Política

Volta de Lula em 2014 é “factoide da vezâ€, afirma José Dirceu

Para Dirceu, divisão da base aliada é "desejo da oposição e de setores da mídia" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Daniel Cassol

O ex-ministro e membro do diretório nacional do PT, José Dirceu, qualificou como o “factoide da vez†a tese de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia voltar a se candidatar em 2014. Para Dirceu, a divisão da base aliada do governo Dilma Rousseff é um desejo da oposição e de setores da imprensa. O “volta, Lula†seria uma deslealdade e um “tiro no pé†do PT. As afirmações foram feitas em entrevista exclusiva de Dirceu ao Sul21, que será publicada na íntegra na próxima semana.

“Existe mais um desejo da oposição e de setores da mídia do que uma divisão verdadeira dentro da base. Tanto isso é verdade que grandes jornais estão vindo com um factoide, como vieram na época do terceiro mandato do Lula. O factoide da vez é que o Lula volta em 2014. Isso é um factoide, até porque seria uma felonia e um tiro no péâ€, afirmou José Dirceu.

Na entrevista, o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula disse ver com normalidade eventuais atritos na base aliada e negou ter afirmado, recentemente, temer que o governo Dilma chegasse ao fim. “Não acredito que haja risco de perder a maioria, ou qualquer risco institucional. Jamais falei isso, até porque não é a minha avaliaçãoâ€, destacou. As alianças entre partidos são necessárias e não têm relação com os casos de corrupção, avaliou. “Corrupção tem ligação com a própria corrupção, e você tem que combatê-la.â€

Para Dirceu, a discussão atual sobre as eleições presidenciais de 2014 mostram a fragilidade da oposição. “Não tem nenhum sentido colocar 2014 na ordem do dia. Na verdade, isso reflete também a falta de propostas e de um programa político alternativo da oposiçãoâ€, afirmou.

Na conversa de quase uma hora e meia, Dirceu avaliou positivamente o governo de Dilma Rousseff, principalmente em relação ao enfrentamento da crise financeira. Para Dirceu, a experiência de Dilma como ministra da Casa Civil durante a crise de 2008 permite a ela trabalhar para que o Brasil enfrente a atual crise. “Nesse sentido, a avaliação do governo dela nesses oito meses é altamente positiva. E a sociedade brasileira e o eleitor brasileiro estão dando esse retorno a ela, é o que as pesquisas mostramâ€, afirma.

Nesta semana, duas pesquisas avaliaram o desempenho do governo Dilma. O levantamento do CNT/Sensus mostrou que 70,2% dois entrevistados aprovam o desempenho da presidenta. Pelo Ibope, o índice foi de 67%.

Comentários (5)
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Comentário de: leo vogt | 19 de agosto de 2011 | 8:04

Experiência na casa civil, grande gestora?? Não viu nada das falcatruas, não sabe de nada?

Comentário de: Pires | 19 de agosto de 2011 | 10:35

opa…. esse tem credibilidade hein. Tadinho, outro que foi ” condenado” por essa mídia do mal.

Comentário de: flavio cunha | 19 de agosto de 2011 | 10:55

O problema todo não é se ela viu ou não viu, o que interessa é que ela está depurando e limpando a sujeira, que no caso de governos petistas, sempre vem à tona com grande ajuda da mídia podre. O que realmente preocupa é quando o chefe sabe e não faz nada; caso da D. Yeda aqui e do execrável FHC na união.

Comentário de: Marta | 19 de agosto de 2011 | 16:23

Muito bem Flavio Cunha! Exatamente o que penso. detectar, agir, corrigir é o esperado de um governo com gestão e comprometido com as mudanças para manter o BR crescendo. Pior é um estado estagnado cheio de escandalos e o silencio da ex governadora Yeda. Agora temos que reverter a cidade que apresentar problemas em pilares como mobilidade, habitação… avante! Muito bem Zé, sempre lucido e posicionando com sabedoria!

Pingback de: Lula-2014 é o factóide da vez, diz José Dirceu « Fragmentos da realidade cotidiana | 19 de agosto de 2011 | 17:45

[...] O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) afirmou que o atrito na base governista de Dilma Rousseff é mais um desejo da oposição e de setores da mídia do que uma divisão verdadeira. Para ele, a volta de Lula em 2014 é o ‘factoide da vez’ usado pela oposição, que está frágil e não tem propostas para apresentar em contrapartida ao governo. As declarações foram dadas em entrevista ao site Sul21. [...]

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