Geral

Soldado estuprado no quartel em Santa Maria: ‘Farda nunca mais’

Soldado DPK observa a entrada do quartel onde foi atacado

Renan Antunes de Oliveira
Jornal Já

Ele era um pracinha que amava a banda Restart e usava calças coloridas como as dos ídolos, mas pro pelotão dele seu gosto é coisa gay. Durou três meses no quartel, até o estupro na frente de 14 colegas – nenhum o ajudou. IPM sob medida recomenda expulsá-lo do Exército.

O pracinha gaúcho de iniciais DPK, 19, enfrenta o Exército na Justiça Militar. Ele tem poucas chances de ganhar, mas pelo menos honra a tradição de luta do uniforme verde-oliva.

DPK está ameaçado de pegar cadeia depois de denunciar ter sido estuprado no quartel por quatro dos 19 colegas de alojamento – os demais disseram que não viram nada acontecer.

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“Eu fui violentado e quero Justiçaâ€, afirma DPK, 120 dias depois do incidente, acontecido em 17 de maio no quartel do Parque de Manutenção do 3º Exército, em Santa Maria (RS). Um inquérito policial militar (IPM) concluiu que foi sexo consensual. O caso corre em segredo na 3ª Auditoria Militar.

A ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário mandou o ouvidor nacional de DH Domingos Silveira investigar o IPM. Ela quer “verificar a situação desta violência que está sendo tratada com tamanho desrespeitoâ€.

Durante entrevista no sábado, 17, o soldado afirmou que enfrentará a acusação no tribunal. Ele disse que o Exército convenceu seus quatro agressores a mentirem no IPM, oferecendo para eles penas menores em troca de acusá-lo de homossexualismo – o objetivo seria isentar a instituição da responsabilidade sobre o suposto estupro.

Pelo relato, seu pesadelo começou quando se apagaram as luzes do alojamento do 3º Pelotão, às 10 da noite: “Eu fui atacado de surpresa pelos quatro e não tive como reagirâ€. Um quinto soldado ficou vigiando a porta e, nos beliches, outros 14 assistiram tudo e nada fizeram.

O soldado revive o drama numa sala também lotada, por advogados, amigos e familiares, inclusive uma prima adolescente. Olha para o chão e continua: “Eles me jogaram de bruços na cama e taparam minha boca pra não gritarâ€. Exames de DNA comprovaram que três dos quatro acusados o penetraram.

Dia 15, o Ministério Público Militar (MPM) acatou a versão do IPM, denunciando DPK e os demais envolvidos pelo crime de “pederastia e outros atos libidinososâ€, artigo 235 do Código Penal Militar, passível de um ano de cadeia e expulsão (no CPM só existe estupro se for entre pessoas de sexos diferentes). A turma dos beliches escapou.

O Exército jogou pesado contra DPK durante o IPM. Oficiais, sob a condição de anonimato, foram revelando aos poucos para jornalistas partes escolhidas do inquérito sigiloso, difamando o jovem como homossexual, aidético, suicida e mentiroso.

Na versão militar, DPK teria inventado a violação para obter indenização financeira. Toda argumentação do IPM tem base nos testemunhos dos recrutas acusados. Ficou a palavra de um contra quatro. DPK passou de vítima a réu.

Dona Ester, 40 anos, mãe do soldado, comanda a defesa dele e partiu para o ataque. Quer responsabilizar o Exército e pedir indenização. Ela contesta a tese central do IPM: “Meu filho não é gay, nunca tentou o suicídio, nem é aidético†– neste caso, exames deram negativos.

Ela afirma que o resultado do IPM teria sido manipulado porque foi antecipado em 70 dias pelo general comandante da guarnição de Santa Maria: “Os militares fizeram uma campanha de mentiras para condenar meu filho†(os citados nesta reportagem foram procurados, mas o único a falar foi o comandante).

A mãe do soldado disse que DPK se queixava de assédio no pelotão desde fevereiro, quando foi ao quartel pela primeira vez usando calça justa e colorida, à moda da banda Restart, a favorita dele.

Alojamento do 3º pelotão

Segundo o IPM, 20 soldados estavam no alojamento na hora do incidente, contando com DPK. Um ficou de sentinela. Os quatro acusados pelo ataque encostaram três beliches, improvisando a cama onde deitariam DPK. A sessão de sexo durou 30 minutos. Os outros 14 recrutas, interrogados pelo capitão Newmar Schmidt, disseram não ter visto nem ataque nem orgia. “Muitos viram e nenhum me ajudouâ€, insiste DPK. “Durante três meses os carinhas do pelotão fizeram piadas, passavam a mão na minha bunda, mas nunca pensei que chegariam a tantoâ€, relembra. Ele acha que o assédio começou mesmo por causa do figurino Restart. “O pessoal aqui diz que minha roupa é coisa de gayâ€.

