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Ciclistas fazem “farofada†no Mercado Público de Porto Alegre. Veja
Da Redação
Em protesto contra uma declaração do secretário da Indústria e Comércio de Porto Alegre, Valter Nagelstein, que afirmou que o estacionamento para automóveis leva um “público mais qualificado” ao Mercado Público, ciclistas realizaram uma “farofada” de pessoas “desqualificadas” nesta segunda-feira (26), no Largo Glênio Peres.
Confira as imagens do repórter fotográfico Ramiro Furquim.

Manifestação aconteceu no final da tarde desta segunda-feira, no centro de Porto Alegre | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Manifestação protestou contra estacionamento no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público de Porto Alegre | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

PolÃcia Militar acompanhou a manifestação, mas não foram registrados incidentes | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Ciclistas criticam polÃticas voltadas para os automóveis, como a construção de estacionamentos subterrâneos na cidade | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Protesto foi motivado por declaração do secretário da Indústria e Comércio, que disse que os carros levavam um "público mais qualificado" ao Mercado Público | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Manifestantes levaram cartazes para ironizar que ciclistas são "desqualificados" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Prefeitura de Porto Alegre transferiu a Feira Solidária para dentro do Mercado Público, abrindo espaço para estacionamento no Largo Glênio Peres | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Em resposta à declaração do secretário, manifestantes se diziam "público menos qualificado" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Mercado Público já foi motivo de polêmica com ciclistas, quando ainda não havia bicicletários no local | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Comentários (19)
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http://sul21.com.br/jornal/2011/09/ciclistas-fazem-farofada-dos-desqualificados-em-protesto-contra-afirmacao-de-secretario/
o leitor Telmo Padilha Cesar postou o seguinte comentário:
“A arrogância do secretário está no seu twitter (se não deletou), em posts bastante significativos mostra o seu caráter e o seu espirÃto comunitário em resposta à s demandas de segmentos da sociedade:
@valtern – Já existem os †eco-chatos “. Agora criaram uma nova modalidade: †bici-chatos “….vou te dizer! Abraços!
@valtern – Vejam, quem me ataca nesse apisódio na verdade são os anarquistas, proto comunistas, anti tudo. Não gostam de mim pq digo verdades p/ eles!
@valtern – RT – Por causa dessas malas é que prosperam fábricas de cassetetes,, gás lacrimogêneo e empresas de adestramento de cães. Ô gente chata.
@valtern – Hj na verdade cada vez a mais a sociedade, que é a média dos cidadãos, perde espaço para minorias.E as minorias são o individuo em matilhas.
Com braços largos e “alta competência†responde pela destruição da sede da Agapan e assume funções técnicas da EPTC modificando os terminais de ônibus. “Democrático†e “aberto ao diálogo†atua de forma desumana contra os concessionários do Viaduto Otávio Rocha, monumento tombado e que deveria estar submetido ao controle do EPAHC. Dessa forma, só podia mesmo receber da sociedade as respostas que merece. Para esse moço não precisa prefeito nem outras secretarias, ele é o Imperador de Porto Alegre. Convenhamos….”
ao que o tal secretário respondeu:
“Esse senhor, Telmo Padilha Cesar, já ofendeu a mim, já envolveu minha famÃlia na sua sandice e continua a espalhar mentiras! Esses twitter que ele atribui a mim, NÃO FUI EU Q ESCREVI!!!! (esse dos cassetetes). Acho que protestar é da democracia, mas caluniar, é do Código Penal. E como disse o Felipe X, a cada dia certos “ciclistas†estão mais e mais militantes de uma corrente politica, na verdade muito pouco democratica, mais preocupada com a minha aparência do que com o meu trabalho público.”
