Tau Golin

Hegemonia gauchesca

Um dos fenômenos socioculturais mais emblemáticos do Rio Grande do Sul, com repercussão no Brasil, começou a ocorrer em 2007. Alguns representantes da área cultural e da comunicação sistematizaram as interpretações e as opiniões de dezenas de intelectuais e artistas sobre o Movimento Tradicionalista Gaúcho. As fontes foram diversas, a exemplo de livros, artigos, ensaios, entrevistas para a mídia, debates públicos e conversas pessoais. Reafirmou-se a constatação que esse universo gauchista abrange, em seu conjunto, três paradigmas formativos da historicidade sul-rio-grandense, com implicações nas relações com os platinos-estrangeiros e com o Brasil. Pode-se distingui-los na dinâmica de que o fenômeno do Tradicionalismo, um movimento criado na sociedade civil, de caráter privado, com interpretação singular sobre a formação sulina e estabelecimento de calendários de celebração do passado-presente, apossando-se de setores do Estado (redundando no civismo pilchado), implicou em embates sobre a memória e a história, a construção do hegemonismo gauchesco, com correntes fundamentalistas, e o bloqueio sobre a representação simbólica da diversidade social e cultural.

No conjunto das análises, entre outros processos, ficou evidenciado que o movimento tradicionalista, para se credenciar publicamente, utilizou técnicas de invenção e construção do mito fundante, elegeu um episódio político-bélico (guerra civil de 1835-45, que glorificam como a Revolução Farroupilha) e de interesse de classe do passado (oligarquia), operando sobre ele para estabelecer paradigmas, referências axiomáticas e manipulação de identidade gentílica. Adicionaram xenofobia à manipulação do conceito de guerra de libertação colonial na fantasia de que no século XIX o Rio Grande unanimemente combateu o Império.

Os tradicionalistas se colocaram no centro da operação sobre a autenticidade, assumiram os postos de guardiões de um pretenso Rio Grande tradicional, usando artifícios das construções das nações étnicas em uma região mestiça. Ou seja, o Tradicionalismo evidenciou-se como problema contemporâneo, vitorioso na celebração da identidade, construída pela rede societária de CTGs e Piquetes, com um órgão central de orientação, adestramento e controle (MTG), imposição de cartilhas de comportamento e visão sobre o passado, o lugar e o futuro de seus milhares de militantes no mundo. Para vingar, precisou supor que as suas “práticas†decorrem como sucedâneas da história.

Entretanto, todas as suas “verdades†são refutadas pela historiografia, sociologia, antropologia críticas e jornalismo culto.

A compreensão do núcleo estruturante da análise sobre o MTG, por considerá-lo questão da conjuntura, que se coloca como intérprete do passado, normatizador de comportamentos no presente e proposituras para o futuro, foi além da análise e se expressou no campo da práxis, com a compreensão de que o Tradicionalismo é um movimento ideológico, abrigando múltiplas correntes. E, como força político-comercial-cultural que interfere na sociedade com a pretensão de formatá-la a sua visão comportamental de mundo, merecia ser considerado nesta esfera militante, que opera com interesses sociais, econômicos, políticos e culturais.

O Manifesto

Nesse paradigma, o núcleo falou à sociedade através do Manifesto contra o Tradicionalismo. A ela ofertou um texto de reflexão e denúncia. Refere-se a uma violação da vida republicana pelo Tradicionalismo. Portanto, diz respeito às instituições do Estado e da sociedade civil. Do ponto de vista cultural e educacional indica as implicações que a hegemonia e a influência do MTG possui nessas esferas, a sua forma seletiva, normatizadora, e excludente de elementos constitutivos da historicidade rio-grandense, além de pretender controlar a liberdade artística. Acima de tudo, o Manifesto demonstra como um movimento de interesse particular, em um viés fundamentalista pilchado, em seu limite, opera no Rio Grande do Sul, selecionando, consagrando e reconhecendo as manifestações que comungam com sua visão de memória, de cultura; e faz um alerta máximo: a destruição do patrimônio rio-grandense, da diversidade, do folclore, da tradição, pois readaptou os seus elementos em um processo sistêmico palanqueado no ícone da estância oligárquica e selecionou como monumentos tutelar senhores de escravos. Na imanência dessa cavalgadura tudo passou a ser considerado gauchesco e transformado em sua aparência. Não respeita as historicidades dos lugares e dos grupos sociais. E leva os governos a rebenque para manter suas guaiacas estufadas.

Desse ponto de vista, o Manifesto condenou a militância tradicionalista para mangueirar o povo, demonstrando a insustentabilidade histórica de sua pretensão usurpadora, ao mesmo tempo em que defende um processo de inclusão na historiografia e na cultura de participação e representação republicana de todos os segmentos sociais.