Peritos encontraram esperma dos soldados JS, JPR e VRS nas ceroulas de DPK (os nomes completos não podem ser citados por causa do segredo de Justiça).

O último a ser ouvido no inquérito foi DPK. Ele manteve que foi violentado. No interrogatório, Schmidt perguntou se para subjugá-lo os supostos agressores usaram “correntes, cordas, fios de luz ou de nylon� Resposta: não. Para intimidá-lo, se usaram “baioneta, faca, pistola, revólver, fuzil, escopeta, metralhadora� Resposta: não.

O capitão relata nos autos um exame feito pelo enfermeiro do hospital da guarnição, que levantou as cobertas e deu uma olhada no traseiro do soldado. A conclusão deste perito: “Seu corpo não exibe marcas compatíveis com a resistência que teria oferecidoâ€. Exames independentes feitos pela família não foram aceitos pelo IPM.

Juntando os nãos, a ausência de marcas no corpo e a confissão dos acusados por DPK, o IPM fechou redondo na tese da orgia gay.

Foi brincadeira de rapazes, diz general

“Houve crime, mas não foi estuproâ€, disse em entrevista na segunda-feira o general Sérgio Etchegoyen, comandante da 3ª Divisão do Exército, em Santa Maria. “O IPM foi conduzido de forma isenta pelo oficial encarregadoâ€.

Uma versão completa do incidente já tinha sido dada pelo general em sigilo aos deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa gaúcha, em sete de julho. Lá, ele disse que tudo fora “uma espécie de luta corporal de brincadeira entre os rapazesâ€. Etchegoyen disse ainda que apenas “constatou-se lesão leve no ânus do soldado DPK, o que por si só não comprova o alegado estupro†– falava 50 dias depois do ocorrido, antecipando em 70 o resultado do IPM.

O depoimento foi distribuído aos jornais por um deputado petista. A revelação enfureceu o general. Na segunda, por telefone, ele lamentou que “um tema tão sórdido tenha sido levado a público pelo deputado. Ele diz o que quer porque tem imunidade, mas eu tenho um compromisso com a privacidade com meus subordinadosâ€.

Na batalha pela mídia, tudo já indicava que DPK seria transformado em réu no IPM. A boataria na cidade cresceu tanto que em 29 de agosto, duas semanas antes da conclusão do inquérito, o MPM divulgou uma nota preventiva, isentando o Exército das acusações de tentar “abafar o caso ou descaracterizá-loâ€.

O promotor Jorge César de Assis, o mesmo que depois aceitou a denúncia, afirmou que “… as Forças Armadas estão entre as instituições que detém a maior credibilidade perante a opinião pública†e que “não há nenhum indício de que estejam fazendo isto†(abafando ou descaracterizando).

A escaramuça do hospital

DPK no hospital militar

Depois do ataque, DPK não quis mais sair da cama. No dia seguinte, quarta 18 de maio, um sargento estranha sua apatia e logo descobre tudo, alertando superiores. O soldado é internado no hospital da guarnição, onde seria periciado pelo tal enfermeiro. Um aspirante a oficial anota que ele parecia deprimido e suicida, receitando antidepressivos.

Um recruta do mesmo pelotão é destacado para vigiá-lo no leito, mas piora as coisas porque o ameaça: “Se falar, você vai se ferrarâ€.

Dia 19 de maio. DPK liga pra mãe, mas não conta nada: “Eu tive vergonhaâ€. No quinto dia, 22 de maio, a mãe ouve boatos de um estupro no quartel. Num palpite, ela manda o marido apurar – a fama do quartel é ruim desde 2006, quando dois soldados foram expulsos por violentar um terceiro na padaria da guarnição.

Seu Luiz encontra o filho escondido sob cobertores, com as mãos no rosto. Chorando, DPK conta tudo pro pai. Dona Ester se materializa no hospital. Em modo de combate ao lado do filho, interroga todos que vê pela frente. O subtenente Jorge Bernardes faz o papel de assistente social. Ele explica candidamente aos pais que “o menino participou da ‘cerimônia do sabonete’ durante o banho. Caiu, quem se abaixa para juntar já eraâ€. E que não tinha dúvidas: “O filho de vocês é gayâ€.

