOS PARAR ? QUANDO VAMOS PARAR?
UM FELIZ NATAL A TODOS E A TODAS
UM GRANDE ABRAÇO, Sérgio de Freitas Silva
Sr. Adriano: que ciência e que saber há nas palavras do Secretário? Por favor! Só atitudes deploráveis por parte deste senhor… Leia o depoimento de Marcos Blauth, contraponto às bobagens até agora produzidas nos gabinetes da SMIC. Porto Alegre pra almofadinhas, selecionados, gente fina… Movimentos populares fora! Chega desta gente fedorenta circulando onde só as elites deveriam colocar seus mimosos pés!
E Dona Licia Peres: que decepção! Sempre a respeitei, apesar do seu partido. Mas agora… E não é preciso ir “a paises onde a cultura tem grande destaque” em suas palavras para aprender a administrar. Basta conhecer a população da cidade de POA: pressupõe aplicar a democracia e não criar atos danosos e insconstitucionais desta infame administração fortunati!
Sra. Fátima: trata-se de uma evidente ironia. “Há ciência, há saber” é a expressão utilizada pelos dois protagonistas — inteiramente idiotas — de Bouvard e Pécuchet, livro de Flaubert.
Grata pela lição, Adriano! Realmente, eu não havia entendido tua ironia.
E estou considerando uma ótima dica de leitura!
Tem que dar um jeito mesmo. O Largo é um ajuntamento de vagabundos e descocupados. Vendendo poções mágicas picaretas, sub-atletas pulando dentro de aros de bicicleta, punguistas, ladrões, trambiqueiros e prostitutas. E a praça da alfâandega e entorno, com tanto dinheiro gasto, daqui pouco vira a mesma porcaria. O Centro é um lixo.
Agora, o que não está certo é não permitir feiras de artesãos ou produtores rurais….Gente que trabalha e não fica vivendo de trambiques e chinelagem.
Fátima, me achei muito pedante explicando… É que ninguém que conheço diz ou escreve “Há ciência, há saber”. Achei que estava na cara a ironia. Um beijo. (Ah, não perca tempo com B & P, é um livro apenas engraçado, M. Bovary é muito melhor!)
valter nagelstein representa a escória do política.. essas coisas q só acontecem em republiqueta.. porto alegre se emociona ao falar q é a capital cultural e intelectual … então q se represente isso no legislativo da capital… a câmara de vereadores é um circo de horrores, salvo poucas exceções… valter nagelstein é a escória da política… um déspota… espero q nunca passe de um secretáriozinho sem expressão política alguma…
Gracias mais uma vez pela dica, Adriano! Beijo!
A Melchiona apareceu na foto de banho tomado. Tá valendo.
O amor que o Sr. Denis tem por Porto Alegre me deixou profundamente tocado. Incrível saber que existem cidadãos com um sentimento tão forte.
Fugindo um pouco do assunto, mas tendo 100% a ver com a questão da Feiras de Artesanato de Porto Alegre, a 26ª Feira de Natal do Bom Fim foi um grandioso sucesso tal qual o ano anterior, levando em consideração que é um evento que havia sido retirado do Calendário Oficial de Eventos da SMIC e da Prefeitura de Porto Alegre. Graças ao trabalho dos artesãos, de Renato Borba, Mario Pirata, Sandra Santos, Alexandre Brito, Ricardo Silvestrin, Gilberto Wallace Battilana , Pedro Marodin, Marcos Ungaretti, Calico (e me perdoem se me falha a memória, mas não menos especiais e importantes colaboradores) que ano ano passado fizeram um esforço sobre-humano para auxiliar a devolver este presente dos artesãos à população no ano passado, fazendo com que este ano o evento entrasse no Calendário de Eventos da SMIC (e assim esperamos que continue e não mais retirado). Conseguimos, graças ao esforço e paciência do Gilberto D’Avila , que praticamente sozinho carregou a Feira nas costas, organizar e fazer uma feira digna de méritos, organizada, tranquila, com clima de paz e integração (até Papail Noel dos artesãos tivemos!!!!! – e isto há anos não se via nesta feira e já é o segundo ano) sem luxo mas com muito requinte e qualidade de artesãos e seus produtos exclusivos e especiais. Estiveram lá presentes artesãos de Porto Alegre, Pelotas, Esteio, Novo Hamburgo. Este ano, pedimos ao Papai Noel que olhe por nós, artesãos, e que nos auxilie para que no próximo ano tenhamos o apoio instituicional da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), entidade verdadeiramente representativa dos artesãos no Estado do Rio Grande do Sul no sentido da REAL VALORIZAÇÃO DO ARTESANATO GAÚCHO (o que nos faltou muito pouco este ano). Também pedimos ao bom velhinho que nos auxilie neste processo de integração e união entre os artesãos e as feiras para que a FEIRA DO ARTESANATO DO BOM FIM possa voltar a ser exemplo de consolidação, qualidade, simplicidade, dignidade, honra e orgulho em ser ARTESÃO GAÚCHO, não pelo vender, vender, vender, mas pelo estar unido e integrado. Sim, uma verdadeira FAMÍLIA, digna de honras, glórias e méritos, principalmente, devolvendo seu nome às bancas.