O tal secretário parece que realmente não escreveu o tal texto. Mas como parece que ele entende tanto de internet quanto de planejamento urbano, esqueceu de um pequeno detalhe, ou seja, de duas letras: R e T. Isso, se não sabe o tal secretário, quer dizer “retuitar”, um novo “verbo” da nossa dinâmica e antropofágica lÃngua, que significa o ato de passar adiante um texto de autoria de terceiros por essa rede social ou microblogue, que tem uma plataforma própria. Me corrijam os iniciados em internet, se usei algum termo inadequado.
Como bem observou o leitor Kfouri o “ilustre secretario nega a autoria de apenas UMA das barbaridades denunciadas pelo Telmo”, no caso a do “cassetete”. Mas, “em outras palavras, “afirma indiretamente†que eh autor das demais”".
Mesmo não tendo sido autor da frase infeliz, o tal secretário parece concordar com ela, pois ninguém “retuita” aquilo com o que não concorda. Até por que, o teor dessa frase em nada se diferencia das “tuitadas” pelo próprio secretário. Pois não é ele que compara a uma “matilha” os que discordam das suas afirmações?
O que o tal secretário precisa entender, é que em tempos de internet, há sempre uma “matilha” a espreita, pronta para saltar sobre os incautos “homens públicos”, que acham que toda a sociedade está confinada em currais eleitorais e que, infelizmente, elegem certos polÃticos.
Caros leitores, Valter e Telmo.
O pior não é isso (que comentaste acima, Telmo).
O pior é um secretário:
– Ser intolerante ao ponto de criar uma flamewar do pior nÃvel usando uma mÃdia que aparenta dominar tecnicamente, mas cujo alcance aparentemente desconhece já que se expôs de maneira desnecessária e, ao menos perante algumas pessoas, prejudicou seriamente sua imagem pública, além de demonstrar um nÃvel preocupante de preconceito (coisa que não cabe a uma figura pública);
- Ser ignorante ao afirmar que os ciclistas estão cada vez mais militantes de uma determinada corrente polÃtica (que o secretário implicitamente deixa claro ser a “esquerda comunista”), quando isso obviamente NÃO é verdade, os ciclistas não têm qualquer vÃnculo partidário e isso é facilmente evidenciável para quem participa e assiste as manifestações, que são e sempre foram de uma essência visceralmente democrática, igualitária, difusa e horizontalizada em oposição a totalitária, centralizada, hierarquizada, comprometida com minorias);
- Demonstrar um nÃvel estratosférico de narcisismo, citando a própria aparência (sendo que jamais, que se saiba, o grupo a que se refere julgou-o por isso), e dando a entender que sua ação pública e sua vaidade pessoal são elementos intimamente indissociáveis.
Não conheço o Secretário Valter Nagelstein pessoalmente, mas essas são as opiniões que me sinto seguro para emitir baseado no diálogo “tweetesco” e “facebooquiano” que pude acompanhar extensamente. Em particular, me preocupam deveras as atitudes de compromisso com minorias (mercadeiros de luxo) em prejuÃzo da maioria contribuinte e votante (todas as outras pessoas que não vão de carro ao Centro), e me OCUPAM deveras todas as ações que visem tornar nossa cidade mais humana e mais habitável, independente de lucro, motorização, poder econômico ou odores corporais.
Obrigado ao Jornal O Sul pela oportunidade de comentar.