Dona Ester diz uns palavrões para Bernardes, acampa no quarto do filho e expulsa de lá o sentinela. Os militares tentam tirá-la do quartel, mas ela se recusa a sair. O general Etchegoyen oferece transferir DPK para o QG, promete que lá seria tratado como filho por oficiais mais velhos. Dona Ester também não aceita. O general disse que cedeu às exigências dela porque “era compreensível o sentimento de mãeâ€.

No último dia dele no hospital, 25 de maio, um capitão aparece com ordens para transferi-lo em carro oficial e fardado para outra unidade militar. Dona Ester bate pé: “Daqui ele só sai comigo e vai para casaâ€. Ela ganhou de novo. Licenciado, sempre recebendo o soldo de R$ 473 mensais, o filho está desde então na casa dos pais.

De volta pra casa

E como vai indo o soldado DPK? â€Tô maus, mas vou levando, vou superarâ€. Na entrevista ele vestia calça justa, tênis Nike e jaqueta escura – nada colorido. Seu cabelo é o moicano estilizado da hora. Magro, 1m80, pele bem morena, apesar do sobrenome e sangue de imigrantes alemães. O soldado fala baixo, com voz grave. Tem um tique nervoso que o faz jogar os lábios muito pra frente ao falar, fazendo biquinho.Seus melhores amigos são as irmãs de 9 e 7 anos. A mãe conta que ele ainda brinca com elas de esconde-esconde. E Samuel, com quem vai ao culto da Igreja Quadrangular nas quartas.

Na sala lotada, DPK se vê forçado a responder se é gay ou não – mesmo que quisesse sair do armário seria difícil, ainda mais com a curiosa prima adolescente refestelada numa poltrona.

Ele demora segundos. Todos na sala com respiração suspensa. Mas a voz grave e firme vem do biquinho: “Sou héteroâ€. Ao lado dele, o pai relaxa os ombros, parecendo respirar aliviado.

“Meu filho não é gay†atesta dona Ester, percebendo que a tese do homossexualismo é central na disputa jurídica. Ela ainda desafia: “E se fosse? Poderia ter sido estuprado?â€.

Os advogados dele querem provar que o soldado é retardado mental e que o Exército falhou em perceber isto nos exames de ingresso. Se for declarado incapaz, voltará a ser considerado vítima de violação.

A mãe concorda. Ele ouve ser chamado de retardado e nem pisca. O pai ajuda: “Meu filho nunca conseguiu ser aprovado na escola depois da 5ª série do primeiro grauâ€.

Pais e advogados desencavaram pareceres de professores, laudos de exames neurológicos e testes psicológicos extras do menino lá na escola primária. Um psiquiatra de Santa Maria atestou retardamento e déficit de atenção por hiperatividade.

O pai quer que o drama termine logo para mudar-se da cidade e fugir do escândalo.

DPK revela o sonho que tinha de permanecer no Exército depois do serviço obrigatório, mas sabe que agora não será mais possível.

A mãe fecha o papo: “Esta farda você não veste maisâ€.

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Comentários (35)
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Comentário de: Suélen | 29 de setembro de 2011 | 10:55

É uma vergonha esse tipo de coisa e como sempre esses militares vão passar por “mocinhos” na história… por mais que esse rapaz fosse gay, quem tem o direito de violar os eu corpo? Ninguém! Eu me indigno com essa situação… deve ser bem óbvio não terem usado facas, armas ou outros objetos, afinal foram quatro contra um… desse jeito não precisa de mais nada! Lamentável isso tudo… por culpa de 4, quem sabe, esses sim são homossexuais, a vida de um rapaz tao novo, de certa forma foi “desgraçada!”. Um repúdio isso tudo!

Comentário de: Natália Pianegonda | 29 de setembro de 2011 | 11:53

Absurdo. O pior é a indignação e a sensação de impotência que dá diante de um caso assim. Eu só espero que, quem tem condições e pode intervir, o faça. Pra que não haja impunidade no caso de um crime assim tão grave.

Comentário de: Ernesto | 29 de setembro de 2011 | 12:14

“brincadeira de rapazes” porque não é no buraquinho do general.
E pensar que a direita dita “moderada” e liberal dos “qualificados” apoiou por 20 anos uns retardados desses no comando.

ps: homossexual são todos. Ficar de gracejos e “brincadeiras” com outro homem é pura viadagem. Antigamente, pelo menos o exército era mais coerente. Chinelões fardados

Comentário de: Guilherme | 29 de setembro de 2011 | 12:19

Gay, retardado, suicida??? Isso justifica a agressão? Tudo isso é consequência de uma ditadura militar longa que permitiu a esses malditos militares manterem-se assim da lei – e isso permanece ainda hoje! Esse caso é a prova de que os militares permanecem intocáveis! Absurdo. O mínimo que espero é uma intervenção mais ativa por parte da Ministra de DH. No mínimo!
Agora, volta a questão: se os militares não foram punidos por todos os estupros cometidos ao longo da ditadura, fica mais difícil punir os do presente!