Com os signatários iniciais, o Manifesto foi disponibilizado na internet. Através de um link, aqueles que concordavam com suas reflexões, passaram também a assiná-lo durante algum tempo. Multiplicou-se vertiginosamente por blogs, sites e emails. Uma repercussão extraordinária! Exceto para a mídia tradicional. Nenhum jornal impresso, rádio ou televisão pautou o assunto. Enquanto isso, as redes sociais o multiplicaram, novas interpretações apareceram, milhares de acessos ao endereço http://gauchismos.blogspot.com/.

A repercussão

Porém, nesse processo, outro fenômeno transpareceu como uma avalanche contundente. Centenas de emails foram enviados para o endereço online disponibilizado. Neles, as pessoas justificavam porque não poderiam assinar o Manifesto. Histórias esclarecedoras e dolorosamente desumanas. Todas possuíam o mesmo nexo: a retalhação, a repressão de suas atividades profissionais e, invariavelmente, a perda de empregos e negócios, caso chancelassem publicamente o Manifesto. Professores relataram que suas “incompatibilidades†com seus educandários começaram quando simplesmente tentaram passar do adestramento de repetir, de celebrar, para a pedagogia do aprender.

Especialmente em setembro, durante as euforias da Semana Farroupilha, suas formações acadêmica mermavam diante de qualquer patrão de CTG analfabeto, que de credencial possuía apenas as pilchas; prendas ignorantes e adestradas, assumiam as turmas para repetirem manualzinhos; o Tradicionalismo toma(va) os educandários, submetendo, como em uma doma, qualquer doutrina educacional, como o ápice da operação que transformou o ensino em sua invernada, como se “estudar†fosse formar manadas para mugir no mesmo eco, com a cabeça em uma só direção. Isso ainda é pouco diante do projeto educacional do MTG. Por deliberação de um dos seus congressos, forceja para ter suas próprias escolas e, inclusive, no mínimo, uma universidade. Obviamente, onde o uniforme será o primeiro item das obrigatoriedades – a imposição da “pilcha gaúcha†aos alunos, afinal ela já foi adotada inclusive como traje oficial do Rio Grande.

Relatos desesperadores dos funcionários públicos. Desde que o gauchismo se transformou em “pedra de toque†do democratismo popularesco, as secretarias se converteram em galpões de mão de obra, consumindo o patrimônio em eventos de celebrações particulares, de duvidosos resultados culturais, invertendo as prioridades chanceladas pelos atributos civilizatórios por repetições caducas de encantamento com o mundo latifundiário e suas profissões, convertidas em festivais que retiram suas concretudes dramáticas.

Mas por que o Manifesto teve e mantém enorme repercussão? Objetivamente, sistematizou o pensamento crítico sobre o Tradicionalismo e se transformou na voz pública da cidadania de milhares de pessoas, cotidianamente reprimidas e caladas. E, mais drasticamente, submetidas e instrumentalizadas para atividades para as quais possuem reservas, representam “desvio de funçãoâ€, ou, simplesmente, abominam. Consideram uma violação de sua cidadania. São vítimas da manipulação da isonomia republicana no serviço público, onde postos são ocupados privativamente pelos tradicionalistas.

O talibã é no Rio Grande. O fundamentalismo tradicionalista não difere culturalmente dos demais dogmatismos. As suas correntes “profissionaisâ€, “brigadianas†e “funcionalistas†operam no viés de um cânone excludente e de reconhecimento de iguais nos postos políticos, econômicos e culturais, cujas esferas manipulam como totalidade. Esta nesse nexo o esforço metegista de se transformar em ícone, pressionando os órgãos públicos a elegê-lo como “patrimônio imaterial†da sociedade. É a manipulação completa do conceito de público, de vida republicana, em que o “singular-particular†deseja assumir um lugar “comum†a todos.

Entretanto, devido ao enfrentamento realizado pelo Manifesto, nos últimos anos, ele se transformou em fonte para estudos acadêmicos, mas também justificativa para políticas públicas republicanas, para conselhos de cultura ou simplesmente de esteio argumentativo para algum departamento municipal, zeloso na proteção do erário público, formando mesmo rústica trincheira para tentar conter as constantes razias tradicionalistas no dinheiro dos cidadãos.

Passando a tarca

Mas o que diz o Manifesto para se transformar em fenômeno cultural importante, com implicações nas atividades de inúmeras pessoas. Fundamentalmente estabeleceu paradigmas de princípios “em defesa de uma cultura e de uma estética correspondentes à memória e à história do Rio Grande do Sul.†Ou seja, a crítica decorre de compreensões, não trata-se de gostos aleatórios ou simpatias. Existe uma necessidade de reconhecimento do Rio Grande do Sul de que ele é uma invenção brasileira, cujas regiões, durante o período colonial, com reforço de tropas europeias e açorianas, e início do Império, mobilizaram recursos e arregimentaram contingentes militares para conquistá-lo, defendê-lo e povoá-lo. Particularmente São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas, Bahia e Pernambuco.