Helton Scheer de Moraes
Constituição da República Federativa do Brasil Atigo 1º, Parágrado Único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Quando os polÃticos ou aqueles que exercem cargos públicos cospem nesse texto e adjetivam a sociedade usando termos como “desqualificados” ou “matilhas” a resposta pode ser pacÃfica ou não. A reportagem apresentada pelo Sul 21 mostra um grupo pacÃfico, que defende o meio ambiente, que apenas reivindica qualidade de vida. Um grupo de pessoas indignadas pelas forma de tratamento estúpido que receberam de um arrogante que precisa do voto popular para se manter em destaque. Vivemos momentos dramáticos numa “sociedade lÃquida” que perde a cada dia seus valores influenciados pela chamada globalização. Vivemos exemplos explÃcitos de movimentos que derrubaram didatores. Vivemos também uma fase de reconhecimento do poder da sociedade na definição de seus destinos. Parabéns aos “desqualificados e farofeiros”. Enquanto, pacÃficamente realizavam o seu protesto sob a vigilância (desnecessária) da valorosa cavalaria da Brigada Militar, o tal secretário elitista e arrogante colocava em seu twitter que estava indo para o Shopping Moinhos de Vento para comemorar os 10 anos. Se fosse corajoso e bem intencionado, se tivesse respeito com as pessoas e boas intenções, estaria presente na manifestação dos “desqualificados” para se desculpar com a “matilha”. Ao jovem Wauter Maugeustain resta ainda uma chance: Ser mantido no cargo de Imperador, contando com a benevolência do Sr. Prefeito e a paciência de seus colegas de secretariado. Quem precisar conferir as “tuitadas” do Imperador tenho “print screen” ou no meu @telmopadilha.
Porque a matéria não menciona a quantidade de manifestantes no protesto?
Não é necessário recorrer a estimativas. Por uma das fotos com mais pessoas na matéria, o número fica ao redor de 30.
Seria interessante comparar essa cifra com o número de pessoas que frenquenta o Mercado diariamente, assim o leitor poderia ter uma ideia da representatividade dos manifestantes.
Sempre em busca da melhoria do jornalismo de esquerda.
Eu acho que vai chegar um dia em que não haverá mais
carros. Um dia, em que os carros serão considerados como uma expressão da falta de civilidade. Poluem, eles são anti-estético, barulhento, perigoso, psicologicamente desviantes.
“Ombudsman”, concordo plenamente, o número de pessoas que frequenta o mercado é muito maior, e a grande maioria delas não estaciona no Largo, que comporta muito poucos carros. Também é muito maior o número de pedestres que usa o largo para o propósito para o qual foi criado: a convivência de seres humanos, pessoas circulando junto a outras pessoas. Aliás, acho que essa escrescência de estacionamento no largo foi invenção do então secretário Adeli Sell, não? Foi o que me fez não votar mais nele. O que ele tem a dizer?
Mah tem gente burra em cargo público, heim?
Falando nisso, como andam os planos para o aumento de ciclovias em Porto Alegre? Sugestão de pauta!
Pessoal do Sul21
O sujeito que postou isso aà acima estaria assinando como “ombusdman do Sul 21″? Dêem uma corrigida nisso, pois a impressão é essa.
Se foram só trinta pessoas e esse provavelmente foi o número de manifestantes mesmo, o fato só torna-se mais grave. Para que aquela presença policial? Por outro lado, queria dizer ao tal “ombusdman do Sul 21″, “sempre em busca da melhoria do jornalismo de esquerda” que não foi visto nenhum policial frente ao prédio de uma certa empresa jornalista (que não prima pela qualidade do jornalismo), quando um de seus diretores foi indiciado por evasão de divisas. Inclusive, a postagem na página, onde constava esse indiciamento, misteriosamente saiu do ar.
PolÃcia para quem precisa de polÃcia, né “ombusdemão”?
Por outro lado, para nos consolarmos com o fato de Porto Alegre, depois de entrar no mapa do mundo como uma experiência contra hegemônica que nos permitiu sediar o FSM e que agora, pela “qualidade” dos homens públicos que assumiram o poder por aqui, foi transformada num beco, existem notÃcias como essa:
http://sul21.com.br/jornal/2011/09/ateus-dos-eua-usam-em-outdoor-frase-de-campanha-de-porto-alegre/
Respiramos, com aparelhos, mas ainda respiramos…
Pelas fotos deu pra ver que o Nagelstein não estava tão errado assim…é um público realmente desqualificado.
Rocco,
O número de manifestantes, o número de frenquentadores do mercado e como eles chegam lá são números, passÃveis de serem averiguados por contagem simples (quando os manfistantes são 30) ou por amostragem (quando falamos dos frequentadores do Mercado).