Comentário de: Beatriz | 29 de setembro de 2011 | 12:29

Acompanhei todas as matérias do sul21 sobre o estupro e os parabenizo por não terem deixado que o caso fosse esquecido. Espero que as reportagens deem força à vítima e a sua família para que sigam em frente nessa batalha judicial! Que todos se esforcem e levem essa história até as suas últimas consequências e que eu tenha a felicidade de ler a reportagem sobre a punição dos estupradores!

Comentário de: Beatriz | 29 de setembro de 2011 | 12:37

Assino embaixo Guilherme! Herança maldita de uma ditadura que fez o que bem quis e depois escondeu dentro de uma gaveta o nosso passado e os seus horrores! Mas acredito que esses estupradores ainda vão ser punidos, não por vontade do exército, mas porque tem gente lutando pra que isso aconteça!

Comentário de: Giane Lara | 29 de setembro de 2011 | 13:53

DPK é meu vizinho, a única vez que vi a polícia civil entrar no bairro (na rua) onde moro, gente, isso não é pouco, ainda mais a “mental” que os quartéis passam aos seus soldados, moro perto da AV. do Exército em Santa Maria e aqui nesta avenida existem 10 subdivisões do exército brasileiro, meus vizinhos em sua maioria são militares, já passei o relato de um sargento que manda seus filhos “baxar apoio” em casa, e outras tantas coisas que acontecem nessa cidade fruto dessa moral dita “disciplinada”, que se mostra em várias vezes racista, homofóbica, machista e ajuda a conservar a “moral e os bons costumes” da hegemonia cultural brasileira. Os comentários pela vizinhança é que o menino é homossexual, mas nunca teve a ousadia de se assumir perante a família evangélica, mas não tenho dúvidas QUE SENDO OU NÃO HOMOSSEXUAL que esse caso tenha sido pleno de violência moral e física, de consequências graves a ele e a sua família, que quer sair da cidade. O quartel não quer que a bomba estoure…“uma espécie de luta corporal de brincadeira entre os rapazes†diz o general Sérgio Etchegoyen à Comissão de Direitos Humanos da AL… no interrogatório perguntam se para subjugá-lo os supostos agressores usaram “correntes, cordas, fios de luz ou de nylonâ€? Resposta: não. Para intimidá-lo, se usaram “baioneta, faca, pistola, revólver, fuzil, escopeta, metralhadoraâ€? Resposta: não. Acho que não é só o pessoal das artes marciais que conseguem imobilizar alguém sem deixar marcas, ainda mais quando a pessoa está sendo ofendida moralmente tbm! POR FAVOR PESSOAL, REPASSEM ESSA NOTÃCIA AOS SEUS CONTATOS! POR JUSTIÇA!!!

Comentário de: Miguel Prytoluk | 29 de setembro de 2011 | 14:27

Realmente, o sentimento aqui é de impotência. Não só por mim, mas por todo o sistema que é subjugado por esses porcos fascistas.

Comentário de: Andre Latour | 29 de setembro de 2011 | 15:17

“Voces” (humanos) nao vao parar? Nao vao parar de ser essas bostas, esses vulgarezinhos? Gente chinfrinzinha, brega, sem honra, eu pergunto de novo: voces humanos NAO VAO PARAR? A humanidade ja esta velha de si, pra insistir em erros tao primarios. Entao nao se sabe que nao se estupra ninguem? Mas “voces” vao continuar fazendo isso, nao vao? Ah, vao! Canceres da Terra! Gente sem beleza, sem charme, sem poesia, sem nada de unico, de especial. Monstrenguinhos feitos em massa; iguais a voces, tem zilhoes de outros. Foi o primeiro estupro do mundo, por acaso? E ja nao se tem computado erros como esse o suficiente em toda a historia da humanidade, pra ja estar a humanidade careca de saber que isso NAO EH PRA SER FEITO???Ah, voces humanos, voces humanos… voces humanos estupram, nao eh? E roubam, nao eh? E agridem, nao eh? E matam… E se eu “por acaso nao sou humano?”, eh essa a pergunta? Nao! Respondo em alto e bom som: NAO! Eu sou um E.T.!; eu nao cometo barbaridades como voces.