No estilo, muitos dos adereços rio-grandenses decorrem da marinharia, o contingente estratégico que conquistou e sustentou o Rio Grande. As guerras irregulares, cantadas em verso e prosa pela massa que declara “seu amor pelo Rio Grandeâ€, são táticas dos paulistas, que desenvolveram a combinação da cavalaria sulina com a emboscada mameluca no povoamento. O ódio gauchesco a São Paulo decorre de questões de disputa hegemônica durante a República. Pode-se entender o fenômeno historicamente, ou tratá-lo como problema psicológico, diagnosticado pelo “desejo de assassinar o paiâ€.

Já o preconceito ao Nordeste corresponde a uma estupidez, pois os nordestinos, em especial durante o século XVIII, contribuíram com sua arrecadação, provimentos, e contingentes de mar e terra para ocupar o Rio Grande. Talvez nenhuma outra tropa tenha sido mais importante estrategicamente do que a companhia de jangadeiros, que despejaram na margem meridional do canal do Rio Grande as tropas de assalto luso-brasileiras, constituídas por 800 granadeiros, infantes e artilheiros, na madrugada de 1º de abril de 1776, e depois passar os contingentes de um exército de aproximadamente 6.000 homens. A surpresa da operação com jangadas possibilitou a reconquista do território perdido pela cavalaria liderada pelos dragões em 1763.

Para quem gosta de origens simbólicas, a primeira selaria oficial pertenceu a um baiano, introduzido no Continente por Silva Pais em 1737. Foi a primeira “escola†de arreios.

O Rio Grande brasileiro não existiria sem o barco, juntamente com a infantaria, tendo como tropas táticas auxiliares a cavalaria. No entanto, o romantismo midiático e manipulatório colocou o rio-grandense no lombo da tropilha imaginária, dando-lhe viseiras para pensar a história. A fumaça do galpão simbólico enuviou o resto. No conjunto, a conquista colonial foi consolidada “em suas dimensões definitivas no período imperialâ€, com “pequenas áreas ajustadas na República Velha.â€

O Rio Grande como criação do Brasil determinou que os farroupilhas jamais conseguissem arregimentar além de seis mil homens. E assim mesmo na primeira fase da revolta. Massivamente, a população esteve ao lado do país que nascera recentemente, em 1822. De Porto Alegre foram desalojados por um levante popular. Foram pessoas do povo que mantiveram as barricadas. Os colonos, em particular, que se negaram à arregimentação tiveram suas casas incendiadas. Hoje, seus descendentes, como eunucos sem memória, festejam àqueles que submeteram seus antepassados à barbárie.

No aspecto humano, contribuíram para a conquista, ocupação e formação da sociedade sulina indivíduos de diversos grupos sociais e étnicos. “Ao longo do tempo, o rio-grandense se formou através da inserção em uma identidade política, na composição da brasilidade e da naturalidade regionalizada e fronteiriça. E no cotidiano, através da vivência de todas as culturas, hábitos e costumes de origem, reelaborados na dinâmica da convivência. Nesse processo de formação, em diversos de seus setores, ocorreu um involucramento com a sociedade e a cultura platina, ameríndia, afro e latino-americana, além de outras contribuições com origens em diversas regiões do mundo, com diferentes níveis de contatos e entrelaçamentos, resultando em culturas de experiências históricas. A mestiçagem é um patrimônio sul-americano e particularmente sul-rio-grandense.â€

Portanto, o paradigma rio-grandense é o Rio Grande multicultural e multiétnico. Sua fronteira de involucramento é a mestiçagem. O autêntico é a diversidade. E não exclusivamente o padrão gauchesco. O nexo é a alteridade, o reconhecimento do outro. “Cultural e simbolicamente é uma região de representação aberta, de recriação constante, como critério indispensável às manifestações de pertencimento, motivadas pelas transformações históricas, sociológicas e culturais, típicas de uma sociedade em movimento, de transformações estruturais e antropológicas, onde ainda se opera, por exemplo, a mestiçagem dos grupos étnicos de origem. Um estado onde as fronteiras internas são evidentes.†Desse ponto de vista, são ilegítimos os movimentos, “ou iniciativa doutrinária de orientação pública ou particular que não represente a complexidade social e cultural do estado.†Que o mergulhe no arcabouço simplório do arquétipo da estância.

Realidades

Toda cultura expressa reconhecimentos e cria realidades. Quando perde sua dimensão de representação da complexidade humana, e se converte em civismo, principalmente com as características do Tradicionalismo, transforma-se numa estupenda força alienante e escapista. “Impede e atua através de instrumentos de coerção cultural, midiático ou econômico, com o objetivo de dificultar os desenvolvimentos culturais e estéticos que tomam os indivíduos e as realidades contemporâneas como matérias de suas criações e vivências estéticas.†É nesse aspecto que o cetegismo se converteu em movimento repressor, pois “milita através do governo, da educação, da economia e da mídia, para fechar os espaços das manifestações artísticas, das representações simbólicas e das inquietações filosóficas sobre os múltiplos aspectos do Rio Grande do Sul.†É “doutrinador e usurpador do direito individual†porque “impõe modelos de comportamento fora de seu espaço privado, se auto-elegendo como arquétipo de uma moralidade para toda a sociedade.â€