Faço das palavras do secretário Walter, não só as minhas mas de todos os integrantes do grupo ART IN POA.
Apenas para conhecimento:
LEI N° 9.667, de 27 de dezembro de 2004.
Institui, no Município de Porto Alegre, a Semana Municipal do Artesanato e dá outras providências.
Para ninguém dizer que sou unilateral:
DECRETO Nº 13.235, de 24 de maio de 2001.
Autoriza o uso de área de 240m² do Quadrante IV do Mercado Público Central para realização de “Feira de Artesanato”.
26ª Feira de Natal do Bom Fim… a Feira em si foi um sucesso, contamos com artesãos de Porto Alegre, Esteio, Novo Hamburgo e Pelotas QUE FORAM PRONTAMENTE PRESTIGIADOS PELA COMUNIDADE. Estamos, gradativamente, formando um grupo coeso e coerente na forma de trabalho, impulsionado pelo AMOR que temos ao Bairro Bom Fim, à população e aos artesaõs… Agradecemos à todos os especiais colaboradores, amigos, colegas, artistas que nos auxiliaram, desde o Natal passado a formar este grupo. Nos faltou um pouco, este ano, mais união de grupo com relação a algumas ações que sim, retornariam mais aos artesãos, mas somos pacientes… Talvez o grupo não estivesse pronto ainda para receber um evento de porte…Talvez…talvez…talvez… fizemos o MELHOR que podíamos fazer de acordo com as limitações impostas pelas características do evento… E tenho certeza que faríamos mais, se assim pudéssemos… Até Papai Noel tivemos… (alguns artesãos pediram balas ao Papai Noel que responde: “as balas estão nos doces do céu”). Mas lembro que, um evento que estima estar entre os principais eventos turísticos de Porto Alegre, com o apoio das Secretarias de Comércio, Cultura e Turismo, precisa inicialmente estruturar a coesão, participação, integração e união de todos os colaboradores, o que se fez mais presente este ano, já que conseguimos até mesmo ser noticiados em dois jornais de importante circulação nas comunidades próximas… É nosso anseio os artesãos voltarem a ter ORGULHO DE SEREM ARTESÃOS GAÚCHOS, participantes e integrantes da FEIRA DE ARTESANATO DO BOM FIM… E, para isto, muita humildade, dignidade, carinho e estima pela população que nos abraça… Obrigado Bairro Bom Fim… Obrigado moradores das imediações que nos prestigiam durante o ano inteiro e que estão acreditando neste novo grupo que está em formação há um ano…Não pelo vender, vender, vender, mas por acreditar em Papai Noel… (pedimos ao Papail Noel que nos auxilie a devolver o nome original das feiras às bancas para que o artesão tenha orgulho de si mesmo) e no REAL SENTIDO DO NATAL… União, integração, paz, tranquilidade, agradecimento, família, arte, cultura, lazer, entretenimento e valorização do trabalho, que bem feito ou não, foi feito por e com amor à cidade, ao bairro, aos artesãos e à população… Obrigado à todos…Acredito que, na próxima, estaremos prontos a presentear melhor a cidade… Somente com o apoio da população e das esferas municipal e estadual do governo (SMIC/POA, Sec.Cultura/POA, FGTAS/RS, Sec.Turismo/RS)… É mais que o suficiente para que se faça a REAL VALORIZAÇÃO DO ARTESANATO GAÚCHO… Obrigado e que todos tenham um FELIZ E PRÓSPERO ANO NOVO… E que a chama não se apague…


o que mais o secretário da smic vai acabar em porto alegre? e onde está o prefeito que não freia esse sujeito?