Política
Às vésperas de votação de impeachment, ex-prefeito de Gravataí deixa o PT
Felipe Prestes
O ex-prefeito de Gravataí Sérgio Stasinski anunciou nesta sexta-feira (7) sua saída do PT, enquanto o diretório municipal do partido divulga sua expulsão. O racha entre petistas no município está ligado ao processo de cassação da prefeita Rita Sanco, também do PT. Dois vereadores que foram expulsos recentemente do partido se mostram favoráveis ao impeachment. O relatório do processo contra a prefeita deve ser votado na próxima quinta.
De autoria do vereador Acimar Silva (PMDB), o relatório deve pedir a cassação. Com o voto dos ex-petistas, a projeção é de que dez dos 14 vereadores votem pela cassação, o suficiente para que isto ocorra. Mas articulações estaduais podem impedir que isto ocorra, demovendo vereadores do PTB e do PSB, partidos aliados do governo Tarso, a votarem pelo impeachment.
Foram feitas uma série de denúncias sobre decisões administrativas, como a impressão de material de publicidade para divulgação de um curso sem garantias de que ele ocorreria. Mas a principal denúncia é a de que o procurador-geral do município, Ataídes Lemos da Costa, atuava como sócio da filha da prefeita, Raquel Sanco Lima, na advocacia. O PT alega que desde que assumiu como procurador Ataídes não advogou mais.
As denúncias foram feitas pelo Partido Verde, antigo aliado do governo, para onde o vereador Marcio Souza migrou depois de ser expulso do PT. O PV já contava com um vereador no município, Ricardo Canabarro. A base de Sanco também perdera anteriormente o vereador Cau Dias, expulso em 2009 pelo PT, que foi pra o PSB. O ex-prefeito Sérgio Stasinski afirma que isto é um sinal da soberba e do isolamento do PT em Gravataí. “A coligação que elegeu a prefeita tinha sete vereadores dos 14 vereadores do município. Dez vereadores aprovaram a abertura de investigação. Isso mostra ou a gravidade das denúncias, ou o isolamento a que o partido está chegando na cidade, a soberba”, diz. “Dois vereadores e outras lideranças, como conselheiros tutelares, já deixaram o partido”, completa.
Stasinski afirma que seu grupo político em Gravataí – ele faz parte do campo Construindo um Novo Brasil (CNB) – ficou sem nenhuma participação na administração de Rita Sanco, mesmo sendo do mais partido. E sem nenhum espaço no diretório municipal, mesmo sendo a segunda força da sigla na cidade.
O deputado estadual Daniel Bordignon rebate a tese do isolamento afirmando que o partido tem 8,5 mil filiados em Gravataí e está filiando mais 600 pessoas. Ele ressalta também que a coligação da prefeita Rita Sanco tem seis partidos – além do PT, tem PDT, PC do B, PRB, PTC e PSC. Para Bordignon, quem vive isolamento é Stasinski. “Ele saiu sozinho do partido, ninguém saiu com ele. Ele teve 4 mil votos para deputado estadual no ano passado, mesmo sendo prefeito até 2008. Eu fui prefeito há oito anos e tive 35 mil”.
Briga inclui candidatura de 2008, expulsão e fotografia
Segundo Stasinski, o descontentamento teve início em 2008, nas eleições municipais. Ele afirma que abriu mão de sua candidatura à reeleição em prol de Daniel Bordignon, que acabou decidindo não concorrer porque havia uma decisão monocrática do TSE indicando a perda de seus direitos políticos a uma semana da eleição (o pleno do TSE acabaria decidindo em favor de Bordignon depois). Stasinski entendeu naquele momento que deveria ser o candidato, mas a então vice-prefeita Rita Sanco também quis concorrer. Por 6 a 5, a Executiva decidiu pela candidatura de Sanco. “O partido não quis ele como candidato. Ele conduziu uma política de destruição da prefeitura”, acusa Bordignon.
O deputado estadual vai mais além e diz que Stasinski foi o principal instigador do processo de cassação de Rita Sanco. Já o ex-prefeito defende o aliado, vereador Márcio Souza, expulso do PT por ser a favor do inquérito. “Dez vereadores votaram pela abertura do processo de investigação. Até que se vote o relatório final não se pode dizer quem é contra ou a favor do impeachment”, afirma.
A relação entre Marcio Souza e Sérgio Stasinski ainda renderia mais pano para manga. Há cerca de 20 dias os dois foram fotografados no restaurante de um hotel junto ao deputado estadual Marco Alba (PMDB), que deve ser o principal concorrente de Bordignon à prefeitura. A partir disto, o diretório municipal do partido aprovou sua expulsão. “Fui encontrar um vereador que é meu amigo e havia lideranças de outros partidos no local. Por uma foto disto, me expulsaram do partido”, reclama Stasinski.