Comentário de: Antonio Oliveira | 29 de setembro de 2011 | 16:33

O Renan mostra, mais uma vez, que a grande imprensa gaúcha (isto ainda existe ?) cansou de fazer jornalismo. Parou. Não quer mais. Nega-se, apesar de os assuntos continuarem a bater todos os dias na sua cara. Ele, Renan, não. Segue brilhante.

Comentário de: Sandro Machado | 29 de setembro de 2011 | 22:00

E esse canalhas ficaram 25 anos no Poder do Brasil estuprando a democracia e a consciência da Nação. COMISSÃO DA VERDADE JÃ.

Comentário de: D.GOMES | 29 de setembro de 2011 | 22:39

Pobre coitado, com certeza não é gay e foi violentado porque sofria algum tipo leve de problemas mentais e vestia roupas que o confundiam como gay.

Coisa do demônio mesmo!

Comentário de: A. S. | 30 de setembro de 2011 | 0:19

Sendo Gay ou não, o exército tem responsabilidade sobre a integridade física dos seus soldados.
Acusação de homossexualismo? ainda se pode isso ser condenado por isso hoje em dia?
Alias, todo mundo sabe que tem muitos homossexuais nas forças armadas, polícia, futebol e assim por diante.
Espero que a Ministra dos Direitos Humanos não se intimide. Embora tema que ela não vai querer se incomodar com o comando das forças armadas por causa de um recruta…. que é muito valente.
Eu defendo Lei de Talião para estupradores.

Comentário de: A F S FILHO | 30 de setembro de 2011 | 1:16

QUEM SÃO OS HOMOSSEXUAIS DA HISTORIA? DPK OU OS DOENTES QUE O VIOLARAM? E SE O RAPAZ FOSSE HOMOSSEXUAL OS OUTROS SÃO DOENTES, MANIACOS. QUE QUARTEL É ESTE QUE DESDE 2006 ABRIGA VIOLADORES DE HOMENS? BRINCADEIRA ENTRE RAPAZES? QUE RAPAZES DOENTES! QUE COMANDANTE PERVERTIDO, PARA FALAR DE LESÃO LEVE NO ANUS! QUANTA BARBARIDADE! O QUE É QUE NÃO OCORRE NESSES ALOJAMENTOS. SANTA CIVILIDADE! QUATRO DOENTES, CRIMINOSOS, PERIGO SOCIAL AMBULANTE INSTITUÃDO, AGRIDEM UMA PESSOA, POR CAUSA DE UMA SUPOSTA SEXUALIDADE NÃO ACEITA – AGEM A PARTIR DELA, EXERCENDO-A – E SE TORNAM VÃTIMAS DE UM MAGRELO INDEFESO, “O SEDUTOR”! INCRÃVEL TAMANHA SANDICE SOCIAL. DEVE SER UM SURTO COLETIVO – PENSAR TODOS ASSIM OU A CORRUPÇÃO QUE OS UNE EM TORNO DO SILÊNCIO!

Comentário de: edina | 30 de setembro de 2011 | 1:45

nossa que absurdo isso nimquem tem direito de violar o corpo de nimquen sem palavras tem gente que não sei porque esta no mundo ainda .quem diz que e machão com certeza não e .fica fazendo este tipo de palhaçada se e a palavra certa para este crime que todos devem ser punido….que deus e seus anjos de guarda proteja a familia e ele tambem paz e luz para todos os seres

Comentário de: Eugênio | 30 de setembro de 2011 | 9:00

“O subtenente Jorge Bernardes faz o papel de assistente social. Ele explica candidamente aos pais que “o menino participou da ‘cerimônia do sabonete’ durante o banho. Caiu, quem se abaixa para juntar já eraâ€. E que não tinha dúvidas: “O filho de vocês é gayâ€.”
É aberrante o nível de debilidade e perturbação mental que reina nesses ambientes. Como é que alguém, em sã consciência, aceita expor-se publicamente a dar uma “explicação” como essa?

Comentário de: Camila | 30 de setembro de 2011 | 11:39

Muito ruim a redação da reportagem. Um assunto tão sério devia ser tratado com mais cuidado.