O pastiche é a sua maior obra. Pretender-se patrimônio imaterial a sua estupenda arrogância e falta de limites, em uma imanência doentia. Tudo fica igual, ou condensado no mesmo nexo. Especialmente quando a mídia toma o Rio Grande caricatural como formato comunicativo. A população é massacrada por bordões simplórios da publicidade das grandes corporações ao mercadinho da esquina. Complexos de comunicação estruturam a internalização de suas marcas pelo rastro gauchesco. Disso advém a unanimidade caótica e alienadora sobre a compreensão da sociedade em que se vive. Quando a RBS mantém links permanentes com o chamamento de “declare seu amor pelo Rio Grandeâ€, não resta outra alternativa, mesmo quando alguns de seus jornalistas fraturam essa lógica com matérias esclarecedoras. Quando a vida já possui sua representação definida e com o sentido da emoção esquizofrênica, o espaço da ilustração já foi contaminado. Exemplo mais gritante desse processo foi o megaespetáculo sobre a Legalidade. Ao vivo era uma coisa. Na grande mídia, outra. Foi devidamente adequado ao fundamentalismo do “orgulho gaúchoâ€. Potencializaram somente os recortes de possibilidade laudatória. Algo que serve a todos, em uma sociedade tão desigual, não presta à maioria. Para as massas, a memória já chegou a um nível de deturpação e celebração quase irreversível.

Nessa sopa fundamentalista fermentam todos os oportunismos. No jornalístico se criou a malta dos que acenam para o grande público, fazem o elogio fácil do senso comum das massas idiotizadas a uma vida de estímulos criados de fora, alavancam suas audiências no caldo da fanfarronada tosca. No programa de “embates†Sala de Redação da Rádio Gaúcha, o jornalista David Coimbra foi transformado em espécie de carniça de campo para cachorros chimarrões pelos colegas Kenny Braga e Wianey Carlet. Qual o crime de Coimbra? Realizou a prudente observação que o patriotismo e o nacionalismo não trazem “nada de bomâ€. Realmente, setembro parece um mês mordido por um cachorro louco que sobreviveu agosto. Prometeram levá-lo para o Acampamento Farroupilha, onde apanharia de relho. Obviamente, nessa falta de interdições, ao gauchismo tudo é permitido, pois, supostamente, o Rio Grande estaria em perigo. Sem dúvida, tal fenômeno só se propaga porque possui seus agentes de irradiação. Para alguns gritões adoradores de caudilhos, o pago está ameaçado por uma carga castelhana (e seus agentes infiltrados) sempre que um raciocínio civilizatório se manifesta.

Hegemonismo

Lembro da época em o Tradicionalismo assumiu a posição de cultura de massa, fortemente palanqueado na indústria cultural – todos os seus adereços já haviam-se convertido em mercadorias e seus militantes ocupavam significativamente as grades das programações das rádios e das emissoras de TV (jornal já é mais difícil: necessita-se escrever). Foi lá pelo início dos anos 1980. Com Adelmo Genro discutia o fenômeno. Considerávamos criteriosamente a necessidade de estabelecer uma categoria nominativa para o processo. Então, criamos o conceito de gauchismo. Até aquele momento, o termo em voga era gauchesco. Ao introduzirmos o sufixo ismo dávamos-lhe o caráter de movimento sociocultural, com uma imaginação de mundo, reconhecimento de um dogmatismo de conexão passado-presente-futuro, e sua dimensão militante.

O conceito apareceu no meu livro A ideologia do gauchismo. Com o passar do tempo, sua natureza foi desfigurada e, pela hegemonia crescente do Tradicionalismo, depois de subtraído seu aspecto categorial de análise crítica, passou a figurar como classificativo positivado de uma organização dominante. Este é o poder de uma hegemonia: ressignificar quase tudo – conceitos, tradição, folclore, nativismo, etc.

Em todo esse nexo, o princípio de “legítimo†também foi subvertido. Não potencializa mais as manifestações que tomam os rio-grandenses em suas complexidades históricas e culturais, dimensionados em seus tempos sociais. Nele, não se encontra a sociedade contemporânea em suas criações estéticas, formulações teóricas e inquietações existenciais.

Por essa razão, o Manifesto se anunciou “contra todas as forças que dogmatizam, embretam, engessam, imobilizam a cultura e o saber em “expressões†canonizadas em um espaço simbólico de revigoramento e opressão a partir de um “mito fundanteâ€, inventando um imaginário para atender interesses contemporâneos e questionáveis, geralmente identificados pela história como farsa e inexistência concreta.†E considera que todo o processo de invenção e sustentação de uma visão “mitologizada†objetiva, unicamente, atender interesses atuais; é uma forma de militância que recorre à fábula, a ressignificação de rituais, hábitos e costumes, como forma de “legitimação†de causas particulares como se fossem “tradições†coletivas.