O que o secretário Nagelstein tem a dizer é algo que pode ser fácilmente averiguado perguntando para ele, coisa que a matéria não fez.
Sempre em busca da melhoria do jornalismo de esquerda.
Alguns leitores estão achando que o leitor “Ombudsman” é, de fato, ombudsman do Sul21. Esclarecemos que o Sul21 não possui ombudsman, por enquanto.
“Ombudsman”, não entendeste: é claro que se pode contar, mas isso não tem muita importância. É claro que a manifestação foi pequena, vivemos em um mundo em que a maioria anda de ônibus, mas as decisões se baseiam em um mundo imaginário que gira em torno do carro individual, então qualquer manifestação desse tipo começa bem debaixo e sempre parecerá uma matilha minoritária, nas palavras retuitadas pelo incrÃvel secretário. A cidade tem mil lugares onde parar carros, poucas alternativas competentes de transporte coletivo, e quase nenhuma que possibilite a convivência a pé. O Largo Glênio Peres é um espaço muito pequeno para esse fim, e mesmo este está ameaçado. Sem falar do patrimônio histórico, o piso do largo não foi feito para carros, e já está bastante estragado. Mas o que dizer de um polÃtico que ocupa uma secretaria de comércio e passa a achar que as vendas são um fim em si? Acha que se alguém compra 300 reais de vinho não pode sair do mercado de transporte coletivo, táxi, etc. Ah, claro, que pode fazer isso é o chinelão que comprou 200 gramas de filé de peixe pro almoço – os desqualificados.
Realmente, estamos mal de liderança. Em qualquer lugar mais civilizado, um polÃtico que dissesse isso ao público já estaria fora do cargo.
Exemplo de monitoramento pelo twitter, do Imperador de Porto Alegre:
@valtern – Alo meu amigo @kevinkrieger,na entrada da cidade,saÃda do tunel,em frente à SMIC, o pessoal acampou.
http://yfrog.com/h0ok9cnj
Visite @valtern e veja as ordens que ele distribui, inclusive para o prefeito, durante a convenção de certo partido. E nós “desqualificados” e sem camionete, ainda temos que pagar o seu salário.
“as minorias, são os indivÃduos em matilhas”, diz o secretário.
Pode-se dizer, então, que a minoria da qual ele – secretário – faz parte, é a “matilha” mais feroz, por conseguinte. Detém o poder midiático no RS, poder do sistema financeiro mundial, etc.
E o leitor Felipe X, que no blog do Rovaà defendeu abertamente o uso de maconha, agora se mostra conservadorzinho. Lamentável e incoerente.
Que beleza essa direita hebraica, “moderada”, aristocrata e liberal. Querem, em resumo, um mercado público de Porto Alegre frequentado por “bacanas maconheiros”, mas com “glamour”.
PolÃcia Militar parecia bem se aparecesse montada em bicicletas e não em cavalos…
Bem bolada a manisfestaão, principalmente pela ironia da expressão “genuÃna” de que somos (eu me incluo nessa) “menos qualificados”… EU ME DETESTARIA SE FOSSE UM DOS MEMBROS DO GRUPO DOS “MAIS QUALIFICADOS”, cuja arrogância não consegue ocultar que estes não passam de meros PARASITAS que sugam a vida (a força de trabalho, o conforto, a segurança, a informação, etc.) de muitos que, como eu, são classificados como “menos importantes”. Houve uma inversão de valores, no meio social: esse rótulo está trocado, na “real” é o oposto: esse é o ÓBVIO, é algo EVIDENTE… SÓ NÃO VE QUEM NÃO QUER OU ESTà MUUUUITO CONDICIONADO com as viseiras que os MAIS QUAL. lhes colocam!! Malditos sejam os MAIS QUALIFICADOS!! Vida e sucesso para os MENOS!!


Pelo menos eles já aproveitam e deitam no chão em papelões e caixa de ovo, imitando mendigos, isso eles devem achar bonito quando aparece por ali.