Comentário de: Nosde | 30 de setembro de 2011 | 12:15

E alguns ainda querem isto de volta; não me espanta o desaparecimento de tantos e os modos executados para tais operações. É mesmo lamentável a postura de todos os envolvidos ressaltando que isto acontece no Sul onde estimasse o melhor nível cultural entre as pessoas. Chato, pois, vê-se que a família esta só com estes pit. A justiça certamente atende os interesses das instituições baseados em uma legitimidade discursiva “a lei é igual para todos, os iguais”. Possivelmente, a família brasileira só perde esta é a chance de concluirmos a quebra deste monopólio militar. Obrigatoriedade militar, não. É ora de servir ao quartel quem tem o desejo de servir e não ser obrigados. Por leis retrogradas, antigas de modo que há uma demanda para este fim.

Comentário de: cesar | 30 de setembro de 2011 | 21:31

J U S T I Ç A – lugar de estuprador é na cadeia e nao no exercito.

Comentário de: Rafael Yukio | 1 de outubro de 2011 | 0:10

Parece o enredo do filme Questão de Honra, só que parece que esse terá final diferente.

Comentário de: Elaine Pinheiro | 2 de outubro de 2011 | 15:36

Quem de nós pais vai ter segurança em mandar seu filho para o quartel do jeito que as coisas estão?A cada dia que passa são novos escândalos e cada vez mais a impunidade impera.Quem deveria estar a nosso serviço para nos proteger são os primeiros a fazer tamanha barbaridade.

Comentário de: A. S. | 3 de outubro de 2011 | 1:09

Na Igreja, nos esportes, nas forças armadas. é cheio de gay. é uma contradição. pois é nestes lugares que mais se reprimem os gays.

Comentário de: Aisla Araújo | 4 de outubro de 2011 | 10:03

É assim que o Exército Brasileiro protege sua população: Estuprando seus próprios!

Comentário de: Silvia Figueiredo | 4 de outubro de 2011 | 13:28

Que a justiça se faça.
Que os barbarismos parem de acontecer nas muralhas protegidas dos castelos das forças armadas.
Que a população possa saber o que se passa e acabar com todos estes crimes horrendos.

Comentário de: Assistente Social | 4 de outubro de 2011 | 17:47

Independente de qualquer coisa, um crime deve ser investigado e a justiça deve prevalecer.
Contudo, há aqui questões que devem ser corrigidas. O Código Penal prevê que estupro envolve um pênis e uma vagina. Quando envolve pessoas do mesmo sexo, chama-se atentado violento ao pudor. Logo, não se trata de estupro o que aconteceu ao rapaz.
Além disso, o escritor do artigo está muito enganado quanto ao que caracteriza outras profissões, quando decidiu dizer que o militar “fez o papel de assistente social”. Colocação infeliz e ignorante.
Considero que o andamento do texto tentou reforçar a ideia da falta de capacidade mental do jovem, quando referiu que os melhores amigos eram crianças, etc.
Deplorável o crime, lamentável o texto.

Comentário de: Lucas Reis | 5 de outubro de 2011 | 3:14

Muita boa a matéria e chocante. Impressionante como o tema, apesar de recorrente, nos choca toda a vez. Como disse a matéria da Época, quando deu aquela polêmica do casal de militares homossexuais “Sobrou braço forte e faltou mão amiga” , infelizmente. Só achei que, parecia, torceram demais pro guri se declarar heterossexual. Não é bom essa repressão, sabe? Mas a matéria ficou realmente muito bem feita, parabéns para o Renan e para o site. Tenho preferência por ler e escrever matérias desse gênero. =)

Comentário de: Bruna | 6 de outubro de 2011 | 10:13

Queria ver se fosse com a filha dele pega em alguma esquina se ele iria dizer que foi uma brincadeira…

Comentário de: ivone radeschi | 7 de outubro de 2011 | 0:03

Mais uma vez, acho que estão priorizando preservar a imagem do que fazer justiça. Acho que está na hora de acabar com isso e agir com dignidade e ética.Se essas pessoas ficarem impunes, vão continuar achando que estão corretas e só Deus sabe o que poderá acontecer, isso sem falar no exemplo.Impunidade nunca foi um bom caminho.Atras da impunidade sempre vem mais violencia.Por favor,acordem e façam o que é certo. É só isso, fazer o que é certo, ou seja, JUSTIÇA.