Com o Tradicionalismo, o “reino da liberdadeâ€, o tempo livre dos indivíduos, destinado supostamente para a desalienação do “reino da necessidade†(Adorno), foi tomado por uma tropa de devaneios fundamentalistas, ou piquetes de oportunistas. A sociedade e as instâncias de governo sentem cotidianamente a sua guiada conduzindo-lhes para o abismo passadista de uma cultura inútil para se compreender a história e, em especial, o nosso tempo.

Ficam para o futuro os temas do Manifesto sobre a defesa da racionalidade na representação da história, a equiparação de direito para todas as manifestações culturais, de inclusão multicultural e respeito às heranças étnicas, a defesa de uma cultura que respeite os tempos de registro histórico-cultural e de representação contemporânea e sua densidade histórica.

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Comentários (21)
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Comentário de: Jermino Martins da Costa | 15 de setembro de 2011 | 16:20

Muito bom o artigo. Tau Golin já nos presenteou com excelentes reflexões sobre o tema, desnudando este aparato “cultural” montado. Se ensinassem o que foi na verdade a Revolução Farroupilha, veriam que foi um movimento da oligarquia, que não mandou os seus para a guerra, mas sim os peões e negros com promessas de liberdade ao voltarem vivos. Brinco com meus amigos tradicionalistas dizendo: Seguindo a linha de raciocínio de vocês, “Como gremista vou começar a comemorar os grenais perdidos..”.

Comentário de: Cândido | 15 de setembro de 2011 | 19:56

Jermino, eu já ouvi um presidente do Grêmio celebrar uma “memorável jornada” em que nosso time foi eliminado numa semifinal da Libertadores (o mesmo que celebrou nosso site).

Comentário de: Jorge Passos | 15 de setembro de 2011 | 23:34

Estava escutando o programa da Gaúcha em que praticamente lincharam o Davi Coimbra. Outra coisa, não dá pra aturar o ridículo desse Hino riograndense em todos os jogos de futebol.

Comentário de: Ary | 16 de setembro de 2011 | 0:20

Ezxcelente! Tau Golin “deu de mango”. Alguém pode imaginar o que seria do Rio Grande se os Farroupilhas tivessem ganho a guerra? respondo: o estado estaria “sesmariado”, e de tanto churrasco, o aquecimento global iria às alturas. As missas seriam “crioulas”, os padres usariam bombachas e xiripás. O charque seria a iguaria principal. A cachaça, vendida em guampa. Na merenda escolar: mate doce para os pequenos e mate amargo para os “malhorzinhos” (com rapadura). E no recreio, a diversão principal seria “tiro de laço”. Nas escolas rurais, a petizada (não confundir com petezada!) teria aulas práticas de “castração, tosquia, matança de porcos, marcação em ferro e gineteadas. E o comércio exterior? O charque seria o principal produto de exportação. Café? Só de chaleira (que o Paixão Cortês não ouça!). Parto? Só pelas mãos das parteiras (umas 20 mil!). E o Rio Grande estaria até hoje peleando contra o “resto da américa”. Lula? Lula seria o Chávez da hora. Oigalitê! Obs: sugiro que leio o texto “sapateando na bosta do 20 de setembro”, de autoria de Rodrigo Andrade, disponível na internet (que seria proibida no Rio grande – só entra Remington!).

Comentário de: Paulo Pediatra | 16 de setembro de 2011 | 17:34

Como colorado eu tive que ouvir, na final em Tóquio, que a “garra farroupilha”, a honra “gauchesca”, derrotou o Barcelona. Só esqueceram um detalhe: não tinha nenhum gaúcho no time!!!!!

Comentário de: Olavo Terra | 16 de setembro de 2011 | 23:35

Como diz o seu Ary, bom mesmo é tomar coca-cola, ao inves do mate guarany, usar calça jeans americana ao inves da bombacha e chiripá. Seguindo o mesmo raciocinio é melhor escutar a bosta dos rolestones ao inves duma marca bagual do Mabo Lima.

Comentário de: Maria Elly | 17 de setembro de 2011 | 19:48

Olá Tau. Como inderir este texto no meu facebook para compartilhar com mais pessoas.??? Belo texto sobre a necessidade de defender a diversidade humana. Grande abraço.. Dedé

Comentário de: Ricardo | 17 de setembro de 2011 | 21:09

É uma pena que aquilo que vocês acham de bonito em regiões como o território Basco, a Irlanda, regiões européias, asiáticas,… que defendem uma identidade própria, com regras bem definidas que GUIAM suas ações (não as engessam), mas que não são capazes de fazer o mesmo na terra em que vocês nasceram.

Atualmente, o ensino de história prima pela verdade histórica, sem heróis (já que todas as pessoas têm defeitos, em todas as épocas). É assim com a história do Brasil, é assim com a do RS. Nem por isso se deixa de festejar o 7 de setembro, o 21 de abril, o 15 de novembro. Por que seria diferente com o 20 de setembro?

