Política
Militar apontado como torturador quer impedir Comissão da Verdade

"Querem nossas cabeças de bandeja. Vou enfrentar. Que verdade é essa que vai ouvir um lado só? Quem matou civis inocentes foram esses terroristas" | Foto: Reprodução
Da Redação
Apontado em listas de vítimas da ditadura como um torturador daquele período, o coronel reformado Pedro Ivo Moézia de Lima ingressou com uma ação popular na Justiça Federal de Brasília para impedir a criação da Comissão da Verdade, legislação já sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em novembro. O coronel Moézia, que integrava o núcleo de oficiais do comando do Doi-Codi de São Paulo no início dos anos 1970, é o primeiro a ingressar com uma ação judicial com o intuito de impedir a criação do grupo, que terá o poder de investigar casos de violação de direitos humanos ocorridos durante a ditadura, mas não de criminalizar os casos de tortura, morte e desaparecimento de vítimas. Moézia está tentando articular uma rede, com ações semelhantes em todos os estados do Brasil.
O militar alega na ação que a Comissão da Verdade é inconstitucional e que só visa a satisfazer um lado, o da esquerda. Ele também qualificou a instalação da comissão como um ato de “revanchismo”. “Querem nossas cabeças de bandeja. Vou enfrentar. Sou a primeira voz que se levanta contra esse abuso. Que verdade é essa que vai ouvir um lado só? Não entendo essa fúria contra nós. Quem matou civis inocentes foram esses terroristas” disse em entrevista ao O Globo, em sua residência, em Brasília. Durante a entrevista, Moézia chegou a ligar para o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o Doi-Codi naqueles anos.
O militar aproveitou para criticar o atual Comando do Exército, que, para ele, não defende os militares daquela época e não se opõe à Comissão da Verdade. “O que fizemos foi cumprir ordens. Não agimos ao nosso bel prazer. Eram estouro de aparelhos, prisão, tiroteios. Não ia para essas ações chupando sorvete. Tínhamos medo, tensão, via gente ferida, chorando, sofrendo do nosso lado. Participei de tiroteios. Se atirei? Sim. Acertei alguém? Sim. Morreu? É possível que sim. Mas era um confronto”, completou o coronel. Em mensagem enviada a outros militares, por e-mail, Moézia foi mais contundente: “O Exército está abandonando seus companheiros no front. Um Exército de homens covardes, de comandantes frouxos”.
Quando capitão, Moézia participou de mais de cem ações contra opositores do regime: estouros de aparelhos, prisões, perseguições e tiroteios. O coronel, de 73 anos, foi do 4º Regimento de Infantaria entre 1965 a 1973. Ele nega que tenha torturado alguém, mas conta que participou de “interrogatórios duros”. “A tortura não existiu. Existia rigores de entrevista. Rigores no interrogatório. Nunca toquei a mão em ninguém. O Ustra (coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o Doi-Codi) também não”, falou.
Com informações da Agência O Globo
Comentários (11)
» Deixe seu comentárioTranquilizem o coronel. Se ele não torturou, não tem razão para se preocupar…
Só em saber que esse torturador covarde não dorme à noite já é um alento.
TEM QUE DENUNCIAR MESMO, ESTE CORONEL AGORA TEM MEDO, INFELIZMENTE ESTA DITARTURA FEZ UM BRASIL DE TORTURADOS.
POA RS
Não esperem muita coisa desses juízes que julgam esses casos envolvendo os milicos.
Principalmente se eles estiverem no time dos que já receberam as medalhas ou os diplomas que os militares tem sistematicamente oferecido aos membros do Poder Judiciário e às demais autoridades detentoras de competência ou influência que possibilitem interferir em assuntos que são de interesse das Forças Armadas.
Somente uma intensa pressão da opinião pública, apoiada pelos órgãos de imprensa realmente comprometidos com a verdade, que exponha essa situação constrangedora de bajulação interesseira que os militares adotaram, é que os fatos serão devidamente considerados pelo que realmente representam e não mais por afinidades ideológicas ou por influências de grupos interessados em obter vantagens junto aos juízes.
Faça uma solicitação ao comando do exército requerendo uma relação nominal contendo todos os membros do poder judiciário que já foram “agraciados” com essas condecorações oferecidas pelos militares só para você ter uma idéia da dimensão que já foi alcançada por essa política de bajulação interesseira.
Será que esses juízes realmente não se dão conta de qual é a verdadeira intenção dos militares ao procurarem essa atitude de aproximação dissimulada?
Gostaria muito de saber a reação desse energúmeno se alguém da sua família sofresse um desses “interrogatórios duros”.
Esse merda devia morrer a pauladas pela população. Cinico!!!! Se não houve tortura houve o que então????? Pau de arara, choque e tudo mais que esses monstos aplicavam nos que não concordavam com suas cabeças de merda, sofreram o que então? Bota esse velho cagão no pau de arara pra ver se isso pode ser chamado de “interrogatório duro”.
Eu tenho é vontade de vomitar quando leio a opinião sobre esses doentes!!!!! Queria que o Brasil acordasse e mandasse pra PQP essa porra de lei da anistia! Morte aos monstros da ditadura!
Eu apoio inteiramente o coronel.
ditadura é agora onde estes elementos que serviam a cuba , china e urss buscavam eles sim implantar uma ditadura. Ou entao me explique, como cuba de fidel iria treinar efinanciar democratas em luta contra ditaduras. SO TONTO OU MAL INTENSIONADOP PARA FICAR SE APROVEITANDO DA TONTICE DO POVO PARA PREGAR ISTO. ou ainda visando uma boquinha no governo , como os pimenteir , os delubios, os dirceus, lobista de multinacional, com apartamento em manhattan.
Assim prezados missivistas
deixem de tentar enganar o povo
deem a eles escolas e deixe-os decidir
pois ate o marighella tombou de arma na mao
..E VANMSO LER O CARINHOSO “MINI MANUAL DE GUERRILHA URBANNO ‘ DE AUTORIA DESTE INJUSTIÇADO MORTO PELOS FEROZESMILITARES., ESTES SIM TREINADOS NO BRASIL
Uma coisa que compreendi, e que essa gente não parece ter compreendido até hoje, é que
nenhum ódio que tivéssemos ao regime autoritário brasileiro, por mais legítimo que fosse, poderia jamais justificar a cumplicidade da nossa geração de jornalistas com as ditaduras genocidas da
URSS, da China, da Hungria, da Alemanha Oriental, do Vietnã, do Camboja, da Coreia ou de
Cuba. E não se trata apenas de comparar, em abstrato, ditaduras com ditaduras. Vários desses
governos davam orientação, ajuda e treinamento aos terroristas brasileiros, tornando-se portanto personagens ativos do drama nacional.
Já era a hora de reagir contra esta absurda comissao. Como se pode, em um estado democrático de direito, convocar a depor se nao em caso de acusação jurídica?
Abaixo os ditadores do PT,
FDP covarde de merda!
Ainda tem a audácia de dizer que não fez!!!!!
Tu vai pagar pelos teus crimes… e vai ser antes de morrer!!!!