Comentário de: maria susete | 10 de outubro de 2011 | 21:19

Boa Noite.
Desculpe mas estou tão a leia aos meus problemas, e existe coisas piores
por ai, meu Deus em que mundo estamos, as pessoas não se respeitam mais
não tem mais amor no coração e nem solidariedade, mas mesmo que ele fosse gay não dá o direito de alguem fazer o que fez para ele, espero que a justiça pelo menos de Deus seja feita…

Comentário de: glaucia_cordeiro@hotmail.com | 13 de outubro de 2011 | 23:22

comentario de Giane Lara se vc é vizinha de DPK vc nao sabe nada da vida dele com q direito vc afirma q ele é gay e q a familia dele é evangélica bm acho q vc nao tem o direito de afirmar q ele é homossexual, acho q vc nao conhece o garoto. vc ja viu ele namorando outro rapaz? tbm espero por justiça com vc, tbm sou vizinha dele e nao afirmo q ele é homossexual, isso só ele pode afirmar, ok.

Comentário de: Leonardo Almeida Dorneles | 13 de novembro de 2011 | 14:10

A orientação sexual do soldado em nada importa nesse momento. Ele é um ser humano, ponto. Eu espero não menos que a expulsão dos comandantes deste QG, Subdivisão seja do que for. O homem bestial no comando desta vergonha é o maior responsável. O rapaz sofreu além do atentado violento ao pudor, terrorismo. Quem manda nessa porra do Brasil? O exército e suas regras criminosas, parciais, é óbvio que o Ministério Público Militar acabaria por aliviar o lado deles, digo deles, porque ele também é militar. É engraçado, um militar, comanda um inquérito que poderia resultar numa catástrofe para o Exército, caso fosse comandado por uma pessoa imparcial. Parabéns a essa mãe que deve ter mandado à merda todos naquela merda de instituição. Onde estão os Direitos Humanos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, foi rasgada, picotada, pisada, cagaram encima dela. Deveria existir pena de morte a esse tipo de ato, não apenas à violação sexual, mas ao terrorismo que o rapaz deve ter passado, sua mãe, familiares, aliás ainda passam. Somos humanos ou bestas afinal! A Constituição Federal da República Federativa do Brasil fora achincalhada por esta justiça militar, por estes militares animalescos, repito, animais, vocês são animais! Não podemos deixar isso passar em branco, a sociedade civil brasileira precisa estar encima desse caso. A vocês militares deste tal esquadrão, não pensem que será esquecido, a sociedade vai reagir, ainda existem seres humanos dentre aqueles que vivem em sociedade, não vamos deixar isso assim. Acho até que deveriamos criar, organizar uma manifestação contra aqueles que desrespeitam os direitos humanos. Meu e-mail está ai, quem for a favor me adiciona, quem for contra também. Os senhores militares que devem estar vendo isso e que se enquadrem na categoria de animais, não pensem que temos medo de vocês. A sociedade civil brasileira nada teme pois apenas defendemmos o respeito aos direitos de liberdade de cada, garantidos pela Constituição Brasileira.

Comentário de: MARIA | 28 de novembro de 2011 | 17:10

MEU DEUS! SOU DE MANAUS E FIQUEI HORRORIZADA COM ESTA NOTICIA! COMO PODE EXISTIR NO QUARTEL PESSOAS COM TAMANHO ODIO?! ESSE RAPAZ SENDO OU NAO GAY, TINHA O SONHO DE SERVIR O QUARTEL, MAS NAO SERVIR DESTA FORMA!O EXERCITO E´VERGONHOSO, UM LUGAR QUE SERVERIA DE MODELO PARA FUTURO JOVENS, HOJE SERVE DE MODELO PARA FUTUROS DELIQUENTES, MONSTROS SEM CORAÇÃO! SINCERAMENTE É VERGONHOSO LER UMA NOTICIAS DESSAS!

Comentário de: Valdek Costa | 3 de janeiro de 2012 | 22:22

Todos os soldados que estruparam o rapaz são homossexuais de outra forma, como explicar a procura por um corpo masculino para satisfazerem o vil prazer?! O verdadeiro macho se satisfaz até sozinho, mas não aceita deitar com outro homem, portanto, o gay aí não é DPK e sim aqueles que se satisfizeram possuindo o seu corpo que é essencialmente o corpo de um homem e muito mais macho do que eles, porque quem procurou homem para a relação foram eles e não DPK. Acho que chegou a hora de justiça! Puna-se os pseudo-machos!