Quanto à geografia, todos já se perguntaram o que aconteceria ao RS se na revolução Farroupilha houvesse um final diferente. A comparação com o Uruguai e a Argentina é inevitável. Por acaso vocês acham esses países um horror? Uma vergonha?

A influência de outros estados na formação cultural do RS é estudada dentro dos CTGs. Vocês conhecem as danças Balaio e Carangueijo? São nordestinas de origem. As danças Birivas? São paulistas.

Se vocês quiserem fazer uma pizza na Itália, tem uma lei que diz o que é uma pizza verdadeira. Isso impediria vocês de inventarem novos sabores? Não. Apenas que usassem o nome “pizza” OFICIALMENTE. Se vocês quiserem fazer cachaça fora do Brasil, vocês podem? Não. Se quiserem fazer champanhe no Brasil vocês podem? Não. E o chá verde, japonês ou chinês? E o chimarrão, brasileiro, uruguaio, argentino, paraguaio,…? Tantas coisas, com regras, normas, leis, que orientam um padrão, para que não se perca a essência.

Perdão pela minha ignorância, mas ninguém os obriga a ir a uma Igreja, a um campo de futebol, a um CTG, faculdade, hospital,… mas se quiserem, terão regras que orientam como dever-se-ia portar-se.

Saber de onde se vem, faz parte de muitas culturas. Saber para onde se vai, de poucas. Façam como quiser, mas não queiram obrigar quem não gosta do pensamento de vocês a achar que vocês estão certos.

Comentário de: Carlos Torres | 18 de setembro de 2011 | 8:32

Quem obriga é o MTG, a uma existência de manada. Pelo que tenho lido, as análises apenas estimulam que as pessoas tenham “consciência”. Mas, pelo jeito, a obediência entumeceu qualquer reflexão. O pensamento dogmático é um poncho de defesa… contra a inteligência. O OFICIALMENTE inventou que o Rio Grande é uma estância. Este imaginário do latifúndio como lugar da felicidade divinizou o “patrão”. Nesse pastoreio, a valentia só existe na ficção do passado. No resto, são lambe botas, rebanho de obedientes, que responde o estímulo do relho oficial. E, pelo jeito, estão agradecidos. Mas viva a fanfarronada que já demonstra seu destino carnavalesco e a falta de fio de bigode na corrupção dos eventos farroupilhas. CPI neles, para depurar a cultura do Rio Grande e abrigar no fogo da solidariedade diversa todas as manifestações culturais. Com mate, Balaio, Pézinho, Chula, e tudo mais…

Comentário de: Ney d'Agua | 18 de setembro de 2011 | 10:32

O gaudério Olavo Terra, entre a bosta dos rolenstones e as mérdas bagualas, prefere a mérda gauchesca, é questão opção entre dois tipos de escrementos…

Pingback de: Hegemonia gauchesca « Ficha Corrida | 18 de setembro de 2011 | 10:40

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Comentário de: Josei | 19 de setembro de 2011 | 18:38

Prof. Tau, já conhecia o Manifesto “de outros carnavais”, mas esta análise está fantástica! No que depender de mim, será amplamente divulgada! Abraços

Comentário de: Eduardo | 20 de setembro de 2011 | 15:49

Acho o sentimento de povo uma coisa muito bonita; entretanto o que temos aqui no RS é uma espécie de “senso de superioridade” que é simplesmente ridículo.
É incrível que a maioria dos “bagualistas” contitue-se de pessoas que acha que a “revolução” farroupilha por exemplo, foi um manifesto popular.
Divulguemos o Manifesto!

Comentário de: Eduardo Frank | 20 de setembro de 2011 | 19:42

“… que se coloca como intérprete do passado, normatizador de comportamentos no presente e proposituras para o futuro, foi além da análise e se expressou no campo da práxis, com a compreensão de que o Tradicionalismo é um movimento ideológico, abrigando múltiplas correntes. E, como força político-comercial-cultural que interfere na sociedade com a pretensão de formatá-la a sua visão comportamental de mundo, merecia ser considerado nesta esfera militante, que opera com interesses sociais, econômicos, políticos e culturais.”

Queria ver se aplicasse tal trecho à historiografia produzida nas universidades. Não é exagero demonizar tanto o tradicionalismo e não ver os aspectos positivos que possa ter no movimento?
Por outro lado, falar em boa antropologia que fala mal dos nativos é questionável. A antropologia faz justamente o contrário, ela complexifica a análise, a relaciona e relativiza à situação proposta, não buscando demônios ou santos, mas ter criticidade à realidade. Não é um discurso de profundeza de um pires de outras áreas humanas. Isto não tira a criticidade da análise, pelo contrário, a aumenta, pois aproxima realmente o estudioso da realidade.
No mais, as críticas são válidas, desde que relativizadas e não tomadas como verdades gerais ou mesmo, quem sabe, dominantes, mas apenas como mais um aspecto da realidade. Por que, afinal, ao que transparece, os novos tradicionalistas viram tradicionalistas por outros aspectos que não são a busca de um obscurantismo de pensamento.
Que o tradicionalismo gaúcho tem aspectos culturais impressionantes, vide os acampamentos anuais, e é um movimento popular, não há como negar. Também que há um discurso ideologizador por aí há, mas dizer que este corresponde ao pensamento de todos os tradicionalistas ou a maioria é generalizar demais.

