Economia
RS longe do déficit zero. Rombo nas contas é de R$ 150 milhões

Secretário da Fazenda, Odir Tonollier, acompanhado do secretário adjunto, André Paiva, e do secretário do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik (D), revela a situação financeira do estado/| Foto: Silvio Alves/Palácio Piratini
Igor Natusch
Preocupante. Foi assim que o secretário de Fazenda do Rio Grande do Sul, Odir Tonollier, descreveu a situação das finanças gaúchas nesse começo de governo Tarso. Em entrevista coletiva, ocorrida na tarde desta quinta-feira (13), o secretário expôs uma série de números que criam uma imagem bem pouco animadora para os próximos meses no estado. Segundo os dados, o RS enfrenta um caixa negativo de R$ 4,6 bilhões, além de um déficit de R$ 150 milhões. Caso nenhuma medida seja tomada, a pasta prevê, para o final de 2011, um déficit de R$ 550 milhões. As dÃvidas, neste momento, somam R$ 1 bilhão – entre eles, R$ 140 milhões em obras não pagas do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (DAER) e R$ 125 milhões em convênios com municÃpios, valor do qual R$ 100 milhões ainda não foram empenhados.
“Nosso propósito é mostrar que temos esperanças de que as finanças podem melhorar, mas também de mostrar de onde nós partimosâ€, explicou o secretário de Fazenda. Odir Tonollier foi enfático ao dizer que o caixa do governo está zerado. “Literalmenteâ€, reforçou. “A situação de hoje, 13 de janeiro de 2011, é essa: não temos recursos, o dinheiro que temos em caixa é zero. Foi isso que recebemos no começo da nossa gestãoâ€.
As informações de Tonollier contestam os dados fornecidos pelo governo anterior, de Yeda Crusius. Segundo a ex-governadora, o Rio Grande do Sul começava o ano com R$ 3,6 bilhões em caixa e com déficit zero nas contas públicas. Não é, segundo o secretário, a mesma realidade que a nova equipe encontrou ao assumir a pasta. Admitindo que as dificuldades “não são novasâ€, Odir Tonollier se disse “um pouco surpreendido†com a extensão dos problemas financeiros do RS. “Deixo o juÃzo para vocêsâ€, disse Tonollier, preferindo deixar eventuais crÃticas no terreno do subentendido.
“Temos que crescer mais do que o Brasilâ€
Para diminuir o impacto dessas dificuldades, o secretário de Fazenda defende uma postura positiva e a busca de alternativas, incluindo um “rigoroso controle†das despesas públicas. “Temos que encarar o fato de que o Rio Grande do Sul precisa crescer mais do que o Brasilâ€, admitiu Odir Tonollier. Para que isso seja viável, a ideia é buscar parcerias com o governo federal, além da atração de investimentos industriais e empresariais. O objetivo do governo estadual é arrecadar até R$ 400 milhões em 2011.
Um exemplo citado por Odir Tonollier refere-se aos programas emergenciais de financiamento oferecidos pela União. Segundo o secretário, o estado não buscou uma parcela de R$ 100 milhões a que teria direito em 2010, e no momento esse empréstimo estaria, teoricamente, vencido. “Estamos tentando buscar esses recursos, resgatar esse valor, e estamos contando com a disposição do governo federal em colaborar para que esse dinheiro chegue ao estadoâ€, revelou. Além disso, há o plano de buscar um empréstimo de R$ 2 bilhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao Banco Mundial.
Existe também a possibilidade de usar recursos advindos de depósitos judiciais, especialmente para manter em dia a folha do funcionalismo público, que chega aos R$ 800 milhões. “Se faltar recursos para a folha de pagamento, se chegarmos a uma situação emergencial, certamente vamos recorrer a essa alternativaâ€, disse Tonollier. Mas fez uma ressalva: há incidência de juros sobre esse montante, de forma que a utilização desses valores pode complicar ainda mais o equilÃbrio das contas do Rio Grande do Sul.