Comentário de: Aninha | 17 de março de 2012 | 8:33

Meu deus esses generais de alto escalao do exercito.. Esquecem q sao pais e se fosse cm o filho deles…..eles sao um bando de viado depravados… E essas bichinhas q violentaram o rapaz devem dar pr todos nesse quartel……tomen vergonha na cara e pelo menos sejam homens falem a verdade….porq ser homosexual nao e vergonha e muitos q se assumen q sao machos de verdade porq enfrentam com acabeça erguida a enchurrada de decriminaçao de todos ….merecem minha adimiraçao……e vcs suas bichinas q estupraram o rapaz deviam se entregar a justiça……pr se redimirem pensem em seus pais…….pensem na familia deste rapaz……

Comentário de: GANTHA MARIA VIEIRA | 19 de março de 2012 | 9:39

LAMENTÃVEL…
Tamanha truculência do Comando Exército e de seus comandados… Como diz o Professor LINO (Curso de arquitetura – UFSC), a “Ditadura Militar, NUNCA FOI EMBORA”! Ela, apenas se traveste, hipocritamente, de Democracia, mas fatos como este comprovam “que eles ainda se acham acima do bem e do mal” … Que têm suas próprias leis ( estas é que valem!) e, pior, têm tanta certeza do êxito na impunidade, nas mentiras deslavadas (O que falam em Defesa e ou justificativas são tão absurdas e violentas, qto ” o ato libidinoso”, praticado contra o recruta, aliás… ESTUPRO, ESTURPO, ESTUPRO!!! A despeito da nomenclatura arcaica que esteja posta na lei, qualquer um sabe, ou deveria saber, desde muito cedo que: “Coagir a pessoa com carícias, constrange-las com comentários libidinosos, culminando com a PENETRAÇÃO (Seja em que orifício ocorra) é ESTUPRO!!! CRIME HEDIONDO!!!
SUGIRO ao COMANDANTE ETCHEGOYEN, da referida guarnição do exército (que resume tudo à “… “uma espécie de luta corporal de brincadeira entre os rapazes…â€), E ao SUBTENENTE JORGE BERNARDES (que afirma pros pais perplexos: _ “o menino participou da ‘cerimônia do sabonete’ durante o banho. Caiu, quem se abaixa para juntar já eraâ€. E que não tinha dúvidas: “O filho de vocês é gayâ€.) QUE “JUNTEM ELES OS SABONETES E TOMEM NO C*”, QUE SEJAM FORÇADOS, PENETRADOS, VIOLENTADOS POR QUATRO MONSTROS, DURANTE +_ 30 MINUTOS, TENDO UMA PLATÉIA DE 14 RECRUTAS (SERà QUE TB ALGUM DESTES Jà NÃO FOI VIOLADO!?) MEDROSOS, COVARDES E IMBECIS (PQ QUEM SE OMITE TB É RESPONSÃVEL!!!) PARA DEIXAREM SER “IRÔNICOS E HIPÓCRITAS”…
Quer dizer que somos “OBRIGADOS’ a mandar nossos filhos, ficarem sob a tutela destas Forças Armadas, regidas por leis arcaicas, anacrônicas (e anti constitucionais até)… Como considerar HOMOSSEXUALISMO CRIME, e ESTUPRO NÃO… ???
QUE INVERSÃO DE VALORES É ESTA???
E, AINDA TENHO DE MANDAR MEU FILHO “FICAR SOB TAL DISCIPLINA (DOENTE E CRIMINOSA, que oculta e justifica crimes bárbaros!)???
DPK foi muito corajoso… MACHO MESMO!!! (no melhor sentido do termo!)
Por que enfrentou as feras e expôs, “A PODRIDÃO DO SERVIÇO MILITAR _ OBRIGATÓRIO” e, o seu drama pessoal …
Ou vocês acham que foram somente os casos citados!? ELE, A VÃTIMA, teve que ficar sob a vigilância no leito, ( e os estupradores e omissos, onde estavam!?), de “um recruta do mesmo pelotão (certamente era o vigia da porta ou um dos 14 omissos que assistiram a cena do ESTUPRO!), que piora as coisas porque o ameaça: ‘Se falar, você vai se ferrar’”… QUANTOS Jà NÃO TERÃO SOFRIDO ESTE E OUTROS TIPOS DE VIOLÊNCIAS POR ESTAS GUARNIÇÕES DAS FORÇAS ARMADAS EM TODOS OS CONFINS DO BRASIL (Sem resistência e ou coragem de falar…)!!!
E, a exemplo da mãe de DPK… EU, TAMBÉM, “FECHO O PAPO”: Esta farda, EU NÃO QUERO QUE MEU FILHO VISTA NUNCA!!!
by Gantha Maria

P. S.: Soldado estuprado no quartel em Santa Maria: ‘Farda nunca mais’…
_ ALGUÉM SABE ME INFORMAR QUAL FOI O ENCAMINHAMENTO E O DESFECHO DESTA HISTÓRIA SÓRDIDA???

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