Ele ressalta também que como membro da Executiva estadual do PT não pode ser expulso, de fato, pelo diretório municipal, apenas pelo estadual. “Não poderiam me expulsar, na verdade, pois sou da Executiva estadual e não houve nenhum desmentido. Ao contrário, estão distribuindo material na cidade dizendo que fui expulso”, afirma. Para Stasinski, estas atitudes foram a gota d’água para sua permanência no partido. “Não tenho divergências nem com o governo Dilma, nem com o governo Tarso”, ressalta.
Daniel Bordignon admite que Stasinski foi expulso apenas pelo diretório municipal, não sendo, portanto, efetivamente excluído do partido. Mas ressalta que a Executiva estadual encaminhou, por unanimidade, Stasinki à comissão de ética, além de já ter expulsado Márcio Souza. “Ele (Stasinski) foi expulso pelo diretório municipal e seria expulso pelo estadual e pelo nacional, não tenho dúvidas. Não tem espaço para gente como ele, que descumpriu todas as decisões do partido”, afirma.
Até o início da tarde desta sexta-feira, Stasinski ainda avaliava convites de vários partidos. Para ser elegível em 2012 ele precisa se filiar até esta sexta a uma nova sigla. O ex-prefeito pensa que seria difícil ter espaço para concorrer à prefeitura em outra sigla e que não se empolga com a ideia de concorrer a vereador, embora não a descarte. “Pode ser que eu não me filie hoje, só para 2014”, diz.
Comentários (7)
» Deixe seu comentárioIsolamento, sempre entendi que o StasinskI estava em rota de colisão com as diretrizes do partido. Por isso ele. na surdina conspirava contra a Rita. O Márcio nunca foi um dirigente confiável. O resultado está aí. Um expulso (ja vai tarde) e o outro se não sair, vão sair ele.
É uma pena quando as questões pessoais estão acima das questões partidárias e ideológicas, e que as correntes internas pessam mais do que o partido.O PT de Gravataí fez excelentes Governos, Bordignon, Stasinski e Rita Sanco. Fico muito triste com essas brigas, e o pessoal do diretório quer expulsar todo mundo, isso é Stalinismo, porque existe comissão de ética?e os que foram expulsos não se admite fletar com a oposição.Temos que ter IDEOLOGIA, porque a oposição somente quer tirar o PT, porque não tem um projeto melhor que o do PT. O Município mudou muito com as administrações petistas. Quem não quer ver, é negar a história.Espero que os vereadores tenham consciencia e mantenham a Prefeita no cargo, que foi eleita democraticamente, deixe as disputas para o ano que vem. E o deputado Marco Alba(PMDB) deve se preocupar em explicar o seu envolvimento a operação Solidariedade do MP.E vão trabalhar.
o tal daniel acha que ele e o coronel de gravatai < ele vai ver o enfraquecimento do pt agora com a saida da prefeita que tem o marido contrutor de predios com problemas de abts , e mesmo assim todos nliberados , e a troca troca dos petistas para arrumar cargos nos outros partidos vai ser grande ! aguardem que verão.
Por que não esperem pelas URNAS no ano que vem? sabem que lá não vão conseguir derrubar o PT, só com comentários maldosos, irregularidades de mandatos de 20 anos atrás, furos dos outros conseguiram colocar nas costas da Rita, mas verão como ficará após sua saída. – E que vem Daniel na próxima eleição, para comprovar que outros partidos que já estiverão lá e sim dá-lê roubalheira, lá atrás que dava muito ao povo, “preciso de um rancho, toma uma cartinha e vai lá naquele mercado e pega que a prefeitura acerta” “preciso de telhas e tábuas, pega e vai naquela madeireira que a prefeitura acerta” “preciso de remédios, vai naquela farmácia que a prefeitura acerta” e isso deu em que? – mercados, madeireira e farmácias de nomes falidas, fechadas, patrimônios desmoronaram, pois achavam que isso era administração, e agora que temos que batalhar para conseguirmos, ir em reuniões deixar nossos lares para termos uma escola melhor, asfalto em nossas ruas, praças para nossos filhos, e ser visto como prioridade nas comunidades e depois vermos em placas o valor gasto na obra, o início e o fim dela é ruim, isso é errado um prefeito fazer, o bom é distribuir e não conquistar.
A RITA NÃO PASSAVA DE 1 LARANJA. SE PRESTOU A ESTE PAPEL RIDÍCULO. LARANJA A GENTE ESPREME, BEBE O SUCO E GOSPE FORA O BAGAÇO!
estou ouvindo pelas ruas da cidade,que rita sanco foi cassada por dez pessoas,estas dez pessoas por acaso foram eleitas eleitas pelo povo democraticamente,estou certo disso.porque no momento que eu estou votando eu estou passando uma procuração para o eleito decidir o que for melhor pela cidade.se eu estiver errado para que serve o vereador ,senão para conduzir para o caminho certo e ate decidir o afastamento da prefeita,isto é DEMOCRACIA.ESPERO QUE ME ENTENDA POIS LUTEI PELA DEMOCRACIA TAMBÉM.


Parafraseando aquele misógino da rede Band, ‘Uma vergonha’!