Odir Tonollier garante que compromissos assumidos, como a anistia concedida aos pequenos agricultores pela Assembleia Legislativa, serão honrados pelo governo. Além disso, os salários do funcionalismo serão mantidos em dia. Mas admitiu que a situação financeira do RS não permite qualquer tipo de reajuste salarial. “Não temos previsão orçamentáriaâ€, afirmou. “Temos um desafio, que é preparar o estado para recuperar setores que estão em situação difÃcil, como a educação, saúde e segurança. São despesas absolutamente necessárias, que nós não temos, nesse momento, como atender. Não existe, no momento, nenhuma previsão de aumentoâ€.
Knijnik: “guerra fiscal é nefasta para todosâ€
O secretário de Desenvolvimento e Investimento, Mauro Knijnik, também estava presente na coletiva de imprensa. Segundo ele, o seu papel será de identificar as empresas gaúchas que podem crescer e, em um segundo momento, atrair empreendimentos que possam revigorar as atividades econômicas do RS. “Nenhum estudo de viabilidade será feito sem a participação ativa de todos os interessados. Nosso objetivo é encurtar caminhos e atrair empresas para o estadoâ€, garantiu.
Segundo Knijnik, algumas empresas já procuraram o governo, entre elas investidores em cerâmica e metal-mecânica, além de um empreendimento chinês, interessado em explorar energia eólica no RS. Mas descartou ações que conduzam a uma guerra fiscal contra outros estados brasileiros. “É uma situação que acaba sendo nefasta para todosâ€, acredita. Knijnik cita empresas calçadistas gaúchas, que saÃram do estado em nome de incentivos fiscais e que agora estariam dispostas a voltar. “Chegamos a brincar dentro da secretaria que terÃamos que lançar um ‘Programa Filho Pródigo’, pensando nessas empresasâ€, riu Knijnik.
Knijnik garante que o governo pretende ir além do Fundopem, construindo sistemas de incentivo e de atração de empresas. Mas prega cautela. “Óbvio que todas as empresas querem incentivos fiscais, mas nós queremos pagar as contasâ€, disse. Ao fim da coletiva, Mauro Knijnik revelou que o governador Tarso Genro deve convocar, ainda esse mês, uma reunião envolvendo uma série de secretarias, dentro da polÃtica de transversalidade proposta pelo governo. A pauta: ações conjuntas que ajudem o RS a tirar o pé da lama.
Comentários (5)
» Deixe seu comentário[...] This post was mentioned on Twitter by Izaque M. Ribeiro, Rodrigo PruxOliveira and others. Rodrigo PruxOliveira said: Yeda deixou um presentinho p Tarso RT @jornalSul21 RS longe do déficit zero. Rombo nas contas é de R$ 150 milhões – http://bit.ly/hbyRx7 [...]
Eu sabia que esse déficit zero nada mais era do que umgasto desnecessário de publicidade. É claro que o Tarso não resolverá o problema, pois o PT não é mais alternativa. Mas uma coisa é certa o déficit zero do governo Yeda nada mais foi do que uma troca de dÃvidas. E os pagamentos de precatórios também é outra mentira pois faz quase 4 anos que minha mãe entru na justiça para receber os precatórios do meu pai, gastamos com reconhecimento de firma em cartório para abrir mão do excedente e assim mesmo não recemos NADA.
Até quando o funcionalismo público vai ser massacrado pela falta de vontade e descaso dos governantes. Como é que para se darem aumento nem sequer teriam visto que o estado estava zerado, ninguém é trouxa de acreditar nessas asneiras, é que é muito melhor para os polÃticos que a educação seja tratada com descaso mesmo, pois quanto mais “BURROS E ANALFABETOS” o povo for melhor para eles, tem que fazer vestibular para ingressar na carreira polÃtica pois entra cada um que até DEUS duvida.


Tomááááá gaúchos trouxas….só não viu os otários…Yeda pegou o estado quebrado….como você vai roubar de um negócio falido…disto ela supostamente levantou o estado e a grana ´dos trouxas… e ainda mandou assassinar Marcelo Cavlacant…Nestor Mahler e Eliseu Santos.. os três testemunhas contra ela e no periodo de um ano..agora nos states trulhas e bufões….. para saberem mais no site www. viaoficio.com