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Para evitar recessão, Obama convoca reunião para ampliar teto da dívida nos EUA

Vivian Virissimo

Com a finalidade de debater o teto da dívida dos EUA, o presidente Barack Obama marcou uma nova reunião nesta segunda-feira (11) para negociar com lideranças dos Partidos Republicano e Democrata do Congresso. Esse encontro tem o objetivo de tentar convencer o Congresso a votar até o dia 2 de agosto um aumento no limite máximo do endividamento. Obama alega que, caso contrário, os Estados Unidos poderão ter de deixar de cumprir seus compromissos financeiros perante credores e poderão amargar uma nova recessão.

Com o objetivo de alcançar um acordo, os políticos estadunidenses iniciaram as discussões neste domingo (10). Na ocasião, Obama foi taxativo quando, antes da reunião, um jornalista questionou se os líderes serão capazes de selar um acordo nos próximos dez dias. “Precisamos fazê-lo”, disse. Na hipótese do acordo não ser fechado em três semanas, os EUA se tornam incapazes de obter mais empréstimos e, portanto, de cumprir suas obrigações fiscais. O país prevê um déficit federal que atingirá 1,2 trilhão neste ano.

Segundo o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, as negociações estão chegando perto da data-limite estipulada pela legislação. Com as medidas adotadas em relação à suspensão dos investimentos nos fundos de pensão, será possível evitar ultrapassar o teto apenas até 2 de agosto, por isso a urgência da acordo e da posterior votação. Atualmente o teto da dívida tem o limite de US$ 14,3 trilhões.

Neste fim de semana, Geithner disse que “o Congresso tem de agir†pelo aumento do limite de endividamento. “Caso contrário, vamos causar danos catastróficos à economia americana.â€

No último dia 6, Obama alertou que isso poderia desencadear uma espiral de recessão. “Nosso crédito pode ser rebaixado, taxas de juros podem subir drasticamente e poderia haver uma nova espiral rumo a uma segunda recessão ou piorâ€, disse o presidente, ao responder perguntas feitas por usuários do Twitter, em evento realizado na Casa Branca.

Além da reunião, o presidente também fará um pronunciamento e concederá uma entrevista coletiva sobre os impactos crise de dívida vivida pelo país. Na reunião de ontem, Obama alegou “necessidade” de alcançar um acordo, mas a situação divide opiniões entre republicanos e democratas.

Para a oposição republicana, que controla a Câmara dos Representantes (deputados federais), o acordo deve estar vinculado a cortes de gastos para reduzir o deficit no orçamento. Os republicanos também se opõem a aumentos nos impostos – que o governo quer impor à parcela mais rica da população americana –, enquanto democratas divergem sobre cortes em programas sociais estatais.

Na reunião de domingo estiveram presentes, entre outros, o líder da maioria republicana na Câmara de Representantes, John Boehner; o da maioria democrata no Senado, Harry Reid; e o líder da minoria na Câmara Baixa, Nancy Pelosi.

O presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, afirmou após a reunião que qualquer acordo relacionado ao orçamento americano deve “restringir gastos futuros e não incluir elevação de impostosâ€, evidenciando novamente o impasse.

Com informações da BBC Brasil e Folha de S. Paulo

Comentários (4)
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Comentário de: concursos publicos | 11 de julho de 2011 | 14:04

Obama é uma decepção mundial.

Comentário de: Cândido | 12 de julho de 2011 | 3:28

Os republicanos querem cortes nos gastos públicos? Boa idéia. Poderiam começar pelo corte dos gastos militares. A humanidade agradeceria.

Pingback de: Sul 21 » Crise da dívida na Europa repercute nos mercados financeiros | 12 de julho de 2011 | 10:57

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