Comentário de: Carlos Torres | 21 de setembro de 2011 | 11:42

Caro Frank, apenas para contribuir. Você arrancou bem. Pensei que vinha um tropel de argumentos antropológicos. Mas, ao cabo, você nem original foi. Seu discurso já ouvi dos patrões de CTG.
Só o coronel Savaris para confundir multidão com cultura popular. O fenômeno é mais de cultura de massa. Cultura popular, no mínimo, pressupõe que as manifestações decorram da realidade e dos costumes populares, do meio social daqueles que a exerce. Historicamente, a cultura popular advém de práticas culturais em que o povo, através de seus artistas, principalmente, “se pensa”, se representa, se diverte, inclusive, se ironiza, se goza e se “glorifica”. Ora, até um olhar limitado percebe que o gauchismo é um fenômeno pós-moderno do “parecer-ser”, sem ligação com o cotidiano da população, como diz o autor que motivou este debate. Celebração com calendário, dia, hora e lugar marcados, está mais na esfera dos dogmas. E, como se sabe, a militância do dogma é o fundamentalismo. A intolerância, a falta de reconhecimento das virtudes dos outros. No extremo, achar que ser este gaúcho clubístico é algo estupendo. Só um ignorante, sem qualquer mediação civilizatória, pode repetir que “sou maior que a História grega”. Ser gaúcho lhe chega “para ser feliz no universo”. Ora, convenhamos, uma cultura grega foi determinante na invenção do mundo ocidental, do processo civilizatório, em que o próprio gaúcho histórico foi uma rebarba.
Sem dar carteiraço, essa é uma constatação de quem possui mais bombachas que calça-corrida. Além disso, nenhuma foto dos meus antepassados tropeiros e homens de campo tem correspondência com os manequins animados pelo MTG e pela estupidez da RBS e outra mídias. Com isso, não quero dizer também que todos os tradicionalistas são seres da teatralidade. Conheço inúmeros indivíduos boníssimos, tolerantes, afáveis, educadíssimos, “reais”, que frequentam esses espaços. Todavia, com o passar do tempo, muitos deles, a doutrina do CTG começa formatar, confundí-los, modificá-los.
Não é difícil encontrar nessa multidão o dilema do homem real que teve a sua imagem subvertida. Ele mesmo, para ter uma identidade reconhecida, precisou aderir a invenção.
Mas vá exercitando o seu cérebro. Um dia ele lhe surpreende. Só joga quem treina…

Comentário de: Luiz Carlos | 21 de setembro de 2011 | 20:28

Bah, loco de especial! Revolução à epopéia da revolução farroupilha .. Chega de dizer que os farrapos eram os bravos guerreiros que não tinham nem roupa boa para vestir. Vamos ensinar a história sem enrredos mitológicos.

Comentário de: Ari fernandes de Oliveira | 22 de setembro de 2011 | 11:46

Gostaria que o eminente mestre,Doutor,se digne me informar, na atualidade qual o estado brasileiro que possui uma cultura útil? e o que é uma cultura útil?

Comentário de: Carlos Torres | 23 de setembro de 2011 | 12:56

Ari, se vc estiver se referindo a este gaudério, dispense os títulos. Minha alma de andejo não suporta qualquer penduricalho. É certo que este negócio de utilidade da cultura é perigoso. Principalmente quando é instrumentalizada pelos movimentos políticos e fundamentalistas, pilchados ou de túnica talibã, ou encontre uma terceira via no xiitismo gauchesco. Humildemente, a cultura “útil” é a que formou a humanidade com a potencialização de valores, com o perdão da redundância, humanistas. A que estimula o conhecimento. A que serve para que as pessoas compreendam e se entendam no mundo em que vivem. Algo simples. O velho Kant realizava uma separação básica entre os homens: os de “menor idade”, aqueles que somente respondiam estímulos – isso que ele não chegou a conhecer a cultura de massa; os de “maior”, aqueles que se esforçavam para ler o mundo; e propunham. As polaridades entre alienação e desalienação são fundamentais, ainda, como vc deve fazer. A dialética tem se transformado em palavrão, mas as culturas se fazem na história, representam interesses e visões de mundo. Todavia, umas encilham o dogmatismo, formam piquetes fundamentalistas; outras, representam seus mundos e, em princípio, são expressões do conhecimento. E conhecer é diferente de celebrar. No extremo, existe a “utilidade” de repetir, a crença construída por interesses contemporâneos de que o passado oligárquico dos farroupilhas era naturalmente bom, uma herança para todos; e a “utilidade” de não servir de boi de manada, tangido pela guiada do MTG, e se manter na posição “iluminista” de compreender o seu tempo e a história. Neste negócio de iluminismo, neste arremate final, que o nosso governador não nos escute…
Mas ele é um taura de São Borja que, antes de se afogar no Guaíba, se recupera, e abre a perna para terminar de pé nesta rodada criada pela sua própria assessoria. Como diz a gurizada de hoje, que mico!

