Política

Tarso entrega projeto a Yeda para ser enviado à Assembleia

Marco Quintana/Sul21

Yeda Crusius, Beto Grill e Tarso Genro / Foto: Marco Quintana/Sul21

Rachel Duarte

Um encontro rápido e cordial, com direito a conselhos sobre o melhor local para instalar o governo, e sem aprofundamento de temas que ficarão pendentes para o próximo governo. Assim foi o primeiro encontro entre o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), e a atual governadora, Yeda Crusius (PSDB). Tarso foi ao Palácio acompanhado pelo futuro vice-governador, Beto Grill (PSB).

Tarso entregou a Yeda o projeto de lei que contempla a estrutura da futura administração estadual e solicitou que ela o envie à Assembleia Legislativa. Do projeto constam a criação da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, a reformulação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e a reforma administrativa, que prevê reestruturação, extinção e criação de secretarias.

O futuro governador também solicitou a Yeda que seja repassado à equipe de transição o cronograma das obras e projetos em andamento. A governadora deu sinal verde para os pedidos de Traso, prometendo dar celeridade ao encaminhamento.

Os que imaginavam que o clima do encontro entre a governadora e o futuro governador, eleito pela oposição, seria de mal-estar ou hostilidade, como aconteceu em outros momentos da história política do Rio Grande do Sul, se surpreenderam com o comportamento de Tarso e Yeda ao falar com a imprensa na ala residencial e, após, dar um passeio pelos jardins do Palácio Piratini. Inevitável foi a pergunta de jornalistas sobre o significado do clima cordial. Tarso disse que, no que depender dele, a transição será “republicana e de alto nívelâ€. Yeda, por sua vez, disse – sorrindo, como fez durante todo o encontro – que será um prazer ajudar o governador eleito.

Marco Quintana/Sul21

Foto: Marco Quintana/Sul21

Promessa de rapidez

Como anfitriã, Yeda foi a primeira a falar na coletiva de imprensa. Ressaltou que o encontro entre ela e Ta rso marcou o início da transição, que será tocada pelas duas equipes. “O governador eleito já me apresentou suas primeiras demandas. A cada dia que tivermos a resposta para elas, iremos atender com maior prazer e o mais rápido possívelâ€, afirmou.

Tarso salientou que o encontro político e técnico foi afável e marcou o processo de “continuidade da função pública do estado”. Sobre as questões pendentes – os contratos por meio de Parceria Público Privadas (PPPs) para construção da RS-010 e de presídios -, o futuro governador foi sucinto. “Agora é que as equipes irão analisar os projetos em andamento, e ver se são de interesse público. Não vou intervir na gestão da governadora, que pode fazer o que tem direito enquanto ainda está no cargoâ€, disse.

Yeda valorizou o andamento que vem dando aos projetos de seu governo, como o da revitalização do Cais Mauá. Garantiu que irá disponibilizar para a equipe de Tarso o cronograma de ações de seu governo. “Os processos têm prazos. Hoje, por exemplo, publicamos edital para a RS-010. Mas, vamos atender o que o governador pediu que é disponibilizar a nossa agenda, a partir de agoraâ€, falou.

Sobre a possibilidade de abrir mão dos licenciamentos das PPPs, principalmente no que se refere à construção do complexo prisional de Canoas, Yeda disse que os processos estão em fase final e precisarão do consenso das equipes de transição. Tarso disse aos jornalistas que não pediu que Yeda adie as assinaturas das PPPs, mas ponderou com a governadora a necessidade de obter “informações profundas”, já que podem, eventualmente, ser contraditórios com o seu programa de governo.

A agenda será entregue às equipes de transição dos dois governos, que devem ter um primeiro encontro de trabalho nesta terça-feira (09), no Centro de Treinamento da Procergs, local escolhido para os trabalhos.

Reconhecimento do território

Após a coletiva, Yeda acompanhou Tarso até o jardim, onde o carro o esperava. Antes de sair, os dois conversaram sobre o andamento das obras de reforma do Palácio Piratini, que passa por processo de restauração. A governadora afimrou que o melhor local para despachar é o Centro Administrativo e não o Palácio.

Tarso não decidiu de onde irá despachar, mas disse que, depois de conversar com a esposa Sandra, a tendência é que ambos permaneçam morando na casa onde vivem, no bairro Moinhos de Vento.

Perguntado sobre como se sentiu pisando no Palácio Piratini, pela primeira vez depois de eleito governador do Rio Grande do Sul, Tarso brincou com a elevada temperatura desta segunda-feira. “Aqui fora está calor, mas lá dentro estava bomâ€, disse sobre a climatização da Ala Residencial onde conversou com Yeda.

Leia também: http://sul21.com.br/jornal/2010/10/governo-tarso-tera-departamento-de-combate-a-corrupcao-e-conselho-de-etica-publica/

Comentários (2)
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Comentário de: Zé Bronquinha | 9 de novembro de 2010 | 14:10

O governo Tarso que certamente não será de esquerda nem de direita, governará com amplo leque de alianças de centro direita, sendo que isso não se constituirá no principal problema.O principal deles é o funcionamento da seita orporativista que é a famigerada maçonaria que historicamente está inastalada em postos chaves na BM, polícial civil e Banrisul, sen contar o Judiciário.

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