Comentário de: jorge alberto benitz | 6 de outubro de 2011 | 17:38

Sobre Nacionalismo

Jorge Alberto Benitz

Em um programa radiofônico, o Editor trouxe a baila à discussão sobre nacionalismo. É o mesmo que disse gostar de todos os presidentes da republica, como se assim demonstrasse o quanto era neutro e isento politica e ideologicamente. Reafirmou seu entendimento que considero mais um desentendimento, assentado em um conceito eurocentrista ( Não foi a toa que os tucanos privaitistas são os primeiros a incorporar este conceito ) e que, por isso, lá tem sua razão histórica de ser, posto que nele subjaz a ideia de nação imperialista e do fascismo ( mais do que o conceito de nação, que servia de biombo para estas duas ideias- chaves, a bem da verdade) a base de todo o sofrimento gerado pelas consequências das duas grandes guerras, mas que transplantado para “o lado debaixo do Equador†perde todo o sentido. Não que aqui o nacionalismo seja uma bandeira imaculada. Ficando apenas no exemplo brasileiro, temos no Estado- Novo, Getúlio implantando não um regime fascista, mas sim um regime com alguns elementos fascistas, como afirmam historiadores e estudiosos de esquerda mais preocupados com uma analise mais arejada e menos maniqueísta.

O que ocorre aqui é uma transformação de sentido e função do termo nacionalismo devido ao fato de que na realidade latino- americana e brasileira, ou de qualquer pais periférico, este pode assumir uma positividade civilizatória quando defende os interesses dos seus povos contra o espirito de rapina colonialista dos países centrais. Rotular o nacionalismo (o termo nacionalismo aqui está sobreposto e confundido com o termo patriotismo. Outro equivoco do tal Editor) como o ultimo reduto de canalhas, frase criada por Samuel Johnson, é dizer que o movimento legalista de 61 e toda a luta contra a ditadura estavam assentados em um erro. Podemos ir mais longe, situando em 1930, um nacionalismo que sempre incomodou uma elite que queria e ainda quer continuar colônia agro- exportadora, deixando as rédeas do país para fantoches monitorados pelos países centrais, em especial, pelos EUA. Teve até um personagem, o general Juracy Magalhães que expressou, ainda no inicio da revolução de 64, que “ O que era bom para os EUA, era bom para o Brasilâ€; explicitando assim o núcleo do pensamento dos vendilhões da pátria.

Desde então esta elite desalojada do poder passou a rondar os quarteis, conspirando para retornar ao mesmo via golpe visando instaurar um modelo econômico e politico menos nacionalista e mais alinhado aos seus interesses. Foram oposição a Getúlio para restaurar a republica velha e não por razoes democráticas e progressistas, tentaram evitar a posse até do JK que era só um desenvolvimentista e não tinha nada de nacionalista, conspiraram contra a posse de Jango e conseguiram chegar lá nos braços dos militares. Depois da redemocratização, neste mesmo diapasão, chegaram ao auge com Collor e FHC que foram os que mais trabalharam de acordo com sua cartilha entreguista e assim seguem até hoje se indispondo com Lula e Dilma, contra os quais travaram uma luta sem quartel via mídia durante o período eleitoral, porque estes, embora não representem um perigo aos seus interesses, não são confiáveis, justamente, porque foram eleitoscontra os seus candidatos, sem o seu aval e por forças politicas que não rezam integralmente por sua cartilha. Portanto, a nossa história recente é um exemplo vivo do que significa nacionalismo no lado debaixo do Equador. Logo, querer debitar ao termo nacionalismo, que em nossa realidade trabalha pela elevação da civilização e contra a barbárie colonialista, o mesmo sentido dado ao termo no velho mundo é de uma impropriedade sem precedentes. É o que dá usar paradigmas de outras latitudes. Usado uma linguagem intermetes: analise histórico – cultural usando apenas a ferramenta copiar e colar tende a não dar certo.

Comentário de: Flávio | 10 de outubro de 2011 | 23:54

Apenas uma pergunta: por que o manifesto contra o tradicionalismo ainda não está no facebook? . . . (eu gostaria de assiná-lo lá e, tenho certeza, junto com milhares de pessoas, já que existe esta ferramenta é o mínimo que podemos fazer)

Comentário de: Sam de Mattos, Jr. | 13 de outubro de 2011 | 23:26

Toda essa discussão é fútil, é mera masturbação mental e exercício de futilidade. O fato é simples, claro, maniqueísta e vastamente embasado pela fé. Pela fé que o sistema solar é Gauchocentrico, com os demais estados, países, potestades e principados, orbitando como bêbadas esferas celestiais, muito fuleiras, ao redor do Astro Rei – de bombachas e mamando cuia. É o universo MAMACUIA.

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